"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























domingo, 8 de março de 2020

PALAVRA de DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!

Considerando:
1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, profética" AQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesial" AQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontro" AQUI
5. Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6. Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
7. Papa mais,  pede aos padres para falarem ao «coração» e não fazerem «homilias demasiado intelectuais». Par saber mais, clicar AQUI.
8. Porquê ir à missa ao domingo? Ler AQUI.
9. O que é que se faz para que a Eucaristia dominical seja algo de vital, de verdadeiramente comunitário, capaz de permitir o reconhecimento recíproco e uma autêntica fraternidade para quantos nela participam? Ler&saber AQUI.
10. 8 conselhos dos santos para amar a Eucaristia AQUI.  

Então:
Tema do 2º Domingo da Quaresma - Ano A
No segundo Domingo da Quaresma, a Palavra de Deus define o caminho que o verdadeiro discípulo deve seguir: é o caminho da escuta atenta de Deus e dos seus projectos, da obediência total e radical aos planos do Pai.
O Evangelho relata a transfiguração de Jesus. Recorrendo a elementos simbólicos do Antigo Testamento, o autor apresenta-nos uma catequese sobre Jesus, o Filho amado de Deus, que vai concretizar o seu projecto libertador em favor dos homens através do dom da vida. Aos discípulos, desanimados e assustados, Jesus diz: o caminho do dom da vida não conduz ao fracasso, mas à vida plena e definitiva. Segui-o, vós também.
Na primeira leitura apresenta-se a figura de Abraão. Abraão é o homem de fé, que vive numa constante escuta de Deus, que sabe ler os seus sinais, que aceita os apelos de Deus e que lhes responde com a obediência total e com a entrega confiada. Nesta perspectiva, ele é o modelo do crente que percebe o projecto de Deus e o segue de todo o coração.
Na segunda leitura, há um apelo aos seguidores de Jesus, no sentido de que sejam, de forma verdadeira, empenhada e coerente, as testemunhas do projecto de Deus no mundo. Nada - muito menos o medo, o comodismo e a instalação - pode distrair o discípulo dessa responsabilidade.
EVANGELHO - Mt 17,1-9
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
Jesus tomou consigo Pedro, Tiago e João seu irmão
e levou os, em particular, a um alto monte
e transfigurou Se diante deles:
o seu rosto ficou resplandecente como o sol
e as suas vestes tornaram se brancas como a luz.
E apareceram Moisés e Elias a falar com Ele.
Pedro disse a Jesus:
«Senhor, como é bom estarmos aqui!
Se quiseres, farei aqui três tendas:
uma para Ti, outra para Moisés a outra para Elias».
Ainda ele falava,
quando uma nuvem luminosa os cobriu com a sua sombra
e da nuvem uma voz dizia:
«Este é o meu Filho muito amado,
no qual pus toda a minha complacência. Escutai O».
Ao ouvirem estas palavras,
os discípulos caíram de rosto por terra a assustaram se muito.
Então Jesus aproximou se e, tocando os, disse:
«Levantai vos e não temais».
Erguendo os olhos, eles não viram mais ninguém, senão Jesus.
Ao descerem do monte, Jesus deu lhes esta ordem:
«Não conteis a ninguém esta visão,
até o Filho do homem ressuscitar dos mortos».
AMBIENTE
A secção de Mt 16,21-20,34 é uma catequese sobre o discipulado, como seguimento de Jesus até à cruz. O texto que hoje nos é proposto faz parte dessa catequese.
O relato da transfiguração de Jesus é antecedido do primeiro anúncio da paixão (cf. Mt 16,21-23) e de uma instrução sobre as atitudes próprias do discípulo (convidado a renunciar a si mesmo, a tomar a sua cruz e a seguir Jesus no seu caminho de amor e de entrega da vida - cf. Mt 16,24-28). Depois de terem ouvido falar do "caminho da cruz" e de terem constatado aquilo que Jesus pede aos que o querem seguir, os discípulos estão desanimados e frustrados, pois a aventura em que apostaram parece encaminhar-se para um rotundo fracasso; eles vêem esfumar-se - nessa cruz que irá ser plantada numa colina de Jerusalém - os seus sonhos de glória, de honras, de triunfos e perguntam-se se vale a pena seguir um mestre que nada mais tem para oferecer do que a morte na cruz.
É neste contexto que Mateus coloca o episódio da transfiguração. A cena constitui uma palavra de ânimo para os discípulos (e para os crentes, em geral), pois nela manifesta-se a glória de Jesus e atesta-se que Ele é - apesar da cruz que se aproxima - o Filho amado de Deus. Os discípulos recebem, assim, a garantia de que o projecto que Jesus apresenta é um projecto que vem de Deus; e, apesar das suas próprias dúvidas, recebem um complemento de esperança que lhes permite "embarcar" e apostar nesse projecto.
Literariamente, a narração da transfiguração é uma teofania - quer dizer, uma manifestação de Deus. Portanto, o autor do relato vai colocar no quadro que descreve todos os ingredientes que, no imaginário judaico, acompanham as manifestações de Deus (e que encontramos quase sempre presentes nos relatos teofânicos do Antigo Testamento): o monte, a voz do céu, as aparições, as vestes brilhantes, a nuvem e mesmo o medo e a perturbação daqueles que presenciam o encontro com o divino. Isto quer dizer o seguinte: não estamos diante de um relato fotográfico de acontecimentos, mas de uma catequese (construída de acordo com o imaginário judaico) destinada a ensinar que Jesus é o Filho amado de Deus, que traz aos homens um projecto que vem de Deus.

