"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























quarta-feira, 2 de agosto de 2023

JMJ Lisboa 2023: é hoje!

“Jovens, não confundam a felicidade com um sofá nem passem toda a vossa vida diante de um ecrã. Arrisquem, mesmo que se enganem. Não sobrevivam com a alma anestesiada nem olhem o mundo como se fossem turistas. Façam barulho! Deitem fora os medos que vos paralisam, para que não se convertam em jovens mumificados. Vivam! Entreguem-se ao melhor da vida! Abram a porta da gaiola e saiam a voar! Por favor, não se reformem antes do tempo.”
 Papa Francisco, Christus Vivit §143
 Arrisca, faz barulho, entrega-te, voa… é isto o que o Papa Francisco te pede. O que te leva a ficar no sofá? O que te impede de partir mais rápido? Deixa tudo isso para trás e parte apressadamente, com Maria. Há pressa no ar.

Jornada Mundial da Juventude
CONSELHOS PARA VIVER MELHOR A JMJ TANTO PARA QUEM VIAJA A LISBOA, COMO PARA QUEM FICA EM CASA
Do pré-anúncio aos palcos e mobilidade. Como se organizou a JMJ de Lisboa?
A história da JMJ: palavras, imagens, música, emoções
Jornada Mundial da Juventude: já se pode falar do que importa?

https://www.dn.pt/edicao-do-dia/05-fev-2023/jornada-mundial-da-juventude-ja-se-pode-falar-do-que-importa-15782254.html

Jornada da Juventude: Câmara de Lisboa sabia requisitos da Igreja para o altar-palco há mais de um ano
Dois hospitais de campanha, mil urinóis, milhares de contentores: a Jornada da Juventude no Parque Tejo muito além do altar
Um grande equívoco Rui Oliveira Soares | 5 Fev 2023
Pagar para ser voluntário, eventos gratuitos e 12 mil euros por um quarto: outro lado da JMJ
Reclusos vão construir confessionários do "Parque do Perdão"
A política caseira no altar-palco do mundo
‘Somar Ideias’, o novo podcast da Renascença
"Presunção e água benta, cada qual tome a que quer"?
  Contra a ostentação&vaidadade (de ambos os lados e mais algum) marchar, marchar! . . . com factos&argumentos:
- O facto e a ele volto e voltarei as vezes necessárias, é este AQUI ;
- Os argumentos e que incontestáveis e seguros argumentos!,  são estes AQUI.
- Faltam 100 dias, 10 mil voluntários, transportes e restaurantes AQUI.
Polícias querem controlo “seletivo” das fronteiras e evitar entrada de pessoas que “comprometam a segurança” da Jornada Mundial da Juventude
JMJ. Obras em Loures devem estar concluídas em 20 de junho
Vídeo do Papa aos jovens a 40 dias da JMJ
Fabíola e Gustavo. Uma história de amor que nasceu numa JMJ
A um mês da JMJ Lisboa 2023, 313 mil peregrinos estão inscritos
Não posso ir à JMJ. Como consigo acompanhar a visita do Papa?
Do Donbass a Lisboa. Centenas de ucranianos na JMJ, mas sem a "violência" do convívio com os russos
Imagem de Nossa Senhora de Fátima da Capelinha das Aparições estará no encerramento da JMJ
“Basta a comunicação do coração e do bem acolher”. Comunidades felizes com peregrinos
Lisboa vai acolher 41 mil peregrinos da JMJ em escolas
Centro de Acolhimento da JMJ está oficialmente aberto
Festival da Juventude apresentado esta sexta-feira
Como nasceu a JMJ? Um legado de João Paulo II aos jovens e à Igreja
A jornada da igreja que já foi de César
Padre Paulo Ricardo responde BISPO DOM AMERICO? NÃO QUEREMOS CONVERTER JOVENS NA JMJ
Escutar RÁDIO MARIA
JMJ. Guarda recebe de braços abertos 800 peregrinos de quatro continentes
JMJ. Ministra da Justiça visita confessionários feitos por reclusos
JMJ. Carlos Moedas espera "retorno absolutamente extraordinário”
Jornadas Mundiais da Juventude, festival ou acontecimento eclesial?
Apanhados pelas secretas no Whatsapp: grupos radicais ameaçam ações contra a JMJ
Pela Jornada Mundial da Juventude – O Vídeo do Papa 8 – Agosto 2023
Ao som de Bob Marley, Moedas responde a Bordalo II e também estende tapete
JMJ: Portugal “gentil, amável e doce” já conta com 80 mil peregrinos em Lisboa
"Parque Papa Francisco" seria “homenagem certa” ao “culpado" da JMJ em Lisboa
Guia para os dias de exceção com o Papa
“Dias na Diocese”: milhares de jovens viveram com entusiasmo preparação para a Jornada Mundial da Juventude
As nações unidas da Igreja Católica aterraram a cantar no aeroporto de Lisboa
“As pessoas com problemas são postas de lado”: jovens doentes e reclusos vão sentir o “privilégio” de estar com o Papa
As Jornadas para quê?
O melhor de Portugal nas duas sacristias do Papa
Conheça os mapas dos recintos da JMJ 2023
CANÇÃO NOVA Play
Boletim JMJ 2023 
Programa Todos On
Reportagens JMJ 2023

