"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sábado, 20 de novembro de 2021

inPRENSA semanal (13 a 19-11-2021): a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.



“Máfia” dos Comandos começou com uma mulher e chega a padre evangélico. Costa “irritado” com Cravinho
Temido admite novo confinamento. “Os cenários têm de estar todos em aberto”
Michael Burry diz que Musk apenas queria livrar-se das ações da Tesla
“Há um risco sério de instabilidade e ingovernabilidade no pós-eleições”
Programa do Governo levou 44 pessoas por mês a mudar do litoral para o interior
Gustavo Tato Borges. Ou temos "um pouco mais de controlo" ou podemos não ter Natal
Agricultura 4.0. Nova gama de bioestimulantes chega a Portugal em 2022
MEDICA 2021. “Portugal quer estar na linha da frente” em prol de uma saúde 5.0
Onde está a transição justa?
Assinado o Pacto Climático de Glasgow. Carvão escapa a parágrafo mortal
Papel do Papa no combate à pobreza “tem sido muito importante”, diz Carvalho da Silva
Afeganistão: “Opiniões públicas americana e europeia foram deliberadamente mal informadas”, diz major-general Carlos Branco
Reduzir o consumo de carne bovina e aumentar a produção de hortícolas e cereais: a receita para melhorar o ambiente e a saúde
Não há civilização ecológica sem energia nuclear
Julgamento pode estar prestes a desmascarar a identidade de Satoshi Nakamoto, o pai da bitcoin
Dietas veganas e vegetarianas podem poupar “pequena fortuna” por ano
Um novo teste pode detectar a demência ainda assintomática em cinco minutos — mas nem tudo são boas notícias
Se Costa e Rio têm solução para um impasse a quem interessou esta crise?
Monumentos iluminados a vermelho para lembrar cristãos perseguidos
Diocese de Tete inicia processo de beatificação de dois Jesuítas
Marcelo condecora postumamente Saramago com o grande-colar da Ordem de Camões
A China de Xi Jinping
O malthusianismo climático
Líder do PAN passou empresa de mirtilos à sogra (que 3 segundos depois a passou para o filho)
“Isto não é ficção científica”. Drones da Skydio voam sozinhos e podem vir a “aterrar” em Portugal
Arouca oferece fóssil com 465 milhões de anos à UNESCO
"Carro do Ano 2022". Veja a lista de candidatos a suceder ao Seat Leon
Fernando Santos: "Se não cumprir objetivo, saio
Gonçalo M. Tavares recebe prémio literário em França
Número 2 militar dos EUA teme ataque nuclear e diz que míssil supersónico chinês “deu a volta ao mundo”
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Há uma combinação explosiva no horizonte, de estagnação com inflação elevada, avisa Charles Goodhart, o decano dos economistas britânicos
DGS anuncia dose de reforço para todos os que receberam vacina da Janssen
A má sina dos baixos salários
Lisboa recebe o primeiro café que forma e emprega pessoas com trissomia 21 e autismo
Jesuítas abrem Serviço de Escuta a vítimas de abuso sexual
O'Malley pede investigações "honestas e independentes" aos casos de abusos
O sonho elétrico da Noruega teve consequências. Agora, não tem carros a gasolina para tributar

segunda-feira, 16 de outubro de 2017

LIVRO&LEITURA: "Delírio Total: Hitler e as Drogas no Terceiro Reich"

Norman Ohler escreveu o primeiro livro sobre o consumo de drogas na Alemanha nazi. "Delírio Total" fala de Hitler, mas a personagem principal é outra: Pervitin, a primeira metanfetamina alemã. Para saber mais, clicar AQUI.

sábado, 8 de julho de 2017

inPRENSA semanal: a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.


