"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sábado, 14 de fevereiro de 2015

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.
"É difícil manter a moeda única com 18 dívidas diferentes"
O cidadão Miguel Santos
A Grécia lavrou a certidão de óbito
No fio da navalha
Simples de mais para ser verdade?
A não reunião
Realidade e ficção
Fazia 32 quilómetros por dia a pé. Agora ganhou um carro e 270 mil dólares
"O meu maior medo, agora que aceitei o desafio, é que possa transformar-me num político"
Stuart Holland "A Economia é jogada com pouco respeito pelo mundo real"
Em cinco anos 647 portugueses tornaram-se médicos 'lá fora'
Banco suíço promoveu fraude fiscal ao guardar mais de 180 mil milhões
Plano B da Grécia é pedir ajuda a Rússia, China ou EUA
Afinal não houve Big Bang. O Universo nunca teve princípio
SwissLeaks: português com 143 milhões no HSBC investigado
Movimento Revolução Branca assistente na 'Operação Marquês'
É "uma questão de tempo" até que a Grécia saia do Euro
SwissLeaks. Português com 143 milhões no HSBC está a ser investigado em França
Papa quer trazer mulheres para o governo da Igreja
Banca Uns punem infratores com fortunas escondidas. Nós ficamos calados
Novos dados bancários passam rasteira a Sócrates
Revelações do SwissLeaks são só ponta do icebergue
Prazo Atenção, tem até domingo para inserir faturas nas Finanças
Há um Cavaco dentro do Presidente
Crime na banca é uma banalidade
De uma economia de exclusão a uma economia de comunhão: que responsabilidade para os cristãos?
A meio caminho
Novo consenso
Carta de 32 personalidades pede a Passos Coelho para mudar posição sobre a Grécia
A propósito da questão grega
Cientistas fazem contas: há oito milhões de toneladas de plástico no mar
Investigação Sócrates foi a Nova Iorque só para falar com vice de Angola
Compras Fique a par do que muda domingo com a taxa sobre sacos
Governos portugueses permitiram limpar rasto do dinheiro vindo da Suíça
O valor do trabalho trucidado
Para que a memória não se apague...Fará no próximo dia 27 de Fevereiro 62 anos!
 








sexta-feira, 5 de abril de 2013

HISTÓRIA: em 23 de Fevereiro de 1953, completaram-se 63 anos...

O Acordo de Londres de 1953 sobre a divida alemã foi assinado em 27 de Fevereiro, depois de duras negociações com representantes de 26 países, com especial relevância para os EUA, Holanda, Reino Unido e Suíça, onde estava concentrada a parte essêncial da dívida.

A dívida total foi avaliada em 32 biliões de marcos, repartindo-se em partes iguais em dívida originada antes e após a II Guerra.Os EUA começaram por propor o perdão da dívida contraída após a II Guerra. Mas, perante a recusa dos outros credores, chegou-se a um compromisso. Foi perdoada cerca de 50% (Entre os paises que perdoaram a dívida estão a Espanha, Grécia e Irlanda) da dívida e feito o reescalonamento da dívida restante para um período de 30 anos. Para uma parte da dívida este período foi ainda mais alongado. E só em Outubro de 1990, dois dias depois da reunificação, o Governo emitiu obrigações para pagar a dívida contraída nos anos 1920.

O acordo de pagamento visou, não o curto prazo, mas antes procurou assegurar o crescimento económico do devedor e a sua capacidade efectiva de pagamento.

O acordo adoptou três princípios fundamentais:
1. Perdão/redução substantial da dívida;
2. Reescalonamento do prazo da divída para um prazo longo;
3. Condicionamento das prestações à capacidade de pagamento do devedor.

O pagamento devido em cada ano não pode exceder a capacidade da economia. Em caso de dificuldades, foi prevista a possibilidade de suspensão e de renegociação dos pagamentos. O valor dos montantes afectos ao serviço da dívida nao poderia ser superior a 5% do valor das exportações. As taxas de juro foram moderadas, variando entre 0 e 5 %.

A grande preocupação foi gerar excedentes para possibilitar os pagamentos sem reduzir o consumo. Como ponto de partida, foi considerado inaceitável reduzir o consumo para pagar a dívida.

O pagamento foi escalonado entre 1953 e 1983. Entre 1953 e 1958 foi concedida a situacao de carência durante a qual só se pagaram juros.

Outra característica especial do acordo de Londres de 1953, que não encontramos nos acordos de hoje, é que no acordo de Londres eram impostas também condições aos credores - e não só aos paises endividados. Os países credores, obrigavam-se, na época, a garantir de forma duradoura, a capacidade negociadora e a fluidez económica da Alemanha.

Uma parte fundamental deste acordo foi que o pagamento da dívida deveria ser feito somente com o superavit da balança comercial. 0 que, "trocando por miúdos", significava que a RFA só era obrigada a pagar o serviço da dívida quando conseguisse um saldo de dívisas através de um excedente na exportação, pelo que o Governo alemão não precisava de utilizar as suas reservas cambiais.

EM CONTRAPARTIDA, os credores obrigavam-se também a permitir um superavit na balança comercial com a RFA - concedendo à Alemanha o direito de, segundo as suas necessidades, levantar barreiras unilaterais às importações que a prejudicassem.

Hoje, pelo contrário, os países do Sul são obrigados a pagar o serviço da dívida sem que seja levado em conta o défice crónico das suas balanças comerciais

Marcos Romão, jornalista e sociólogo. 27 de Fevereiro de 2013.