"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























quinta-feira, 16 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (15)

O moinho e a cruz
Em 1564 a Flandres sofre a brutal ocupação pela Espanha de Filipe II. Liderando o movimento da Contrarreforma, o monarca, católico devoto, procurava assim dominar o ímpeto crescente da corrente calvinista fortemente presente naquela região.
É nesse mesmo ano, no contexto de profundas divisões na Europa, que o pintor Peter Bruegel, originário do então ducado de Brabante, cria “A Subida ao Calvário”. A pintura, resultado da encomenda de Nicholas Jonghelinck, banqueiro, colecionador de arte e mecenas, utiliza de forma extraordinária uma alegoria para, a partir da paixão e crucifixão de Cristo, a contextualizar na situação da Flandres de então.
Em 1996 o escritor e crítico de arte Michael Francis Gibson publica uma análise sobre o quadro de Bruegel, que virá a remeter ao realizador Lech Majewski. O visionamento de “Angelus” (2000) e a forma como este aborda uma trama apocalíptica numa comunidade da Silésia, sugerem ao escritor ser este o realizador indicado para dar corpo fílmico ao seu entendimento da obra de Bruegel. A colaboração começa logo na escrita do argumento e o filme é produzido em três anos.

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