"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























sábado, 26 de outubro de 2019

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão. 

Vírus informático faz caixas de multibanco “cuspirem” notas (e está a espalhar-se pelo mundo)
Ai que bom
E agora, dr. Centeno?
Como escapar às comissões dos bancos?
A revolução do Papa começa na Amazónia. E está a ser lançada a 8.800 kms
A prova de honra da vida de Braima Dabó
A traição de Trump aos curdos
Papa Francisco. "Esta é a missão: oferecer ar puro a quem vive imerso na poluição do mundo"
Novo Governo: a medida da incerteza
Governo leva 24% da bancada do PS (e outras notas sobre as novas pastas)
Vem aí um novo ecoponto (e vai ser castanho)
Norueguês empregou 70 imigrantes ilegais e foi a tribunal “muito, muito feliz”
O preço da impreparação
Razões de uma crise
Padre António Valério. Cresce interesse e procura pela nova aplicação digital que ajuda a rezar o terço
Português com Parkinson cria raqueta e sagra-se vice-campeão mundial de ténis de mesa
Marcelo diz que “infortúnios” vão chegar “mais cedo do que o esperado” e pede mais crescimento: “Este que temos não chega”
e
Em casa de ferreiro…
"Há cercos às igrejas na Nicarágua, mas o povo não tem medo"
 "Enquanto não se tratarem as doenças mentais, não se resolve o problema dos sem-abrigo", defende psiquiatra
CP vai recuperar comboios fora de serviço
Domingos Gomes: “Socorri o Silvino, na Luz, os adeptos aplaudiram. O Ivic disse-me: ‘Isto é uma guerra.’ Respondi: ‘Engana-se, sou médico’”
Putin avança no Médio Oriente
Trump confunde Estados e promete construir um muro no Colorado
Portuguesa quer apresentar ao Papa novo modelo económico
Perseguição aos cristãos “é um genocídio, tão simples e doloroso como isso”
Sínodo da Amazónia pode revolucionar apresentação da Igreja, diz Juan Ambrosio
Bebés nascidos por cesariana não têm micróbios essenciais no organismo
Falhas na Nos e Vodafone podem ter tido origem em ciberataques
O bisturi da poesia
Novo medicamento promete atrasar a evolução do Alzheimer
Nuno Lopes: "São Jorge' é uma metáfora do que a Europa nos fez"
Burocracia delegada
Contas no vermelho. CDS faz cortes, despede funcionários e fecha sedes
O AMBIENTALISTA SIMPLÓRIO 
Envelhecido, com pouca educação, mal pago. O retrato de Portugal na Europa
Chile: do milagre à guerra

segunda-feira, 21 de outubro de 2019

LIVRO&LEITURA: “John Henry Newman – Perfil de um buscador da Verdade”

«Na Inglaterra da primeira metade do século XIX ele tinha conhecido aquilo que podemos caracterizar como o mundo moderno, tendo visto claramente os seus resultados mais brilhantes e as suas pretensões mais ilusórias. Newman vive numa época em que, aparentemente, as decisões da modernidade, o individualismo, o racionalismo e o secularismo já se tornaram factos irreversíveis que só devem ser aceites ou podem ser rejeitados de forma hesitante.Se a sua conversão ao catolicismo foi um escândalo, ainda mais escandaloso foi o pensamento por ele elaborado, que não representava uma rejeição em bloco da modernidade.» Para saber mais clicar AQUI.

domingo, 20 de outubro de 2019

PALAVRA de DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!

Considerando:
1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, proféticaAQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesialAQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontroAQUI
5Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
7Papa mais,  pede aos padres para falarem ao «coração» e não fazerem «homilias demasiado intelectuais». Par saber mais, clicar AQUI.
8Porquê ir à missa ao domingo? Ler AQUI.
9. O que é que se faz para que a Eucaristia dominical seja algo de vital, de verdadeiramente comunitário, capaz de permitir o reconhecimento recíproco e uma autêntica fraternidade para quantos nela participam? Ler&saber AQUI.
108 conselhos dos santos para amar a Eucaristia AQUI.  

Então:
Tema do 29º Domingo do Tempo Comum - Ano C
A Palavra que a liturgia de hoje nos apresenta convida-nos a manter com Deus uma relação estreita, uma comunhão íntima, um diálogo insistente: só dessa forma será possível ao crente aceitar os projectos de Deus, compreender os seus silêncios, respeitar os seus ritmos, acreditar no seu amor.
O Evangelho sugere que Deus não está ausente nem fica insensível diante do sofrimento do seu Povo... Os crentes devem descobrir que Deus os ama e que tem um projecto de salvação para todos os homens; e essa descoberta só se pode fazer através da oração, de um diálogo contínuo e perseverante com Deus.

