"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























sábado, 17 de abril de 2021

inPRENSA semanal (10-04 a 16-04-2021): a minha selecção!

 Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.


Denis Mukwege. O Nobel da Paz de 2018 está “preso” no seu próprio hospital
“Marcha árdua”. Coreia do Norte enfrenta ameaça de fome sem precedentes
Campanha falsa com o nome da Galp no dia das mentiras lança o caos
Luís Champalimaud, a queda de um milionário
O megaprocesso disto tudo
Justiça, ética e corrupção
Marques Mendes diz que Ivo Rosa “é um perigo à solta”. Governo deve avançar para confinamentos locais
Isabel dos Santos usou equipa de espiões para provar “conspiração” e “vingança” de João Lourenço
Com o foco na guerra
No Campus da injustiça (por uma tarde)
Tudo cai, tudo tomba, derrocada pavorosa
Juízes querem "punição mais eficaz" de titulares de funções públicas que ocultem riqueza
Mais de 100 pessoas assintomáticas comunicaram autoteste positivo ao SNS 24
R(t) sobe a um ritmo “preocupante”. Especialista aconselha Governo a ponderar suspensão da 3.ª fase
Ivo Rosa indigna colegas ao revogar decisões tomadas por tribunais superiores
“Mestre do churrasco”, “lenda da brincadeira” e homem de “honra”. William e Harry recordam avô
Scapefire quer acabar com a “economia do pau” e revolucionar as florestas
FDA recomenda suspensão da vacina da Johnson & Jonhson após casos de coágulos
Médicos lusodescendentes formados na Venezuela: Portugal não os quer, Itália e Espanha aproveitam
"Se continuarmos com o desconfinamento como se nada fosse, muito provavelmente vamos ter uma quarta vaga"
José Sócrates e a democracia portuguesa
Ex-bispo de Pemba admite ameaças por parte do Governo
Quarentena de 21 dias, mas não só. Como Macau erradicou a Covid-19
Os ingleses e a Irlanda
Especialistas aconselham Governo a não avançar no desconfinamento
Madoff abre o jogo (como montou o esquema e como foi tão fácil enganar tudo e todos)
Pentágono confirma que filmagens de OVNI em forma de pirâmide são autênticas
Carlos Carreiras anuncia “vacina portuguesa” e causa mal-estar no Governo
Fact-check à entrevista. A verdade... segundo Sócrates
Um dia vai ser possível fazer o download de apps para o cérebro. O neurologista Jens Volkmann revela como esse dia está próximo
AstraZeneca e J&J. Que vacinas são estas que podem provocar tromboses?
Covid-19. Israel deixa cair a máscara a partir de domingo
Escolas, teatros, centros comerciais... Saiba o que reabre segunda-feira na maioria dos concelhos
Covid-19. Pfizer admite que pode ser necessária uma terceira dose da vacina
Nove deputados investigados por causa de moradas falsas
Há paróquias que já estão insolventes, diz D. José Ornelas
“São os santos que fazem avançar o mundo”, diz o Papa
"O Primeiro Abraço" vence Foto do Ano dos prémios World Press Photo 2021
Nuno André Ferreira arrecada um terceiro lugar nos prémios World Press Photo
Mais de 10 deputados suspeitos de declarar moradas falsas. Duarte Pacheco e João Almeida entre eles

domingo, 11 de abril de 2021

PALAVRA de DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!

 Considerando:

1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, proféticaAQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesialAQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontroAQUI
5Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
7Papa mais,  pede aos padres para falarem ao «coração» e não fazerem «homilias demasiado intelectuais». Par saber mais, clicar AQUI.
8Porquê ir à missa ao domingo? Ler AQUI.
9. O que é que se faz para que a Eucaristia dominical seja algo de vital, de verdadeiramente comunitário, capaz de permitir o reconhecimento recíproco e uma autêntica fraternidade para quantos nela participam? Ler&saber AQUI.
108 conselhos dos santos para amar a Eucaristia AQUI.  

