"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























sábado, 25 de março de 2023

(in)PRENSA semanal (18-03-2023 a 24-03-2023): a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSAsemanal: a minha selecção!" que aí virão.


Porque é que o Nestum custa 2,4€ no Continente (com desconto) e 1.69€ na mercearia?
O carro para as massas de Musk acabou de ser anunciado… pela Volkswagen
Isto é o que acontece quando o seu telefone o está a espiar
18 de março: há 9 anos, Putin começou a anexação da Ucrânia
Um encontro de ditadores
Xi visita Putin. Que papel pode ter a China na guerra na Ucrânia?
https://rr.sapo.pt/artigo/324504/xi_visita_putin_que_papel_pode_ter_a_china_na_guerra_na_ucrania
Há mais de 750 contratos públicos a menos de 1 euro
Mandado de detenção de Putin prolongará a guerra. Medvedev ameaça TPI com mísseis
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Morreu o empresário Rui Nabeiro
"Aproximando-me do fim e a minha saudade era de poder viver mais tempo". O legado de Rui Nabeiro em 10 frases
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O homem que pôs Campo Maior no mapa
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Rui Nabeiro 1931-2023. O homem “que do nada fez um império”
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Rui Miguel Nabeiro. Quem é o sucessor do império Delta?
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Os bancos e a confiança
"Os russos suportarão condições que outros países simplesmente não aguentam. O Exército de Moscovo aparenta poder continuar indefinidamente"
A Misericórdia e o homem que sabe chorar
A UE e o protecionismo americano
Ucrânia ajuda a criar um caça “invisível”. Eis as primeiras imagens
IA pode acabar com estas 80 profissões em menos de cinco anos

quarta-feira, 22 de março de 2023

FILME&CINEMA: “In viaggio”

A 16.ª Festa do Cinema Italiano apresenta “In viaggio”, documentário de 80 minutos realizado em 2022 pelo cineasta Gianfranco Rosi, em torno às 37 viagens apostólicas realizadas pelo papa Francisco. Combinando, com um conseguido “mash-up”, material de arquivo do Vaticano com filmagens inéditas do realizador, convidado para seguir algumas das missões papais, “In viaggio” segue uma linha precisa que se centra nos temas do pontificado de Francisco. Para saber mais clicar AQUI.

terça-feira, 21 de março de 2023

(in)PRENSA semanal (18-02-2023 a 24-02-2023): a minha selecção!

 Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSAsemanal: a minha selecção!" que aí virão.



Marcelo condecorou empresário que deve dois milhões ao Fisco
Divulgadas imagens do Titanic nunca antes vistas
Os insectos estão a desaparecer por todo o mundo. É uma catástrofe à vista para os humanos
Bactéria obrigou ao abate de 10 mil espécies vegetais no Porto
Republicanos sob fogo por se oporem à proibição do casamento infantil
O que são as “luzes misteriosas” vistas no céu da Europa?
Será pássaro? Será drone? Não, mas ave espiã será certamente
“Glaciar do Juízo Final”. Cientistas fazem descoberta alarmante
“No ambiente cultural fala-se de causas, mas falta dimensão espiritual”
Os franceses e a idade da reforma
Corrida ao ouro branco. Portugal já é o sétimo maior produtor mundial
Presidente da Moldova revela plano russo para derrubar o seu governo
“A lógica russa de confrontação é deliberada. O regime precisa de um inimigo externo"
“O futuro não será favorável a Portugal se continuarmos como um país adolescente e do Instagram"
Joe Biden faz visita surpresa a Kiev. EUA anunciam novo pacote de ajuda militar e sanções
Embaixada da Turquia em Portugal recusou roupa em segunda mão para vítimas do sismo
Ângela engravida do marido, que morreu há 3 anos. É o primeiro caso em Portugal
Auchan está a enviar mantimentos para o exército russo
“É um pouco suspeito”. Pais de jovem que diz ser Maddie recusaram teste de ADN
Siza Vieira na Bienal de Arquitetura de Veneza a convite do Vaticano
Presa pelos russos em Mariupol e grávida em cativeiro. Marina acredita na vida, mas não na paz
As cinco frases marcantes do discurso de Putin sobre a guerra
Turquia: uma tarefa gigantesca
Espionagem “sem precedentes” na Austrália
Quais os melhores países para se criar os filhos?
“Não há tomates, comam nabos!” Porque é que faltam legumes no Reino Unido?
Um ano de guerra. O que correu mal à Rússia e o que ainda vem aí
CGD denuncia ao MP transferências avultadas para Sócrates
Dois pastéis portugueses eleitos os melhores bolos do mundo
Escutas revelam pagamentos do Benfica a jogadores do Vitória de Setúbal
Medvedev ameaça com invasão total da Ucrânia e da Polónia
Os livros imprescindíveis para compreender a guerra dos nossos dias

