"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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terça-feira, 10 de março de 2020

ESPIRITUALIDADE: Da dignidade do cristianismo e da indignidade dos cristãos

I
No nosso século de pouca fé, de incredulidade largamente espalhada, julgamos o cristianismo pelos cristãos. Ao longo dos séculos anteriores, julgava-se a fé cristã sobretudo pela sua verdade eterna, pela sua doutrina e pelos seus mandamentos. Mas o nosso século está demasiado absorvido pelo homem e pelo humano. Os maus cristãos mascaram o cristianismo. Para saber mais clicar AQUI.
II
O cristianismo veio salvar os doentes não os saudáveis, os pecadores e não os justos. E o género humano, convertido ao cristianismo, é um doente e um pecador. A Igreja de Cristo não é chamada a organizar a vertente exterior da vida, a vencer o mal com violência. Pela sua natureza, o cristianismo não pode destruir o arbitrário, o mal na natureza humana, dado que reconhece a liberdade do homem. Para saber mais clicar AQUI.
III
A verdade divina do cristianismo, acolhida pelos homens, quebra-se na sua natureza pecadora, na sua consciência limitada. A revelação e a vida religiosa cristã, como toda a revelação e toda a vida religiosa, supõem não somente a existência de Deus, mas também a existência do homem. E este, ainda que esclarecido pela luz da graça procedente de Deus, acomoda ao seu olhar espiritual essa luz divina, impõe à revelação os limites da sua natureza e da sua consciência. Para saber mais clicar AQUI.
IV
Por causa da indignidade dos cristãos, esquecemos Cristo, deixámos de vê-lo. O renascimento cristão será, também, antes de mais, uma chamada a Cristo, à sua Verdade, libertada de todas as deformações e adaptações humanas. Para saber mais clicar AQUI.

quinta-feira, 1 de agosto de 2019

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: A pastoral do olhar

Na Escritura encontramos uma singular ligação entre coração e rosto (olho): é o fio claríssimo da simplicidade e o da beleza. O coração dá brilho e transparência ao olhar: torna-o subtil, agudo, penetrante, belo; intensifica a vista, aclara o horizonte, ilumina e faz ver como belo aquilo e quem é olhado. Por isso, não basta descrever quem é e como está em más condições o homem contemporâneo, e a primeira coisa a fazer não é julgá-lo e condená-lo, mas, antes de tudo, continuar a falar do “olhar cristão” a dirigir para ele. Para saber mais, clicar AQUI.

quarta-feira, 27 de fevereiro de 2019

LIVRO&LEITURA: “Serotonina”

A surpresa chega no final, que abre um horizonte inesperado, quase “eucarístico”. «Na realidade, Deus ocupa-se de nós, pensa em nós em cada instante, e por vezes dá-nos diretivas muito precisas. Estes fluxos de amor que afluem aos nossos peitos a ponto de nos tirar o fôlego, estas iluminações, estes êxtases, inexplicáveis se consideramos a nossa natureza biológica, o nosso estatuto de simples primatas, são sinais extremamente claros». E a conclusão, naquelas linhas urticantes escritas por um ateu: «Hoje compreendo o ponto de vista de Cristo, o seu repetido irritar-se perante a insensibilidade dos corações: têm todos os sinais, e não se apercebem. Para saber mais clicar AQUI.

quarta-feira, 9 de maio de 2018

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Agnósticos ou pessoas que não procuram?

A posição mais difundida hoje consiste simplesmente em desentender-se da questão de Deus. Muitos daqueles que se dizem agnósticos são, na realidade, pessoas que não procuram. Xavier Zubiri diria que são vidas «sem vontade de verdade real». É-lhes indiferente que Deus exista ou não exista. Para eles é a mesma coisa que a vida termine aqui ou não. A eles basta "deixar-se viver", abandonar-se "ao que for", sem aprofundar o mistério do mundo e da vida. Mas será essa a atitude mais humana perante a realidade? Para saber mais, clicar AQUI.

segunda-feira, 5 de março de 2018

ESPIRITUALIDADE: O que é a salvação cristã?

