"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sábado, 9 de novembro de 2019

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão. 

Fisco apanhou quase um milhão de contas secretas no estrangeiro
Novo Aeroporto pode inundar antes de 2050 (espanhóis espantados com aprovação do projecto)
A Grande Ilha de Lixo do Pacífico tem novos (e inesperados) visitantes
Montijo: Cientistas alertam para “4 graves falhas” no estudo sobre aeroporto
Mulher grega reencontra família judia que salvou há 70 anos: “Quando fazemos algo bom, acabamos por recebê-lo de volta”
Fisco apanhou quase um milhão de contas ‘secretas’ no estrangeiro. E já rendem impostos
Não se sabe quanto dinheiro os portugueses têm lá fora mas sabe-se onde: veja os gráficos
“As pessoas estão a ser manipuladas”. Edward Snowden abriu a Web Summit
Snowden na abertura da Web Summit. "Legalizámos o abuso. Estamos a ser manipulados"
Operação Marquês. Sócrates justifica gastos em viagens com herança da mãe
A água que vem (ou não) de Espanha
Os dois irmãos que Mepolmeni salvou dos nazis. “Era uma lenda, agora é de carne e osso”
Snowden na Web Summit. As pessoas e não os dados é que são explorados
Da vigilância massiva a um futuro tecnológico mergulhado no 5G: eis a abertura da Web Summit
Chega alastra no Youtube. Discurso de Ventura visto 361 mil vezes, Costa só 9 mil
Quanto valem 360 mil visualizações no YouTube para André Ventura (ou para qualquer outro político)?
Mais honesto um fascista do que um Ventura
O Facebook está na berlinda. Há Brexit e Cantona. Assista em direto
Jorge de Sena
Emergência climática. 11 mil cientistas alertam para "sofrimento incalculável"
Paddy Cosgrave: "Depois desta Web Summit vamos rever tudo"
Cantona quer mudar o mundo com 1% dos rendimentos do futebol
Denunciante da Cambridge Analytica: "Continuamos incrivelmente desprotegidos"
 "Temos muita confusão na cabeça e no coração. O que o silêncio nos dá é clareza"
Web Summit: o trabalho que equipa do Expresso tem estado a reportar ao minuto
Não aprendemos nada com 2016 e isso pode custar muito em 2020: as lições de democracia do dia 1 da Web Summit (e ainda a bondade de Cantona)
Microsoft testou semana de trabalho de quatro dias no Japão. Produtividade aumentou 40%
O que têm Donald Trump e Cristiano Ronaldo em comum? Centeno respondeu
Fazer exercício físico antes do pequeno-almoço é melhor para a saúde
 Pinho e Salgado acusados de novos crimes
MP suspeita que Vieira foi um dos “clientes privilegiados” que beneficiou com fraude no BES
Há professores a dar aulas sem receber nas Universidades Públicas (e o ministro diz que é positivo)
Bercow. O Brexit é o maior erro de política externa desde a II Guerra Mundial
Marcelo condecora Sophia de Mello Breyner com alto grau concedido a chefes de Estado
Salário médio atinge 911 euros no segundo trimestre
O que é ser pobre? Quantos pobres há? Somos mesmo menos pobres? E ter trabalho chega para não ser pobre?
Ana Gomes: Governo não deu visto a Snowden por "medo", ter Rui Pinto preso é "vergonha total"
Nokia anuncia criação de "centro de excelência" em Portugal
Trabalho dos voluntários da Web Summit vale cerca de um milhão de euros
Mais do que violência, escolas têm problema de indisciplina crescente
A nova líder do BCE
Desflorestação da Amazónia aumentou 80% em setembro
Greenpeace. Material de pesca representa mais de 85% do lixo de plástico no mar
 Rui Pinto admite ter cometido atos ilegais, mas acusa Justiça de perseguição e vingança
Sei de onde vem a mãe que deixou o bebé no lixo
Detida presumível mãe de bebé abandonado em caixote do lixo em Lisboa
"Gesto cívico e humano". Marcelo agradece a sem-abrigo que encontrou bebé em caixote do lixo
Cinco debates essenciais que se ouviram na Web Summit
Marcelo: “Portugal mudou com a Web Summit”
Cinco ideias e inovações que aprendemos com a Web Summit
Desperdício do saber
Jornalista e ativista Rafael Marques condecorado pelo Presidente angolano
A importância (quase)escondida do Brexit
“Não conhecer a Bíblia é uma forma de iliteracia”
Novo Banco vai pedir mais 700 milhões de euros ao Fundo de Resolução
Há Mais Sacerdotes do que se Pensa
Bruxelas revê em alta crescimento de Portugal. Marcelo ficou surpreendido, Rio fala em trocos