Então:
Tema do 2º Domingo da Páscoa - Ano B
A liturgia deste domingo apresenta-nos essa comunidade de Homens Novos que nasce da cruz e da ressurreição de Jesus: a Igreja. A sua missão consiste em revelar aos homens a vida nova que brota da ressurreição.
Na primeira leitura temos, numa das "fotografia" que Lucas apresenta da comunidade cristã de Jerusalém, os traços da comunidade ideal: é uma comunidade formada por pessoas diversas, mas que vivem a mesma fé num só coração e numa só alma; é uma comunidade que manifesta o seu amor fraterno em gestos concretos de partilha e de dom e que, dessa forma, testemunha Jesus ressuscitado.
No Evangelho sobressai a ideia de que Jesus vivo e ressuscitado é o centro da comunidade cristã; é à volta d'Ele que a comunidade se estrutura e é d'Ele que ela recebe a vida que a anima e que lhe permite enfrentar as dificuldades e as perseguições. Por outro lado, é na vida da comunidade (na sua liturgia, no seu amor, no seu testemunho) que os homens encontram as provas de que Jesus está vivo.
A segunda leitura recorda aos membros da comunidade cristã os critérios que definem a vida cristã autêntica: o verdadeiro crente é aquele que ama Deus, que adere a Jesus Cristo e à proposta de salvação que, através d'Ele, o Pai faz aos homens e que vive no amor aos irmãos. Quem vive desta forma, vence o mundo e passa a integrar a família de Deus.
EVANGELHO - Jo 20,19-31
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Na tarde daquele dia, o primeiro da semana,
estando fechadas as portas da casa
onde os discípulos se encontravam,
com medo dos judeus,
veio Jesus, colocou-Se no meio deles e disse-lhes:
«A paz esteja convosco».
Dito isto, mostrou-lhes as mãos e o lado.
Os discípulos ficaram cheios de alegria ao verem o Senhor.
Jesus disse-lhes de novo:
«A paz esteja convosco.
Assim como o Pai Me enviou, também Eu vos envio a vós».
Dito isto, soprou sobre eles e disse-lhes:
«Recebei o Espírito Santo:
àqueles a quem perdoardes os pecados ser-lhe-ão perdoados;
e àqueles a quem os retiverdes serão retidos».
Tomé, um dos Doze, chamado Dídimo,
não estava com eles quando veio Jesus.
Disseram-lhe os outros discípulos:
«Vimos o Senhor».
Mas ele respondeu-lhes:
«Se não vir nas suas mãos o sinal dos cravos,
se não meter o dedo no lugar dos cravos e a mão no seu lado,
não acreditarei».
Oito dias depois,
estavam os discípulos outra vez em casa,
e Tomé com eles.
Veio Jesus, estando as portas fechadas,
apresentou-Se no meio deles e disse:
«A paz esteja convosco».
Depois disse a Tomé:
«Põe aqui o teu dedo e vê as minhas mãos;
aproxima a tua mão e mete-a no meu lado;
e não sejas incrédulo, mas crente».
Tomé respondeu-Lhe:
«Meu Senhor e meu Deus!»
Disse-lhe Jesus:
«Porque Me viste acreditaste:
felizes os que acreditam sem terem visto».
Muitos outros milagres fez Jesus na presença dos seus discípulos,
que não estão escritos neste livro.
Estes, porém, foram escritos
para acreditardes que Jesus é o Messias, o Filho de Deus,
e para que, acreditando, tenhais a vida em seu nome.
AMBIENTE
Continuamos na segunda parte do Quarto Evangelho, onde nos é apresentada a comunidade da Nova Aliança. A indicação de que estamos no "primeiro dia da semana" faz, outra vez, referência ao tempo novo, a esse tempo que se segue à morte/ressurreição de Jesus, ao tempo da nova criação.
A comunidade criada a partir da acção criadora e vivificadora de Jesus está reunida no cenáculo, em Jerusalém. Está desamparada e insegura, cercada por um ambiente hostil. O medo vem do facto de não terem, ainda, feito a experiência de Cristo ressuscitado.
João apresenta, aqui, uma catequese sobre a presença de Jesus, vivo e ressuscitado, no meio dos discípulos em caminhada pela história. Não lhe interessa tanto fazer uma descrição jornalística das aparições de Jesus ressuscitado aos discípulos; interessa-lhe, sobretudo, afirmar aos cristãos de todas as épocas que Cristo continua vivo e presente, acompanhando a sua Igreja. De resto, cada crente pode fazer a experiência do encontro com o "Senhor" ressuscitado, sempre que celebra a fé com a sua comunidade.
MENSAGEM