Nem individualismo nem interioridade absoluta: a salvação, como a Igreja católica a entende, passa necessariamente pela relação pessoal com Cristo, com a Igreja e com os seres humanos, esclarece um documento publicado pelo Vaticano. O texto «pretende destacar, na linha da grande tradição da fé e com especial referência ao ensinamento de papa Francisco, alguns aspetos da salvação cristã que possam ser hoje difíceis de compreender por causa das recentes transformações culturais». Para saber mais, clicar AQUI.

quarta-feira, 20 de setembro de 2017

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Pensamentos (9)

* Num mundo de ladrões, é louco ser honesto.


* A verdade é como o azeite; vem sempre à tona.


* Quando o rato se ri do gato, é porque há um buraco perto.


* Abre um olho antes de vender e dois antes de comprar.


* O pássaro apanha-se pelas patas e o homem pela boca.


* Água gelada e pão quente não fazem bem ao ventre.


* O amor é a chave com que se abre o coração.


* Cair é permitido. Levantar-se é obrigatório.


* A pedra e a palavra, depois de lançada, não volta atrás.


* A cólera é uma rajada de vento que apaga a lâmpada da inteligência.


* As virtudes do cristão são quatro: fé, esperança, caridade e bom humor.


* A bondade consiste em amar os outros mais do que eles merecem.

quarta-feira, 9 de agosto de 2017

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Pensamentos (8)

Da SABEDORIA POPULAR:




* Faz mais barulho uma árvore que cai, do que uma floresta que cresce.


* Não esperes pela sede para abrir um poço.


* A inveja só consegue roer o próprio coração.


* Deus fez o tempo. O Homem inventou a pressa.


* Podem cortar todas as flores, mas ninguém pode impedir o regresso da Primavera.


* Também para o pobre mendigo a rosa dá o seu perfume.


* É preciso uma aldeia inteira para educar uma criança.


* O sorriso custa menos que a electricidade mas ilumina mais.


* Não digas que as estrelas morreram só porque há nuvens no céu.

sexta-feira, 4 de agosto de 2017

ATENÇAÕ/MEDITAÇÃO/REFLEXÃO: Em jeito de apelo

SE...
... a nota dissesse
não é uma nota que faz a música... não haveria sinfonia.

... a palavra dissesse
não é uma palavra que faz uma página... não haveria livro.

... a gota dissesse
não é uma gota de água que faz o rio... não haveria oceanos. 

... a pedra dissesse
não é uma pedra que constrói uma parede... não haveria casa.

... cada grão dissesse
não é um grão que faz brotar uma seara... não haveria colheita.

... cada homem dissesse
não é um gesto de amor que pode salvar a humanidade... o mundo tornar-se-ia um inferno.

Assim como a sinfonia precisa de cada nota;
o livro de cada palavra;
a casa de cada pedra;
o oceano de cada gota de água;
a seara de cada grão de trigo;
a humanidade também precisa de ti!
Onde quer que estejas és único e, portanto, insubstituível.
De que estás à espera para te comprometeres?
O mundo precisa do meu, do teu, do nosso compromisso para que seja realmente aquele lugar que eu, que tu, que nós todos desejamos e merecemos para vivermos felizes... - in Almanaque 2017, Sociedade Missionária da Boa Nova