segunda-feira, 20 de março de 2023

MUSICOTERAPIA: Tom Waits, o cantautor dos perdidos [Vídeo]

A 6 de março de 1973, há cinquenta anos, Tom Waits publicou “Closing time”, o seu primeiro álbum. A estreia artística do cantautor californiano de 23 anos não teve grande sucesso. Mas desde então Waits adquiriu um núcleo de admiradores fiéis que nunca o abandonariam. Com o passar do tempo o séquito do inconfundível artista torna-se cada vez mais internacional, vasto e aficionado, mas sem nunca se tornar uma estrela mundial e comercial. Waits é assim: ou se o ama em tudo ou é considerado insuportável. Com ele não se admitem meias medidas: a sua voz rouca parece saída diretamente dos fumos e dos whiskeys de um pub; os textos narram as vidas, sempre no limite, de desgraçados perdidos. 

Saiba mais

CINEMA&FILME: “A Oeste nada de novo”

 

Cinema: “A Oeste nada de novo” [Vídeo]

 

“A Oeste nada de novo” não introduz, decerto, um ponto de vista “inédito” do conflito no grande ecrã, mas a sua força reside numa narração compacta, lúcida e incomodativamente realista, que focaliza o sonho estilhaçado, disperso, de uma juventude a quem foi subtraído o futuro. Um filme de matriz história que se ergue como manifesto contra todo o conflito. Obra de grande impacto, a não esquecer.

Saiba mais AQUI.

domingo, 19 de março de 2023

PALAVRA de DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!

Considerando:

1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, profética" AQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesial" AQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontro" AQUI
5. Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6. Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
7. Papa mais,  pede aos padres para falarem ao «coração» e não fazerem «homilias demasiado intelectuais». Par saber mais, clicar AQUI.
8. Porquê ir à missa ao domingo? Ler AQUI.
9. O que é que se faz para que a Eucaristia dominical seja algo de vital, de verdadeiramente comunitário, capaz de permitir o reconhecimento recíproco e uma autêntica fraternidade para quantos nela participam? Ler&saber AQUI.
10. Os 8 conselhos dos santos para amar a Eucaristia AQUI.  
11.  Os 11 conselhos para viver a Missa mais profundamente AQUI.
12. Papa Francisco pede aos padres: façam homilias mais curtas AQUI.
13. A atenção daqueles que estão ao serviço da Palavra que devem, também, preparar-se convenientemente, a fim de que a Palavra se torne atraente e chegue ao coração dos que a escutam. . . É assim que procedem aqueles a quem a Igreja confia o serviço da Palavra? (Dehonianos, 20 Outubro 2019)

