O que revela o novo documentário “Beatles '64”? Podemos esperar novos conteúdo da banda nos próximos tempos? No Humor À Primeira Vista, Gustavo Carvalho conversa com Abel Soares da Rosa, entusiasta de rock and roll e autor de, entre outros, os livros “Os Beatles - Aventuras POP Portuguesas” e “Os Beatles e a Censura em Portugal”. Para saber mais clique AQUI.
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
terça-feira, 25 de março de 2025
“Os EUA estavam numa depressão, o Kennedy tinha acabado de ser assassinado, os Beatles foram o antidepressivo que fazia falta à juventude”
sexta-feira, 28 de junho de 2024
FILME&CINEMA: “Beyond Utopia” (Além da utopia)
Os norte-coreanos vivem numa espécie de utopia e se estiverem a morrer de fome, acreditam que a vida é pior fora da Coreia do Norte. Mas há quem se atreva a olhar além, fugindo do regime repressivo de Kim Jong-un. E é sobre esses que fala o documentário AQUI.
Este documentário premiado da realizadora Madeleine Gavin (no youtube AQUI.) já foi definido como “um thriller da vida real” porque acompanha a fuga de desertores da Coreia do Norte
terça-feira, 29 de agosto de 2023
Cinema&Filme: A Viagem do Papa Francisco
Ainda no rescaldo da presença luminosa e iluminadora do papa Francisco na Jornada Mundial da Juventude, em Lisboa, no passado mês de Agosto, fui ver o filme A Viagem do Papa Francisco. E recomendo-o vivamente, para não se perder a chama, o entusiasmo, quero dizer. O sonho, diz o Papa.
Já sabemos que não se trata propriamente de um filme – não é ficção – mas de um documentário organizado fundamentalmente a partir de imagens de arquivo das 37 viagens do papa Francisco por 53 países, em nove anos do seu pontificado. Mas é muito mais do que um trabalho jornalístico de recolha de elementos, é como que uma meditação – contemplação – serena sobre as grandes propostas que o Papa Francisco foi deixando em todos esses lugares e situações que visitou. Não como turista, mas como peregrino. E peregrino do Evangelho.
Um documentário de dimensões assumidamente existencialistas que cria e multiplica um valioso diálogo entre as viagens do Papa e o estado do nosso mundo. Gianfranco Rosi traça um curioso paralelismo entre o seu percurso cinematográfico e as viagens de Papa Francisco. Instigado pelo facto de duas das viagens do Papa - a primeira aos refugiados que desembarcam em Lampedusa; a segunda, em 2021, ao Médio Oriente - espelharem de tão perto os itinerários dos seus filmes Fogo no Mar (nomeado ao Óscar da Academia) e Nocturno, o multipremiado Gianfranco Rosi propõe-se a ir no encalço do actual líder mundial da Igreja Católica. Filme estreado no Festival de Veneza
“Qual foi a génese deste documentário? Para saber, clicar AQUI.
quarta-feira, 22 de março de 2023
FILME&CINEMA: “In viaggio”
A 16.ª Festa do Cinema Italiano apresenta “In viaggio”, documentário de 80 minutos realizado em 2022 pelo cineasta Gianfranco Rosi, em torno às 37 viagens apostólicas realizadas pelo papa Francisco. Combinando, com um conseguido “mash-up”, material de arquivo do Vaticano com filmagens inéditas do realizador, convidado para seguir algumas das missões papais, “In viaggio” segue uma linha precisa que se centra nos temas do pontificado de Francisco. Para saber mais clicar AQUI.
sexta-feira, 24 de fevereiro de 2023
CINEMA&FILME: Kvedaravicius filmou a guerra na Ucrânia e pagou o documentário “Mariupolis 2” com a própria vida
O documentário, realizado a partir das imagens captadas por Mantas Kvedaravicius no início da invasão russa, estreia-se agora em Portugal. O crítico Vasco Baptista Marques dá três estrelas ao filme, que chega às salas na semana em que se assinala um ano da Guerra na Ucrânia. Para saber mais clicar AQUI.
