"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























quarta-feira, 2 de setembro de 2026

LIVRO&LEITURA: “The turbulent AI era is here. The choices we make now are critical”

 The turbulent AI era is here. The choices we make now are critical”, ensaio de Bill Gates publicado no Gates Notes


Bill Gates é um sonso, eu sei. Tem uma gigantesca responsabilidade na evolução do mundo computacional, incluindo nos seus aspetos mais sombrios, e não pode esperar que o esqueçamos.

Contudo, sabe da poda. Ignorando eventualmente a autoria deste ensaio - que é grande (60 mil palavras) - há que o ler avaliando as palavras pelo seu valor facial. E o que lá se diz é muito assustador - contendo, no entanto, propostas de futuro, ou seja, uma nota de esperança.

Gates dá grande atenção às implicações da Inteligência Artificial (IA) no mundo do trabalho. A sua perspetiva é pessimista (e de resto sem que se espere aqui alguma novidade): a IA vai provocar um massacre no emprego. Milhares de tarefas tenderão a ser desempenhadas por agentes IA e não por humanos. A crueldade, diz ele, poderá ir ao ponto de ser uma máquina (e não um médico) a informar um doente que tem um cancro.

Neste contexto, o fundador e líder histórico da Microsoft faz uma sugestão interessante: que se determinem, por lei, as profissões que só podem ser desempenhadas por humanos. Ele próprio usa essa imagem: é estabelecer para o trabalho humano os mesmos mecanismos que se estabelecem, por exemplo, nas Áreas de Paisagem Protegida. Ele chama-lhe Reserva Humana.

A mensagem, em conclusão, é esta: não havendo esperança na possibilidade de as “big techs” travarem as evoluções da IA, mesmo as mais nefastas, por estarem sempre na corrida para o próximo bilhão de dólares, incumbe ao poder político impôr legislativamente linhas vermelhas. Tem poder para isso - então que o use. Fica o recado, assumidamente à atenção da classe política nacional.