Então:
Tema do 4º Domingo da Quaresma - Ano A
As leituras deste Domingo propõem-nos o tema da "luz". Definem a experiência cristã como "viver na luz".
No Evangelho, Jesus apresenta-se como "a luz do mundo"; a sua missão é libertar os homens das trevas do egoísmo, do orgulho e da auto-suficiência. Aderir à proposta de Jesus é enveredar por um caminho de liberdade e de realização que conduz à vida plena. Da acção de Jesus nasce, assim, o Homem Novo - isto é, o Homem elevado às suas máximas potencialidades pela comunicação do Espírito de Jesus.
Na segunda leitura, Paulo propõe aos cristãos de Éfeso que recusem viver à margem de Deus ("trevas") e que escolham a "luz". Em concreto, Paulo explica que viver na "luz" é praticar as obras de Deus (a bondade, a justiça e a verdade).
A primeira leitura não se refere directamente ao tema da "luz" (o tema central na liturgia deste domingo). No entanto, conta a escolha de David para rei de Israel e a sua unção: é um óptimo pretexto para reflectirmos sobre a unção que recebemos no dia do nosso Baptismo e que nos constituiu testemunhas da "luz" de Deus no mundo.
EVANGELHO - Jo 9,1-41
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São João
Naquele tempo,
Jesus encontrou no seu caminho um cego de nascença.
Os discípulos perguntaram-Lhe:
«Mestre, quem é que pecou para ele nasceu cego?
Ele ou os seus pais?
Jesus respondeu-lhes:
«Isso não tem nada que ver com os pecados dele ou dos pais;
mas aconteceu assim
para se manifestarem nele as obras de Deus.
É preciso trabalhar, enquanto é dia,
nas obras d'Aquele que Me enviou.
Vai cegar a noite, em que ninguém pode trabalhar.
Enquanto Eu estou no mundo, sou a luz do mundo».
Dito isto, cuspiu em terra,
fez com a saliva um pouco de lodo e ungiu os olhos do cego.
Depois disse-lhe:
«Vai lavar-te à piscina de Siloé»; Siloé quer dizer «Enviado».
Ele foi, lavou-se e ficou a ver.
Entretanto, perguntavam os vizinhos
e os que antes o viam a mendigar:
«Não é este o que costumava estar sentado a pedir esmola?»
Uns diziam: «É ele».
Outros afirmavam: «Não é. É parecido com ele».
Mas ele próprio dizia: «Sou eu».
Perguntaram-lhe então:
«Como foi que se abriram os teus olhos?»
Ele respondeu:
«Esse homem, que se chama Jesus, fez um pouco de lodo,
ungiu-me os olhos e disse-me:
'Vai lavar-te à piscina de Siloé'.
Eu fui, lavei-me e comecei a ver».
Perguntaram-lhe ainda: «Onde está Ele?»
O homem respondeu: «Não sei».
Levaram aos fariseus o que tinha sido cego.
Era sábado esse dia em que Jesus fizeram lodo
e lhe tinha aberto os olhos.
Por isso, os fariseus perguntaram ao homem
como tinha recuperado a vista.
Ele declarou-lhes: «Jesus pôs-me lodo nos olhos;
depois fui lavar-me e agora vejo».
Diziam alguns dos fariseus:
«Esse homem não vem de Deus, porque não guarda o sábado».
Outros observavam:
«Como pode um pecador fazer tais milagres?»
E havia desacordo entre eles.
Perguntaram então novamente ao cego:
«Tu que dizias d'Aquele que te deu a vista?»
O homem respondeu: «É um profeta».
Os judeus não quiseram acreditar
que ele tinha sido cego e começara a ver.
Chamaram então os pais dele e perguntaram-lhes:
«É este o vosso filho? É verdade que nasceu cego?
Como é que agora vê?»
Os pais responderam:
«Sabemos que este é o nosso filho e que nasceu cego;
mas não sabemos como é que ele agora vê,
nem sabemos quem lhe abriu os olhos.
Ele já tem idade para responder: perguntai-lho vós».
Foi por medo que eles deram esta resposta,
porque os judeus tinham decidido expulsar da sinagoga
quem reconhecesse que Jesus era o Messias.
Por isso é que disseram:
«Ele já tem idade para responder; perguntai-lho vós».
