"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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domingo, 27 de maio de 2018

PALAVRA de DOMINGO: Contextual​izá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!

Considerando:
1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, profética" AQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesial" AQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontro" AQUI
5. Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6. Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
7. Papa mais,  pede aos padres para falarem ao «coração» e não fazerem «homilias demasiado intelectuais». Par saber mais, clicar AQUI.
8. Porquê ir à missa ao domingo? Ler AQUI.

Então:
TEMA da Solenidade da Santíssima Trindade – Ano B
A Solenidade que hoje celebramos não é um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”; mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.
Na primeira leitura, Jahwéh revela-se como o Deus da relação, empenhado em estabelecer comunhão e familiaridade com o seu Povo. É um Deus que vem ao encontro dos homens, que lhes fala, que lhes indica caminhos seguros de liberdade e de vida, que está permanentemente atento aos problemas dos homens, que intervém no mundo para nos libertar de tudo aquilo que nos oprime e para nos oferecer perspectivas de vida plena e verdadeira.
A segunda leitura confirma a mensagem da primeira: o Deus em quem acreditamos não é um Deus distante e inacessível, que se demitiu do seu papel de Criador e que assiste com indiferença e impassibilidade aos dramas dos homens; mas é um Deus que acompanha com paixão a caminhada da humanidade e que não desiste de oferecer aos homens a vida plena e definitiva.
No Evangelho, Jesus dá a entender que ser seu discípulo é aceitar o convite para se vincular com a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. Os discípulos de Jesus recebem a missão de testemunhar a sua proposta de vida no meio do mundo e são enviados a apresentar, a todos os homens e mulheres, sem excepção, o convite de Deus para integrar a comunidade trinitária.
EVANGELHOMt 28,16-20
Naquele tempo, os onze discípulos partiram para a Galileia, em direcção ao monte que Jesus lhes indicara.
Quando O viram, adoraram-n’O; mas alguns ainda duvidaram. Jesus aproximou-Se e disse-lhes:
«Todo o poder Me foi dado no Céu e na terra. Ide e fazei discípulos de todas as nações,
baptizando-as em nome do Pai e do Filho e do Espírito Santo, ensinando-as a cumprir tudo o que vos mandei. Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos».
AMBIENTE
O texto situa-nos na Galileia, após a ressurreição de Jesus (embora não se diga se é muito ou pouco tempo após a descoberta do túmulo vazio – cf. Mt 28,1-15). De acordo com Mateus, Jesus, pouco antes de ser preso, havia marcado encontro com os discípulos na Galileia (cf. Mt 26,32); na manhã da Páscoa, os anjos que apareceram às mulheres no sepulcro (cf. Mt 28,7) e o próprio Jesus, vivo e ressuscitado (cf. Mt 28,10), renovam o convite para que os discípulos se dirijam à Galileia, a fim de lá encontrar o Senhor.
A Galileia – região setentrional da Palestina – era uma região próspera e bem povoada, de solo fértil e bem cultivado. A sua situação geográfica fazia desta região o ponto de encontro de muitos povos; por isso, um número importante de pagãos fazia parte da sua população. A coabitação de populações pagãs e judias fazia, certamente, com que os judeus da Galileia vivessem a religião de uma maneira diferente dos judeus de Jerusalém e da Judeia: a presença diária dos pagãos conduzia, provavelmente, os galileus a suavizar a sua prática da Lei e a interpretar mais amplamente as regras que se referiam, por exemplo, às impurezas rituais contraídas pelo contacto com os não judeus. No entanto, isto fazia com que os judeus de Jerusalém desprezassem os judeus da Galileia e considerassem que da Galileia “não podia sair nada de bom”.
No entanto, foi na Galileia que Jesus viveu quase toda a sua vida. Foi também na Galileia que Ele começou a anunciar o Evangelho do “Reino” e que começou a reunir à sua volta um grupo de discípulos (cf. Mt 4,12-22). Para Mateus, esse facto sugere que a o anúncio libertador de Jesus tem uma dimensão universal: destina-se a judeus e pagãos.
Mateus situa este encontro final entre Jesus ressuscitado e os discípulos, num “monte que Jesus lhes indicara”. Trata-se, no entanto, de uma montanha da Galileia que é impossível identificar geograficamente, mas que talvez Mateus ligue com a montanha da tentação (cf. Mt 4,8) e com a montanha da transfiguração (cf. Mt 17,1). De qualquer forma, o “monte” é sempre, no Antigo Testamento, o lugar onde Deus se revela aos homens.
MENSAGEM
o texto que descreve o encontro final entre Jesus e os discípulos divide-se em duas partes.
Na primeira (vers. 16-18), descreve-se o encontro. Jesus, vivo e ressuscitado, revela­-se aos discípulos; e os discípulos reconhecem-n’O como “o Senhor” e adoram-n’O. Depois de descrever a adoração, Mateus acrescenta uma expressão que alguns traduzem como “alguns ainda duvidaram” e outros como “eles que tinham duvidado” (gramaticalmente, ambas as traduções são possíveis). No primeiro caso, a expressão significaria que a fé não é uma certeza científica e que não exclui a dúvida; no segundo caso, a expressão aludiria a essa dúvida constante dos discípulos – expressa em vários momentos, ao longo da caminhada para Jerusalém – e que aqui perde qualquer razão de ser.