A primeira leitura dá a entender que Deus intervém no mundo e salva o seu Povo servindo-Se, muitas vezes, da acção do homem; mas, para que o homem possa ganhar as duras batalhas da existência, ele tem que contar com a ajuda e a força de Deus... Ora, essa ajuda e essa força brotam da oração, do diálogo com Deus.

A segunda leitura, sem se referir directamente ao tema da relação do crente com Deus, apresenta uma outra fonte privilegiada de encontro entre Deus e o homem: a Escritura Sagrada... Sendo a Palavra com que Deus indica aos homens o caminho da vida plena, ela deve assumir um lugar preponderante na experiência cristã.
EVANGELHO - Lc 18,1-8
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus disse aos seus discípulos uma parábola
sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar:
«Em certa cidade vivia um juiz
que não temia a Deus nem respeitava os homens.
Havia naquela cidade uma viúva
que vinha ter com ele e lhe dizia:
'Faz-me justiça contra o meu adversário'.
Durante muito tempo ele não quis atendê-la.
Mas depois disse consigo:
'É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens;
mas, porque esta viúva me importuna,
vou fazer-lhe justiça,
para que não venha incomodar-me indefinidamente'».
E o Senhor acrescentou:
«Escutai o que diz o juiz iníquo!...
E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos,
que por Ele clamam dia e noite,
e iria fazê-los esperar muito tempo?
Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa.
Mas quando voltar o Filho do homem,
encontrará fé sobre esta terra?»
AMBIENTE
O Evangelho apresenta-nos mais uma etapa do "caminho de Jerusalém". O texto que hoje nos é proposto vem na sequência do discurso escatológico sobre a vinda gloriosa do Filho do Homem (cf. Lc 17,20-37). A parábola do juiz e da viúva deve, pois, ser entendida neste ambiente.
Trata-se de um texto que não tem paralelo noutro evangelista; no entanto, é similar à parábola do amigo importuno que vem pedir pão a meio da noite e que é atendido por causa da sua insistência (cf. Lc 11,5-8).
Não esqueçamos que Lucas escreveu o terceiro Evangelho durante a década de 80... É uma época em que as comunidades cristãs sofrem por causa da hostilidade dos judeus e dos pagãos e em que já se anunciam as grandes perseguições que dizimaram as comunidades cristãs no final do séc. I. Os cristãos estão inquietos, desanimados e anseiam pela segunda vinda de Cristo - isto é, pela intervenção definitiva de Deus na história para derrotar os maus e salvar o seu Povo.
MENSAGEM
O nosso texto consta de uma parábola e da sua aplicação teológica.
Os personagens centrais da parábola (vers 2-5) são uma viúva e um juiz. A viúva, pobre e injustiçada (na Bíblia, é o protótipo do pobre sem defesa, vítima da prepotência dos ricos e dos poderosos), passava a vida a queixar-se do seu adversário e a exigir justiça; mas o juiz, "que não temia Deus nem os homens", não lhe prestava qualquer atenção... No entanto, o juiz - apesar da sua dureza e insensibilidade - acabou por fazer justiça à viúva, a fim de se livrar definitivamente da sua insistência importuna.
Apresentada a parábola, vem a sua aplicação teológica (vers. 6-8). Se um juiz prepotente e insensível é capaz de resolver o problema da viúva por causa da sua insistência, Deus (que não é, nem de perto nem de longe, um juiz prepotente e sem coração) não iria escutar os "seus eleitos que por Ele clamam dia e noite e iria fazê-los esperar muito tempo?"
Naturalmente, estamos diante de uma pergunta retórica. É evidente que, se até um juiz insensível acaba por fazer justiça a quem lhe pede com insistência, com muito mais motivo Deus - que é rico em misericórdia e que defende sempre os débeis - estará atento às súplicas dos seus filhos.