O texto que nos é proposto divide-se em duas partes bem distintas. Na primeira parte (vers. 19-23), descreve-se uma "aparição" de Jesus aos discípulos. Depois de sugerir a situação de insegurança e de fragilidade em que a comunidade estava (o "anoitecer", as "portas fechadas", o "medo"), o autor deste texto apresenta Jesus "no centro" da comunidade (vers. 19b). Ao aparecer "no meio deles", Jesus assume-Se como ponto de referência, factor de unidade, videira à volta da qual se enxertam os ramos. A comunidade está reunida à volta dele, pois Ele é o centro onde todos vão beber essa vida que lhes permite vencer o "medo" e a hostilidade do mundo.
A esta comunidade fechada, com medo, mergulhada nas trevas de um mundo hostil, Jesus transmite duplamente a paz (vers. 19 e 21: é o "shalom" hebraico, no sentido de harmonia, serenidade, tranquilidade, confiança, vida plena). Assegura-se, assim, aos discípulos que Jesus venceu aquilo que os assustava (a morte, a opressão, a hostilidade do mundo); e que, doravante, os discípulos não têm qualquer razão para ter medo.
Depois (vers. 20a), Jesus revela a sua "identidade": nas mãos e no lado trespassado, estão os sinais do seu amor e da sua entrega. É nesses sinais de amor e de doação que a comunidade reconhece Jesus vivo e presente no seu meio. A permanência desses "sinais" indica a permanência do amor de Jesus: Ele será sempre o Messias que ama e do qual brotarão a água e o sangue que constituem e alimentam a comunidade.
Em seguida (vers. 22), Jesus "soprou" sobre os discípulos reunidos à sua volta. O verbo aqui utilizado é o mesmo do texto grego de Gn 2,7 (quando se diz que Deus soprou sobre o homem de argila, infundindo-lhe a vida de Deus). Com o "sopro" de Gn 2,7, o homem tornou-se um ser vivente; com este "sopro", Jesus transmite aos discípulos a vida nova que fará deles homens novos. Agora, os discípulos possuem o Espírito, a vida de Deus, para poderem - como Jesus - dar-se generosamente aos outros. É este Espírito que constitui e anima a comunidade de Jesus.
Na segunda parte (vers. 24-29), apresenta-se uma catequese sobre a fé. Como é que se chega à fé em Cristo ressuscitado?
João responde: podemos fazer a experiência da fé em Cristo vivo e ressuscitado na comunidade dos crentes, que é o lugar natural onde se manifesta e irradia o amor de Jesus. Tomé representa aqueles que vivem fechados em si próprios (está fora) e que não faz caso do testemunho da comunidade, nem percebe os sinais de vida nova que nela se manifestam. Em lugar de integrar-se e participar da mesma experiência, pretende obter (apenas para si próprio) uma demonstração particular de Deus.
Tomé acaba, no entanto, por fazer a experiência de Cristo vivo no interior da comunidade. Porquê? Porque no "dia do Senhor" volta a estar com a sua comunidade. É uma alusão clara ao domingo, ao dia em que a comunidade é convocada para celebrar a Eucaristia: é no encontro com o amor fraterno, com o perdão dos irmãos, com a Palavra proclamada, com o pão de Jesus partilhado, que se descobre Jesus ressuscitado.
A experiência de Tomé não é exclusiva das primeiras testemunhas; mas todos os cristãos de todos os tempos podem fazer esta mesma experiência.
ACTUALIZAÇÃO
• Antes de mais, a catequese que João nos apresenta garante-nos a presença de Cristo no meio da sua comunidade em marcha pela história. Os discípulos de Jesus vivem no mundo, numa situação de fragilidade e de debilidade; experimentam, como os outros homens e mulheres, o sofrimento, o desalento, a frustração, o desânimo; têm medo quando o mundo escolhe caminhos de guerra e de violência; sofrem quando são atingidos pela injustiça, pela opressão, pelo ódio do mundo; conhecem a perseguição, a incompreensão e a morte... Mas são sempre animados pela esperança, pois sabem que Jesus está presente, oferecendo-lhes a sua paz e apontando-lhes o horizonte da vida definitiva. O cristão é sempre animado pela esperança que brota da presença a seu lado de Cristo ressuscitado. Não devemos, nunca, esquecer esta realidade.