segunda-feira, 28 de agosto de 2017

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Pensar nisto e ...

... no que significa para ti:


1. "O mundo impõe, a cada instante, a sua lógica e os seus critérios. Hoje és julgado por ele em função do poder, da rapidez, da eficácia, da produtividade, da rentabilidade, da aparência e da fama. Vives neste mundo, mas não é por cresceres e viveres nele que precisas de aceitar e concordar com tudo o que a sua lógica tenta impor como sendo o melhor. Olha em volta e questiona o sentido do que fazes e da forma como o fazes: onde está a tua felicidade?"

2. "Nenhum cristão pode dizer que não tem culpa pelo facto de 80 por cento da humanidade ser obrigada a viver com 20 por cento dos recursos disponíveis… Nenhum cristão pode “lavar as mãos” quando se gastam em armas e extravagâncias recursos que deviam estar ao serviço da saúde, da educação, da habitação, da construção de redes de saneamento básico… Nenhum cristão pode dormir tranquilo quando tantos homens e mulheres, depois de uma vida de trabalho, recebem pensões miseráveis que mal dão para pagar os medicamentos, enquanto se gastam quantias exorbitantes em obras de fachada que só servem para satisfazer o ego dos donos do mundo… Nós temos responsabilidades na forma como o mundo se constrói… Que podemos fazer para que o nosso mundo seja alicerçado sobre outros valores?"

3. " O problema da fome no mundo não se resolve recorrendo a programas de assistência social, de “rendimento mínimo garantido” ou de outros esquemas de “caridadezinha”; mas resolve-se recorrendo a uma verdadeira revolução das mentalidades, que leve os homens a interiorizar a lógica de partilha. Os bens que Deus colocou à disposição dos seus filhos não podem ser açambarcados por alguns; pertencem a todos os homens e devem ser postos ao serviço de todos. É preciso quebrar a lógica do capitalismo, a lógica egoísta do lucro (mesmo quando ela reparte alguns trocos pelos miseráveis para aliviar a consciência dos exploradores), e substitui-la pela lógica do dom, da partilha, do amor. Sem isto, nenhuma mudança social criará, de verdade, um mundo mais justo e mais fraterno."

4. "Hoje como ontem, há outros deuses, outras propostas de felicidade, que nos procuram seduzir e atrair… Há deuses que gritam alto (em todos os canais de televisão?) a sua capacidade de nos oferecer uma felicidade imediata; há deuses que, como um terramoto, fazem tremer as nossas convicções e lançam por terra os valores que consideramos mais sagrados; há deuses que, com a força da tempestade, nos arrastam para atitudes de egoísmo, de prepotência, de injustiça, de comodismo, de ódio…"

5. "Temos consciência de que nos foi confiada a missão de saciar a fome do mundo? Aqueles que são deixados à margem dessa mesa onde se jogam os interesses e os destinos do mundo, que têm fome e sede de vida, de amor, de esperança, encontram em nós uma proposta credível e coerente que aponta no sentido de uma realidade de plenitude, de realização, de vida plena?"