Dado o contexto em que a parábola aparece, é certo que Lucas pretende dirigir-se a uma comunidade cristã cercada pela hostilidade do mundo, que começava a ver no horizonte próximo o espectro das perseguições e que estava desanimada porque, aparentemente, Deus não escutava as súplicas dos crentes e não intervinha no mundo para salvar a sua Igreja. A resposta que Lucas deixa aos seus cristãos é a seguinte: ao contrário do que parece, Deus não abandonou o seu Povo, nem é insensível aos seus apelos; Ele tem o seu projecto, o seu plano e o seu tempo próprio para intervir... Aos crentes resta moderar a sua impaciência e confiar em que Ele não deixará de intervir para os libertar.
Que é que tudo isto tem a ver com a oração? Porque é que esta é uma parábola sobre a necessidade de rezar ("Jesus disse-lhes uma parábola sobre a necessidade de orar sempre, sem desanimar" - vers. 1)? Lucas pede aos cristãos a quem a mensagem se destina que, apesar do aparente silêncio de Deus, não deixem nunca de dialogar com Ele. É nesse diálogo que entendemos os projectos e os ritmos de Deus; é nesse diálogo que Deus transforma os nossos corações; é nesse diálogo que aprendemos a entregar-nos nas mãos de Deus e a confiar n'Ele. Sobretudo, que nada (nem o desânimo, nem a desconfiança perante o silêncio de Deus) nos leve a desistir de uma verdadeira comunhão e de um profundo diálogo com Deus.
ACTUALIZAÇÃO
Na reflexão, podem ser considerados os seguintes aspectos:
• Porque é que Deus permite que tantos milhões de homens sobrevivam em condições tão degradantes? Porque é que os maus e injustos praticam arbitrariedades sem conta sobre os mais débeis e nenhum mal lhes acontece? Como é que Deus aceita que 2.800 milhões de pessoas (cerca de metade da humanidade) vivam com menos de três euros por dia? Como é que Deus não intervém quando certas doenças incuráveis ameaçam dizimar os pobres dos países do quarto mundo, perante a indiferença da comunidade internacional? Onde está Deus quando as ditaduras ou os imperialismos maltratam povos inteiros? Deus não intervém porque não quer saber dos homens e é insensível em relação àquilo que lhes acontece? É a isto que o Evangelho de hoje procura responder... Lucas está convicto de que Deus não é indiferente aos gritos de sofrimento dos pobres e que não desistiu de intervir no mundo, a fim de construir o novo céu e a nova terra de justiça, de paz e de felicidade para todos... Simplesmente, Deus tem projectos e planos que nós, na nossa ânsia e impaciência, não conseguimos perceber. Deus tem o seu ritmo - um ritmo que passa por não forçar as coisas, por respeitar a liberdade do homem... A nós resta-nos respeitar a lógica de Deus, confiar n'Ele, entregarmo-nos nas suas mãos.
• Para que Deus e os seus projectos façam sentido ou, pelo menos, para que a aparente falta de lógica dos planos de Deus não nos lancem no desespero e na revolta, é preciso manter com Ele uma relação de comunhão, de intimidade, de diálogo. Através da oração, percebemos quem Deus é, percebemos o seu amor e a sua misericórdia, descobrimos a sua bondade e a sua justiça... E, dessa forma, constatamos que Ele não é indiferente à sorte dos pobres e que tem um projecto de salvação para todos os homens. A oração é o caminho para encontrarmos o amor de Deus.
• O diálogo que mantemos com Deus não pode ser um diálogo que interrompemos quando deixamos de perceber as coisas ou quando Deus parece ausente; mas é um diálogo que devemos manter, com perseverança e insistência. Quem ama de verdade, não corta a relação à primeira incompreensão ou à primeira ausência. Pelo contrário, a espera e a ausência provam o amor e intensificam a relação.
• A oração não é uma fórmula mágica e automática para levar Deus a fazer-nos as "vontadinhas"... Muitas vezes, Deus terá as suas razões para não dar muita importância àquilo que Lhe pedimos: às vezes pedimos a Deus coisas que nos compete a nós conseguir (por exemplo, passar nos exames); outras vezes, pedimos coisas que nos parecem boas, mas que a médio prazo podem roubar-nos a felicidade; outras vezes, ainda, pedimos coisas que são boas para nós, mas que implicam sofrimento e injustiça para os outros... É preciso termos consciência disto; e quando parece que Deus não nos ouve, perguntemos a nós próprios se os nossos pedidos farão sentido, à luz da lógica de Deus.


e/ou no vídeo AQUI.