Ao reconhecimento e à adoração dos discípulos, segue-se uma manifestação do mistério de Jesus, que reflecte a fé da comunidade de Mateus: Jesus é o “Kyrios”, que possui todo o poder sobre o mundo e sobre a história; Jesus é “o mestre”, cujo ensinamento será sempre uma referência para os discípulos; Jesus é o “Deus­ connosco”, que acompanhará, a par e passo, a caminhada dos discípulos pela história.
Na segunda (vers. 19-20), Mateus descreve o envio dos discípulos em missão pelo mundo. A Igreja de Jesus é, essencialmente, uma comunidade missionária, cuja missão é testemunhar no mundo a proposta de salvação e de libertação que Jesus veio trazer aos homens e que deixou nas mãos e no coração dos discípulos. A primeira nota do envio e do mandato que Jesus dá aos discípulos é a da universalidade da missão dos discípulos destina-se a “todas as nações”.
A segunda nota dá conta das duas fases da iniciação cristã, conhecidas da comunidade de Mateus: o ensino e o baptismo. Começava-se pela catequese, cujo conteúdo eram as palavras e os gestos de Jesus (o discípulo começava sempre pelo catecumenato, que lhe dava as bases da proposta de Jesus). Quando os discípulos estavam informados da proposta de Jesus, vinha o baptismo – que selava a íntima vinculação do discípulo com o Pai, o Filho e o Espírito Santo (era a adesão à proposta anteriormente feita).
Uma última nota: Jesus estará sempre com os discípulos, “até ao fim dos tempos”. Esta afirmação expressa a convicção – que todos os crentes da comunidade mateana possuíam – que Jesus ressuscitado estará sempre com a sua Igreja, acompanhando a comunidade dos discípulos na sua marcha pela história, ajudando-a a superar as crises e as dificuldades da caminhada.
ACTUALIZAÇÃO
+ Este texto evangélico foi escolhido para o dia da Santíssima Trindade, pois nele aparece uma fórmula trinitária usada no baptismo cristão (“em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo”). O nosso texto sugere, antes de mais, que ser baptizado é estabelecer uma relação pessoal com a comunidade trinitária… No dia em que fomos baptizados, comprometemo-nos com Jesus e vinculamo-nos com a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo. A minha vida tem sido coerente com esse compromisso?
+ Quem acolheu o convite de Deus (apresentado em Jesus) para integrar a comunidade trinitária, torna-se testemunha, no meio dos homens, dessa vida nova que Deus oferece. O papel dos discípulos é continuar a missão de Jesus, testemunhar o amor de Deus pelos homens e convidar os homens a integrar a família de Deus. Os irmãos com quem nos cruzamos pelos caminhos da vida recebem essa mensagem? As nossas palavras e os nossos gestos testemunham esse amor com que Deus ama todos os homens? As nossas comunidades são a imagem viva da família de Deus e apresentam um convite credível e convincente aos homens para que integrem a comunidade do Pai, do Filho e do Espírito Santo?
+ A missão que Jesus confiou aos discípulos – introduzir todos os homens na família de Deus – é uma missão universal: as fronteiras, as raças, a diversidade de culturas, não podem ser obstáculo para a presença da proposta libertadora de Jesus no mundo. Todos os homens e mulheres, sem excepção, têm lugar na família de Deus. Tenho consciência de que Jesus me envia a todos os homens – sem distinção de raças, de etnias, de diferenças religiosas, sociais ou económicas – a anunciar-lhes o amor de Deus e a convocá-los para integrar a comunidade trinitária? Tenho consciência de que sou chamado a apresentar a todos os homens – mesmo àqueles que habitam no outro lado do mundo – o convite para integrar a família de Deus?
+ Num mundo onde Deus nem sempre faz parte dos planos e das preocupações dos homens, testemunhar o amor de Deus e apresentar aos homens o convite para integrar a família de Deus é um enorme desafio. O confronto com o mundo gera muitas vezes, nos discípulos, desilusão, sofrimento, frustração… Nos momentos de decepção e de desilusão convém, no entanto, recordar as palavras de Jesus:
“Eu estarei convosco até ao fim dos tempos”. Esta certeza deve alimentar a coragem com que testemunhamos aquilo em que acreditamos.
+ A celebração da Solenidade da Trindade não pode ser a tentativa de compreender e decifrar essa estranha charada de “um em três”. Mas deve ser, sobretudo, a contemplação de um Deus que é amor e que é, portanto, comunidade. Dizer que há três pessoas em Deus, como há três pessoas numa família – pai, mãe e filho – é afirmar três deuses e é negar a fé; inversamente, dizer que o Pai, o Filho e o Espírito são três formas diferentes de apresentar o mesmo Deus, como três fotografias do mesmo rosto, é negar a distinção das três pessoas e é também negar a fé. A natureza divina de um Deus amor, de um Deus família, de um Deus comunidade, expressa-se na nossa linguagem imperfeita das três pessoas. O Deus família torna-Se trindade de pessoas distintas, porém unidas. Chegados aqui, temos de parar, porque a nossa linguagem finita e humana não consegue “dizer” o indizível, não consegue definir cabalmente o mistério de Deus.
FONTE: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia/?mc_id=2054 