Unidade de Contraterrorismo chamada a investigar Tancos
"Foi planeado ao detalhe. Aponta para pista terrorista"
Chefe do Estado-Maior do Exército admite fuga de informação interna em roubo de Tancos
Victor Hugo volta a elogiar Portugal
O Estado falhou onde não podia falhar
Lágrimas de crocodilo
Costa não reabriu concurso do SIRESP mesmo com proposta mais barata da Optimus
Gestão política da Defesa causa mal-estar no Exército
Um Estado fraco
Trovoada seca? Mão criminosa? Marta Soares avança uma terceira pista para explicar incêndio de Pedrógão
Para que pode servir o armamento roubado em Tancos? É assustador
IPMA não confirma raio no local onde começou o incêndio de Pedrógão
Software do fisco só teve “apagão” no caso das offshores
Extinção das PPP, já!
Israel apresenta projeto de ilha artificial para ligar os palestinianos ao Mundo
Arquitecto alerta para risco de destruição das caves de Gaia
Tancos: oficiais em protesto vão depor espadas à porta da Presidência da República
E quando tudo parecia não correr mal ...
A defesa do País está à espera de concurso público?
A maior responsabilidade em Tancos é do poder político, que tem desinvestido nas Forças Armadas”
Falta de solidariedade europeia
Morreu o antigo ministro Medina Carreira
e
“Receio uma crise muito grave". Dez frases de Medina Carreira
“Medina Carreira era uma pessoa cheia de coragem”
Medina Carreira, o homem que não tinha medo de morrer
Juncker chama “ridículo” a um Parlamento Europeu vazio e é repreendido
Soldados guardavam paióis em Tancos sem munições nas armas
Escolas passam de ano alunos com quatro e cinco negativas
Roubo de Tancos. PGR confirma suspeitas de terrorismo internacional
Armas de Tancos no camuflado do tráfico internacional
Estás a escrever um livro com o Medina? És maluco?
Entre Pedrógão e Tancos, a enxurrada oportunista
"Estamos metidos num grande sarilho"
Descoberto o ingrediente secreto do inquebrável cimento dos antigos romanos
Fisco deixa prescrever 306,3 milhões em impostos em 2016
"Isto não é arte de comandar"
Chefe do Exército mantém a confiança nos oficiais exonerados
Jaquinzinhos a preço de lagosta
Caloiro aos 77, doutor aos 85. Brasilino é "um caso de estudo"
Portugueses descobrem como vencer a malária.
PS chumba nacionalização do SIRESP, PSD surpreende e abstém-se
"Caixa Negra". A história que levou os portugueses a pôr 8 mil milhões no banco público
É oficial: estamos a matar as abelhas
Fotografia revela que Amelia Earhart sobreviveu e foi presa pelos japoneses
Em Nova Iorque, um vizinho com uma seringa pode salvar um toxicodependente
Empresa convida portugueses a reflorestarem área ardida com “árvores dos afetos”
Cofre do Banco de Portugal pode ser o alvo das armas roubadas em Tancos
Portugal ultrapassa a França e o Reino Unido e torna-se o país com a 17ª melhor reputação mundial
BES e Montepio lideram "apagão" nas transferências para offshores
Afinal a Rússia pode ter interferido nas eleições dos EUA, admite Trump
Estas são as fotografias de Mossul que ninguém quis comprar
Tancos tinha mísseis (mas não foram roubados)
Tancos. Investigação admite que material roubado esteja no país
Vasco Lourenço diz que a história está "muito mal contada"
Alemanha e França os donos da Europa?
Revolução no petróleo
Ena! Tantos defensores do Estado que estavam escondidos!

domingo, 13 de novembro de 2011

O Titanic do Ocidente ...

