"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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terça-feira, 7 de julho de 2026

LIVRO&LEITURA:

O que Ricardo Marques, jornalista do Expresso, anda a ler:

" Tolstoi tinha 51 anos quando abriu a janela da própria vida e se pôs a olhar para a ela, concluindo que não passava de um fracasso. Isto apesar de obras como "Guerra e Paz" e "Anna Karénina", o que nos coloca a todos numa situação complexa.
Adiante.
"Confissão" (Editorial Presença, com tradução do russo por Nina Guerra e Filipe Guerra) é um pequeno livro, de um dos gigantes da literatura, Lev Tolstoi.
Parece a história de uma vida, mas é muito mais do que isso. É o retrato de uma sociedade (no caso, a russa mas não serão todas parecidas?), um mergulho nos confins da alma e, confesso, uma leitura viciante sobre fé, filosofia e a sempre eterna questão: qual é o sentido da vida?
As páginas passam como as velas de um moinho em dia de vendaval.

domingo, 9 de abril de 2023

ESPIRITUALIDADE: Via-sacra do cristão cansado

Há um lugar para todos ao longo do caminho que sobe ao Calvário. Hoje gostaria de reservar, em sete estações da via-sacra, um lugar ao cristão que sente o coração algo pesado, que vive a fatiga do caminho, que percebe a sua fé a vacilar, que sente o cansaço de estar na Igreja de hoje, nas comunidades de hoje, no mundo de hoje. Para saber mais clicar AQUI.

quinta-feira, 19 de janeiro de 2023

LIVRO&LEITURA: AS PALAVRAS CALADAS

Uma obra escrita na primeira pessoa, à maneira de um diário, que na opinião do P. Vasco Pinto de Magalhães, sj, nos permite entrar na intimidade de Maria de Nazaré. A fé e a fragilidade, a alegria e a dor, o mistério e a proximidade desta mulher singular vão-se-nos tornando cada vez mais familiares. Um livro cativante que é muito mais do que uma biografia da mãe de Jesus: é um poema tecido de delicadeza e ternura. Mais informação disponível na livraria online.

terça-feira, 8 de fevereiro de 2022

SANTOS&MÁRTIRES: O cão de guarda de São João Bosco

O que você acharia de ter como amigo um cão grande, cinza, parecido com um lobo desgrenhado, que parece surgir do nada quando você está em apuros e desaparece depois de os malvados fugirem? Ele seria o melhor amigo de um garoto. João Bosco tinha um cão assim, ou o era o cachorro que o tinha. Difícil dizer qual das duas alternativas é a correta. Para saber mais clicar AQUI.

terça-feira, 30 de novembro de 2021

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Aprender da sabedoria das árvores

No inverno não imaginamos o amolecer do ramo; o seu amaciamento pela linfa que torna a encher os pequenos canais é uma surpresa e um espanto antigo. As coisas mais belas não são para procurar, mas para esperar. Como a primavera. E despontam as folhas, e tu não podes fazer nada; ou talvez sim: contemplar e proteger. Para saber mais clicar AQUI.

terça-feira, 21 de setembro de 2021

quarta-feira, 25 de agosto de 2021

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/HOMENAGEM: Fiódor Dostoievski o escritor que assume a sua (e nossa) fragilidade e ...

"... de quem se assinalam este ano os dois séculos do nascimento ... Fiódor Dostoievski não é dissemelhante dos seus personagens, também ele anda às apalpadelas em busca de uma verdade superior, também ele desce aos abismos do humano, o subsolo, para depois procurar arduamente voltar a subir por um bem superior, ao qual todos são atraídos e que não devemos cessar de buscar. Continua em sangue a palavra de Dostoievski, à distância de séculos, e assim continuará, século após século. Porque, ao explorar os meandros da sua mente, através dos seus romances, fala-nos de nós, das nossas fraquezas, dos nossos sofrimentos. Faz-nos tremer. Fere-nos. Abraça-nos. É um abraço, a sua obra, doloroso e comovente como os abraços de adeus ou de reconciliação. Parece dizer, a sua obra, que a única maneira para sobreviver a esta vida é aceitar também o mal, aceitar também o “subsolo”: reerguendo-nos, encontraremos sempre alguém pronto a abraçar-nos. “O verdadeiro homem mede a sua força quando se defronta com o obstáculo” (Antoine de Saint-Exupéry). Nós descobrimos a força e a coragem que temos somente quando superamos os nossos limites. A cada desafio que enfrentamos ficamos mais corajosos, então, surgem novos desafios ou simplesmente os “inventamos”. Desse modo também descobrimos novos talentos, amadurecemos e nos fortalecemos durante a nossa jornada. Um obstáculo é uma oportunidade de crescimento, é um reinventar-se. Pensar no que ainda não foi pensado. Fazer o que ainda não foi feito. Inovação. Estejamos mais abertos aos desafios e a tudo o que podemos aprender com eles.Para saber mais clicar AQUI.