sábado, 29 de julho de 2023

(in)PRENSA semanal (22 - 07-2023 a 28-07-2023): a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSAsemanal: a minha selecção!" que aí virão.


Mistério da morte de Beethoven: fragmentos de crânio podem dar a resposta
Reino do Pineal. Poligamia, “doações” de 30 mil euros e crime no caso do bebé
Startup de Leiria que conquistou Hollywood prepara novo som 3D que pode mudar tudo
“Parem de mostrar a minha cara”: o vídeo sobre partilhas online que se está a espalhar na net
É saudável tirar cera dos ouvidos?
Mergulhadores descobrem naufrágio épico de tragédia perdida da II Guerra Mundial
“O ataque mais cruel”: um morto e Catedral destruída em Odessa. Zelenskyy promete retaliações
Portugal falha nos Objetivos de Desenvolvimento que definiu como prioritários, diz TdC
Endividamento da economia atingiu novo recorde de 804,4 mil milhões em maio
Reunião no Dragão, mariscada em Matosinhos e promessa de um milhão deixam Pinto da Costa sob suspeita
Como acabar com a democracia nos EUA
Papa propõe ao patriarca russo encontro no aeroporto de Moscovo
Os Homens do Papa
“Operação Vegetariano”. O plano para matar milhões de alemães com bolos envenenados
JMJ. Carlos Moedas espera "retorno absolutamente extraordinário
Gil Loureiro confessa: “limpou” escritórios e escondeu 130 documentos num sótão
Alterações climáticas podem provocar o colapso das correntes do Oceano Atlântico
Águas do mar Mediterrâneo batem recordes de temperatura
Estes burros selvagens estão na vanguarda da Ucrânia. A mesma guerra, outra batalha
O Titanic foi encontrado “sem querer” em missão ultra-secreta da Marinha dos EUA
Sabe o que é o greenwashing? Grandes marcas estão a destruir roupa que prometeram reciclar
A Corrente do Golfo pode colapsar em 3 anos (e lançar o caos na Terra)
Saiba quais as melhores plantas para filtrar o ar de sua casa
Black Hornets: EUA fornecem à Ucrânia minúscula “maravilha da tecnologia” de espionagem
Capitão Ferreira trabalhou clandestinamente com Cravinho durante um mês
Vaz Antunes descose-se e entrega fundador da Altice (que nega ser seu amigo
Jornada Mundial da Juventude não passa faturas? Organização diz que só “a pedido”
A história de Los Alamos, a cidade secreta onde Oppenheimer criou a bomba atómica
Um filme de animação para contar a história de Fátima aos jovens
Fátima, um sopro do espírito 
Ganha 600 mil por ano, “não precisa de roubar”. E Salvador “também está tramado
Ucraniana vence russa num Mundial. Foi desclassificada por recusar um aperto de mão
Putin já não pode contar com os seus amigos em Itália
Nadou durante 10 horas em busca da liberdade, mas uma abelha estragou-lhe os planos
ONU alerta que "ameaça de escalada" na península coreana "está a aumentar"
Refugiada iraniana vai partilhar a sua história com o Papa em Portugal
Pela Jornada Mundial da Juventude – O Vídeo do Papa 8 – Agosto 2023
Ao som de Bob Marley, Moedas responde a Bordalo II e também estende tapete
https://zap.aeiou.pt/ao-som-de-bob-marley-moedas-responde-a-bordalo-ii-e-tambem-estende-tapete-549413

domingo, 23 de julho de 2023

III Dia Mundial dos Avós e dos Idosos: a alegria transbordante dum renovado encontro entre jovens e idosos

Mensagem do Papa Francisco AQUI.