... por José António Saraiva, Director do Semanário O SOL, 7 /11/ 2011
Nos anos 70, quando Ana Salazar lançou a sua linha de roupa preta para senhora, achei que iria ser um tremendo fiasco.
Quem é que, num país do Sul, quereria andar todo vestido de preto? Na altura eu acabara de con-cluir o curso de Arquitectura na Escola de Belas-Artes, ia com frequência a Paris, fascinava-me com os impressionistas – Renoir, Van Gogh, Cézanne, Monet, Modigliani, Gauguin – e não podia perceber como é que se renegava a cor no vestuário feminino. Não era mais bonito ver as mulheres, sobretudo as jovens, vestidas com roupa alegre de cores garridas do que enfiadas em trajes de luto?
Ontem, 40 anos depois do aparecimento de Ana Salazar, passava eu por uma loja de roupa, olhei distraidamente para dentro e o que vi? Manequins vestidos integralmente de negro. E numa loja de homem que havia em frente, o que dominava a montra? Fatos pretos.
Muito perto da sede deste jornal existe uma loja ‘gótica’. Assim, pelas redondezas, circulam cons-tantemente jovens vestidos de negro – que além disso usam em geral piercings e tatuagens, e têm esotéricos cortes de cabelo, a imitar os índios apaches ou os cabeças-rapadas. Os piercings podem ser na língua, nos lábios, nas orelhas, no umbigo ou até no sexo. Os rapazes e raparigas assim ataviados parecem caricaturas saídas de tribos primitivas.
A nossa civilização atingiu uma tal sofisticação que começou a ser difícil avançar mais – e, aí, entrou-se no retrocesso ou no caminho do absurdo. Há quem compre roupa rota nas lojas de roupa nova. Roupa rota que custa mais caro do que a nova. Cansámo-nos do luxo – e o luxo máximo tor-nou-se a ‘negação do luxo’. Mas uma negação que tem de ser notória: os jovens não compram jeans usados, compram jeans novos a imitar os usados mas percebendo-se que são novos.
O vestuário negro e desengraçado é um dos sinais anunciadores da crise que atinge o Ocidente.
Rejeita-se a cor, que reflecte vitalidade e alegria. As únicas ‘cores’ que se aceitam não são cores: são o preto, o cinzento e o branco. As cores desapareceram. E na decoração sucede a mesma coisa: entra-se numa casa e é tudo branco. Ou é tudo preto e cinzento. O uso das cores vivas passou a ser ‘piroso’. Ao que chegámos!
Falo da cor porque é uma realidade muito visível de uma mudança inexorável que está em curso: a decadência da nossa civilização. Uma civilização que teve uma ascensão, um apogeu e entrou em declínio.
Um declínio que é patente em todas as áreas: a desagregação da família, a deterioração da autorida-de, o aumento da indisciplina, os desvios sexuais, o crescimento do consumo de drogas, a proliferação de gangues suburbanos, a perda de valores e referências positivas, o abaixamento cultural, etc.
Comecemos por aqui, pela cultura. Já não falo da ‘cultura’ difundida pelas televisões – e que tem os seus exemplos mais acabados em programas tipo Big Brother ou Casa dos Segredos. São protótipos abjectos, que puxam a sociedade para baixo.
Mas a própria cultura ‘respeitada’ (ou mesmo venerada) pelos críticos atinge mínimos inconcebíveis. Depois da grande pintura clássica renascentista como conceber um quadro todo negro? E se ainda fosse só um… Mas em todos os museus de arte contemporânea se vêem exemplares desses.
E, ao lado de uma escultura de Leonardo da Vinci ou mesmo de Rodin, o que dizer da ‘instalação’ de Cabrita Reis à porta dos Jerónimos constituída por pneus velhos pendurados numa armação de ferro?
E como classificar um filme sem imagens, como o de João César Monteiro, ao lado de uma obra de Orson Welles ou Visconti?
E alguém se ocupou a comparar uma sinfonia de Beethoven com os novos batuques que nos massa-cram os ouvidos na rádio?
Mas, repito: nada disto são casos isolados – são todos sintomas do mesmo mal e todos concorrem no mesmo sentido. Todos fazem parte do mesmo puzzle, que tem um nome: decadência.
O quadro de valores e de referências em que nos movemos mudou radicalmente.
A família, por exemplo, deixou de ser uma instituição a preservar. A percentagem de divórcios já iguala a de casamentos. Só que isto, aplaudido por alguns, é um drama tremendo para a esmagadora maioria.
A família é o primeiro veículo de integração de um indivíduo na sociedade. E o primeiro apoio de que um indivíduo dispõe em situações adversas, quer ao nível material quer no plano afectivo. A família é uma rede – que ampara o indivíduo quando cai, como ampara o trapezista quando falha o trapézio. A destruição da família entrega as pessoas a si próprias, ainda por cima num ambiente muito competitivo como é a selva urbana em que se tornaram as grandes cidades – e daí as depres-sões, as exclusões, os suicídios, que aumentam regularmente.
A família também é essencial para o crescimento equilibrado das crianças. É a família que lhes ofe-rece um ambiente estável e lhes transmite segurança. Uma sociedade de famílias desestruturadas começa a produzir crianças problemáticas.
A legalização dos casamentos gay, com a aceitação explícita de casais estéreis, foi mais um sinal do esvaziamento da ideia de ‘família’ nos tempos que correm.
E os problemas das famílias prolongam-se nas escolas, sendo responsáveis por fenómenos como a indisciplina nos estabelecimentos de ensino, que se tornou uma praga. Assistimos a alunos a agredi-rem professores em plena sala de aula – o que não devia sequer poder passar pela cabeça dos alunos, quanto mais poder acontecer.
E a seguir vêm as drogas, o consumo crescente de drogas, com o seu rosário de problemas. Drogas que têm como objectivo explícito a alienação, a fuga à realidade, a marginalização do quotidiano. E depois temos as inscrições nas paredes, os gangues suburbanos, o aumento da criminalidade.
E assistimos ainda ao aumento dos desvios sexuais: multiplicam-se os travestis, os transexuais, as trocas de casais (o swing), para já não falar da pedofilia.
A ostentação da homossexualidade tornou-se também uma moda. Em Paris, jovens homossexuais descem o Boulevard Saint Michel ou os Campos Elíseos de malas femininas penduradas nos braços imitando as senhoras.
Todos os sinais aqui apontados, repito, são peças de um mesmo puzzle e são típicos das sociedades em crise. E não adianta fechar os olhos nem vale a pena lutar contra o inelutável.
Os economistas, os financeiros, os políticos esmifram-se a procurar ‘saídas para a crise’. Mas a crise não tem saída porque a questão não é económica e financeira: a crise económica e financeira em que estamos mergulhados é apenas um dos sintomas do descalabro geral.
Já percebemos que temos de nos habituar a viver com menos. Mas o grande problema não é esse. Antes fosse...
O grande drama é que o mundo onde cada um de nós julgava que iria viver sempre entrou numa decomposição acelerada. O barco onde navegámos durante séculos chegou ao fim do prazo de vali-dade e está a afundar-se.
E isso vê-se em tudo. Basta abrir os olhos. Vê-se no afundamento cultural – com a desqualificação da pintura, da escultura, da literatura e da música. Vê-se na desvalorização do casamento e na desagregação da família. Vê-se na deterioração da autoridade e da disciplina, particularmente nas escolas. Vê-se nos desvios sexuais, na proliferação das drogas, na perda de valores e de referências positivas.
E tudo isto é simbolizado pelos jovens com os quais comecei este artigo: esses jovens vestidos de preto, com a pele furada por argolas e manchada por tatuagens, que parecem os corvos anunciadores da desgraça. Aves de mau agoiro.