sexta-feira, 13 de agosto de 2021

LIVRO&LEITURA: “Sétimo dia”

«Em “Sétimo dia” de Daniel Faria, cinco homens repartem perspetivas sobre a ideia de ocupação e coincidem no desejo de alcançar uma certa ideia de existência transcendente sem depor a medida humana a partir da qual cada um se foi fazendo lugar. Cada homem permanece em redor da raiz da sua condição, mesmo quando na enunciação das dúvidas, dores e amarguras se faz pressentir o rumor da mudança aguardada. Cada voz é também o anunciar de um degrau no caminho do reencontro com a palavra poética na expressão da “fé inabalável no mistério que inclina / Os homens para dentro” e na representação das depurações da semente na difícil ascensão para a vida do espírito.» Leia excertos AQUI.

quinta-feira, 22 de julho de 2021

ESPIRITUALIDADE: Dez respostas sobre a oração

A oração que exprime uma religiosidade ligada a um Deus conhecido, de quem se partilha a paixão pelo bem da humanidade, é feita de louvor, de agradecimento, de confiança, de intercessão confiante, e não de medo. Para nós, cristãos, é a oração de Jesus que ergue o seu canto de louvor e de glória ao Pai, e conduz os seus discípulos a entrar em relação com Deus na forma de filhos e filhas. As formas diferentes de oração podem ser descritas como presentes no percurso de amadurecimento da fé, da consciência crente. Assim, podemos discernir que figuras de Deus estão mais presentes no imaginário religioso individual. Em todo o caso, para um cristão, o “trabalho sobre as imagens de Deus” é sempre uma evangelização do nome de Deus e da sua representação. Para saber mais clicar AQUI.

segunda-feira, 28 de junho de 2021

LIVRO&LEITURA: “A experiência do limite humano - Testemunho pessoal em tempo de Covid”

«Decorridas várias semanas desde que tive alta hospitalar, já praticamente recuperado das consequências duma pneumonia grave por Covid, vou fazer o exercício de passar para escrito aquilo que mais me tocou e que melhor pode servir a quem se atreva a ler estas páginas. É, portanto, à luz de uma experiência pessoal intensa de doença que procurei vivenciar na fé que me proponho fazer um aprofundamento mais teórico de algumas dimensões da doença e do final da vida. Destacarei as três dimensões que mais me marcaram e que vou desenvolver: a experiência da vulnerabilidade, a importância dos outros e a perspetiva iluminadora da fé no sofrimento.» Esta é a proposta lançada pelo padre e médico Miguel Cabral no livro “A experiência do limite humano - Testemunho pessoal em tempo de Covid” (ed. Lucerna). Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 19 de maio de 2021

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Diálogo entre Ciência Fé

A ciência assenta na lógica das coisas. Essas podem ser mais ou menos complexas. Por exemplo, Einstein acreditava na simplicidade das formulações físicas, daí que tivesse alguma dificuldade com a física quântica, mas independentemente de tudo, ainda que a lógica desafie a lógica… é sempre lógico. Bom, daí que compreenda a dificuldade em perceber a teologia no âmbito de um diálogo entre ciência e fé. Para saber mais clicar AQUI.

quinta-feira, 13 de maio de 2021

ESPIRITUALIDADE: Oração dos simples, valor inestimável

Nos santuários há muitas vezes um lugar destinado aos denominados ex-votos, geralmente objetos ou desenhos ou escritos que falam de uma graça recebida. Muitas vezes aconteceu-me ver outros visitantes, como eu, percorrer apressadamente, frequentemente com um sorrisinho na boca, aqueles espaços. Quase como se fossem retalhos de outros tempos, de um passado que hoje já não existe, quando, pelo contrário, aqueles objetos, aqueles desenhos, aqueles escritos são e permanecem para sempre as testemunhas de uma fé simples, espontânea, sem muitas superestruturas, sempre iguais há séculos. O mesmo acontece com a chamada oração “vocal”. Para saber mais clicar AQUI.

segunda-feira, 10 de maio de 2021

ESPIRITUALIDADE: «Não há página do Evangelho em que não haja lugar para nós»: Papa explica especificidade da meditação cristã

«Eis as imagens de jovens e adultos sentados em recolhimento, em silêncio, com os olhos entreabertos… O que fazem estas pessoas? Meditam. É um fenómeno a olhar com simpatia: com efeito, nós não somos feitos para estar permanentemente a correr, possuímos uma vida interior que não pode estar sempre a ser pisada. Meditar é, portanto, uma necessidade de todos. No entanto, damo-nos conta de que esta palavra, uma vez acolhida em contexto cristão, assume uma especificidade que não deve ser eliminada.» Para saber mais clicar AQUI.

terça-feira, 30 de março de 2021

LIVRO&LEITURA: “Livres para acreditar – Dez passos para a Fé”