segunda-feira, 9 de janeiro de 2023
FILME&CINEMA: “Cesária Évora”
Ana Sofia Fonseca apresenta um documentário centrado na “diva de pés descalços”. O crítico Vasco Baptista Marques dá-lhe três estrelas. Para saber mais clicar AQUI.
segunda-feira, 9 de agosto de 2021
MÚSICA: JOSÉ AFONSO no dia em que fazia 92 anos
quarta-feira, 11 de novembro de 2020
FILME&CINEMA: “Time”
Este tocante documentário reconstrói a história verdadeira de Robert e Sibil Richardson e dos seus seis filhos, combinando os videodiários que ela gravou ao longo de duas décadas para o marido a cumprir pena e as imagens da sua vida atual, feita de espera. O realizador consegue mostrar não só a realidade de um amor incondicionado, mas também a extraordinária resiliência da heroína Sibil. Uma paladina em defesa da família e da dignidade das pessoas detidas, determinada a não capitular diante de uma justiça culpada de ter condenado os seus filhos a viver demasiado tempo sem um pai. Para saber mais clicar AQUI.
quinta-feira, 24 de janeiro de 2019
FILME&CINEMA: "Debaixo do Céu"
sexta-feira, 19 de outubro de 2018
FILME&CINEMA: “Fátima – O derradeiro mistério”
quinta-feira, 21 de dezembro de 2017
FILME&CINEMA: “A ilha dos monges” & “Forrest Gump”
«Não sou um homem inteligente, mas sei o que significa o amor», diz Forrest, orgulhoso por uma vez, depois de Jenny (em cuja inquietude se resumem as conturbações da sociedade ocidental entre os anos 60 e 80) ter rejeitado com doçura a sua proposta de casamento. Pode dispensar-se tudo, até a inteligência. Mas é o amor, e nada mais, que nos faz correr e nos faz esperar. Para saber mais, clicar AQUI.
sexta-feira, 8 de setembro de 2017
DOCUMENTÁRIO/REPORTAGEM: Os Comandos como nunca os viu: o homem que a dor não educa será sempre uma criança
Aquilo começa e ouve-se o Richard Anthony a cantar “donne moi ma chance, donne moi ma chance encore”, há um rapaz a dormir deitado costas no chão sobre a mochila que tem às costas, e vê-se uma frase afixada como um provérbio nos azulejos azuis das casas de província que diz “os Comandos são duros, flexíveis e amorosos… sobretudo amorosos”.
E o Richard Anthony continua a cantar “ne me dis pas que c’est trop tard” enquanto dois rapazes rastejam na gravilha ou na lama à frente de um homem que lhes berra. Outros põem à vez graxa na cara devidamente rapada, outros, ainda, marcham e correm, apontam, limpam e disparam armas, tomam duches vestidos da cabeça aos pés com água que ferve ou gela o orgulho, o mesmo orgulho ferido pela bursite no joelho teimoso que faz demorar ainda mais as horas - oito horas, precisamente - passadas dentro da camarata enquanto os camaradas estão a cumprir a prova de 42 quilómetros a pé, passo a passo, mais um passo até ajeitar a boina na cabeça. O que está acima, título incluído, são instantâneos de um trabalho notável do Expresso escrito, filmado e editado pelo João Santos Duarte. O João chamou-lhe, simplesmente, “Comandos” [veja-o AQUI] e é algo que nunca foi feito por cá. Dentro dele encontram-se as fotografias do Tiago Miranda, também ele um viajante no tempo e no espaço desta reportagem de oito meses que se divide em cinco capítulos (Fim da Inocência, As Duas Mortes, Aprender a Matar, O Meu Filho Está Vivo?, Metamorfose), mais um documentário de 67 minutos. Os jornalistas do Expresso acompanharam um grupo de rapazes desde que entraram no curso até o acabarem, os que o acabaram, e a história que eles documentam atravessa a ingenuidade e a inocência iniciais, as mortes dos dois jovens que deixou o país em suspenso, e regista, sobretudo, a transcendência do homem que reconhece o limite e está disposto a rasgá-lo, e a rasgar a sua carne, em nome de algo em que acredita, do orgulho, do sentido de honra ou do dever. Ou apenas porque tem algo a provar. “Eu já entreguei a minha alma há muito”, dirá, às tantas, um deles. |