MENSAGEM
Esta página de catequese, destinada a ensinar que Jesus é o Filho de Deus e que o projecto que Ele propõe vem de Deus, está construída sobre elementos simbólicos tirados do Antigo Testamento. Que elementos são esses?
O monte situa-nos num contexto de revelação: é sempre num monte que Deus Se revela; e, em especial, é no cimo de um monte que Ele faz uma aliança com o seu Povo.
A mudança do rosto e as vestes de brancura resplandecente recordam o resplendor de Moisés, ao descer do Sinai (cf. Ex 34,29), depois de se encontrar com Deus e de ter as tábuas da Lei.
A nuvem, por sua vez, indica a presença de Deus: era na nuvem que Deus manifestava a sua presença, quando conduzia o seu Povo através do deserto (cf. Ex 40,35; Nm 9,18.22; 10,34).
Moisés e Elias representam a Lei e os Profetas (que anunciam Jesus e que permitem entender Jesus); além disso, são personagens que, de acordo com a catequese judaica, deviam aparecer no "dia do Senhor", quando se manifestasse a salvação definitiva (cf. Dt 18,15-18; Mal 3,22-23).
O temor e a perturbação dos discípulos são a reacção lógica de qualquer homem ou mulher diante da manifestação da grandeza, da omnipotência e da majestade de Deus (cf. Ex 19,16; 20,18-21).
As tendas parecem aludir à "festa das tendas", em que se celebrava o tempo do êxodo, quando o Povo de Deus habitou em "tendas", no deserto.
A mensagem fundamental, amassada com todos estes elementos, pretende dizer quem é Jesus. Recorrendo a simbologias do Antigo Testamento, o autor deixa claro que Jesus é o Filho amado de Deus, em quem se manifesta a glória do Pai. Ele é, também, esse Messias libertador e salvador esperado por Israel, anunciado pela Lei (Moisés) e pelos Profetas (Elias). Mais ainda: ele é um novo Moisés - isto é, aquele através de quem o próprio Deus dá ao seu Povo a nova lei e através de quem Deus propõe aos homens uma nova aliança.
Da acção libertadora de Jesus, o novo Moisés, irá nascer um novo Povo de Deus. Com esse novo Povo, Deus vai fazer uma nova aliança; e vai percorrer com ele os caminhos da história, conduzindo-o através do "deserto" que leva da escravidão à liberdade.
Esta apresentação tem como destinatários os discípulos de Jesus (esse grupo desanimado e frustrado porque no horizonte próximo do seu líder está a cruz e porque o mestre exige dos discípulos que aceitem percorrer um caminho semelhante). Aponta para a ressurreição, aqui anunciada pela glória de Deus que se manifesta em Jesus, pelas vestes resplandecentes (que lembram as vestes resplandecentes dos anjos que anunciam a ressurreição - cf. Mt 28,3) e pelas palavras finais de Jesus ("não conteis a ninguém esta visão, até o Filho do Homem ressuscitar dos mortos" - Mt 17,9): diz-lhes que a cruz não será a palavra final, pois no fim do caminho de Jesus (e, consequentemente, dos discípulos que seguirem Jesus) está a ressurreição, a vida plena, a vitória sobre a morte.
Uma palavra final para o desejo - manifestado por Pedro - de construir três tendas no cimo do monte, como se pretendesse "assentar arraiais" naquele quadro. O pormenor pode significar que os discípulos queriam deter-se nesse momento de revelação gloriosa, ignorando o destino de sofrimento de Jesus. Jesus nem responde à proposta: Ele sabe que o projecto de Deus - esse projecto de construir um novo Povo de Deus e levá-lo da escravidão para a liberdade - tem de passar pelo caminho do dom da vida, da entrega total, do amor até às últimas consequências.