... não, em Neymar, como num poço sem fundo, cabe toda a incapacidade de compreendermos o mundo em que vivemos. A ideia de um jogador de futebol poder valer 222 milhões de euros é como um sonho, mas convém que não nos enganemos. Não passa de um pesadelo. - Ricardo Marques no "Expresso Curto" aos 4 de Agosto de 2017                          

terça-feira, 31 de janeiro de 2017

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Sabedoria Popular

* Quem conhece um lobo, conhece todos os lobos; quem conhece um homem, conhece um homem.
* A ciência do ignorante consiste em repetir as coisas que os outros dizem.
* A ignorância é a noite do espírito, uma noite sem lua e sem estrelas.
* O primeiro cão tem razões para ladrar; os outros ladram para o imitar.
* As lágrimas dos bons não caem na terra, mas no céu, no regaço de Deus.
* Há homens tais que são traidores e parecem leais.
* Ganhar um processo em tribunal é adquirir uma galinha e perder uma vaca.
* Existe uma única liberdade: a verdade. Existe uma única escravidão: a mentira.
* As dificuldades são como as montanhas. Elas só se aplainam quando avançarmos sobre elas.

quinta-feira, 24 de novembro de 2016

ESPIRITUALIDADE: Onde está Deus?, onde está o homem?

Não quero defender Deus, quero só que Ele não seja acusado como defesa de quem o incrimina. À pessoa normal, simples, que às vezes afirma sofrer o silêncio de Deus, de não sentir Deus presente, que acusa Deus de permanecer distante e mudo, com muito respeito pela sua dor e sem nenhum juízo ocorre-me perguntar: «Não será talvez ela a ser surda, a não escutar?». Para saber mais, clicar AQUI.

quarta-feira, 23 de novembro de 2016

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Vencer desprezo e niilismo, tarefa de cada dia

Depois da América, mas também antes, e olhando para o contexto em que cada um de nós age, o desprezo é uma das duas grandes tentações a que estão sujeitos os nossos contemporâneos mais atentos ao que muda no mundo. A outra tentação, o niilismo, está muito mais espalhada do que aquilo que se pensa e conduz ao abandono de toda a esperança de poder mudar seja o que for na ordem das coisas. Para saber mais, clicar AQUI.

segunda-feira, 14 de março de 2016

LIVRO&LEITURA:"Por uma Igreja em saída"

«Na Palavra de Deus, aparece constantemente este dinamismo de «saída», que Deus quer provocar nos crentes. Abraão aceitou a chamada para partir rumo a uma nova terra. Moisés ouviu a chamada de Deus: "Vai; Eu te envio" (Ex 3, 10), e fez sair o povo para a terra prometida. A Jeremias disse: "Irás aonde Eu te enviar". Naquele "ide" de Jesus, estão presentes os cenários e os desafios sempre novos da missão evangelizadora da Igreja, e hoje todos somos chamados a esta nova «saída» missionária. Cada cristão e cada comunidade há-de discernir qual é o caminho que o Senhor lhe pede, mas todos somos convidados a aceitar esta chamada: sair da própria comodidade e ter a coragem de alcançar todas as periferias que precisam da luz do Evangelho.». Para continuar a ler, clicar AQUI.

sexta-feira, 11 de março de 2016

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Não falta ciência e técnica ao serviço da vida, o que muitas vezes falta é «humanidade», afirma papa

O papa acentuou hoje, no Vaticano, que é preciso libertar a natureza humana da ideologia, do egoísmo e da mentira que tornam os vícios em virtudes e os lucros em serviço à população...O tema do encontro, a virtude na ética da vida, «dirige uma importante mensagem à cultura contemporânea: o bem que o homem realiza não é o resultado de cálculos ou estratégias, nem sequer é o produto do ordenamento genético ou dos condicionamentos sociais, mas é fruto de um coração corretamente inclinado, da livre escolha que tende para o verdadeiro bem. Não chegam a ciência e a técnica: para fazer o bem é preciso a sabedoria do coração», assinalou. Para continuar a ler, clicar AQUI.

quinta-feira, 10 de setembro de 2015

ESPIRITUALIDADE: Deus basta

Seria belo se, pelo menos neste dia festivo, o cristão entrasse na igreja não para pedir alguma coisa, mas apenas para escutar Deus. Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/Deus_basta.html

domingo, 28 de junho de 2015

PALAVRA de DOMINGO: Contextual​izá-la para bem a entender e melhor vivê-la: LITURGIA & VIDA!

