Vão surgindo sinais que dignificam e que voltam a colocar no centro a pessoa. É o caso da “prescrição social”, transplantada do Reino Unido para Portugal pelo médico de família Cristiano Figueiredo. Para saber mais, clicar AQUI.
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
quinta-feira, 20 de março de 2025
REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITÇÃO/ACÇÃO: Que morramos saciados de vida…
quarta-feira, 30 de outubro de 2024
LIVRO&LEITURA: O Sonho de uma Nova Manhã
AQUI donde transcrevo a sua sinopse; assim:
"Que futuro para a Igreja Católica? Dando continuidade à reflexão iniciada em A Tarde do Cristianismo, Tomáš Halík, sob a forma de uma série de cartas a Rafael, papa imaginado que em sonhos o visita, esforça-se neste seu novo livro por apontar profeticamente caminhos possíveis a uma Igreja ainda a despedir-se de uma forma de ser e estar hoje desajustada do mundo.
segunda-feira, 25 de julho de 2022
COMEMORAÇÃO/EFEMERIDE: Dia dos AVÓS
- Quando o avô perguntou ao neto: “Você já olhou de verdade para as suas mãos? AQUI.
- Ouçam os avós e respeitem as raízes familiares, pede o Papa Francisco AQUI.
- Avós que cuidam de seus netos deixam marcas em suas almas AQUI.
- Oração dos avós e dos idosos AQUI.
- Os avós, pontos de referência essenciais para as crianças AQUI.
- “Kit Pastoral” para ajudar a celebrar o Dia dos Avós e dos Idosos AQUI.
- AVÓS E IDOSOS DEVEM SER ARTÍFICES DA REVOLUÇÃO DA TERNURA AQUI.
- Dia dos Avós 2022. É preciso “dar ouvidos à sabedoria dos anos”, diz o Papa AQUI e AQUI.
- Os seus corpos repousam em paz e o seu nome vive através das gerações AQUI.
segunda-feira, 19 de julho de 2021
ARENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: «Desça a vossa paz sobre ela»
Esta jornada em Assis ajudou-nos a ter mais consciência dos nossos compromissos religiosos. Mas também deu ao mundo, que nos olha através dos media, uma maior consciência da responsabilidade de cada religião pelos problemas da guerra e da paz. Talvez nunca na história tenha sido tão evidente para todos a relação intrínseca entre uma atitude religiosa autêntica e o grande bem que é a paz. Que peso terrível para os ombros humanos! Mas, ao mesmo tempo, que vocação maravilhosa e exaltante! Embora a oração já seja uma ação, não nos dispensa de trabalhar pela paz. Dessa forma, agimos como arautos da consciência moral da humanidade, que deseja a paz e precisa da paz.
Não há paz sem um amor apaixonado pela paz. Não há paz sem uma vontade feroz de realizar a paz. A paz espera os seus profetas. Juntos, enchemos os olhos de visões de paz, que libertam energias para uma nova linguagem de paz, para novos gestos de paz, que quebrem as correntes fatais das divisões herdadas da história ou geradas pelas ideologias modernas. A paz espera os seus construtores. Estendamos a mão aos nossos irmãos e às nossas irmãs, encorajando-os a construírem a paz sobre os quatro pilares da verdade, da justiça, do amor e da liberdade. A paz é um estaleiro aberto a todos e não apenas aos especialistas, aos sábios e aos estrategas. A paz é uma responsabilidade universal, que passa por mil pequenos atos da vida quotidiana: pela sua forma quotidiana de viverem com os outros, os homens fazem a sua escolha pela paz ou contra a paz. [...]
Devemos continuar a fazer em cada dia da nossa vida o que fizemos hoje em Assis: rezar e dar testemunho do nosso compromisso com a paz. Porque o que fizemos hoje é vital para o mundo. A oração é essencial para o mundo continuar a existir, para os homens e as mulheres nele sobreviverem.
São João Paulo II (1920-2005), papa, Alocução no encontro inter-religioso em Assis, 27/10/86 (trad. © copyright Libreria Editrice Vaticana)
segunda-feira, 24 de maio de 2021
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Quanta alegria nos é possível?