• A presença de Cristo ao lado dos seus discípulos é sempre uma presença renovadora e transformadora. É esse Espírito que Jesus oferece continuamente aos seus, que faz deles homens e mulheres novos, capazes de amar até ao fim, ao jeito de Jesus; é esse Espírito que Jesus oferece aos seus, que faz deles testemunhas do amor de Deus e que lhes dá a coragem e a generosidade para continuarem no mundo a obra de Jesus.
• A comunidade cristã gira em torno de Jesus é construída à volta de Jesus e é de Jesus que recebe vida, amor e paz. Sem Jesus, estaremos secos e estéreis, incapazes de encontrar a vida em plenitude; sem Ele, seremos um rebanho de gente assustada, incapaz de enfrentar o mundo e de ter uma atitude construtiva e transformadora; sem Ele, estaremos divididos, em conflito, e não seremos uma comunidade de irmãos... Na nossa comunidade, Cristo é verdadeiramente o centro? É para Ele que tudo tende e é d'Ele que tudo parte?
• A comunidade tem de ser o lugar onde fazemos, verdadeiramente, a experiência do encontro com Jesus ressuscitado. É nos gestos de amor, de partilha, de serviço, de encontro, de fraternidade (no "lado trespassado" e nas chagas de Jesus, expressões do seu amor), que encontramos Jesus vivo, a transformar e a renovar o mundo. É isso que a nossa comunidade testemunha? Quem procura Cristo ressuscitado, encontra-O em nós? O amor de Jesus - amor total, universal e sem medida - transparece nos nossos gestos?
• Não é em experiências pessoais, íntimas, fechadas, egoístas, que encontramos Jesus ressuscitado; mas encontramo-l'O no diálogo comunitário, na Palavra partilhada, no pão repartido, no amor que une os irmãos em comunidade de vida. O que é que significa, para mim, a Eucaristia?
BILHETE DE EVANGELHO.
Apenas Jesus viveu a sua passagem da morte à vida. Os seus discípulos vão passar do medo à alegria e à paz, basta-lhes uma palavra - "a paz esteja convosco" - e verem as chagas ainda visíveis no Ressuscitado. Basta-lhes um sopro, o do Espírito de Cristo, para se tornarem embaixadores da reconciliação. Tomé vai passar da dúvida à fé, basta-lhe ver e tocar o que Cristo lhe oferece, então ele crê. "Há muitos outros sinais" cumpridos pelo Ressuscitado, precisa o evangelista, mas os que aqui são referidos são-no para que nós mesmos passemos do questionamento à afirmação - "Ele ressuscitou verdadeiramente!" - e para que O reconheçamos hoje, porque Ele não cessa de fazer sinal ainda e sempre.
À ESCUTA DA PALAVRA.
"Meu Senhor e meu Deus!" Há a "fé do carvoeiro". Ela não coloca qualquer questão. Ela é, muitas vezes, em si mesma, muito sólida, não se deixa levar por qualquer dúvida. E há uma fé "inquieta", que não fica em repouso, que procura compreender. A dúvida, então, faz parte desta fé. Certamente, pode haver dúvidas destrutivas, aquela que nasce, por exemplo, de uma inveja, porque se desconfia da infidelidade do outro. Tal não é a dúvida de Tomé. Ele gostaria de acreditar no que lhe dizem os companheiros. Mas esta história da ressurreição de Jesus parece-lhe de tal modo fora da experiência humana mais comum e mais constante, que ele pede, de qualquer modo, um complemento de informação e para ver de mais perto. Não recusa crer, ele quer compreender melhor. A sua dúvida não é fechada, exprime um desejo de ser apoiada na fé. "Deixa de ser incrédulo, sê crente". Mais do que uma reprovação, Jesus dirige-lhe um convite a ter uma confiança maior, total. Então, o Tomé da dúvida torna-se o Tomé que proclama a sua fé como nenhum dos seus discípulos o fez. Ele grita: "Meu Senhor e meu Deus!" A Igreja não abandonará jamais esta profissão de fé. Hoje ainda, ela termina grande parte das orações dirigidas ao Pai, dizendo: "Por Jesus Cristo, vosso Filho, nosso Deus e Senhor". São as próprias palavras de Tomé que alimentam a fé e a oração da Igreja. Então, bem-aventurado Tomé!
PARA A SEMANA QUE SE SEGUE...
Com Tomé... Ao longo da semana que se segue, a partir do grande encontro que Cristo teve connosco na celebração deste domingo, esforcemo-nos em Lhe dizer, como Tomé, a nossa fé. Somos chamados a um diálogo do coração... Mas daí jorrará uma verdadeira felicidade, que poderemos então partilhar à nossa volta.
e/ou no vídeo AQUI.