Considerando:
1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, profética"
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesial"
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Ler mais em:
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontro", http://www.paulinas.pt/Product_Detail.aspx?code=1977
5. Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias
6. Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador»
Então:
Tema do 13º Domingo do Tempo Comum
Deus ama a vida! Ele quer apenas a vida! “Deus criou o homem para ser incorruptível” (primeira leitura). Pelo seu Filho, salva-nos da morte: eis porque Lhe damos graças em cada Eucaristia. Na sua vida terrena, Jesus sempre defendeu a vida. O Evangelho de hoje relata-nos dois episódios que assinalam a defesa da vida: Ele cura, Ele levanta. Ele torna livres todas as pessoas, dá-lhes toda a dignidade e capacidade para viver plenamente. Sabemos dizer-Lhe que Ele é a nossa alegria de viver?
Estamos em tempo de verão, início de férias… É uma ocasião propícia para celebrar a festa da vida! O 13º domingo celebra a vida mais forte que a morte, celebra Deus apaixonado pela vida. Convém, pois, que na celebração deste dia a vida expluda em todas as suas formas: na beleza das flores, nos gestos e atitudes, na proclamação da Palavra, nos cânticos e aclamações, na luz. No cântico do salmo e na profissão de fé, será bom recordar que é o Deus da vida que nós confessamos, as suas maravilhas que nós proclamamos. Durante toda a missa, rezando, mantenhamos a convicção expressa pelo Livro da Sabedoria: “Deus não Se alegra com a perdição dos vivos”.
EVANGELHO – Mc 5, 21-43
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos
Naquele tempo,
depois de Jesus ter atravessado de barco
para a outra margem do lago,
reuniu-se grande multidão à sua volta,
e Ele deteve-Se à beira-mar.
Chegou então um dos chefes da sinagoga, chamado Jairo.
Ao ver Jesus, caiu a seus pés
e suplicou-Lhe com insistência:
«A minha filha está a morrer.
Vem impor-lhe as mãos,
para que se salve e viva».
Jesus foi com ele,
seguido por grande multidão,
que O apertava de todos os lados.
Ora, certa mulher
que tinha um fluxo de sangue havia doze anos,
que sofrera muito nas mãos de vários médicos
e gastara todos os seus bens,
sem ter obtido qualquer resultado,
antes piorava cada vez mais,
tendo ouvido falar de Jesus,
veio por entre a multidão
e tocou-Lhe por detrás no manto,
dizendo consigo:
«Se eu, ao menos, tocar nas suas vestes, ficarei curada».
No mesmo instante estancou o fluxo de sangue
e sentiu no seu corpo que estava curada da doença.
Jesus notou logo que saíra uma força de Si mesmo.
Voltou-Se para a multidão e perguntou:
«Quem tocou nas minhas vestes?»
Os discípulos responderam-Lhe:
«Vês a multidão que Te aperta
e perguntas: ‘Quem Me tocou?’»
Mas Jesus olhou em volta,
para ver quem O tinha tocado.
A mulher, assustada e a tremer,
por saber o que lhe tinha acontecido,
veio prostrar-se diante de Jesus e disse-Lhe a verdade.
Jesus respondeu-lhe:
«Minha filha, a tua fé te salvou».
Ainda Ele falava,
quando vieram dizer da casa do chefe da sinagoga:
«A tua filha morreu.
Porque estás ainda a importunar o Mestre?»
Mas Jesus, ouvindo estas palavras,
disse ao chefe da sinagoga:
«Não temas; basta que tenhas fé».
E não deixou que ninguém O acompanhasse,
a não ser Pedro, Tiago e João, irmão de Tiago.
Quando chegaram a casa do chefe da sinagoga,
Jesus encontrou grande alvoroço,
com gente que chorava e gritava.
Ao entrar, perguntou-lhes:
«Porquê todo este alarido e tantas lamentações?
A menina não morreu; está a dormir».
Riram-se d’Ele.
Jesus, depois de os ter mandado sair a todos,
levando consigo apenas o pai da menina
e os que vinham com Ele,
entrou no local onde jazia a menina,
pegou-lhe na mão e disse:
«Talitha Kum»,
que significa: «Menina, Eu te ordeno: levanta-te».
Ela ergueu-se imediatamente e começou a andar,
pois já tinha doze anos.
Ficaram todos muito maravilhados.
Jesus recomendou-lhes insistentemente
que ninguém soubesse do caso
e mandou dar de comer à menina.
Breves comentários
1. O Reino de Deus é a vida. Jesus percorre o país para o anunciar e o estabelecer. Ele fala e age. A sua fama espalha-se, porque uma força brota d’Ele, é a força da ressurreição, o Espírito de vida.
“Sê curada”. O imperativo de Jesus tem algo de afectuoso para com esta mulher, restaurada na sua dignidade, restabelecida na sociedade que excluía o seu mal. Este “sê curada” aparece também como uma constatação: é a sua fé que a salvou, e Jesus alegra-Se por isso. A cura é consequência da fé, que é sempre fonte de vida e de felicidade.
“Levanta-te”. Este segundo imperativo do Evangelho deste dia é dinâmico e traduz perfeitamente este louco desejo de Deus em ver o homem vivo, o seu amor incondicional pela vida. “Adormecida”, no “sono da morte”… um estado do qual Deus nos quer fazer sair, um estado do qual Jesus nos salva. “Eu te ordeno: levanta-te”. A palavra evoca a ressurreição, o novo surgir da vida, o amor divino que nos coloca de pé. Jesus pede ao pai da jovem apenas uma coisa: “basta que tenhas fé”. E quanto a nós, cremos verdadeiramente?
2. As duas beneficiárias das acções de Jesus neste Evangelho têm isto em comum: a primeira estava doente desde os 12 anos e a jovem filha morreu aos 12 anos, a idade em que se devia tornar mulher. No povo de Israel, o percurso destas duas mulheres era sinal de um fracasso. Uma estava atingida, como Sara, a mulher de Abraão, na sua fecundidade: ela perdia o seu sangue, princípio de vida na mentalidade semítica. A outra perdia a vida, precisamente na idade em que se preparava para a transmitir (era tradição casar-se muito cedo). Cristo cura as duas mulheres e permite-lhes assim assumir a sua vocação maternal.
Estas duas mulheres representam a Igreja, na sua vocação maternal de dar e de alimentar a vida em Cristo. As alusões aos santos mistérios da Igreja orientam a compreensão do relato: Jairo pede a Jesus para impor as mãos, para salvar e dar a vida à sua filha. Ora, toda a preparação para o Baptismo está sinalizada pela imposição das mãos. Jesus levanta a jovem, tomando-a pela mão, como o diácono fazia sair da água o baptizado, tomando-o pela mão, para que fosse desperto para a vida em Deus. Jesus pede, de seguida, que se dê de comer a esta jovem ressuscitada da morte: é uma alusão à Eucaristia que se segue ao Baptismo.
3. Bilhete de Evangelho: a transformação pela fé. Um chefe de sinagoga cai de joelhos e suplica a Jesus para curar a sua filha… Uma mulher atingida por hemorragias não diz nada, mas contenta-se em tocar as vestes de Jesus, sem dúvida porque se considera impura. Isto basta Àquele que veio para levantar, curar, salvar a humanidade ferida. As reacções dos que acompanham Jesus são diversas. Riem-se d’Ele. Só a fé solicita um sinal de Jesus, a fé de Jairo, a fé da mulher, a fé de Pedro, Tiago e João… E esta fé faz Jesus agir e transforma os beneficiários: a mulher é curada, a jovem levanta-se, as testemunhas ficam abaladas. Decididamente, Jesus não é um taumaturgo: é reconhecido por aqueles que acreditam, recomenda insistentemente que ninguém saiba, com receio, sem dúvida, que se valorize os seus sinais sem os ver com os olhos da fé.