ACTUALIZAÇÃO
A reflexão pode fazer-se partindo das seguintes questões:
• A questão fundamental expressa no episódio da transfiguração está na revelação de Jesus como o Filho amado de Deus, que vai concretizar o projecto salvador e libertador do Pai em favor dos homens através do dom da vida, da entrega total de si próprio por amor. Pela transfiguração de Jesus, Deus demonstra aos crentes de todas as épocas e lugares que uma existência feita dom não é fracassada - mesmo se termina na cruz. A vida plena e definitiva espera, no final do caminho, todos aqueles que, como Jesus, forem capazes de pôr a sua vida ao serviço dos irmãos.
• Na verdade, os homens do nosso tempo têm alguma dificuldade em perceber esta lógica... Para muitos dos nossos irmãos, a vida plena não está no amor levado até às últimas consequências (até ao dom total da vida), mas sim na preocupação egoísta com os seus interesses pessoais, com o seu orgulho, com o seu pequeno mundo privado; não está no serviço simples e humilde em favor dos irmãos (sobretudo dos mais débeis, dos mais marginalizados e dos mais infelizes), mas no assegurar para si próprio uma dose generosa de poder, de influência, de autoridade e de domínio, que dê a sensação de pertencer à categoria dos vencedores; não está numa vida vivida como dom, com humildade e simplicidade, mas numa vida feita um jogo complicado de conquista de honras, de glórias e de êxitos. Na verdade, onde é que está a realização plena do homem? Quem tem razão: Deus, ou os esquemas humanos que hoje dominam o mundo e que nos impõem uma lógica diferente da lógica do Evangelho?
• Por vezes somos tentados pelo desânimo, porque não percebemos o alcance dos esquemas de Deus; ou então, parece que, seguindo a lógica de Deus, seremos sempre perdedores e fracassados, que nunca integraremos a elite dos senhores do mundo e que nunca chegaremos a conquistar o reconhecimento daqueles que caminham ao nosso lado... A transfiguração de Jesus grita-nos, do alto daquele monte: não desanimeis, pois a lógica de Deus não conduz ao fracasso, mas à ressurreição, à vida definitiva, à felicidade sem fim.
• Os três discípulos, testemunhas da transfiguração, parecem não ter muita vontade de "descer à terra" e enfrentar o mundo e os problemas dos homens. Representam todos aqueles que vivem de olhos postos no céu, alheados da realidade concreta do mundo, sem vontade de intervir para o renovar e transformar. No entanto, ser seguidor de Jesus obriga a "regressar ao mundo" para testemunhar aos homens - mesmo contra a corrente - que a realização autêntica está no dom da vida; obriga a atolarmo-nos no mundo, nos seus problemas e dramas, a fim de dar o nosso contributo para o aparecimento de um mundo mais justo e mais feliz. A religião não é um ópio que nos adormece, mas um compromisso com Deus, que se faz compromisso de amor com o mundo e com os homens.
BILHETE DE EVANGELHO.
A vida é combate. O primeiro acto do ser humano no seu nascimento é um grito. Ele deverá lutar para viver. Muitos doentes sabem que devem lutar contra o mal, o sofrimento, o desencorajamento, a lassidão. Desistir de lutar é sintoma de uma doença que se chama depressão. Podemos lutar para nos curarmos fisicamente. Podemos lutar para nos mantermos de pé na provação. A vida espiritual também é um combate. O Senhor é Alguém que se deixa procurar. Segui-l'O supõe, por vezes, escolhas radicais. Nesta semana, aceitemos conduzir um combate. Não para ser oo melhores, nem para esmagar os outros, mas para viver e fazer viver. A vitória neste combate é-nos anunciada neste domingo, em que nos juntamos ao Senhor transfigurado. Mas Ele diz-nos que, antes de ressuscitar, deve passar pelo combate da Paixão. A ressurreição é a vitória do combate pela vida.

PALAVRA PARA O CAMINHO.
A aventura da fé... "deixa a tua terra..."; "sofre comigo pelo Evangelho..."; "levou-os, em particular, a um alto monte..." A aventura da fé não nos deixa qualquer repouso até ao dia em que toda a Criação se prostrará diante do Filho Bem-Amado. Cremos verdadeiramente que a nossa pequena parte é indispensável? E fazemos por isso?


ou no vídeo AQUI.

