"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























terça-feira, 14 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (13)

Mel: o murmúrio dos afetos
É numa das magníficas florestas da Turquia que vive Yusuf, um rapazinho imerso no seu mundo, alheado das brincadeiras dos seus pares e sempre de olhos postos no pai, apicultor e, certamente, o seu melhor amigo.
Apesar do enorme esforço para ler como os outros, o que é dificultado pela sua gaguez, os olhos de Yusuf não escondem que a sua maior paixão está muito longe dos bancos da escola e das páginas longínquas dos cadernos que passam, hesitantes, pelas suas pequenas mãos.
Ela está mesmo ali, concentrada em torno da sua casa, da vida em família e sobretudo, na figura do seu pai: os instrumentos que ele faz para a apicultura, o tratamento que dá às colmeias, a recolha dos cortiços, o modo como transforma pequenos pedaços de madeira, as histórias que conta, as orações que reza, os passeios pelo campo... ensinamentos expressos com ou sem palavras que Yusuf dificilmente encontrará na escola.

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