Os judeus chamaram outra vez o que tinha sido curado
e disseram-lhe: «Dá glória a Deus.
Nós sabemos que esse homem é pecador».
Ele respondeu: «Se é pecador, não sei.
O que sei é que eu era cego e agora vejo».
Perguntaram-lhe então:
«Que te fez Ele? Como te abriu os olhos?»
O homem replicou:
«Já vos disse e não destes ouvidos.
Porque desejais ouvi-lo novamente?
Também quereis fazer-vos seus discípulos?»
Então insultaram-no e disseram-lhe:
«Tu é que és seu discípulo; nós somos discípulos de Moisés;
mas este, nem sabemos de onde é».
O homem respondeu-lhes:
«Isto é realmente estranho: não sabeis de onde Ele é,
mas a verdade é que Ele me deu a vista.
Ora, nós sabemos que Deus não escuta os pecadores,
mas escuta aqueles que O adoram e fazem a sua vontade.
Nunca se ouviu dizer que alguém tenha aberto os olhos
a um cego de nascença.
Se Ele não viesse de Deus, nada podia fazer».
Replicaram-lhe então eles:
«Tu nasceste inteiramente em pecado e pretendes ensinar-nos?»
E expulsaram-no.
Jesus soube que o tinham expulsado
e, encontrando-o, disse-lhe:
«Tu acreditas no Filho do homem?»
Ele respondeu-Lhe:
«Senhor, quem é Ele, para que eu acredite?»
Disse-lhe Jesus;
«Já O viste: é Quem está a falar contigo».
O homem prostrou-se diante de Jesus e exclamou:
«Eu creio, Senhor».
Então Jesus disse-lhe:
«Eu vim para exercer um juízo:
os que não vêem ficarão a ver;
os que vêem ficarão cegos».
Alguns fariseus que estavam com Ele, ouvindo isto,
perguntaram-Lhe:
«Nós também somos cegos?»
Respondeu-lhes Jesus:
«Se fôsseis cegos, não teríeis pecado.
Mas como agora dizeis: 'Não vemos',
o vosso pecado permanece».
AMBIENTE
Já vimos, na semana passada, que o Evangelho segundo João procura apresentar Jesus como o Messias, Filho de Deus, enviado pelo Pai para criar um Homem Novo. Também vimos que, no chamado "Livro dos Sinais" (cf. Jo 4,1-11,56), o autor apresenta - recorrendo aos "sinais" da água (cf. Jo 4,1-5,47), do pão (cf. Jo 6,1-7,53), da luz (cf. Jo 8,12-9,41), do pastor (cf. Jo 10,1-42) e da vida (cf. Jo 11,1-56) - um c
onjunto de catequeses sobre a acção criadora do Messias.
O nosso texto é, exactamente, a terceira catequese (a da luz) do "Livro dos Sinais": através do "sinal" da "luz", o autor vai descrever a acção criadora e vivificadora de Jesus. A catequese sobre a "luz" é colocada no contexto da "Festa de Sukkot" (a festa das colheitas); um dos ritos mais populares dessa festa era, exactamente, a iluminação dos quatro grandes candelabros do átrio das mulheres, no Templo de Jerusalém.
No centro do quadro aparece-nos (além de Jesus) um cego. Os "cegos" faziam parte do grupo dos excluídos da sociedade palestina de então. As deficiências físicas eram consideradas - pela teologia oficial - como resultado do pecado (os rabbis da época chegavam a discutir de onde vinha o pecado de alguém que nascia com uma deficiência: se o defeito era o resultado de um pecado dos pais, ou se era o resultado de um pecado cometido pela criança no ventre da mãe).
Segundo a concepção da época, Deus castigava de acordo com a gravidade da culpa. A cegueira era considerada o resultado de um pecado especialmente grave: uma doença que impedisse o homem de estudar a Lei era considerada uma maldição de Deus por excelência. Pela sua condição de impureza notória, os cegos eram impedidos de servir de testemunhas no tribunal e de participar nas cerimónias religiosas no Templo.
MENSAGEM
O nosso texto não é uma reportagem jornalística sobre a cura de um cego; mas é uma catequese, na qual se apresenta Jesus como a "luz" que veio iluminar o caminho dos homens. O "cego" da nossa história é um símbolo de todos os homens e mulheres que vivem na escuridão, privados da "luz", prisioneiros dessas cadeias que os impedem de chegar à plenitude da vida. A reflexão apresenta-se em vários quadros.