Oremos sem cessar para descobrirmos o esplendor do seu Reino  
A invocação contínua de Jesus, quando acompanhada de um desejo pleno de ternura e alegria, permite que o espaço do coração se encha de alegria e serenidade pela graça da atenção extrema. Mas aquele que conduz ao seu termo a purificação do coração é Jesus Cristo, Filho de Deus e Deus, que é a origem e o Criador de todos os bens. Pois Ele diz: «Eu sou o Deus da paz» (Is 45,7). [...]  
Façamos, como David, o esforço de gritar: «Senhor Jesus Cristo». Fiquemos roucos e que o olhar da nossa inteligência não deixe de esperar no Senhor nosso Deus (Sl 68,4). Se nos recordarmos da parábola do juiz iníquo, por meio da qual o Senhor nos diz que temos de rezar continuamente e não desfalecer (cf Lc 18,1), encontraremos ganho e justiça. [...]  
A alma que, pela morte, se elevou nos ares, e que, às portas do Céu, tem Cristo consigo e por si, não será confundida pelos seus inimigos, mas, tal como agora, falar-lhes-á com segurança. Mas, até ao seu êxodo, não pode cansar-se de clamar noite e dia pelo Senhor Jesus Cristo, o Filho de Deus. E Ele, segundo a sua divina promessa que não engana, far-lhe-á justiça prontamente, como afirmou a propósito do juiz iníquo (cf Lc 18,1). Sim, eu vos digo que o fará, tanto na vida presente como quando ela tiver abandonado o seu corpo. [...]  
É certo que nada disto vem de nós, mas de Deus, que no-lo deu. Ele que, no Pai, no Filho e no Espírito Santo, é louvado e glorificado por todas as naturezas racionais, pelos anjos, pelos homens, por toda a criação que vem da Trindade inefável, do Deus único. Possamos nós descobrir o esplendor do seu Reino, pelas súplicas da puríssima Mãe de Deus e dos nossos santos pais. Ao Deus inacessível, seja dada glória eterna. Amen.  
Hesíquio do Sinai
dito de Batos, por vezes assimilado a Hesíquio, sacerdote de Jerusalém (séc. V?), monge
«Sobre a sobriedade e a vigilância», 91, 106, 107, 149, 203  





sábado, 19 de outubro de 2019

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.  

 
A vontade de um homem rico continua a cumprir-se 124 anos depois
Nobel da Paz de 2019: "Este é um prémio para África"
Jane Fonda detida em protesto de alerta contra alterações climáticas
As vicissitudes do professor Aníbal
Quatro se não forem dois
Não Chega
E, apesar de tudo, move-se
As nove 'geringonças' possíveis para Costa ter maiorias
Os 22 mil votos e o fim de uma velha discussão
Votos que não servem para nada
Outra vez a rábula de um acordo não escrito?
O sistema partidário está ferido, mas o seu coração bate
Um acordo de oposição para Portugal
Dez notas de uma noite não absolutamente rosa
Uma oportunidade
A falácia da estabilidade
Como descobrir um planeta extrassolar
A revolução das baterias de lítio
Governo vai navegar à vista até ao outono de 2021?
Na política o bem é possível
Nobel da Paz vai para o primeiro-ministro da Etiópia, Abiy Ahmed Ali
Papa canonizou irmã Dulce dos Pobres, a primeira santa brasileira
Cientistas construiram ponte desenhada por Da Vinci há 500 anos (e é uma maravilha da engenharia)
“Querem que pique a bolha?” Conselheiros do Banco de Portugal compararam Montepio ao caso BES
Sínodo para a Amazónia: um mini-Concílio Vaticano II
Em mudança acelerada
Governador do Banco de Portugal: "Se o estandarte for na direção errada, o exército cai no precipício"
Estado injeta mais de 518 milhões de euros na CP
Nobel da Economia para três americanos dedicados ao combate à pobreza
Comandante da força policial do Vaticano apresenta demissão
“Trump first”
Catalunha prepara-se para novo dia de protestos
Com Bolsonaro no poder, mortes causadas por agentes da polícia crescem 4,3%
Hard Club. Guerra entre Kalú e sócios deixa Estado com perdas milionárias
Governo novo em odre velho
A Catalunha e a política
Leituras das eleições legislativas
Portugal e Espanha são as duas economias do euro que mais vão abrandar até 2024
A continuidade é ao centro? Sete pistas para ler o novo Governo
 Assis arrasa novo Governo PS. É "muito António Costa" e feito só para dois anos
Eleições em Moçambique
Indígenas levantam a voz no Vaticano em defesa dos seus direitos
O sínodo pan-amazónico visto de S. Gabriel da Cachoeira, a diocese “mais indígena” do mundo
“Uma grande esperança”: Texto inédito do papa Francisco sobre a “Nossa mãe Terra”
Tomás Correia. Protegido pelo poder
Onde estão os super-ricos de Portugal?
Carles Puigdemont entrega-se em Bruxelas, mas fica em liberdade
O acordo depende de Londres
Morreu Rui Jordão, o “quase herói” do Euro 84
 Rui Pinto encriptou dez discos externos. PJ não consegue descodificá-los
Amália Rodrigues apoiou secretamente a causa antifascista