 
«Eu estou sempre convosco até ao fim dos tempos»

Cristo, nosso advogado (1Jo 2,1), está sentado à direita do Pai. Deixou de ser visível, na sua natureza humana, entre nós. Mas dignou-Se permanecer connosco até à consumação dos séculos, invisível sob as aparências do pão e do vinho, no sacramento do seu amor. É o grande mistério de um Deus presente e escondido, deste Deus que virá um dia julgar os vivos e os mortos.

É para este grande dia de Deus que avança a humanidade no seu todo, dos séculos passados, do presente e do futuro. É para este dia que avança a Igreja, mestra de fé e de moral para todas as nações, batizando em nome do Pai, do Filho e do Espírito Santo. E nós, assim como cremos no Pai, Criador do Céu e da Terra, no Filho, redentor do género humano, também cremos no Espírito Santo.

Ele é o Espírito que procede do Pai e do Filho, como seu amor consubstancial, prometido e enviado por Cristo aos apóstolos no dia de Pentescostes, virtude do alto que os enche. Ele é o Paráclito e o Consolador que permanece com eles para sempre, Espírito invisível, desconhecido do mundo, que lhes ensina e lhes recorda tudo o que Jesus lhes disse.

Mostrai ao povo cristão o poder divino e infinito deste Espírito criador, dom do Altíssimo, distribuidor de todos os carismas espirituais, consolador cheio de bondade, luz dos corações, que, nas nossas almas, lava o que está sujo, rega o que é árido, cura o que está ferido.

D'Ele, amor eterno, desce o fogo da caridade que Cristo quer ver acendida neste mundo; esta caridade que torna a Igreja una, santa, católica, que a anima e a torna invencível no meio dos assaltos da sinagoga de Satanás; esta caridade que une na comunhão dos santos; esta caridade que renova a amizade com Deus e redime o pecado.
Venerável Pio XII (1876-1958), papa
Alocução aos padres de Roma e aos pregadores de Quaresma, 17 de fevereiro de 1942

terça-feira, 21 de março de 2017

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Elogio das lágrimas & Perdi-te, mas procuro-te

«Ao recordar alguns acontecimentos ou ensinamentos recebidos na minha juventude, sou assolado pelo sentimento de ter vivido uma vida num mundo que não só deixou de existir, como me surge hoje como estranho, se não inverosímil. Assim nestes dias quaresmais, regressa à minha mente como então era frequenta a oração para obter o dom das lágrimas: sim, sim, orava-se para chorar! Hoje, pelo contrário, não vemos facilmente as pessoas chorar, porque as lágrimas são consideradas como um sinal de fragilidade, algo de que se envergonhar, que em todo o caso não é mostrado por ser julgado coisa de crianças ou de mulheres: os adultos sabem dominar as lágrimas e têm o dever de viver e comportar-se "siccis oculis", com os olhos secos.». Para saber mais, clicar AQUI.


Se conseguíssemos dizer às pessoas esta única poderosa e consoladora verdade: que na Igreja dás lágrimas e recebes remissão; que Cristo não se ocupa dos nossos pecados mas do nosso arrependimento. Se conseguíssemos dizer aos jovens para não hesitarem, qualquer que seja a maneira como viveram, a regressar à Igreja. Porque a Igreja é mãe e, quando a ela voltamos, não pergunta para saber o que fizemos, mas olha-nos nos olhos para ver o que sofremos, a que farrapos fomos reduzidos. A vida da Igreja e o seu amor por nós não dependem nem da nossa miséria nem da nossa santidade, mas de Cristo. Para saber mais, clicar AQUI.

segunda-feira, 17 de junho de 2013

REFLEXÃO: Carta aberta sobre e co-adopção

Carta Aberta a um Deputado Abstencionista

Ao arrepio da Lei Natural

A lei natural, funcionamento ecológico da natureza, da estrutura funcional da origem do Homem, garantem-nos que para aparecer um novo ser humano, obrigatoriamente terão de entrar em acção, sem margem de manobra, e à margem de vontades ou tendências, um espermatozoide e um óvulo. Ou seja: uma Mulher terá de entrar em cena com o contributo de um gâmeta feminino, e um Homem terá de contribuir com um gâmeta masculino, um espermatozóide. Não há fuga a esta lei da Biologia. A espécie humana é gonocórica e isso não é um dado cultural ou um constructo de uma sociedade machista.