Como cantava Leonard Cohen, «love is not a victory march: it’s a cold and it’s a broken “Halleluja”». A exultação pascal é filha do amor, e o amor, quando verdadeiro, não é uma marcha triunfal. Ainda não, por agora. O amor é empastado de felicidade e de sacrifício, em simultâneo, incindivelmente. O tempo da História é ainda o tempo de um aleluia muitas vezes «frio e despedaçado». Um aleluia firmemente desejado, consciente, ferido pelas provações da vida, e todavia pleno de confiança, porque animado por uma esperança invencível. Para saber mais clicar AQUI.
quarta-feira, 19 de maio de 2021
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Diálogo entre Ciência Fé
A ciência assenta na lógica das coisas. Essas podem ser mais ou menos complexas. Por exemplo, Einstein acreditava na simplicidade das formulações físicas, daí que tivesse alguma dificuldade com a física quântica, mas independentemente de tudo, ainda que a lógica desafie a lógica… é sempre lógico. Bom, daí que compreenda a dificuldade em perceber a teologia no âmbito de um diálogo entre ciência e fé. Para saber mais clicar AQUI.
terça-feira, 11 de maio de 2021
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Livro: Palavra que equivale a dizer amor e que os povos deviam pedir como pedem pão
Os livros têm os mesmos inimigos do ser humano: o fogo, a humidade, os insetos, o tempo, o conteúdo. É por isso, por isso, cuidar do livro para que perdure no tempo, não se deteriore. Ao leitor cabe a tarefa da ocupar-se das necessidades do livro, de providenciar à sua integridade, evitando deturpá-lo, desperdiçá-lo, negligenciá-lo ou danificá-lo, dado que ele não sabe defender-se e depende totalmente das nossas atenções. Por fortuna há sempre o bom leitor a tornar bom o livro menos bom. Tornam melhor um jornal os redatores ou os assinantes? Um poema nunca está terminado, mas apenas incompleto, e os livros são as abelhas que transportam o pólen de uma inteligência à outra. Para saber mais clicar AQUI.
quarta-feira, 5 de maio de 2021
LIVRO&LEITURA: “No corpo do tempo”
Reflexões breves em palavras mas longas em conteúdo: é esta a proposta de “No corpo do tempo”, seleção de textos assinados pelo teólogo João Manuel Duque, publicados ao longo dos anos na revista “Mensageiro do Coração de Jesus”, e agora reunidos em volume recentemente publicado pela Frente e Verso. «"Breve", também, porque não deseja prender o leitor em discursos intermináveis, capazes de fazer a teologia fastidiosa ao leitor não profissional da mesma. "Longa", no entanto, se pensarmos no tanto que cada texto pode dar a pensar. Assim o leitor o deseje e procure», desafia a nota de apresentação. Leia um excerto AQUI.
quarta-feira, 28 de outubro de 2020
ESPIRITUALIDADE: «As portas das igrejas não são barreiras, mas membranas permeáveis» disponíveis para todos»
O papa acentuou hoje que «as portas das igrejas não são barreiras, mas membranas permeáveis, disponíveis para recolher o grito de todos». As atitudes que separam a oração do amor ao próximo constituem o que o papa qualificou de «ateísmo prático», porque «não reconhecer a pessoa humana como imagem de Deus é um sacrilégio, é uma abominação, é a pior ofensa que se pode levar ao templo e ao altar». Para saber mais clicara AQUI.
segunda-feira, 26 de outubro de 2020
ESPIRITUALIDADE: A grande dança
Ensina-nos, a visão completa da vida. Que não cessemos de saudar a cada dia o seu milagre assombroso e de o receber com coração humilde e consciente. Que não choremos apenas os abraços não dados, mas saibamos agradecer por todos aqueles que trocámos, cujo sentido e promessa esquecemos na distração dos dias. Para saber mais clicar AQUI.
segunda-feira, 5 de outubro de 2020
ESPIRITUALIDADE: Encíclica "Todos irmãos"
A nova «encíclica social» do papa Francisco AQUI.
Duas orações e oito frases marcantes de cada um dos oito capítulos AQUI.
De Desmond Tutu a Vinícius de Moraes. Curiosidades da encíclica sobre a fraternidade AQUI.