4. Na escuta da Palavra… Eis Jesus mergulhado no barulho e nos apertos da multidão. Para mais, circula o rumor: Jesus vai fazer um milagre, curar a jovem filha de Jairo! A multidão esmaga Jesus. E eis que uma mulher quer aproximar-se de Jesus, a todo o custo, para tocar ao menos as suas vestes. Ela quer ser também beneficiária do poder do homem de Deus, ser, enfim, curada da sua doença que dura há doze anos. Ela chega por detrás, toca as suas vestes. Conhecemos o diálogo que se segue… O mesmo acontece com Jairo que se aproxima… No meio da multidão, Jesus está atento a estas pessoas concretas, manifesta uma disponibilidade extraordinária, está extremamente atento à sua presença. No meio da multidão, Jesus está atento a cada um. Ninguém fica anónimo aos olhos de Jesus. Está habitado pelo amor de Deus para com os seus filhos. No Coração do Pai, Jesus é capaz de uma atenção extrema a cada angústia do ser humano. Não interessa quem possa vir junto d’Ele, não interessa qual é a situação: ele será sempre acolhido, Jesus dará sempre a sua atenção como se cada um estivesse sozinho no mundo com Ele. Isto continua a ser verdadeiro, agora que Jesus está na plenitude da glória do seu Pai. Se eu também começasse a fazer silêncio em mim para melhor escutar Jesus, através da sua Palavra, se eu tivesse tempo para a oração interior, para aprofundar o meu silêncio interior… certamente ficaria mais disponível, mais atento aos outros. Senhor Jesus, dá-me a graça do silêncio interior que escuta e que ama.
5. Breve meditação: Jesus, Fonte de Vida.
Jesus passou à outra margem,
uma grande multidão reuniu-se à sua volta.
Chega um chefe de sinagoga…
Para Ti, Senhor, a multidão não é uma massa anónima
a quem se dirige uma mensagem impessoal…
Para Ti, Senhor, trata-se de pessoas concretas, com rostos particulares.
Chamas cada um pelo seu nome.
Tu sabes escutar, estar atento, permanecer disponível.
Vens dizer a todos e a cada um:
Eu vim para que todos os homens tenham vida… em abundância.
As multidões reúnem-se à tua volta porque,
talvez inconscientemente,
encontraram em Ti a verdadeira fonte de vida.
É o caso de Jairo: Vem impor-lhe as mãos para que ela viva!
É o caso da mulher: Se chegar a tocar-Lhe, serei salva!
Tu vais ajudá-los a crescer na fé…
A mulher, humanamente incurável:
ousou violar a lei que a proibia de tocar alguém.
Ela quer ser curada a todo o custo.
Ao tocar as tuas vestes, é a fonte da vida que ela atinge.
Desde então, está curada.
Mas Tu não és um mágico que faz prodígios sem o saber.
Viras-Te para ela: queres fazê-la progredir na sua fé.
Ela, que esperava uma cura corporal,
encontra em Ti a Salvação, a Vida em plenitude.
Jairo acaba de saber da morte da sua filha.
Tu apoia-lo na sua caminhada: Não temas, crê somente!
Segue-lo até à sua casa…
Aproximas-Te do seu filho inerte, toma-la pela mão:
Levanta-te!
É a palavra da ressurreição… e a fonte de vida corre de novo nela:
a jovem começou a andar.
Ele disse-lhes para lhe darem de comer.
Manténs os pés bem assentes na terra, Senhor!
Os pais, abalados, não pensavam que a sua filha tinha fome!
É a nós que Tu Te diriges também
convidando-nos para a tua Eucaristia:
Tomai, todos, e comei: isto é o meu corpo entregue por vós!
Quem me come viverá!
Fonte: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=362