quarta-feira, 16 de outubro de 2019

quem conhece  ESSES DESCONHECIDOS: Santa Edviges

... que merecem ser conhecidos - vida&obra - e eu mais em conhecê-los e dar a conhecer AQUI.
Perante isto, como me sinto tão pequenino.

terça-feira, 15 de outubro de 2019

Há cada vez mais estrangeiros a fazer os "Caminhos de Fátima"

Presidente do Centro Nacional de Cultura (CNC) alerta para a importância dos peregrinos optarem por trilhos na natureza, longe dos perigos da estrada. Maria Calado confirma que a segurança foi um dos princípios que norteou a elaboração dos novos Roteiros do ‘Caminho do Norte’, do ‘Caminho da Nazaré’ e do ‘Caminho do Tejo’, que também ajudam a conhecer melhor a História do país. Para saber mais clicar AQUI.

segunda-feira, 14 de outubro de 2019

quem conhece  ESSES DESCONHECIDOS:

... que merecem ser conhecidos - vida&obra - e eu mais em conhecê-los e dar a conhecer AQUI e/ou AQUIPerante isto, como me sinto tão pequenino.

domingo, 13 de outubro de 2019

PALAVRA de DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!

Considerando:
1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, proféticaAQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesialAQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontroAQUI
5Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
7Papa mais,  pede aos padres para falarem ao «coração» e não fazerem «homilias demasiado intelectuais». Par saber mais, clicar AQUI.
8Porquê ir à missa ao domingo? Ler AQUI.
9. O que é que se faz para que a Eucaristia dominical seja algo de vital, de verdadeiramente comunitário, capaz de permitir o reconhecimento recíproco e uma autêntica fraternidade para quantos nela participam? Ler&saber AQUI.
108 conselhos dos santos para amar a Eucaristia AQUI.  

Então:
Tema do 28º Domingo do Tempo Comum - Ano C
A liturgia deste domingo mostra-nos, com exemplos concretos, como Deus tem um projecto de salvação para oferecer a todos os homens, sem excepção; reconhecer o dom de Deus, acolhê-lo com amor e gratidão, é a condição para vencer a alienação, o sofrimento, o afastamento de Deus e dos irmãos e chegar à vida plena.
A primeira leitura apresenta-nos a história de um leproso (o sírio Naamã). O episódio revela que só Jahwéh oferece ao homem a vida e a salvação, sem limites nem excepções; ao homem resta acolher o dom de Deus, reconhecê-l'O como o único salvador e manifestar-Lhe gratidão.
O Evangelho apresenta-nos um grupo de leprosos que se encontram com Jesus e que através de Jesus descobrem a misericórdia e o amor de Deus. Eles representam toda a humanidade, envolvida pela miséria e pelo sofrimento, sobre quem Deus derrama a sua bondade, o seu amor, a sua salvação. Também aqui se chama a atenção para a resposta do homem ao dom de Deus: todos os que experimentam a salvação que Deus oferece devem reconhecer o dom, acolhê-lo e manifestar a Deus a sua gratidão.
A segunda leitura define a existência cristã como identificação com Cristo. Quem acolhe o dom de Deus torna-se discípulo: identifica-se com Cristo, vive no amor e na entrega aos irmãos e chega à vida nova da ressurreição
EVANGELHO - Lc 17,11-19
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
indo Jesus a caminho de Jerusalém,
passava entre a Samaria e a Galileia.
Ao entrar numa povoação,
vieram ao seu encontro dez leprosos.
Conservando-se a distância, disseram em alta voz:
«Jesus, Mestre, tem compaixão de nós».
Ao vê-los, Jesus disse-lhes:
«Ide mostrar-vos aos sacerdotes».
E sucedeu que no caminho ficaram limpos da lepra.
Um deles, ao ver-se curado,
voltou atrás, glorificando a Deus em alta voz,
e prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus
para Lhe agradecer.
Era um samaritano.
Jesus, tomando a palavra, disse:
«Não foram dez que ficaram curados?
Onde estão os outros nove?
Não se encontrou quem voltasse para dar glória a Deus
senão este estrangeiro?»
E disse ao homem:
«Levanta-te e segue o teu caminho;
a tua fé te salvou».