«Recebei o Espírito Santo»
Omnipotente, Benfeitor, Amigo dos homens, Deus de todos,
Criador dos seres visíveis e invisíveis,
Tu que salvas e fortaleces,
Tu que curas e pacificas,
Espírito poderoso do Pai [...],
Tu participas do mesmo trono e da mesma glória,
e da ação criadora do Pai [...].
Por teu intermédio, foi-nos revelada
a trindade das Pessoas, na unidade de natureza da Divindade;
e Tu és uma destas Pessoas,
Tu, o Incompreensível. [...]
Moisés proclamou-Te Espírito de Deus (cf Gn 1,2):
a Ti, que planavas sobre as águas,
com proteção envolvente, temível e cheia de solicitude;
Tu abriste as asas como sinal de auxílio compadecido aos recém-nascidos,
revelando-nos assim o mistério da fonte batismal. [...]
Tu criaste, ó Omnipotente, enquanto Senhor,
a natureza de tudo quanto existe,
todos os seres a partir do nada.
Por Ti se renovam pela ressurreição
todos os seres por Ti criados,
nesse momento que é o último dia da vida nesta Terra
e o primeiro dia da vida na Terra dos Vivos.
Aquele que tem a mesma natureza que Tu,
Aquele que é consubstancial ao Pai, o Filho Unigénito,
obedeceu-Te, na nossa natureza, como a seu Pai,
unindo a sua vontade à tua.
Ele Te anunciou como Deus verdadeiro,
igual e consubstancial a seu Pai omnipotente [...]
e calou os que Te resistiam,
esses que combatiam Deus (cf Mt 12,28),
perdoando embora àqueles que se Lhe opunham.
Ele é o Justo e o Imaculado, o Salvador de todos,
que foi entregue por causa dos nossos pecados,
e que ressuscitou para nossa justificação (cf Rom 4,25).
A Ele, a glória por Ti,
e a Ti o louvor pelo Pai omnipotente,
pelos séculos dos séculos,
Ámen.