terça-feira, 27 de dezembro de 2011

Os trabalhadores são os únicos patriotas deste País

Daniel Oliveira in EXPRESSO, segunda-feira, 26 de Dezembro de 2011
O Instituto de Tecnologia Química e Biológica (ITQB) da Universidade Nova de Lisboa está, como quase todos os centros de investigação, sem dinheiro. Os cortes cegos do ministro Crato, que tanta gente parece elogiar, foi a gota de água num copo cheio de problemas antigos e começa a fazer-se sentir no mais básico dos básicos. Resultado: o sofisticado sistema de refrigeração do edifício do ITQB, fundamental para o funcionamento das máquinas ali utilizadas, não podia ser renovado depois de uma avaria dos chillers. Se nada se fizesse perder-se-iam centenas de milhares de euros em equipamento e o trabalho científico ficaria paralisado.
Para resolver o problema o diretor da instituição fez um apelo pouco usual aos trabalhadores: que os funcionários doassem dinheiro, tendo mesmo sugerido, talvez meio a brincar, que prescindissem da metade que restava seu subsidio de Natal e o entregassem para pagar uma despesa de manutenção que cabe ao Estado. É também para este trabalho, fundamental para o nosso desenvolvimento, e não para o BPN e para cobrir benefícios fiscais à banca, que pagamos impostos. Apesar de não serem obrigados a faze-lo, 342 doadores (na sua maioria trabalhadores, colaboradores e bolseiros) entregaram 69 mil euros ao ITQB. As funcionárias responsáveis pela lavagem de material e equipamento, que não tinham folga para isso, fizeram rifas e conseguiram mil euros.
Sobre este assunto, quero apenas dizer duas coisas.

Não é suportável para quem trabalha continuar, para além de todos os sacrifícios que já lhes são exigidos, a retirar o pouco que lhes sobra para poderem continuar a trabalhar. Não é justo que sejam os investigadores a pagar aquilo de que todos beneficiamos. Não é justo que trabalhar já seja visto como um privilégio pelo qual temos de pagar. Não é saudável que os trabalhadores deem parte do seu salário, mesmo que voluntariamente, até porque nunca saberemos como será a reação do empregador quando disseram que já não podem dar mais. Não é assim que as coisas devem funcionar.
Seja como for, este é mais um exemplo para mostrar quem, neste País, está disposto a tudo para nos tirar da crise. Não é a banca, que não hesita a despachar os seus fundos de pensões para o Estado e, depois disso, a receber em troca créditos fiscais, pagando ainda menos impostos do que paga. Não são as grandes empresas nacionais, como a EDP, que apesar de lucros brutais carrega, ano a após ano, ainda mais a nossa factura energética, obrigando-nos a pagar a eletricidade mais cara da Europa. Ou como a PT, que muda a data de distribuição de dividendos para não pagar impostos. Não é o governo, que no País mais desigual da Europa exige sacrifícios aos que já não têm folga e continua a encher o Estado de boys sem currículo. Os únicos patriotas são os trabalhadores, os desempregados e os reformados. Os únicos com amor suficiente ao que fazem para oferecer o que lhes pertence para tentar salvar o futuro de Portugal.

Num tempo em que os portugueses se dedicam à autoflagelação ou que são diariamente insultados na televisão - como se tivessem tido, nos últimos anos, uma "vida fácil" (quem foi que disse, quem foi? Uma pista: trabalha ali p'rós lados dos pastéis de Belém. E ainda outra: foi eleito por cerca de 25%, um quarto apenas, dos eleitores), vale a pena recordar que não é por causa dos trabalhadores portugueses que temos problemas de produtividade. Que não é por causa do contribuinte que estamos endividados. Que não é por causa de nós que a nossa economia é ineficiente. Que não é por causa dos funcionários públicos que o Estado funciona mal. Que não é por causa dos professores que a Escola Pública está aquém do que podia ser. Que não é por causa dos médicos e enfermeiros que o Serviço Nacional de Saúde tem problemas de gestão financeira. Que não é por causa dos investigadores que não somos competitivos. Os trabalhadores do ITQB mostraram mais uma vez que os trabalhadores que temos não merecem as elites que os comandam.