AMBIENTE
Mais uma vez Lucas apresenta um episódio situado no "caminho de Jerusalém" (esse "caminho espiritual", ao longo do qual os discípulos vão aprendendo e interiorizando os valores e a realidade do "Reino").
No "caminho" de Jesus e dos discípulos aparecem, portanto, dez leprosos. O leproso é, no tempo de Jesus, o protótipo do marginalizado... Além de causar naturalmente repugnância pela sua aparência e de infundir medo de contágio, o leproso é um impuro ritual (cf. Lev 13-14), a quem a teologia oficial atribuía pecados especialmente gravosos (a lepra era o castigo de Deus para esses pecados); por isso, o leproso não podia sequer entrar na cidade de Jerusalém, a fim de não despurificar a cidade santa. Devia afastar-se de qualquer convívio humano para que não contaminasse os outros com a sua impureza física e religiosa. Em caso de cura, devia apresentar-se diante de um sacerdote, a fim de que ele comprovasse a cura e lhe permitisse a reintegração na vida normal (cf. Lev 14). Podia, então, voltar a participar nas celebrações do culto.
Um dos leprosos (precisamente aquele que vai desempenhar o papel principal, neste episódio) é samaritano. Os samaritanos eram desprezados pelos judeus de Jerusalém, por causa do seu sincretismo religioso. A desconfiança religiosa dos judeus em relação aos samaritanos começou quando, em 721 a.C. (após a queda do reino do Norte), os colonos assírios invadiram a Samaria e começaram a misturar-se com a população local. Para os judeus, os habitantes da Samaria começaram, então, a paganizar-se... Após o regresso do exílio da Babilónia, os habitantes de Jerusalém recusaram qualquer ajuda dos samaritanos na reconstrução do Templo e evitaram os contactos com esses hereges, "raça misturada com pagãos". A construção de um santuário samaritano no monte Garizim consumou a separação e, na perspectiva judaica, lançou definitivamente os samaritanos nos caminhos da infidelidade a Jahwéh. Algumas picardias mútuas nos séculos seguintes consolidaram a inimizade entre judeus e samaritanos. Na época de Jesus, a relação entre as duas comunidades era marcada por uma grande hostilidade.
MENSAGEM
O episódio dos dez leprosos (que é exclusivo de Lucas) insere-se perfeitamente na óptica teológica de um evangelho cujo objectivo fundamental é apresentar Jesus como o Deus que Se fez pessoa para trazer, com gestos concretos, a salvação/libertação a todos os homens, particularmente aos oprimidos e marginalizados.
É esse o ponto de partida da história que Lucas nos conta: ele mostra que Deus tem uma proposta de vida nova e de libertação para oferecer a todos os homens. O número dez tem, certamente, um significado simbólico: significa "totalidade" (o judaísmo considerava necessário que pelo menos dez homens estivessem presentes, a fim de que a oração comunitária pudesse ter lugar, porque o "dez" representa a totalidade da comunidade). A presença de um samaritano no grupo indica, contudo, que essa salvação oferecida por Deus, em Jesus, não se destina apenas à comunidade do "Povo eleito", mas se destina a todos os homens, sem excepção, mesmo àqueles que o judaísmo oficial considerava definitivamente afastados da salvação.
Contudo, o acento do episódio de hoje é posto - mais do que no episódio da cura em si - no facto de que, dos dez leprosos curados, só um tenha voltado para trás para agradecer a Jesus e no facto de este ser um samaritano. Lucas está interessado em mostrar que quem recebe a salvação deve reconhecer o dom de Deus e deve estar agradecido... E avisa que, com frequência, são os hereges, os marginais, os desprezados, aqueles que a teologia oficial considera à margem da salvação, que estão mais atentos aos dons de Deus. Haverá aqui, certamente, uma alusão à auto-suficiência dos judeus que, por se sentirem "Povo eleito", achavam natural que Deus os cumulasse dos seus dons; no entanto, não reconheceram a proposta de salvação que, através de Jesus, Deus lhes ofereceu... Certamente haverá aqui, também, um apelo aos discípulos de Jesus, para que não ignorem o dom de Deus e saibam responder-Lhe com a gratidão e a fé (entendida como adesão a Jesus e à sua proposta de salvação).
ACTUALIZAÇÃO
A reflexão e partilha podem tocar as seguintes questões:
• A "lepra" que rouba a vida a esses "dez" homens que a leitura de hoje nos apresenta representa o infortúnio que atinge a totalidade da humanidade e que gera exclusão, marginalidade, opressão, injustiça. É a condição de uma humanidade marcada pelo sofrimento, pela miséria, pelo afastamento de Deus e dos irmãos, que aqui nos é pintada... Lucas garante, no entanto, que Deus tem um projecto de salvação para todos os homens, sem excepção; e que é em Jesus e através de Jesus que esse projecto atinge todos os que se sentem "leprosos" e os faz encontrar a vida plena, a reintegração total na família de Deus e na comunidade humana.
• É preciso ter uma resposta de gratidão e de adesão à proposta de salvação que Deus faz. Atenção: muitas vezes são aqueles que parecem mais fora da órbita de Deus que primeiro reconhecem o seu dom, que o acolhem e que aderem à proposta de vida nova que lhes é feita. Às vezes, aqueles que lidam diariamente com o mundo do sagrado estão demasiado cheios de auto-suficiência e de orgulho para acolherem com humildade e simplicidade os dons de Deus, para manifestarem gratidão e para aceitarem ser transformados pela graça... Convém pensar na atitude que, dia a dia, eu assumo diante de Deus: se é uma atitude de auto-suficiência, ou se é uma atitude de adesão humilde e de gratidão.