«Este é o meu Filho muito amado [...]. Escutai-O». 
 Os apóstolos, que precisavam de ser confirmados na sua fé, receberam no prodígio da Transfiguração um ensinamento adequado para os levar ao conhecimento de todas as coisas. Com efeito, Moisés e Elias, quer dizer, a Lei e os profetas apareceram a falar com o Senhor. […] Como diz São João: «A Lei foi comunicada por Moisés; a graça e a verdade vieram por Jesus Cristo» (1,17).
O apóstolo Pedro estava, por assim dizer, arrebatado em êxtase com o desejo dos bens eternos; cheio de alegria com tal visão, desejava habitar com Jesus naquele lugar, onde a sua glória, assim manifestada, o cumulava de júbilo. Por isso, diz: «Senhor, como é bom estarmos aqui! Se quiseres, farei aqui três tendas: uma para Ti, outra para Moisés e outra para Elias». Mas o Senhor não respondeu a esta proposta, querendo naturalmente mostrar que aquele desejo não seria mau, mas estava deslocado. Porque o mundo só podia ser salvo pela morte de Cristo, o exemplo do Senhor exortava a fé dos crentes a compreender que, sem que nos seja permitido duvidar da felicidade prometida, temos de pedir, no meio das tentações desta vida, mais a paciência do que a glória, porque a felicidade do Reino não pode preceder o tempo do sofrimento.   
 Enquanto Ele ainda falava, uma nuvem luminosa envolveu-os e do meio da nuvem uma voz proclamou: «Este é o meu Filho muito amado, no qual pus toda a minha complacência. Escutai-O». [...] «Este é o meu Filho, por quem tudo foi feito, e sem quem nada foi feito» (cf Jo 1,3). Tudo o que Eu faço, Ele o faz também; tudo o que Eu realizo, Ele o realiza comigo, inseparavelmente, sem diferença alguma (cf Jo 5,17-19). […] Este é o meu Filho, que não se apropriou ciosamente da igualdade que tinha comigo, não reivindicou o seu direito, mas, sem deixar a minha glória divina, Se humilhou até à condição de servo (cf Fil 2,6s), para cumprir o nosso desígnio comum da restauração do género humano. Escutai, pois, sem hesitações Aquele que tem toda a minha complacência, Aquele cuja doutrina Me revela, cuja humanidade Me glorifica, porque Ele é a Verdade e a Vida (cf Jo 14,6), Ele é o meu poder e a minha sabedoria (cf 1Cor 1,24). Escutai-O, a Ele que resgata o mundo com o seu sangue […], a Ele que abre o caminho do Céu pelo suplício da sua cruz.
São Leão Magno (?-c. 461)
papa, doutor da Igreja
Sermão 51

“Transfiguração”: O apogeu de Rafael na última obra

Rafael vai além da letra da narrativa evangélica, que supõe uma sequência temporal separada entre os dois acontecimentos, e vê entre eles uma relação causal de natureza perfeitamente teológica. Com efeito, é de Cristo glorioso, centro da história da salvação, que flui a libertação do mal. Por isso, ele une transcendência e imanência, eternidade e história, luz e obscuridade, graça e sofrimento, absoluto e caducidade, divindade e humanidade. Para saber mais clicar AQUI.

Transfigurações 
O que pomos de parte, o que deixamos para trás, não só diz o que somos, mas também para onde queremos ir. Para onde vamos? Com quem queremos caminhar? Que transfiguração desejamos? Nesta Quaresma, somos convidados a subir ao monte com Jesus. Contemplar a sua transfiguração é deixar-se transfigurar. O que é que estamos dispostos a pôr de parte para ir com Ele? Para saber mais clicar AQUI.

Todas as coisas têm uma gota da luz de Deus

Que belo estarmos aqui, não vamos embora… A estupefação de Pedro nasce da surpresa de quem pôde piscar os olhos por um instante para dentro do Reino, e nunca mais o esquecerá. Gostaria para a minha fé de repetir estas palavras: é belo estar aqui, nesta terra, neste planeta minúsculo e belíssimo; é belo estarmos neste nosso tempo, que é único e pleno de potencialidades. É belo ser criatura: a nossa verdade não é a tristeza, não é a desilusão. Para saber mais clicar AQUI.


sábado, 7 de março de 2020

inPRENSA semanal: a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão. 