Com as devidas diferenças, mas no essencial, afinal o que mais interessa, que o meu neto, possa escrever o mesmo que este grande escritor&homem, o mesmo que isto AQUI.

A Biblioteca do Vovô - Emocionante História Com Lição de Vida AQUI.




PALAVRA de DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!

Considerando:

1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, proféticaAQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesialAQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontroAQUI
5Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
7Papa mais,  pede aos padres para falarem ao «coração» e não fazerem «homilias demasiado intelectuais». Par saber mais, clicar AQUI.
8Porquê ir à missa ao domingo? Ler AQUI.
9. O que é que se faz para que a Eucaristia dominical seja algo de vital, de verdadeiramente comunitário, capaz de permitir o reconhecimento recíproco e uma autêntica fraternidade para quantos nela participam? Ler&saber AQUI.
10. Os 8 conselhos dos santos para amar a Eucaristia AQUI.  
11.  Os 11 conselhos para viver a Missa mais profundamente AQUI.
12. Papa Francisco pede aos padres: façam homilias mais curtas AQUI.
13A atenção daqueles que estão ao serviço da Palavra que devem, também, preparar-se convenientemente, a fim de que a Palavra se torne atraente e chegue ao coração dos que a escutam. . . É assim que procedem aqueles a quem a Igreja confia o serviço da Palavra? (Dehonianos, 20 Outubro 2019)