Como lidamos com aqueles que a sociedade de hoje considera "leprosos" e que, muitas vezes, se encontram numa situação de exclusão e de marginalidade (os sem abrigo, os drogados, os deficientes, os doentes terminais, os idosos abandonados em lares, os analfabetos, os que vivem abaixo do limiar da pobreza, os que não têm telemóvel nem internet, os que não vestem de acordo com a moda, os que não pactuam com certos valores politicamente correctos, os que não consomem produtos "light" e não têm uma silhueta moderna, os que não frequentam as festas sociais nem aparecem nos programas televisivos de sucesso...): com desprezo, com indiferença, com medo de ficar contaminados ou como testemunhas da bondade e do amor de Deus?
• Curiosamente, os dez "leprosos" não são curados imediatamente por Jesus, mas a "lepra" desaparece "no caminho", quando iam mostrar-se aos sacerdotes. Isto sugere que a acção libertadora de Jesus não é uma acção mágica, caída repentinamente do céu, mas um processo progressivo (o "caminho" define, neste contexto, a caminhada cristã), no qual o crente vai descobrindo e interiorizando os valores de Jesus, até à adesão plena às suas propostas e à efectiva transformação do coração. Assim, a nossa "cura" não é um momento mágico que acontece quando somos baptizados, ou fazemos a primeira comunhão ou nos crismamos; mas é uma caminhada progressiva, durante a qual descobrimos Cristo e nascemos para a vida nova.
ALGUMAS SUGESTÕES PRÁTICAS PARA O 28º DOMINGO DO TEMPO COMUM
BILHETE DE EVANGELHO
É preciso ser um samaritano, um dos habitantes da Samaria com os quais os Judeus não querem ter nada em comum, a vir até Jesus após a sua cura, para ter um acto de reconhecimento. Sim, ele reconhece que Deus o curou pois ele glorifica-O, enquanto Jesus reconhecerá que a sua fé o salvou. Ele é salvo precisamente porque reconhece Aquele que o salva. Tal é a diferença em relação aos outros nove leprosos curados que não reconhecem Aquele que os purificou. Enfim, o leproso samaritano faz acto de reconhecimento vindo agradecer: lança o rosto por terra aos pés de Jesus dando-Lhe graças. O homem pode levantar-se porque está totalmente salvo: não apenas o seu corpo é purificado mas, ao vir glorificar Deus e dar-Lhe graças, pode aproximar-se de Jesus, o verdadeiro Salvador, que salva o homem e dele espera a caminhada da fé.
À ESCUTA DA PALAVRA
Todos os pais têm a preocupação em ensinar aos seus filhos "se faz favor" e "obrigado". Isso faz parte da boa educação. Mas estas duas palavras estão carregadas de um sentido que a criança deve descobrir progressivamente: ninguém consegue sozinho, todos temos necessidade dos outros. Reconhecer que, sozinho, não posso fazer tudo; tenho necessidade de receber, de pedir. E dizendo obrigado aos outros, reconheço que me fizeram bem. Enfim, estas palavras, que parecem tão banais, exprimem a dimensão social do ser humano. A comunidade humana e a comunidade cristã constroem-se através destas relações, destes contactos quotidianos nos quais cada um se reconhece, em todos os sentidos desta palavra. Hoje, Jesus convida-nos a recordar tudo isso na nossa relação com Deus. Os dez leprosos vieram até Ele porque reconheciam n'Ele um mestre, um enviado de Deus. Ousam pedir o que ninguém podia dar naquela época: a cura da lepra. Pedem um favor que ultrapassa as forças humanas. É a Deus que se dirigem através de Jesus. Pedem a Jesus e Ele cura-os. Mas um só vem dizer "obrigado". Um estrangeiro, um samaritano. Talvez os outros pensassem que tinham o direito de serem curados por serem judeus... O estrangeiro, esse, reconhece que a sua cura é dom gratuito da bondade de Deus. Volta junto de Jesus para "reconhecer" este dom. Entra numa relação plena com Deus. Veio com a sua pobreza, para pedir; regressa, com a sua gratidão, para reconhecer que Jesus respondeu ao seu pedido. O acto central, fonte e cume da vida cristã, a Eucaristia, significa "acção de graças". Eis o pedido supremo que podemos dirigir a Deus: que nos dê a sua presença em Jesus ressuscitado e o nosso "obrigado", o mais perfeito possível que possamos dizer a Deus. Aí, estamos bem no coração da nossa fé e do nosso amor.
ORAÇÃO EUCARÍSTICA
Pode-se escolher a Oração Eucarística III para as Assembleias com Crianças, que exprime muito simplesmente o obrigado, a acção de graças; rezá-la bem, com calma...
PALAVRA PARA O CAMINHO DA VIDA...
Levar a Palavra de Deus como luz para mais uma semana de trabalho, de estudo... Ao longo dos dias da semana que se segue, procurar rezar e meditar algumas frases da Palavra de Deus: "Cantai ao Senhor um cântico novo"...; "A Palavra de Deus não está encadeada"...; "Se morremos com Cristo, também com Ele viveremos"...; "Levanta-te e segue o teu caminho; a tua fé te salvou"... Procurar transformá-las em atitudes e em gestos de verdadeiro encontro com Deus e com os próximos que formos encontrando nos caminhos percorridos da vida...


