"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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segunda-feira, 17 de junho de 2013

REFLEXÃO: Carta aberta sobre e co-adopção

Carta Aberta a um Deputado Abstencionista

Ao arrepio da Lei Natural

A lei natural, funcionamento ecológico da natureza, da estrutura funcional da origem do Homem, garantem-nos que para aparecer um novo ser humano, obrigatoriamente terão de entrar em acção, sem margem de manobra, e à margem de vontades ou tendências, um espermatozoide e um óvulo. Ou seja: uma Mulher terá de entrar em cena com o contributo de um gâmeta feminino, e um Homem terá de contribuir com um gâmeta masculino, um espermatozóide. Não há fuga a esta lei da Biologia. A espécie humana é gonocórica e isso não é um dado cultural ou um constructo de uma sociedade machista.

Ao“ fornecedor” de um espermatozóide chamamos PAI e ao outro “ fornecedor”, o do óvulo, chamamos MÃE.

Sem contrariar a Natureza, sem violentar o funcionamento da espécie humana, não podemos modificar o significado das palavras.

Um Pai é um indivíduo da espécie Homo sapiens masculino, com uma morfologia definida e uma fisiologia própria (tem testículos num escroto , próstata e um pénis e produz uma hormona chamada testosterona que lhe dá mais ou menos pêlos na cara, por exemplo).

Uma Mãe é um indivíduo da espécie Homo sapiens, com uma morfologia definida e uma fisiologia própria (tem vagina, útero, trompas de Falópio, ovários e produz hormonas como os estrogénios, por exemplo, tem mamas mais ou menos desenvolvidas com as respectivas glândulas mamárias que se activam, normalmente, para amamentar os filhos).

Pai e Mãe, acima esboçados, cumprem, pois funções biológicas que se não confundem nem sobrepõem!

Portanto, trocar funções não só é impossível como, se se tentar fazê-lo, é perfeito obscurantismo nunca visto.

Mas o ser humano não é só Biologia, Morfologia e Fisiologia. Seria muito redutor entender e compreender ou abordar o Homo sapiens somente nestas dimensões. O Homo sapiens é também afectos e amor. Tem direitos e terá, na maturidades deveres.

O primeiro direito de cada novo ser vivo, é o direito a viver e a viver sabendo a verdade da sua origem: que tem uma Mãe e como se chama aquela que contribuiu para a sua formação e que para esta formação tem um Pai que tem nome .Ambos são os únicos responsáveis pelo seu património genético que os ligam de forma definitiva ao novo humano e este ao passado vastíssimo da sua história pessoal. Depois, cada novo ser humano, tem o direito aos afectos e amor de quem está na sua origem: um Homem (Pai) e uma Mulher (Mãe).

Quando, por várias razões, um ou outro dos seus progenitores, o Pai e a Mãe, não podem ou não querem ou não sabem responder às expectativas do filho, este tem o direito a crescer no amor de adultos que ,com todas as dificuldades, fazem de Pai e de Mãe, que simulem com a máxima verdade, o que ele tinha direito naturalmente: ser educado por uma Mãe (Mulher) e por um Pai (Homem), que não o sendo, fazem todo o seu melhor para dar à criança ao que ela tem direito , desenvolver-se nesta diferença real entre ser Homem e ser Mulher , não como donos de um objecto a que se arrogam o direito de posse, mas como tutores de um ser humano cujo interesse superior está centrado nele, para o fazer desenvolver com Pessoa Humana.

A co-adopção não pode, pois , contrariar o funcionamento da natureza humana, sem lesar o direito fundamental de cada um a ser amado no respeito pela ecologia humana e sua estrutura biológica . Cada criança tem o direito a, na impossibilidade de ter por perto do seu coração o seu Pai e a sua Mãe, viver num esquema familiar reconstitutivo do que seria natural.

Posto este rápido esquisso, resta-me pedir-lhe, Senhor Deputado, que nesta questão não se pode abster, com um “nim” politicamente correcto mas profundamente iníquo e atentatório do “ superior interesse das crianças”. Além disso, a questão não é um “ fait-divers”. Não! Trata-se de uma questão civilizacional. De uma questão profundamente grave do ponto de vista antropológico e ao arrepio da estrutura funcional das civilizações.