 «Este vai ser um livro sobre fé, mas antes de mais nada é sobre o darmo-nos ao trabalho de nos tornarmos livres. Porque é que se coloca a questão deste modo? Porque a maior parte das pessoas, incluindo eu próprio, nem sempre se dão ao trabalho de serem livres, e porque a maior parte das nossas dificuldades de fé estão ligadas a esta falta de liberdade. Raramente são um problema de verdade propriamente dita. Este livro tenta evidenciar o que podem ser bloqueios que impedem as pessoas de se tornarem psicologicamente livres para a fé. Depois prossegue, tentando ver como é que os caminhos da fé se podem tornar credíveis na nossa cultura. E finalmente procura imaginar como é que o cristianismo pode ser acolhido e vivido hoje.» Leia um excerto AQUI.

terça-feira, 30 de junho de 2020

ESPIRITUALIDADE: Papa fala de poesia, oração e férias na última audiência geral antes da pausa estival

«Quando [a uma pessoa] falta a poesia, a sua alma coxeia»: com um acrescento de improviso ao texto preparado para a catequese da audiência geral desta quarta-feira, no Vaticano, o papa sintetizou a “lição” sempre atual de David para os cristãos de todos os tempos. «A oração confere-nos nobreza: ela é capaz de assegurar a relação com Deus, que é o verdadeiro Companheiro de caminho do ser humano, no meio das numerosas provações da vida, boas ou más: mas sempre com a oração. Obrigado Senhor. Tenho medo Senhor. Ajudai-me Senhor. Perdoai-me Senhor.» Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 18 de março de 2020

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITACÃO: Covid-19

Cidades desertas, pânico, angústia e desespero. Duas outras opiniões e perspectivas não menos merecedoras, também, para um destaque e para uma oportunidade ou momento de reflexão AQUI e AQUI.

terça-feira, 10 de março de 2020

ESPIRITUALIDADE: Da dignidade do cristianismo e da indignidade dos cristãos

I
No nosso século de pouca fé, de incredulidade largamente espalhada, julgamos o cristianismo pelos cristãos. Ao longo dos séculos anteriores, julgava-se a fé cristã sobretudo pela sua verdade eterna, pela sua doutrina e pelos seus mandamentos. Mas o nosso século está demasiado absorvido pelo homem e pelo humano. Os maus cristãos mascaram o cristianismo. Para saber mais clicar AQUI.
II
O cristianismo veio salvar os doentes não os saudáveis, os pecadores e não os justos. E o género humano, convertido ao cristianismo, é um doente e um pecador. A Igreja de Cristo não é chamada a organizar a vertente exterior da vida, a vencer o mal com violência. Pela sua natureza, o cristianismo não pode destruir o arbitrário, o mal na natureza humana, dado que reconhece a liberdade do homem. Para saber mais clicar AQUI.
III
A verdade divina do cristianismo, acolhida pelos homens, quebra-se na sua natureza pecadora, na sua consciência limitada. A revelação e a vida religiosa cristã, como toda a revelação e toda a vida religiosa, supõem não somente a existência de Deus, mas também a existência do homem. E este, ainda que esclarecido pela luz da graça procedente de Deus, acomoda ao seu olhar espiritual essa luz divina, impõe à revelação os limites da sua natureza e da sua consciência. Para saber mais clicar AQUI.
IV
Por causa da indignidade dos cristãos, esquecemos Cristo, deixámos de vê-lo. O renascimento cristão será, também, antes de mais, uma chamada a Cristo, à sua Verdade, libertada de todas as deformações e adaptações humanas. Para saber mais clicar AQUI.

sexta-feira, 21 de fevereiro de 2020

ESPIRITUALIDADE: Uma mudança radical do viver a Igreja

Vivemos num tempo que não é somente secularizado: estamos num tempo pós-cristão, e nas nossas terras de antiga cristandade há situações que fazem com que a missão seja urgente. Sobretudo as novas gerações, as dos “millennials”, são marcadas por uma profunda indiferença face à religião, face à procura de Deus, face à pertença à Igreja. Está a ocorrer uma revolução silenciosa que muda profundamente o rosto das nossas comunidades, nas quais as novas gerações e as mulheres são a Igreja que falta. Para saber mais clicar AQUI.

quinta-feira, 20 de fevereiro de 2020

FILME&CINEMA: “Corpus Christi – A redenção”

A frase da homilia «cada um de vós pode ser sacerdote» ilumina-o. Gostaria de ser ordenado padre, mas é impossível por causa dos antecedentes penais. Por isso, quando é enviado para trabalhar na carpintaria de uma povoação perdida da Polónia, veste-se como padre e, por um acaso, acaba por substituir o pároco, que adoeceu. A chegada do jovem, com as suas sinceras e apaixonadas homilias que nascem da vida real, e o seu empenho humano, conseguem curar a dor de uma comunidade ferida por uma tragédia. Mas o engano não dura sempre, e as consequências serão dramáticas para Daniel. Para saber mais, clicar AQUI.