"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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segunda-feira, 26 de dezembro de 2016

CINEMA&FILME: "Cantar!"

A fórmula de "Cantar!" é muito simples mas não é por isso que é banal, piscando o olho aos vários concursos de talentos que nos últimos anos passam nas televisões, atraindo assim faixas de público sem idade. Será impossível não se deixar fascinar pela atuação do gorila John, com "I'm still Standing", de Elton John, ou pela versão de "Don't you worry 'bout a thing", de Stevie Wonder, interpretada pela elefantina, para não falar de "My way", de Sinatra, executada pelo rato. Emocionante e divertido, a não perder. Aplausos. Para saber mais, clicar AQUI.

sexta-feira, 24 de janeiro de 2014

CINEMA: O clube de Dallas

Texas, 1985. Na sequência de um acidente que o obriga a internamento hospitalar, Ron Woodroof recebe a notícia de que é seropositivo, com um negro prognóstico de 30 dias de vida. Inicialmente incrédulo, o eletricista homofóbico acaba por aceitar a dolorosa notícia e decide não se deixar derrotar. Retomando os temas da homossexualidade e da homofobia, Valléé combina-os em “O Clube de Dallas” com questões associadas ao poder e contrapoder da indústria farmacêutica, da investigação sobre o  e do recurso a medicinas alternativas. Com fleuma, o filme resulta numa evocação sensível, forte e pouco sentimentalista de um homem que, à margem do seu contexto social, lutou pela sua vida e pela dos que até então considerava seus dissemelhantes, de quem se aproximou. A evolução do protagonista em gentileza e humanidade, e a relação que estabelece com Rayon, o travesti, mesmo sem dispensar alguns lugares comuns e algum humor negro, são as mais-valias deste filme, que vinga também pelos desempenhos e pelos temas que dele brotam.
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