Coronavírus pode fazer com que Liverpool não seja campeão inglês
PSD em modo de “guerrilha política” total. Rio quer ver Costa a “arder em lume brando”
DGS admitiu um milhão de infetados em Portugal, mas agora nega esse cenário
Príncipe italiano vende massa fresca numa roulote nos Estados Unidos
O medo é um vírus e a informação é a vacina
O país que não sabe o que quer
A Europa tem de reconhecer a China pelo que ela é
As contradições do candidato
BE Marisa favorita. Ana Gomes condiciona
Um aeroporto como paradigma português
As escolhas de Bernie
 “Não paniquem!!!”
Como pôr os mais pobres a pagar mais impostos? A Santa Casa da Miséria explica
O medo dos outros
Morte
Um bom resultado
Coronavírus. Quem contactou com Luis Sepúlveda recomendado a ficar em casa
Portugal na Arca de Noé dos vegetais
Especulação imobiliária já chegou às Aldeias do Xisto
e
“Há uma tragédia humanitária iminente”: Plataforma faz apelo urgente ao Governo português para receber refugiados travados pela Grécia
Portugal disposto a acolher refugiados sírios bloqueados pela Grécia
PJ acredita ter fortes indícios de corrupção desportiva contra o Benfica
Operação Lex. Mais juízes podem ser constituídos arguidos
Acordo de paz “histórico” entre EUA e talibãs. Tropas norte-americanas deixam Afeganistão
Na Suécia, o dinheiro está obsoleto. E-krona é o futuro
Rússia diz que a Starlink de Musk está a arruinar as fotografias espaciais (e vai fazer queixa à ONU)
Encontradas munições da 2ª Guerra Mundial na Suíça. Vila poderá ter de ser evacuada durante 10 anos
Adriano Moreira: “Escrevo sobre a minha experiência, que já tem tempo demais”
Economia, o risco "cisne negro'"
Tragédias humanitárias na Síria e na Grécia
Paróquia do Porto vai ter língua gestual nas Missas
Papa falha retiro de Quaresma por causa de constipação
E se os meus impostos fossem gastos para patrocinar “aventuras” sexuais arriscadas? Bem-vindo progresso…
Um novo desastre humanitário à porta da Europa
Guiné-Bissau. Cronologia de uma crise política
Pelé. A caminho dos 80, nem o maior craque dribla o tempo
Na empresa de Dan Price, todos os funcionários ganham pelo menos cinco mil euros por mês
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e 
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Eugénio Fonseca. "Depois da crise, a pobreza entrou pela classe média adentro"
Responsável da linha Saúde 24 foi demitido dias após avisar que serviço poderia colapsar
Interferência russa nas eleições dos EUA está em marcha
 Eleições nos Estados Unidos 
Não sei

segunda-feira, 2 de março de 2020

FILME&CINEMA: “There is no evil”

O júri cristão ecuménico da 70.ª edição do Festival de Berlim atribuiu este sábado o prémio principal ao filme “There is no evil”, do realizador iraniano Mohammad Rasoulof, que também conquistou o Urso de Ouro, o mais importante galardão da “Berlinale”. «O filme é uma forte declaração da dignidade humana, que nos constitui como pessoa no Irão e em qualquer lugar», acentuam os jurados. A obra narra as histórias de quatro homens confrontados com a tarefa de executar penas de morte. Para saber mais, clicar AQUI.

domingo, 1 de março de 2020

PALAVRA de DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!

Considerando:
1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, profética" AQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesial" AQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontro" AQUI
5. Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6. Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
7. Papa mais,  pede aos padres para falarem ao «coração» e não fazerem «homilias demasiado intelectuais». Par saber mais, clicar AQUI.
8. Porquê ir à missa ao domingo? Ler AQUI.
9. O que é que se faz para que a Eucaristia dominical seja algo de vital, de verdadeiramente comunitário, capaz de permitir o reconhecimento recíproco e uma autêntica fraternidade para quantos nela participam? Ler&saber AQUI.
10. 8 conselhos dos santos para amar a Eucaristia AQUI.  

Então:
Tema do 1º Domingo da Quaresma - Ano A
No início da nossa caminhada quaresmal, a Palavra de Deus convida-nos à "conversão" - isto é, a recolocar Deus no centro da nossa existência, a aceitar a comunhão com Ele, a escutar as suas propostas, a concretizar no mundo - com fidelidade - os seus projectos.

