Em 1982, as águas musicais portuguesas agitavam-se com muitas ideias. Nesse milagroso ano para a música nacional produziram-se discos que tiveram sucesso, discos que criaram descendência, discos que desafiaram as normas. Falamos de “Independança”, dos GNR, “Por Este Rio Acima”, de Fausto, o primeiro álbum dos Xutos, os segundos de Rui Veloso e dos Taxi, o quarto de José Mário Branco. Haverá colheita melhor? Para saber mais clicar AQUI.
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
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terça-feira, 8 de fevereiro de 2022
MÚSICA: Há 40 anos, o ‘boom’ ficava ‘hardcore’. 1982, um ano de ouro para a música portuguesa
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segunda-feira, 9 de agosto de 2021
MÚSICA: JOSÉ AFONSO no dia em que fazia 92 anos
AQUI o concerto de homenagem e AQUI o documentário "José Afonso: Traz Outro Amigo Também". Não só, mas também e sobretudo, à consideração de quem de direito:
"José Afonso deveria ter sido Nobel. Quem quiser que me critique: a poesia do Zeca é incomparavelmente mais bonita que a do Dylan... Além disso, Bob Dylan nunca enfrentou um regime ditatorial como aquele que o Zeca enfrentou" - lembrado&dito por este senhor AQUI.
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quinta-feira, 23 de fevereiro de 2017
EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/RECORDAÇÃO: Zeca Afonso
Hoje passam 30 anos desde que Zeca Afonso se foi, a 23 de fevereiro de 87, uma terça-feira, um dia antes de 30 mill pessoas se juntarem em Setúbal para acompanharem o corpo encaixado e levado em ombros por amigos, com um pano vermelho descaracterizado, cravos e um pão por cima, da antiga Escola Industrial e Comercial até ao Cemitério da Nossa Senhora da Piedade.
Grândola.
Vila.
Morena.
O Bernardo Mendonça, aqui no Expresso, recolheu nove testemuhos de gente que se cruzou com ele em vida ou depois desta: Marcelo Rebelo de Sousa, Adolfo Luxúria Canibal, Bagão Félix, Vitorino, Maria do Céu Guerra, Pedro Ayres Magalhães, Ruben de Carvalho, Marisa Liz e Manuel Alegre. O de Alegre é tocante, porque o descreve com os “seus tiques”, um deles “a mão na orelha”, e o define enquanto o poeta que usava palavras como lacrau, licranço, bruxas, cavaleiro e cantava canções da giesta. Cito, de um fôlego: “E mais tarde os vampiros e os eunucos, os caídos e os tiranos, os filhos da madrugada, a rola branca, rola fria, repetições, paralelismos, trovas, endechas, cantares de amigo. As suas letras são por vezes destruidoras da lógica e da gramática” - mas nunca do bom gosto e do bom senso.
Nas letras de Zeca Afonso não cabem a “bisbilhotice”, a “porta na cara” e a “porta do cavalo”, o “grau zero”, o “pessimista irritado”, o “mentir” e o “mentiroso”, os “erros de percepção mútua”, as SMS e os 10 mil milhões de euros , nem outros soundbites quejandos que se aguentam mais do que 15 minutos (a propósito, Warhol também morreu há 30 anos), nem a proverbial sacudidela do capote e nem o spin.
Talvez por isto Zeca tenha dito não aos partidos políticos. Para se manter para sempre livre.
AQUI comemorava-se os 20 anos do seu falecimento. Mas há mais AQUI numa entrevista, AQUI no seu último concerto ao vivo em 1983 no Coliseu, AQUI um Mix de músicas suas. Quanto a álbuns, o "Fura Fura" AQUI, o "Cantigas do Maio" AQUI, o "Enquanto há força" AQUI e a partir chegam a muitos mais.
AQUI as saudades e a falta que ele nos faz!
Grândola.
Vila.
Morena.