Então:
Tema do 16º Domingo do Tempo Comum - Ano A
A liturgia do 16º Domingo do Tempo Comum convida-nos a descobrir o Deus paciente e cheio de misericórdia, a quem não interessa a marginalização do pecador, mas a sua integração na comunidade do "Reino"; e convida-nos, sobretudo, a interiorizar essa "lógica" de Deus, deixando que ela marque o olhar que lançamos sobre o mundo e sobre os homens.
A primeira leitura fala-nos de um Deus que, apesar da sua força e omnipotência, é indulgente e misericordioso para com os homens - mesmo quando eles praticam o mal. Agindo dessa forma, Deus convida os seus filhos a serem "humanos", isto é, a terem um coração tão misericordioso e tão indulgente como o coração de Deus.
O Evangelho garante a presença irreversível no mundo do "Reino de Deus". Esse "Reino" não é um clube exclusivo de "bons" e de "santos": nele todos os homens - bons e maus - encontram a possibilidade de crescer, de amadurecer as suas escolhas, de serem tocados pela graça, até ao momento final da opção definitiva.
A segunda leitura sublinha, doutra forma, a bondade e a misericórdia de Deus. Afirma que o Espírito Santo - dom de Deus - vem em auxílio da nossa fragilidade, guiando-nos no caminho para a vida plena.
EVANGELHO - Mt 13,24-43
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele tempo,
Jesus disse às multidões mais esta parábola:
"O reino dos Céus pode comparar
-se a um homem
que semeou boa semente no seu campo.
Enquanto todos dormiam, veio o inimigo,
semeou joio no meio do trigo e foi-se embora.
Quando o trigo cresceu e deu fruto,
apareceu também o joio.
Os servos do dono da casa foram dizer-lhe:
'Senhor, não semeaste boa semente no teu campo?
Donde vem então o joio?
Ele respondeu-lhes: 'Foi um inimigo que fez isso'.
Disseram-lhe os servos:
'Queres que vamos arrancar o joio?'
'Não! - disse ele –
não suceda que, ao arrancardes o joio,
arranqueis também o trigo.
Deixai-os crescer ambos até à ceifa
e, na altura da ceifa, direi aos ceifeiros:
Apanhai primeiro o joio e atai-o em molhos para queimar;
e ao trigo, recolhei-o no meu celeiro'".
Jesus disse-lhes outra parábola:
"O reino dos Céus pode comparar-se a um grão de mostarda
que um homem tomou e semeou no seu campo.
Sendo a menor de todas as sementes,
depois de crescer, é a maior de todas as hortaliças
e torna-se árvore, de modo que as aves do céu vêm abrigar-se nos seus ramos".
Disse-lhes outra parábola:
"O reino dos Céus pode comparar-se ao fermento
que uma mulher toma e mistura em três medidas de farinha,
até ficar tudo levedado".
Tudo isto disse Jesus em parábolas,
e sem parábolas nada lhes dizia,
a fim de se cumprir o que fora anunciado pelo profeta,
que disse: "Abrirei a minha boca em parábolas,
proclamarei verdades ocultas desde a criação do mundo".
Jesus deixou então as multidões e foi para casa.
Os discípulos aproximaram-se d'Ele e disseram-Lhe:
"Explica-nos a parábola do joio no campo".
Jesus respondeu:
"Aquele que semeia a boa semente é o Filho do homem
e o campo é o mundo.
A boa semente são os filhos do reino,
o joio são os filhos do Maligno
e o inimigo que o semeou é o Demónio.
A ceifa é o fim do mundo
e os ceifeiros são os Anjos.
Como o joio é apanhado e queimado no fogo,
assim será no fim do mundo:
o Filho do homem enviará os seus Anjos,
que tirarão do seu reino todos os escandalosos
e todos os que praticam a iniquidade,
e hão-de lançá-los na fornalha ardente;
aí haverá choro e ranger de dentes.
Então, os justos brilharão como o sol
no reino do seu Pai.
Quem tem ouvidos, oiça".
AMBIENTE
Continuamos em contacto com as "parábolas do Reino". O Evangelho deste domingo apresenta-nos mais um bloco de três imagens ou comparações ("parábolas") que pretendem revelar aos discípulos e às multidões que rodeiam Jesus, a realidade do "Reino".
Já vimos, no passado domingo, porque é que Jesus pregava por "parábolas": porque a linguagem parabólica é uma linguagem rica, expressiva, questionante; porque a "parábola" é uma excelente arma de controvérsia, muito útil em contextos polémicos; porque a "parábola" faz as pessoas pensar e incita-as à procura da verdade. Por tudo isto, as "parábolas" são uma linguagem privilegiada para apresentar o Reino, para incitar as pessoas a descobrir o Reino e para as levar a aderir ao Reino.
Das três parábolas que nos são hoje propostas, duas (o grão de mostarda e o fermento) procedem da tradição sinóptica; a outra (a parábola do trigo e do joio) só aparece em Mateus (além de aparecer também numa antiga colecção de "ditos" de Jesus, conhecida como "Evangelho de Tomé").
Também desta vez percebe-se - tanto nas parábolas, como nas explicações que as acompanham - a preocupação "pastoral" de Mateus: ele não é um jornalista a transcrever o que Jesus disse; mas é um "pastor" que procura exortar, animar, ensinar e fortalecer a fé dessa comunidade cristã a que o Evangelho se dirige.
MENSAGEM
A primeira parábola que nos é proposta é a parábola do trigo e do joio (vers. 24-30). Trata-se de um quadro da vida quotidiana: há um "senhor" que semeia boa semente no seu campo, um "inimigo" que semeia o joio (nome de uma erva gramínea que nasce entre o trigo e o danifica) e "servos" dedicados, preocupados com o futuro da colheita. Tudo parece normal; o anormal é a reacção do "senhor" à "crise": dá ordens para que deixem crescer trigo e joio lado a lado e que só na altura da ceifa seja feita a selecção do bom e do mal, do que é para queimar e do que é para guardar nos celeiros.