A primeira leitura afirma que Deus criou o homem para a felicidade e para a vida plena. Quando escutamos as propostas de Deus, conhecemos a vida e a felicidade; mas, sempre que prescindimos de Deus e nos fechamos em nós próprios, inventamos esquemas de egoísmo, de orgulho e de prepotência e construímos caminhos de sofrimento e de morte.
A segunda leitura propõe-nos dois exemplos: Adão e Jesus. Adão representa o homem que escolhe ignorar as propostas de Deus e decidir, por si só, os caminhos da salvação e da vida plena; Jesus é o homem que escolhe viver na obediência às propostas de Deus e que vive na obediência aos projectos do Pai. O esquema de Adão gera egoísmo, sofrimento e morte; o esquema de Jesus gera vida plena e definitiva.
O Evangelho apresenta, de forma mais clara, o exemplo de Jesus. Ele recusou - de forma absoluta - uma vida vivida à margem de Deus e dos seus projectos. A Palavra de Deus garante que, na perspectiva cristã, uma vida que ignora os projectos do Pai e aposta em esquemas de realização pessoal é uma vida perdida e sem sentido; e que toda a tentação de ignorar Deus e as suas propostas é uma tentação diabólica e que o cristão deve, firmemente, rejeitar.

EVANGELHO - Mt 4,1-11
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,

Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto,
a fim de ser tentado pelo Demónio.
Jejuou quarenta dias e quarenta noites
e, por fim, teve fome.
O tentador aproximou se e disse lhe:
«Se és Filho de Deus,
diz a estas pedras que se transformem em pães».
Jesus respondeu lhe:
«Está escrito: 'Nem só de pão vive o homem,
mas de toda a palavra que sai da boca de Deus'».
Então o Demónio conduziu O à cidade santa,
levou O ao pináculo do templo e disse Lhe:
«Se és Filho de Deus, lança Te daqui abaixo, pois está escrito:
'Deus mandará aos seus Anjos que te recebam nas suas mãos,
para que não tropeces em alguma pedra'».
Respondeu lhe Jesus:
«Também está escrito: 'Não tentarás o Senhor teu Deus'».
De novo o Demónio O levou consigo a um monte muito alto,
mostrou Lhe todos os reinos do mundo e a sua glória,
e disse Lhe:
«Tudo isto Te darei,
se, prostrado, me adorares».
Respondeu lhe Jesus:
«Vai te, Satanás, porque esta escrito:
'Adoraras o Senhor teu Deus e só a Ele prestaras culto'».
Então o Demónio deixou O
e logo os Anjos se aproximaram e serviram Jesus.

AMBIENTE

A cena das tentações antecede, em Mateus (e nos outros Sinópticos), a vida pública de Jesus. A cena segue-se imediatamente - quer em termos cronológicos, quer em termos lógicos - ao Baptismo (cf. Mt 3,13-17): porque recebeu o Espírito (baptismo), Jesus pode afrontar e vencer a tentação de uma proposta de actuação messiânica que o convida a subverter a proposta do Pai.

A cena coloca-nos no deserto. Mateus diz explicitamente que "Jesus foi conduzido pelo Espírito ao deserto, a fim de ser tentado pelo demónio". Os quarenta dias e quarenta noites que, de acordo com o relato, Jesus aí passou, resumem os quarenta anos que Israel passou em caminhada pelo deserto. O deserto é, no imaginário judaico, o lugar da "prova", onde os israelitas experimentaram, por diversas vezes, a tentação do abandono de Jahwéh e do seu projecto de libertação (embora seja, também, o lugar do encontro com Deus, o lugar da descoberta do rosto de Deus, o lugar onde o Povo fez a experiência da sua fragilidade e pequenez e aprendeu a confiar na bondade e no amor de Deus). Será que a história se vai repetir, que Jesus vai ceder à tentação e dizer "não" ao projecto de Deus - como aconteceu com os israelitas?
O relato que hoje nos é proposto não é, contudo, uma reportagem histórica elaborada por um jornalista que presenciou um combate teológico entre Jesus e o diabo, algures no deserto... É, sim, uma página de catequese, cujo objectivo é ensinar-nos que Jesus, apesar de ter sentido - como nós - a mordedura das tentações, soube pôr acima de tudo o projecto do Pai.
O relato de Mateus (bem como o de Lucas) parte, sem dúvida, do relato - muito mais breve - de Marcos (cf. Mc 1,12-13); mas o texto que hoje nos é proposto amplia o relato original de Marcos, com um diálogo entre Jesus e o diabo, feito de citações do Antigo Testamento (sobretudo do livro do Deuteronómio).