O Bernardo Mendonça, aqui no Expresso, recolheu nove testemuhos de gente que se cruzou com ele em vida ou depois desta: Marcelo Rebelo de Sousa, Adolfo Luxúria Canibal, Bagão Félix, Vitorino, Maria do Céu Guerra, Pedro Ayres Magalhães, Ruben de Carvalho, Marisa Liz e Manuel Alegre. O de Alegre é tocante, porque o descreve com os “seus tiques”, um deles “a mão na orelha”, e o define enquanto o poeta que usava palavras como lacrau, licranço, bruxas, cavaleiro e cantava canções da giesta. Cito, de um fôlego: “E mais tarde os vampiros e os eunucos, os caídos e os tiranos, os filhos da madrugada, a rola branca, rola fria, repetições, paralelismos, trovas, endechas, cantares de amigo. As suas letras são por vezes destruidoras da lógica e da gramática” - mas nunca do bom gosto e do bom senso.
Nas letras de Zeca Afonso não cabem a “bisbilhotice”, a “porta na cara” e a “porta do cavalo”, o “grau zero”, o “pessimista irritado”, o “mentir” e o “mentiroso”, os “erros de percepção mútua”, as SMS e os 10 mil milhões de euros , nem outros soundbites quejandos que se aguentam mais do que 15 minutos (a propósito, Warhol também morreu há 30 anos), nem a proverbial sacudidela do capote e nem o spin.
Talvez por isto Zeca tenha dito não aos partidos políticos. Para se manter para sempre livre.
AQUI comemorava-se os 20 anos do seu falecimento. Mas há mais AQUI numa entrevista, AQUI no seu último concerto ao vivo em 1983 no Coliseu, AQUI um Mix de músicas suas. Quanto a álbuns, o "Fura Fura" AQUI, o "Cantigas do Maio" AQUI, o "Enquanto há força" AQUI e a partir chegam a muitos mais.
AQUI as saudades e a falta que ele nos faz!
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sexta-feira, 25 de abril de 2014
MÚSICA portuguesa:"Os Dias Cantados",,,
... nos 40 anos (25 de Abril de 1974 - 25 de Abril de 2014) de ABRIL:
http://www.rtp.pt/play/p1430/e146146/os-dias-cantados
http://www.rtp.pt/play/p1430/e146146/os-dias-cantados
sexta-feira, 4 de maio de 2012
MÚSICA PORTUGUESA
E viva o Tony Carreira&Cia!!!
Fausto versus Tony Carreira. Qualquer semelhança é mera coincidência ou pura ignorância.
- "Gostos não se discutem"!
- Pois claro! Só que há mau gosto e bom gosto. Ora quer um, quer outro, educam-se.
- Então, se "Gostos não se discutem", eduquem-se, pá!!!
- Pá ou porra?
- Conforme o gosto!
- Gosto ou educação?
- Nem uma coisa nem outra. Cultura!
- Qual a diferença?
- Ora essa, enquanto a educação ensina e realça os valores da cultura, a cultura mostra que não se pode obtê-la sem uma boa educação!
- Oh, mas essa não interessa pr'ós mercados e tanto não interessa que passou de "cavalo para burro", isto é, de ministério para secretaria de estado. Ah, então é por isso que um, o Tony, é filho e o outro enteado.
- Ora aí está!
- Já percebi. Eureka!
- Vai sendo tempo, pá!!!
- "Gostos não se discutem"!
- Pois claro! Só que há mau gosto e bom gosto. Ora quer um, quer outro, educam-se.
- Então, se "Gostos não se discutem", eduquem-se, pá!!!
- Pá ou porra?
- Conforme o gosto!
- Gosto ou educação?
- Nem uma coisa nem outra. Cultura!
- Qual a diferença?
- Ora essa, enquanto a educação ensina e realça os valores da cultura, a cultura mostra que não se pode obtê-la sem uma boa educação!
- Oh, mas essa não interessa pr'ós mercados e tanto não interessa que passou de "cavalo para burro", isto é, de ministério para secretaria de estado. Ah, então é por isso que um, o Tony, é filho e o outro enteado.
- Ora aí está!
- Já percebi. Eureka!
- Vai sendo tempo, pá!!!
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