terça-feira, 3 de junho de 2014

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Como o novo BMW Série 3 F30 é fabricado em Munique!...


 

Quando a voragem do tempo em anos, meses, dias anos, horas & minutos nos impede, eis que surge uma boa razão, um óptimo motivo para pensar, meditar e reflectir; assim:
- O que têm em comum esta montagem automóvel e a exploração espacial?
- Informática, ciberespaço, automatização & robotização.
- Sim, mas não só.
- Então "o quê" mais?
- A criativadade/capacidade fantástica, espantosa, maravilhosa,... do Homem.
- O Homem, o tal, o fruto do acaso, ou "Big Bang"?
- Não creio, porque impossível! - esta, mais uma prova.

 

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

CINEMA: "O Passado"

Gerida com delicadeza, na progressiva intimidade dos espaços e das personagens, a narrativa fílmica de Asghar Farhadi faz-nos olhar por dentro e por fora o que há de único e comum nas relações, ao mesmo tempo que levanta questões pertinentes sobre a complexidade das famílias, do papel do homem e da mulher, das relações de trabalho e de imigração que não se reduzem nem ao contexto francês nem ao iraniano. Prémio do júri ecuménico na última edição de Cannes, o filme foi elogiado como ilustração do versículo bíblico «e a verdade vos libertará» (João 8, 32).
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/o_passado.html

segunda-feira, 12 de agosto de 2013

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Escutar o que em nós é mais fundo

O nosso itinerário existencial nada tem de linear. Bem que gostamos de nos imaginar numa linha contínua e ascendente, mas a própria vida encarrega-se de nos mostrar, até à saciedade, que não é assim. Poderíamos saber o que é a luz sem experimentar a escuridão? E o dia não é seguido pela noite e a noite pelo dia? Como também sabemos que não existe prazer sem dor, e que a capacidade para sentir prazer é proporcional à capacidade para sentir dor. Não será um erro de perspetiva fixar-nos na luz, no dia, no prazer? E a escuridão, a noite, a dor, não são igualmente mestres na vida? São Paulo, numa referência autobiográfica, não diz que, onde abundou o pecado, superabundou a graça? Será possível traçar uma fronteira rigorosamente delimitada entre bem e mal?
Precisamos de abandonar olhares parcelares e crescer numa visão mais unificada. É precisamente a partir dessa visão que é possível a reconciliação dos nossos desejos. Trata-se de um caminho de autenticidade onde é fundamental não mascarar, não reprimir e não culpabilizar. Nenhum desejo é irrelevante. Por detrás de um desejo que nos pode parecer obscuro esconde-se, tantas vezes, uma força vital ainda desconhecida. Importa seguir-lhe o rasto. Todos transportam uma mensagem que pede discernimento. As nossas múltiplas carências apontam no sentido da carência mais profunda. Este é o fio condutor que estamos chamados a seguir. Impõe-se aqui um trabalho interior comparável a uma viagem. Cada ramificação do desejo conduzir-nos-á ao nosso desejo mais profundo. Trata-se de passar da multiplicidade para a unidade. Do plural para o singular. Do superficial para o profundo.
Ler mais em:

segunda-feira, 17 de junho de 2013

REFLEXÃO: Carta aberta sobre e co-adopção

Carta Aberta a um Deputado Abstencionista

Ao arrepio da Lei Natural

A lei natural, funcionamento ecológico da natureza, da estrutura funcional da origem do Homem, garantem-nos que para aparecer um novo ser humano, obrigatoriamente terão de entrar em acção, sem margem de manobra, e à margem de vontades ou tendências, um espermatozoide e um óvulo. Ou seja: uma Mulher terá de entrar em cena com o contributo de um gâmeta feminino, e um Homem terá de contribuir com um gâmeta masculino, um espermatozóide. Não há fuga a esta lei da Biologia. A espécie humana é gonocórica e isso não é um dado cultural ou um constructo de uma sociedade machista.

Ao“ fornecedor” de um espermatozóide chamamos PAI e ao outro “ fornecedor”, o do óvulo, chamamos MÃE.

Sem contrariar a Natureza, sem violentar o funcionamento da espécie humana, não podemos modificar o significado das palavras.