As principais citações da nova encíclica do Papa AQUI.
terça-feira, 11 de agosto de 2020
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: O perene paradoxo de perder para ganhar
quarta-feira, 18 de março de 2020
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITACÃO: Covid-19
terça-feira, 10 de março de 2020
ESPIRITUALIDADE: Da dignidade do cristianismo e da indignidade dos cristãos
No nosso século de pouca fé, de incredulidade largamente espalhada, julgamos o cristianismo pelos cristãos. Ao longo dos séculos anteriores, julgava-se a fé cristã sobretudo pela sua verdade eterna, pela sua doutrina e pelos seus mandamentos. Mas o nosso século está demasiado absorvido pelo homem e pelo humano. Os maus cristãos mascaram o cristianismo. Para saber mais clicar AQUI.
O cristianismo veio salvar os doentes não os saudáveis, os pecadores e não os justos. E o género humano, convertido ao cristianismo, é um doente e um pecador. A Igreja de Cristo não é chamada a organizar a vertente exterior da vida, a vencer o mal com violência. Pela sua natureza, o cristianismo não pode destruir o arbitrário, o mal na natureza humana, dado que reconhece a liberdade do homem. Para saber mais clicar AQUI.
III
A verdade divina do cristianismo, acolhida pelos homens, quebra-se na sua natureza pecadora, na sua consciência limitada. A revelação e a vida religiosa cristã, como toda a revelação e toda a vida religiosa, supõem não somente a existência de Deus, mas também a existência do homem. E este, ainda que esclarecido pela luz da graça procedente de Deus, acomoda ao seu olhar espiritual essa luz divina, impõe à revelação os limites da sua natureza e da sua consciência. Para saber mais clicar AQUI.
IV
Por causa da indignidade dos cristãos, esquecemos Cristo, deixámos de vê-lo. O renascimento cristão será, também, antes de mais, uma chamada a Cristo, à sua Verdade, libertada de todas as deformações e adaptações humanas. Para saber mais clicar AQUI.
quarta-feira, 26 de fevereiro de 2020
LIVRO&LEITURA: “Das cinzas, a vida”
quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
LIVRO&LEITURA: “Silêncio, o mestre dos mestres”
terça-feira, 4 de fevereiro de 2020
LIVRO&LEITURA: “Dom e perdão – Por uma ética da compaixão”
terça-feira, 24 de setembro de 2019
BONDADE
quarta-feira, 19 de junho de 2019
ESPIRITUALIDADE: O segredo da cidade bósnia onde jamais houve um divórcio
domingo, 19 de maio de 2019
PALAVRA de DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!
5. Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
«Agora foi glorificado o Filho do homem
e Deus glorificado n’Ele.
Se Deus foi glorificado n’Ele,
Deus também O glorificará em Si mesmo e glorificá-l’O-á sem demora.
Meus filhos, é por pouco tempo que ainda estou convosco. Dou-vos um mandamento novo:
que vos ameis uns aos outros. Como Eu vos amei,
amai-vos também uns aos outros.
Nisto conhecerão todos que sois meus discípulos:
se vos amardes uns aos outros».
Estamos na fase final da caminhada histórica do “Messias”. Aproxima-se a “Hora”, o momento em que vai nascer – a partir do testemunho do amor total cumprido na cruz – o Homem Novo e a nova comunidade.
O contexto em que este trecho nos coloca é o de uma ceia, na qual Jesus Se despede dos discípulos e lhes deixa as últimas recomendações. Jesus acabou de lavar os pés aos discípulos (cf. Jo 13,1-20) e de anunciar à comunidade desconcertada a traição de um do grupo (cf. Jo 13,21-30); nesses quadros, está presente o seu amor (que se faz serviço simples e humilde no episódio da lavagem dos pés e que se faz amor que não julga, que não condena, que não limita a liberdade e que se dirige até ao inimigo mortal, na referência a Judas, o traidor). Em seguida, Jesus vai dirigir aos discípulos palavras de despedida; essas suas palavras – resumo coerente de uma vida feita de amor e partilha – soam a testamento final. Trata-se de um momento muito solene; é a altura em que não há tempo nem disposição para “conversa fiada”: aproxima-se o fim e é preciso recordar aos discípulos aquilo que é mesmo fundamental na proposta cristã.