São Gregório de Narek (c. 944-c. 1010), 
monge, poeta arménio,
Livro das orações, n.º 33

sábado, 10 de abril de 2021

inPRENSA semanal (03-04 a 09-04-2021): a minha selecção!

 Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.




Há um país em África que vacina mais depressa do que quase todos os da União Europeia
“Projeto de vaidade”. Estátua de Greta Thunberg causa indignação numa universidade britânica
A lei suprema
A declaração de guerra palaciana Costa vs Marcelo
Forças governamentais controlam "completamente" a vila de Palma
Tentativa de golpe de Estado na Jordânia. Meio-irmão do rei envolvido
UE manifesta preocupação com movimento de tropas russas na fronteira com a Ucrânia
Papa. “É escandaloso que em plena pandemia não cessem as guerras”
Paul Simon vende catálogo com seis décadas de música à Sony
Esplanadas, ginásios e escolas. O que reabre esta segunda-feira
Marques Mendes revela que ritmo de transmissão já está no amarelo
Sócrates confiante no “historial” de Ivo Rosa. Operação Marquês pode arrastar-se por mais 15 anos
Síndrome de Lázaro: os estranhos casos de vida após a morte
Covid-19. R(t) 1 “não é fator de preocupação” se os internamentos não aumentarem
Responsável da EMA confirma ligação entre vacina da Astrazeneca e tromboses
Satélite mostra bases militares russas no Ártico. Nova arma produz “tsunamis radioativos”
Prova escondida num cofre. Sócrates com “herança” de 34 milhões na Suíça
O síndroma da loucura política (e uma resposta à desonestidade de Louçã)
As crises europeias
Mundo tem mais 660 multimilionários. Amorim é o único representante de Portugal na lista da Forbes
China realiza exercícios com porta-aviões perto de Taiwan
Morreu o teólogo Hans Künghttps://rr.sapo.pt/noticia/233445/morreu_o_teologo_hans_kung
Papa reza por quem enfrenta ditaduras e regimes autoritários
A volta ao mundo dos deserdados, por Francisco: Das vacinas que não chegam às guerras que não acabam, de Cabo Delgado à Birmânia
“CoroNaspresso”. Cientistas inventam teste à covid-19 caseiro usando cápsulas de café
Michio Kaku: Encontraremos vida alienígena em breve (mas contactá-la é uma “ideia terrível”)
Morreu Jorge Coelho. De ministro a comentador e construtor de líderes socialistas
Operação Marquês: Cronologia do "31" de José Sócrates
Interactivo. A teia de Sócrates
Um polvo com muitos tentáculos. O que está em causa na acusação da Operação Marquês
De Sócrates a Salgado. Quem é acusado e do quê na Operação Marquês?
Monge condenado a dois anos de cadeia na Turquia por praticar caridade cristã
Católicos chineses estão a construir comunidade em Lisboa
Especialista do Hospital de São João “bombardeada” com perguntas sobre AstraZeneca
Três grupos económicos terão pagado luvas de 34 milhões de euros a José Sócrates
Morte, prisão ou igreja. Como os traficantes de droga que se tornaram evangélicos estão a salvar criminosos
Infarmed mantém vacina. Portugueses continuam a querer ser vacinados com AstraZeneca
A UE e a Turquia
Troika: um desastre de programa
Portugal terá comprado voto em António Vitorino com estadia em hotel e produtos de beleza
Alemanha em “discussões” para comprar vacina russa Sputnik V. Regiões espanholas pressionam Sánchez
Hoje é o Dia D para Sócrates e “um teste” para a Justiça e a política (há 3 cenários possíveis)
Operação Marquês. Sócrates é ilibado e não vai ser julgado por corrupção
Lance Armstrong acusado de competir no Tour com bicicletas com motor
Operação Marquês. “Ivo Rosa prestou um péssimo serviço à Justiça do país”
Operação Marquês. Ministério Público vai recorrer da decisão instrutória
Operação Marquês. Quem vai a julgamento e por que crimes
Sete anos de Operação Marquês
Operação Marquês: "Isto é obviamente um abalo para a política, mas hoje é um grande abalo para a justiça"
Operação Marquês: "A ser verdade o que é dito ali, o Ministério Público foi muito incompetente", diz Júdice

sexta-feira, 9 de abril de 2021

LIVRO&LEITURA: O sofrimento de Deus - Uma leitura sistemática a partir do Evangelho de São João

O surto desta pandemia – a Covid-19 – recordou-nos que a fé cristã não é um antídoto contra a experiência do sofrimento, estando, por isso, permanentemente solicitada a pensar o fenómeno do sofrimento. Aí, nesse balbuciar diante do mistério, imerge a inquietante pergunta: Quem é o Deus no qual se baseia a minha fé e como é que Ele se relaciona com a história? O grito do ser humano não é somente legítimo como também coincide com o próprio clamor de Deus, mas também possibilita a Deus manifestar-se absolutamente como é: Aquele que se opõe ao sofrimento. Assim sendo, o fenómeno do sofrimento não poderá ser nunca mais uma objeção contra Deus, porque Ele mesmo se converteu em objeção contra esse acutilante fenómeno. Para saber mais clicar AQUI.