No primeiro quadro (vers. 2-5), Jesus apresenta-se como "a luz do mundo". Jesus e os discípulos estão diante de um cego de nascença. De acordo com a teologia da época, o sofrimento era sempre resultado do pecado; por isso, os discípulos estavam preocupados em saber se foi o cego que pecou ou se foram os seus pais. Jesus desmonta esta perspectiva e nega qualquer relação entre pecado e sofrimento. No entanto, a ocasião é propícia para ir mais além; e Jesus aproveita-a para mostrar que a missão que o Pai lhe confiou é ser "a luz do mundo" e encher de "luz" a vida dos que vivem nas trevas.
No segundo quadro (vers. 6-7), Jesus passa das palavras aos actos e prepara-se para dar a "luz" ao cego. Começa por cuspir no chão, fazer lodo com a saliva e ungir com esse lodo os olhos do cego. O gesto de fazer lodo reproduz, evidentemente, o gesto criador de Deus de Gn 2,7 (quando Deus amassou o barro e modelou o homem). A saliva transmitia, pensava-se, a própria força ou energia vital (equivale ao sopro de Deus, que deu vida a Adão - cf. Gn 2,7). Assim, Jesus juntou ao barro a sua própria energia vital, repetindo o gesto criador de Deus. A missão de Jesus é criar um Homem Novo, animado pelo Espírito de Jesus.
No entanto, a cura não é imediata: requer-se a cooperação do enfermo. "Vai lavar-te na piscina de Siloé" - diz-lhe Jesus. A disponibilidade do cego em obedecer à ordem de Jesus é um elemento essencial na cura e sublinha a sua adesão à proposta que Jesus lhe faz. A referência ao banho na piscina do "enviado" (o autor deste texto tem o cuidado de explicar que Siloé significa "enviado") é, evidentemente, uma alusão à água de Jesus (o enviado do Pai), essa água que torna os homens novos, livres das trevas/escravidão. A comunidade joânica pretenderá, certamente, fazer aqui uma catequese sobre o baptismo: quem quiser sair das trevas para viver na luz, como Homem Novo, tem de aceitar a água do baptismo - isto é, tem de optar por Jesus e acolher a proposta de vida que Ele oferece.
Depois, o autor do texto coloca em cena várias personagens; essas personagens vão assumir representar vários papéis e assumir atitudes diversas diante da cura do cego.
Os primeiros a ocupar a cena são os vizinhos e conhecidos do cego (vers. 8-12). A imagem do cego, dependente e inválido, transformado em homem livre e independente, leva os seus concidadãos a interrogar-se. Percebem que de Jesus vem o dom da vida em plenitude; talvez anseiem pelo encontro com Jesus, mas não se atrevem a dar o passo definitivo (ir ao encontro de Jesus) para ter acesso à "luz". Representam aqueles que que percebem a novidade da proposta que Jesus traz, que sabem que essa proposta é libertadora, mas que vivem na inércia, no comodismo e não estão dispostos a sair do seu "cantinho", do seu mundo limitado, para ir ao encontro da "luz".
Um outro grupo que aparece em cena é o dos fariseus (vers. 13-17). Eles sabem perfeitamente que Jesus oferece a "luz"; mas recusam-na liminarmente. Para eles, interessa continuar com o esquema das "trevas". Representam aqueles que têm conhecimento da novidade de Jesus, mas não estão dispostos a acolhê-la. Sentem-se mais confortáveis nos seus esquemas de escravidão e auto-suficiência e não estão dispostos a renunciar às "trevas". Mais: opõem-se decididamente à "luz" que Jesus oferece e não aceitam que alguém queira sair da escravidão para a liberdade. Quando constatam que o homem curado por Jesus não está disposto a voltar atrás e a regressar aos esquemas de escravidão, expulsam-no da sinagoga: entre as "trevas" (que os dirigentes querem manter) e a "luz" (que Jesus oferece), não pode haver compromisso.