A parábola deve ser entendida no contexto do ministério de Jesus. Ele conviveu com os pecadores, com os marginais, com os que levavam vidas moralmente condenáveis. Sentou-se à mesa com gente desclassificada, deixou-se tocar por pecadoras públicas, convidou um publicano a integrar o seu grupo de discípulos... Com esse comportamento "escandaloso", Ele quis dizer a todos esses que a religião oficial excluía, que Deus os amava e que os convidava a fazer parte da sua família, a integrar a comunidade da salvação, a serem membros de pleno direito da comunidade do "Reino".
Os fariseus consideravam inaceitável a atitude de Jesus. Para eles, quem não cumpria a Lei tinha de ser excluído do Povo santo de Deus e não tinha o direito de fazer parte do "campo" de Deus. A "lógica" dos fariseus condiz com a "lógica" de Deus?
Nesta parábola, Jesus pretende dar-nos uma lição sobre a "lógica" de Deus. Sugere que a "lógica" de Deus não é uma "lógica" de destruição, de segregação, de exclusão, mas é uma "lógica" de amor, de misericórdia, de tolerância. O Deus de Jesus Cristo é um Deus paciente e misericordioso, lento para a ira e rico de misericórdia, que dá sempre ao homem todas as oportunidades para refazer a existência e para integrar plenamente a comunidade do "Reino". Ele tem um plano de salvação e de graça que oferece gratuitamente a todos os homens, bons e maus; depois, no tempo oportuno, ver-se-á quem são os maus e quem são os bons. De resto, não é muito fácil separar o bom e o mau, porque as duas realidades coexistem em todos os "campos", em todos os corações.
O "senhor" da parábola é esse Deus paciente, que dá ao homem todas as oportunidades, que não quer a morte do pecador, mas que ele se converta e viva.
Os "servos" com excesso de zelo são os crentes (que trabalham no campo do "senhor") rígidos e intolerantes, incapazes de olhar o mundo e o coração dos homens com a bondade, a serenidade e a paciência de Deus.
O "campo" é o mundo e a história, onde coexistem
o trigo (os sinais de esperança, de vida, de amor que tornam este mundo mais belo e mais feliz) e o joio (os sinais de morte, responsáveis pelo sofrimento, pela opressão, pela escravidão). É também o coração de cada homem e de cada mulher, capaz de opções de vida e capazes de opções de morte.
Jesus garante: os métodos de Deus não passam pelo castigo imediato, pela intolerância face às opções dos homens, pela incompreensão dos erros dos seus filhos; os métodos de Deus passam por deixar os homens crescer em liberdade, integrando a comunidade dos filhos de Deus.
Nos vers. 36-43, temos a aplicação que Mateus faz da parábola do trigo e do joio à vida da sua comunidade.
Nesta "explicação", o eixo central da parábola original passa a ser outro. A problema já não é se na "lógica" de Deus o trigo e o joio podem crescer juntos, mas é a questão do "juízo" que espera bons e maus: Mateus insiste que, no "dia da colheita" (imagem que, nos profetas, se identifica com o dia do "juízo de Deus" sobre os homens e o mundo), os bons receberão a recompensa e os maus receberão o castigo.
Estamos nos finais do séc. I (década de 80). Já passou o entusiasmo dos primeiros anos; a vida das comunidades cristãs é marcada pela monotonia, pela falta de entusiasmo e empenho, pela mediocridade, pelo laxismo. Os cristãos aburguesaram-se e nem sempre vivem de forma empenhada e comprometida a sua fé. Como despertar de novo nos crentes o entusiasmo inicial?
Mateus vai usar os métodos dos pregadores do seu tempo... Recorrendo à linguagem e aos símbolos da apocalíptica, Mateus lembra aos cristãos da sua comunidade o juízo futuro de Deus. Os símbolos utilizados (o joio queimado no fogo, a fornalha ardente, o choro e o ranger de dentes) destinam-se a impressionar os crentes, a obrigá-los a inflectir os seus esquemas de vida e a voltar à fidelidade ao Evangelho. Portanto, não temos aqui uma descrição de como será o "fim do mundo"; o que temos aqui é um convite urgente e emocionado à conversão, ao aprofundamento do compromisso com Jesus e com o Evangelho.
O Evangelho deste domingo propõe-nos ainda duas outras parábolas: a parábola do grão de mostarda (vers. 31-32) e a parábola do fermento (vers. 33). São duas parábolas muito semelhantes, quer quanto ao conteúdo, quer quanto à forma.
Numa e noutra, o quadro é o mesmo: sublinha-se a desproporção entre o início e o resultado final. O grão de mostarda é uma semente muito pequena, que no entanto pode dar origem a um arbusto de razoáveis dimensões; o fermento apresenta um aspecto perfeitamente insignificante, mas tem a capacidade de fermentar uma grande quantidade de massa. Estas duas comparações servem para apresentar o dinamismo do "Reino". O "Reino" anunciado por Jesus compara-se ao grão de mostarda e ao fermento: parece algo insignificante, que tem inícios muito modestos e humildes, mas contém potencialidades para encher o mundo, para o transformar e renovar. Trata-se de um dinamismo de vida nova que começa como uma pequena semente lançada à terra numa província obscura e insignificante do império romano, mas que vai lançar as suas raízes, invadir história dos homens e potenciar o aparecimento de um mundo novo.