MENSAGEM

A catequese sobre as opções de Jesus aparece em três quadros ou "parábolas".

A primeira "parábola" (vers. 3-4) sugere que Jesus poderia ter escolhido um caminho de realização material, de satisfação de necessidades materiais. É a tentação - que todos nós conhecemos muito bem - de fazer dos bens materiais a prioridade fundamental da vida. No entanto, Jesus sabe que "nem só de pão vive o homem" e que a realização do homem não está na acumulação egoísta dos bens. A resposta de Jesus cita Dt 8,3 e sugere que o seu alimento - isto é, a sua prioridade - não é um esquema de enriquecimento rápido, mas é o cumprimento da Palavra (isto é, da vontade) do Pai.
A segunda "parábola" (vers. 5-7) sugere que Jesus poderia ter escolhido um caminho de êxito fácil, mostrando o seu poder através de gestos espectaculares e sendo admirado e aclamado pelas multidões (sempre dispostas a deixarem-se fascinar pelo "show" mediático dos super-heróis). Jesus responde a esta tentação citando Dt 6,16, e sugere que não está interessado em utilizar os dons de Deus para satisfazer projectos pessoais de êxito e de triunfo humano. "Não tentar" o Senhor Deus significa, neste contexto, não exigir de Deus sinais e provas que sirvam para a promoção pessoal do homem e para que ele se imponha aos olhos dos outros homens.
A terceira "parábola" (vers. 8-10) sugere que Jesus poderia ter escolhido um caminho de poder, de domínio, de prepotência, ao jeito dos grandes da terra. No entanto, Jesus sabe que a tentação de fazer do poder e do domínio a prioridade fundamental da vida é uma tentação diabólica; por isso, citando Dt 6,13, diz que, para Ele, só o Pai é absoluto e que só Ele deve ser adorado.
As três tentações aqui apresentadas não são mais do que três faces de uma única tentação: a tentação de prescindir de Deus, de escolher um caminho de egoísmo, de orgulho e de auto-suficiência, à margem das propostas de Deus. Mas, para Jesus, ser "Filho de Deus" significa viver em comunhão com o Pai, escutar a sua voz, realizar os seus projectos, cumprir obedientemente os seus planos. Ao longo da sua vida, diante das diversas "provocações" que os adversários Lhe lançam, Jesus vai confirmar esta sua "opção fundamental" e vai procurar concretizar, com total fidelidade, o projecto do Pai.
Israel, ao longo da sua caminhada pelo deserto, sucumbiu frequentemente à tentação de ignorar os caminhos e as propostas de Deus. Jesus, ao contrário, venceu a tentação de prescindir de Deus e de escolher caminhos à margem dos projectos do Pai. De Jesus vai nascer um novo Povo de Deus, cuja vocação essencial é viver em comunhão com o Pai e concretizar o seu projecto para o mundo e para os homens.

ACTUALIZAÇÃO
A reflexão e a partilha poderão ter em conta os seguintes dados:
• A questão essencial que a Palavra de Deus hoje nos propõe é, portanto, esta: Jesus recusou, de forma absoluta, conduzir a sua vida à margem de Deus e das suas propostas. Para Ele, só uma coisa é verdadeiramente decisiva e fundamental: a comunhão com o Pai e o cumprimento obediente do seu projecto... E nós, seguidores de Jesus? É essa também a nossa perspectiva? O que é que é decisivo na minha vida: as propostas de Deus, ou os meus projectos pessoais?
• Quando o homem esquece Deus e as suas propostas, e se fecha no egoísmo e na auto-suficiência, facilmente cai na escravidão de outros deuses que, no entanto, estão longe de assegurar vida plena e felicidade duradoura. Quais são os deuses que, hoje, dominam o horizonte desse homem moderno que prescindiu de Deus? Quais são os deuses que estão no centro da minha própria vida e que condicionam as minhas decisões e opções?
• Deixar-se conduzir pela tentação dos bens materiais, do acumular mais e mais, do subordinar toda a vida à lógica do "ter mais", é seguir o caminho de Jesus? Olhar apenas para o seu próprio conforto e comodidade, fechar-se à partilha e às necessidades dos outros, pagar salários de miséria e malbaratar fortunas em noitadas de jogo ou em coisas supérfluas... é seguir o exemplo de Jesus?
• Usar Deus ou os seus dons para saciar a nossa vaidade, para promover o nosso êxito pessoal, para brilhar, para dar espectáculo, para levar os outros a admirar-nos e a bater-nos palmas... é seguir o exemplo de Jesus?
• Procurar o poder a todo o custo (às vezes, entregando ao diabo os nossos valores mais importantes e as nossas convicções mais sagradas) e exercê-lo com prepotência, com intolerância, com autoritarismo (quantas vezes humilhando e magoando os pobres, os débeis, os humildes)... é seguir o exemplo de Jesus?
BILHETE DE EVANGELHO.