Ao“ fornecedor” de um espermatozóide chamamos PAI e ao outro “ fornecedor”, o do óvulo, chamamos MÃE.

Sem contrariar a Natureza, sem violentar o funcionamento da espécie humana, não podemos modificar o significado das palavras.

Um Pai é um indivíduo da espécie Homo sapiens masculino, com uma morfologia definida e uma fisiologia própria (tem testículos num escroto , próstata e um pénis e produz uma hormona chamada testosterona que lhe dá mais ou menos pêlos na cara, por exemplo).

Uma Mãe é um indivíduo da espécie Homo sapiens, com uma morfologia definida e uma fisiologia própria (tem vagina, útero, trompas de Falópio, ovários e produz hormonas como os estrogénios, por exemplo, tem mamas mais ou menos desenvolvidas com as respectivas glândulas mamárias que se activam, normalmente, para amamentar os filhos).

Pai e Mãe, acima esboçados, cumprem, pois funções biológicas que se não confundem nem sobrepõem!

Portanto, trocar funções não só é impossível como, se se tentar fazê-lo, é perfeito obscurantismo nunca visto.

Mas o ser humano não é só Biologia, Morfologia e Fisiologia. Seria muito redutor entender e compreender ou abordar o Homo sapiens somente nestas dimensões. O Homo sapiens é também afectos e amor. Tem direitos e terá, na maturidades deveres.

O primeiro direito de cada novo ser vivo, é o direito a viver e a viver sabendo a verdade da sua origem: que tem uma Mãe e como se chama aquela que contribuiu para a sua formação e que para esta formação tem um Pai que tem nome .Ambos são os únicos responsáveis pelo seu património genético que os ligam de forma definitiva ao novo humano e este ao passado vastíssimo da sua história pessoal. Depois, cada novo ser humano, tem o direito aos afectos e amor de quem está na sua origem: um Homem (Pai) e uma Mulher (Mãe).

Quando, por várias razões, um ou outro dos seus progenitores, o Pai e a Mãe, não podem ou não querem ou não sabem responder às expectativas do filho, este tem o direito a crescer no amor de adultos que ,com todas as dificuldades, fazem de Pai e de Mãe, que simulem com a máxima verdade, o que ele tinha direito naturalmente: ser educado por uma Mãe (Mulher) e por um Pai (Homem), que não o sendo, fazem todo o seu melhor para dar à criança ao que ela tem direito , desenvolver-se nesta diferença real entre ser Homem e ser Mulher , não como donos de um objecto a que se arrogam o direito de posse, mas como tutores de um ser humano cujo interesse superior está centrado nele, para o fazer desenvolver com Pessoa Humana.

A co-adopção não pode, pois , contrariar o funcionamento da natureza humana, sem lesar o direito fundamental de cada um a ser amado no respeito pela ecologia humana e sua estrutura biológica . Cada criança tem o direito a, na impossibilidade de ter por perto do seu coração o seu Pai e a sua Mãe, viver num esquema familiar reconstitutivo do que seria natural.

Posto este rápido esquisso, resta-me pedir-lhe, Senhor Deputado, que nesta questão não se pode abster, com um “nim” politicamente correcto mas profundamente iníquo e atentatório do “ superior interesse das crianças”. Além disso, a questão não é um “ fait-divers”. Não! Trata-se de uma questão civilizacional. De uma questão profundamente grave do ponto de vista antropológico e ao arrepio da estrutura funcional das civilizações.

Da sua posição, Senhor Deputado, como eleitor e estando atento ao seu comportamento, saberei tirar as devidas conclusões!

Permita-me que lhe sugira, como cidadão democrata, que ouse tomar medidas reais e efectivas de apoio às famílias e à natalidade que nos retirem da miséria em que ,todos os dias, vamos caindo e , também desta catástrofe demográfica a que os políticos não souberam e não quiseram dar resposta!

Permita-me que lhe faça um desabafo: represente o povo eleitor e represente-se menos!

Certo de que chegou ao fim desta minha Carta Aberta ou de que algum assessor lhe tenha feito um resumo fiel, aceite os meus melhores cumprimentos


Carlos Aguiar Gomes, cidadão atento, mas não venerador.