Com estas parábolas, Jesus responde às objecções daqueles que não acreditavam que da mensagem de um carpinteiro de Nazaré, pudesse surgir uma proposta de vida, capaz de fermentar o mundo e a história. Ele garante-nos que o "Reino" é uma realidade irreversível, que veio para ficar e para transformar o mundo. Escutar estas parábolas é receber uma injecção de ânimo e de esperança, capaz de levar a um compromisso mais sério e mais exigente com o "Reino".
ACTUALIZAÇÃO
A reflexão pode fazer-se a partir dos seguintes dados:
• O Evangelho deste domingo garante-nos, antes de mais, que o "Reino" é uma realidade irreversível, que está em processo de crescimento no mundo. É verdade que é difícil perceber essa semente a crescer ou esse fermento a levedar a massa, quando vemos multiplicarem-se as violências, as injustiças, as prepotências, as escravidões... É difícil acreditar que o "Reino" está em processo de construção, quando o materialismo, a futilidade, o comodismo, a procura da facilidade, o efémero sobressaem, de forma tão marcada, na vida de grande parte dos homens e das mulheres do nosso tempo... A Palavra de Deus convida-nos, contudo, a não perder a confiança e a esperança. Apesar das aparências, o dinamismo do "Reino" está presente, minando positivamente a história e a vida dos homens.
• Na verdade, falar do "Reino" não significa falarmos de um "condomínio fechado", ao qual só tem acesso um grupo privilegiado constituído pelos "bons", pelos "puros", pelos perfeitos", e de onde está ausente o mal, o egoísmo e o pecado... Falar do "Reino" é falar de uma realidade em processo de construção, onde cada homem e cada mulher têm o direito de crescer ao seu ritmo, de fazer as suas escolhas, de acolher ou não o dom de Deus, até à opção final e definitiva. É falarmos de uma realidade onde o amor de Deus, vivo e actuante, vai introduzindo no coração do homem um dinamismo de conversão, de transformação, de renascimento, de vida nova.
• Neste Evangelho temos também uma lição muito sugestiva sobre a atitude de Deus face ao mal e aos que fazem o mal. Na parábola do trigo e do joio, Jesus garante-nos que os esquemas de Deus não prevêem a destruição do pecador, a segregação dos maus, a exclusão dos culpados. O Deus de Jesus Cristo é um Deus de amor e de misericórdia, sem pressa para castigar, que dá ao homem "todo o tempo do mundo" para crescer, para descobrir o dom de Deus e para fazer as suas escolhas. Não percamos nunca de vista a "paciência" de Deus para com os pecadores: talvez evitemos ter de carregar sentimentos de culpa que oprimem e amarguram a nossa breve caminhada nesta terra.
• A "paciência de Deus" com o joio convida-nos também a rejeitarmos as atitudes de rigidez, de intolerância, de incompreensão, de vingança, nas nossas relações com os nossos irmãos. O "senhor" da parábola não aceita a intolerância, a impaciência, o radicalismo dos "servos" que pretendem "cortar o mal pela raiz" e arrancar o mal (correndo o risco de serem injustos, de se enganarem e de meterem mal e bem no mesmo saco). Às vezes, somos demasiados ligeiros em julgar e condenar, como se as coisas fossem claras e tudo fosse, sem discussão, claro ou escuro... A Palavra de Deus convida-nos a moderar a nossa dureza, a nossa intolerância, a nossa intransigência e a contemplar os irmãos (com as suas falhas, defeitos, diferenças, comportamentos religiosa ou socialmente incorrectos) com os olhos benevolentes, compreensivos e pacientes de Deus.
• Convém termos sempre presente o seguinte: não há o mal quimicamente puro de um lado e o bem quimicamente puro do outro... Mal e bem misturam-se no mundo, na vida e no coração de cada um de nós. Dividir as nações em boas (as que têm uma política que serve os nossos interesses) e más (as que têm uma política que lesa os nossos interesses), os grupos sociais em bons (os que defendem valores com os quais concordamos) e maus (os que defendem valores que não são os nossos), os indivíduos em bons (os amigos, aqueles que nos apoiam e que estão sempre de acordo connosco) e maus (aqueles que nos fazem frente, que nos dizem verdades que são difíceis de escutar, que não concordam connosco)... é uma atitude simplista, que nos leva frequentemente a assumir atitudes injustas, que geram exclusão, marginalização, sofrimento e morte. Mais uma vez: saibamos olhar para o mundo, para os grupos, para as pessoas sem preconceitos, com a mesma bondade, compreensão e tolerância que Deus manifesta face a cada homem e a cada mulher, independentemente das suas escolhas e do seu ritmo de caminhada.
PALAVRA PARA O CAMINHO.
Sem alternativa! O bom grão semeado no nosso campo era promessa de uma boa ceifa. Mas eis que o joio veio poluir a seara. Que tipo de compromissos aceitamos na nossa vida? Deus é paciente! Mas se temos ouvidos, é urgente escutar o seu apelo à conversão. É urgente escolher o nosso campo: o do Senhor ou o do Maligno. Não há alternativa!