A vida é decisão. Depois do nascimento, em cada dia decidimos viver. Decidimos comer, trabalhar, repousar, cuidar-se, ter tempo de lazer... Diante de tantas contrariedades que é preciso aceitar, assumir, ultrapassar, também é preciso decidir. Nós não decidimos, a maior parte de nós, ser baptizados; outros fizeram-no por nós. Mas depois, decidimos crer, rezar, aprofundar a nossa fé, viver segundo o Evangelho. Muitos outros, na nossa própria família talvez, decidiram de modo diferente. Nesta semana, decidamos dar um passo ao encontro de Deus. Com toda a liberdade. Sim, façamos desta semana a semana da liberdade, a dos filhos de Deus. Deus quer-nos livres. Quer que vamos até Ele, livremente.
PALAVRA PARA O CAMINHO.

Tu poderias... "Se és Filho de Deus..." Não nos acontece, às vezes, estar também do lado do tentador? "Se és Filho de Deus..." Tu poderias suprimir as fomes, as guerras, a miséria... Tu poderias tornar a tua Igreja próspera e célebre aos olhos das nações... Tu poderias... "Vai-te embora, Satanás!"


e/ou no vídeo AQUI.
Deus continua a enviar-nos anjos
Na terceira tentação, o diabo sobe a parada: adora-me, e dar-te-ei todo o poder do mundo. Adora-me, segue a minha lógica, a minha política. Toma o poder, ocupa os lugares-chave, impõe-te. Assim resolverás os problemas, e não com a cruz. A história faz-se com a força, não com a ternura. Queres ter os homens do teu lado, Jesus? Assegura-lhes três coisas: pão, espetáculos e um líder, e tê-los-ás na mão.  Para saber mais clicar AQUI.
O combate da alma 
O nosso Mestre e Deus incarnado deixou-nos um modelo (cf 1Ped 2,21) de todas as virtudes, um exemplo para a raça dos homens, e fez-nos levantar da antiga queda [...]. Ele revelou-nos as suas obras, e foi com elas que subiu ao deserto após o batismo, dando início, pelo jejum, ao combate da inteligência, quando o demónio O abordou como simples homem (cf Mt 4,3). Pela maneira como venceu, o Mestre ensinou-nos, a nós, inúteis, como temos de lutar contra os espíritos do mal: com humildade, jejum, oração (cf Mt 17,21), na sobriedade e na vigilância; embora Ele próprio não tivesse necessidade destas coisas, porque é Deus e Deus dos deuses. [...]
 Aquele que trava o combate interior tem de ter em todo o momento estas quatro coisas: humildade, uma atenção extrema, refutação e oração. Humildade, porque o combate o opõe aos demónios, que são orgulhosos; terá assim o auxílio de Cristo ao alcance do coração, porque «o Senhor odeia os orgulhosos» (Prov 3,34, LXX). Atenção, para manter o coração puro de todos os pensamentos, mesmo os que parecem bons. Refutação, para contestar o maligno sem demora, e com veemência, pois está dito: «Responderei aos que me ultrajam, para que a minha alma esteja submetida a Deus» (Sl 61,2, LXX). Finalmente, a oração, para se dirigir a Cristo com «gemidos inefáveis» (Rom 8,26) após a refutação. Deste modo, aquele que luta verá o inimigo dissipar-se com o aparecimento da sua imagem, qual poeira ao vento que se desvanece, expulso pelo adorável nome de Jesus. [...]
Assim, pois, quando a alma põe a sua confiança em Cristo, que O invoque sem medo, pois não combate sozinha, mas com o Rei terrível, Jesus Cristo, Criador de todos os seres, dos corpóreos e dos incorpóreos, ou seja, dos visíveis e dos invisíveis. 
Hesíquio do Sinai
dito de Batos, por vezes assimilado a Hesíquio, sacerdote de Jerusalém (séc. V?), monge


«Sobre a sobriedade e a vigilância», nos. 12, 20. 40