e/ou no vídeo AQUI.
«Prostrou-se de rosto por terra aos pés de Jesus para Lhe agradecer»  
 Na meditação do amor de Deus, emociona-me ver os bens que recebi de Deus desde o primeiro momento da minha vida até hoje. Que bondade! Que cuidados! Que providência para o corpo e para a alma! Que paciência! […] Deus fez-me penetrar estas verdades e vê-las claramente: em primeiro lugar, que Ele está em todas as criaturas; em segundo, que é tudo o que há de bom nelas; e em terceiro, que nos faz todo o bem que recebemos delas. E pareceu-me ver este rei de glória e de majestade aplicado a aquecer-nos na roupa que vestimos, a refrescar-nos no ar que respiramos, a alimentar-nos na carne que comemos, a alegrar-nos nos sons e nos objetcos agradáveis, a produzir em mim todos os movimentos necessários para viver e agir. Que maravilha!
Quem sou eu, ó meu Deus, para ser assim servido por Vós em todo o tempo, com tanta assiduidade e em todas as coisas, com tanto cuidado e amor! Sucede o mesmo com todas as outras criaturas; mas tudo isto por mim, qual intendente zeloso e vigilante que manda trabalhar em todos os locais do reino para o seu rei. O mais admirável é o facto de Deus fazer isto por todos os homens, embora quase ninguém pense nisso, a não ser uma ou outra alma escolhida, uma ou outra alma santa. É preciso que pelo menos eu pense nisso, que me mostre reconhecido.  
Imagino que, tendo a sua glória como fim supremo de todas as suas acções, Deus faz todas estas coisas principalmente por amor daqueles que admiram a sua bondade, que Lhe estão gratos, que aproveitam a ocasião para O amar; os outros recebem os mesmos bens como que por acaso e por sorte.[…] Deus oferece-nos incessantemente o ser, a vida, as acções de tudo o que criou no universo. É essa a sua ocupação na natureza; a nossa deve ser receber sem cessar aquilo que Ele nos envia de muitos modos, e devolver-Lho por acções de graças, louvando-O e reconhecendo que Ele é o autor de todas as coisas. Prometi a Deus fazê-lo, na medida das minhas possibilidades.  
São Cláudio de la Colombière (1641-1682)

jesuíta
Retiro de 1674, quarta semana (Escritos espirituais)