e/ou nos vídeos AQUI AQUI.

«Até ficar tudo levedado»
Se amassarmos farinha sem lhe misturarmos fermento, bem podemos amassá-la, sová-la e trabalhá-la, que a massa não fermentará nem servirá para comer. Mas, quando lhe misturamos fermento, este faz levedar e crescer toda a massa, como na comparação que o Senhor aplicou ao Reino. […] Assim é com a carne: por muito cuidado que tenhamos, se não lhe deitarmos sal para que se conserve, […] começará a cheirar mal e tornar-se-á imprópria para consumo. Imagina, pois, que toda a humanidade é massa ou carne, e que a natureza divina do Espírito Santo é o sal e o fermento que vêm do outro mundo. Se o fermento celeste do Espírito e o sal bom da natureza divina não forem introduzidos na natureza humana humilhada e com ela misturados, nunca a alma perderá o mau odor do pecado, nem levedará, perdendo o peso e o defeito do «fermento da malícia» (1Cor 5,7). […]
Se a alma se apoiar apenas nas suas próprias forças e se se crer capaz de tudo conseguir sem a ajuda do Espírito, engana-se redondamente; ela não está feita para as moradas do céu, não está feita para o Reino. […] Se o pecador não se aproximar de Deus, se não renunciar ao mundo, se não esperar na esperança, e se a paciência for um bem estranho à sua natureza própria, que é a força do Espírito Santo, se o Senhor não instilar, do alto, a sua própria vida nessa alma, nunca tal homem provará a verdadeira vida. […] Pelo contrário, se tiver recebido a graça do Espírito, se dele não se afastar, se não O desgostar com a sua negligência e as suas más ações, se, perseverando longamente no combate, não ofender o Espírito (cf Ef 4,30), terá a felicidade de obter a vida eterna.
Homilia atribuída a São Macário (?-390), monge do Egipto, N.° 24, 4; PG 34, 662


sábado, 22 de julho de 2023

(in)PRENSA semanal (15 - 07-2023 a 21-07-2023): a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSAsemanal: a minha selecção!" que aí virão.



Momento inédito na Medicina: transplante duplo de coração e fígado salvou duas vidas
A língua deste homem ficou verde e peluda. Porquê?
Quem é Andrey Troshev, o novo líder do Grupo Wagner escolhido por Putin
Não posso ir à JMJ. Como consigo acompanhar a visita do Papa?
D. Américo Aguiar oferece anel episcopal e solidéu a paróquia ucraniana
Papa vai encontrar-se com portuguesa nascida no dia das aparições de 13 de Maio em Fátima
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