Não foi uma opção que tenha colhido o consenso geral. Não digo entre o júri do Festival de Cinema de Cannes, que o premiou com a Palma de Ouro em 2010 e cujo processo de decisão desconheço. Mas aos olhos desse mundo por onde tem passado a mais recente obra cinematográfica do realizador tailandês Apichatpong Weerasethakul.
Porquê a estranheza de um prémio de tal envergadura a este filme? Admitamos que o seu despojamento possa surpreender ou perturbar quem se habituou demasiado ao rebuscado artifício cinematográfico – seja ele de forma ou conteúdo...
Com efeito, Cannes abriu-se este ano a outras narrativas que buscam a essência da vida humana, na sua dimensão mais elevada, com uma muito evidente simpatia pelo registo transcendente, o espiritual, o religioso, atribuindo, não por acaso, dois dos seus principais prémios a dois filmes espiritualmente fecundos: “Dos Homens e dos Deuses” e agora este, de Apichatpong Weerasethakul.
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http://www.snpcultura.org/tio_boonmee_que_se_lembra_das_suas_vidas_anteriores.html
http://expresso.sapo.pt/o-tio-boonmee-o-fantasma-da-morte=f640662
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