Um Pai é um indivíduo da espécie Homo sapiens masculino, com uma morfologia definida e uma fisiologia própria (tem testículos num escroto , próstata e um pénis e produz uma hormona chamada testosterona que lhe dá mais ou menos pêlos na cara, por exemplo).

Uma Mãe é um indivíduo da espécie Homo sapiens, com uma morfologia definida e uma fisiologia própria (tem vagina, útero, trompas de Falópio, ovários e produz hormonas como os estrogénios, por exemplo, tem mamas mais ou menos desenvolvidas com as respectivas glândulas mamárias que se activam, normalmente, para amamentar os filhos).

Pai e Mãe, acima esboçados, cumprem, pois funções biológicas que se não confundem nem sobrepõem!

Portanto, trocar funções não só é impossível como, se se tentar fazê-lo, é perfeito obscurantismo nunca visto.

Mas o ser humano não é só Biologia, Morfologia e Fisiologia. Seria muito redutor entender e compreender ou abordar o Homo sapiens somente nestas dimensões. O Homo sapiens é também afectos e amor. Tem direitos e terá, na maturidades deveres.

O primeiro direito de cada novo ser vivo, é o direito a viver e a viver sabendo a verdade da sua origem: que tem uma Mãe e como se chama aquela que contribuiu para a sua formação e que para esta formação tem um Pai que tem nome .Ambos são os únicos responsáveis pelo seu património genético que os ligam de forma definitiva ao novo humano e este ao passado vastíssimo da sua história pessoal. Depois, cada novo ser humano, tem o direito aos afectos e amor de quem está na sua origem: um Homem (Pai) e uma Mulher (Mãe).

Quando, por várias razões, um ou outro dos seus progenitores, o Pai e a Mãe, não podem ou não querem ou não sabem responder às expectativas do filho, este tem o direito a crescer no amor de adultos que ,com todas as dificuldades, fazem de Pai e de Mãe, que simulem com a máxima verdade, o que ele tinha direito naturalmente: ser educado por uma Mãe (Mulher) e por um Pai (Homem), que não o sendo, fazem todo o seu melhor para dar à criança ao que ela tem direito , desenvolver-se nesta diferença real entre ser Homem e ser Mulher , não como donos de um objecto a que se arrogam o direito de posse, mas como tutores de um ser humano cujo interesse superior está centrado nele, para o fazer desenvolver com Pessoa Humana.

A co-adopção não pode, pois , contrariar o funcionamento da natureza humana, sem lesar o direito fundamental de cada um a ser amado no respeito pela ecologia humana e sua estrutura biológica . Cada criança tem o direito a, na impossibilidade de ter por perto do seu coração o seu Pai e a sua Mãe, viver num esquema familiar reconstitutivo do que seria natural.

Posto este rápido esquisso, resta-me pedir-lhe, Senhor Deputado, que nesta questão não se pode abster, com um “nim” politicamente correcto mas profundamente iníquo e atentatório do “ superior interesse das crianças”. Além disso, a questão não é um “ fait-divers”. Não! Trata-se de uma questão civilizacional. De uma questão profundamente grave do ponto de vista antropológico e ao arrepio da estrutura funcional das civilizações.

Da sua posição, Senhor Deputado, como eleitor e estando atento ao seu comportamento, saberei tirar as devidas conclusões!

Permita-me que lhe sugira, como cidadão democrata, que ouse tomar medidas reais e efectivas de apoio às famílias e à natalidade que nos retirem da miséria em que ,todos os dias, vamos caindo e , também desta catástrofe demográfica a que os políticos não souberam e não quiseram dar resposta!

Permita-me que lhe faça um desabafo: represente o povo eleitor e represente-se menos!

Certo de que chegou ao fim desta minha Carta Aberta ou de que algum assessor lhe tenha feito um resumo fiel, aceite os meus melhores cumprimentos


Carlos Aguiar Gomes, cidadão atento, mas não venerador.