O texto divide-se em duas partes. Na primeira parte (vers. 31-32), Jesus interpreta a saída de Judas, que acabou de deixar a sala onde o grupo está reunido, para ir entregar o “mestre” aos seus inimigos. A morte é, portanto, uma realidade bem próxima… Jesus explica, na sequência, que a sua morte na cruz será a manifestação da sua glória e da glória do Pai. O termo “doxa” aqui utilizado traduz o hebraico
“kabod” que pode entender-se como “riqueza”, “esplendor”. A “riqueza”, o “esplendor” do Pai e de Jesus manifesta-se, portanto, no amor que se dá até ao extremo, até ao dom total. É que a “glória” do Pai e de Jesus não se manifesta no triunfo espectacular ou na violência que aniquila os maus, mas manifesta-se na vida dada, no amor oferecido até ao extremo. A entrega de Jesus na cruz vai manifestar a todos os homens a lógica de Deus e mostrar a todos como Deus é: amor radical, que se faz dom até às últimas consequências.
Qual é, portanto, a última palavra de Jesus aos seus, o seu ensinamento fundamental?
“Amai-vos uns aos outros. Como Eu vos amei, vós deveis também amar-vos uns aos outros”. O verbo “agapaô” (“amar”) aqui utilizado define, em João, o amor que faz dom de si, o amor até ao extremo, o amor que não guarda nada para si mas é entrega total e absoluta. O ponto de referência no amor é o próprio Jesus (“como Eu vos amei”); as duas cenas precedentes (lavagem dos pés aos discípulos e despedida de Judas) definem a qualidade desse amor que Jesus pede aos seus: “amar” consiste em acolher, em pôr-se ao serviço dos outros, em dar-lhes dignidade e liberdade pelo amor (lavagem dos pés), e isso sem limites nem discriminação alguma, respeitando absolutamente a liberdade do outro (episódio de Judas). Jesus é a norma, não com palavras, mas com actos; mas agora traduz em palavras os seus actos precedentes, para que os discípulos tenham uma referência.
O amor (igual ao de Jesus) que os discípulos manifestam entre si será visível para
todos os homens (vers. 35). Esse será o distintivo da comunidade de Jesus. Os discípulos de Jesus não são os depositários de uma doutrina ou de uma ideologia, ou os observantes de leis, ou os fiéis cumpridores de ritos; mas são aqueles que, pelo amor que partilham, vão ser um sinal vivo do Deus que ama. Pelo amor, eles serão no mundo sinal do Pai.
Considerar, na reflexão da Palavra, as seguintes linhas:
♦ A proposta cristã resume-se no amor. É o amor que nos distingue, que nos identifica; quem não aceita o amor, não pode ter qualquer pretensão de integrar a comunidade de Jesus. O que é que está no centro da nossa experiência cristã? A nossa religião é a religião do amor, ou é a religião das leis, das exigências, dos ritos externos? Com que força nos impomos no mundo – a força do amor, ou a força da autoridade prepotente e dos privilégios?
♦ Falar de amor hoje pode ser equívoco… A palavra “amor” é, tantas vezes, usada para definir comportamentos egoístas, interesseiros, que usam o outro, que fazem mal, que limitam horizontes, que roubam a liberdade… Mas o amor de que Jesus fala é o amor que acolhe, que se faz serviço, que respeita a dignidade e a liberdade do outro, que não discrimina nem marginaliza, que se faz dom total (até à morte) para que o outro tenha mais vida. É este o amor que vivemos e que partilhamos?
♦ Por um lado, a comunidade de Jesus tem de testemunhar, com gestos concretos, o amor de Deus; por outro, ela tem de demonstrar que a utopia é possível e que os homens podem ser irmãos. É esse o nosso testemunho de comunidade cristã ou religiosa? Nos nossos comportamentos e atitudes uns para com os outros, os homens descobrem a presença do amor de Deus no mundo? Amamos mais do que os outros e interessamo-nos mais do que eles pelos pobres e pelos que sofrem?