Da sua posição, Senhor Deputado, como eleitor e estando atento ao seu comportamento, saberei tirar as devidas conclusões!

Permita-me que lhe sugira, como cidadão democrata, que ouse tomar medidas reais e efectivas de apoio às famílias e à natalidade que nos retirem da miséria em que ,todos os dias, vamos caindo e , também desta catástrofe demográfica a que os políticos não souberam e não quiseram dar resposta!

Permita-me que lhe faça um desabafo: represente o povo eleitor e represente-se menos!

Certo de que chegou ao fim desta minha Carta Aberta ou de que algum assessor lhe tenha feito um resumo fiel, aceite os meus melhores cumprimentos


Carlos Aguiar Gomes, cidadão atento, mas não venerador.

quinta-feira, 22 de novembro de 2012

O menino que Gaspar não conhece

Supermercado do centro comercial das Amoreiras, fim da tarde de terça-feira. Uma jovem mãe, acompanhada do filho com seis anos, está a pagar algumas compras que fez: leite, manteiga, fiambre, detergentes e mais alguns produtos.
Quando chega ao fim, a empregada da caixa revela: são 84 euros. A mãe tem um sobressalto, olha para o dinheiro que traz na mão e diz: vou ter de deixar algumas coisas. Só tenho 70 euros.
Começa a pôr de lado vários produtos e vai perguntando à empregada da caixa se já chega. Não, ainda não. Ainda falta. Mais uma coisa. Outra. Ainda é preciso mais? É. Então este pacote de bolachas também fica.
Aí o menino agarra na manga do casaco da mãe e fala: Mamã, as bolachas não, as bolachas não. São as que eu levo para a escola. A mãe, meio envergonhada até porque a fila por trás dela começava a engrossar, responde: tem de ser, meu filho. E o menino de lágrima no canto do olho a insistir: mamã, as bolachas não. As bolachas não.
O momento embaraçoso é quebrado pela senhora atrás da jovem mãe. Quanto são as bolachas, pergunta à empregada da caixa. Ponha na minha conta. O menino sorriu. Mas foi um sorriso muito envergonhado. A mãe agradeceu ainda mais envergonhada. A pobreza de quem nunca pensou que um dia ia ser pobre enche de vergonha e pudor os que a sofrem.
Tenho a certeza que o ministro Vítor Gaspar não conhece este menino, o que seria obviamente muito improvável. Mas desconfio que o ministro Vítor Gaspar não conhece nenhuns meninos que estejam a passar pela mesma situação. Ou se conhece considera que esse é o preço a pagar pela famoso ajustamento. É isso que é muito preocupante.
Ler mais: http://expresso.sapo.pt/o-menino-que-gaspar-nao-conhece=f768572#ixzz2Ct8s6GZ3

Este menino, Gaspar vai conhecer: é um 2º caso real não ficcional e...como «não há dois sem três», 4, 5, 6,...
Se bem que, perante a sua tamanha insensibilidade, quais «cães ladram e a caravana passa», fique, lamentavelmente e uma vez mais, «tudo como dantes, quartel-general em Abrantes».
Aluno com fome desmaia nas aulas
Um aluno do 11.º ano desmaiou durante uma aula por ter fome, numa escola em Lisboa. O caso foi denunciado pela professora no Facebook horas depois do ocorrido, gerando uma onda de consternação.
Já se tinha queixado no estabelecimento de ensino de não ter dinheiro para pagar o passe, tendo em conta que ruma diariamente do Barreiro a Lisboa, e de outras carências. Porém, esta terça-feira, as dificuldades do jovem aluno atingiram um patamar gritante, que só tinha similar na Grécia: desfalecer em plena sala de aulas porque ainda não tinha comido nada.
O episódio foi relatado, ao início da tarde, no facebook, por Anabela Rocha, professora que leciona naquela escola, pulverizando-se pela rede social e por vários blogues. Ao JN, salvaguardando a identidade do jovem, a docente contou que a escola tem tentado ajudar o aluno, que já conta com mais de 18 anos, mas que esse apoio se cinge neste momento ao transporte.
Fonte: http://www.jn.pt/paginainicial/pais/concelho.aspx?Distrito=Lisboa&Concelho=Lisboa&Option=Interior&content_id=2899261