Depois, aparecem em cena os pais do cego (vers. 18-23). Eles limitam-se a constatar o acontecimento (o filho nasceu cego e agora vê), mas evitam comprometer-se. Na sua atitude, transparece o medo de quem é escravo e não tem coragem de passar das "trevas" para a "luz". O texto explica, inclusive, que eles "tinham medo de ser expulsos da sinagoga". A "sinagoga" designava o local do encontro da comunidade israelita; mas designava, também, a própria comunidade do Povo de Deus. Ser expulso da "sinagoga" significava a excomunhão, o risco de ser declarado herege e apóstata, de perder os pontos de referência comunitários, o cair na solidão, no ridículo, no descrédito e na marginalidade. Preferem a segurança da ordem estabelecida - embora injusta e opressora - do que os riscos da vida livre. Representam todos aqueles que, por medo, preferem continuar na escravidão, não provocar os dirigentes ou a opinião pública, do que correr o risco de aceitar a proposta transformadora de Jesus.
Finalmente, reparemos no "percurso" que o homem curado por Jesus faz. Antes de se encontrar com Jesus, é um homem prisioneiro das "trevas", dependente e limitado. Depois, encontra-se com Jesus e recebe a "luz" (do encontro com Jesus resulta sempre uma proposta de vida nova para o homem). O relato descreve - com simplicidade, mas também de uma forma muito bela - a progressiva transformação que o homem vai sofrendo. Nos momentos imediatos à cura, ele não tem ainda grandes certezas (quando lhe perguntam por Jesus, responde: "não sei"; e quando lhe perguntam quem é Jesus, ele responde: "é um profeta"); mas a "luz" que agora brilha na sua vida vai-o amadurecendo progressivamente. Confrontado com os dirigentes e intimado a renegar a "luz" e a liberdade recebidas, ele torna-se, em dado momento, o homem das certezas, das convicções; argumenta com agilidade e inteligência, joga com a ironia, recusa-se a regressar à escravidão: mostra o homem adulto, maduro, lque percebem a novidade da proposta que Jesus traz, que sabem que essa proposta é libertadora, mas que vivem na inércia, no comodismo e não estão dispostos a sair do seu "cantinho", do seu mundo limitado, para ir ao encontro da "luz".
Um outro grupo que aparece em cena é o dos fariseus (vers. 13-17). Eles sabem perfeitamente que Jesus oferece a "luz"; mas recusam-na liminarmente. Para eles, interessa continuar com o esquema das "trevas". Representam aqueles que têm conhecimento da novidade de Jesus, mas não estão dispostos a acolhê-la. Sentem-se mais confortáveis nos seus esquemas de escravidão e auto-suficiência e não estão dispostos a renunciar às "trevas". Mais: opõem-se decididamente à "luz" que Jesus oferece e não aceitam que alguém queira sair da escravidão para a liberdade. Quando constatam que o homem curado por Jesus não está disposto a voltar atrás e a regressar aos esquemas de escravidão, expulsam-no da sinagoga: entre as "trevas" (que os dirigentes querem manter) e a "luz" (que Jesus oferece), não pode haver compromisso.
Depois, aparecem em cena os pais do cego (vers. 18-23). Eles limitam-se a constatar o acontecimento (o filho nasceu cego e agora vê), mas evitam comprometer-se. Na sua atitude, transparece o medo de quem é escravo e não tem coragem de passar das "trevas" para a "luz". O texto explica, inclusive, que eles "tinham medo de ser expulsos da sinagoga". A "sinagoga" designava o local do encontro da comunidade israelita; mas designava, também, a própria comunidade do Povo de Deus. Ser expulso da "sinagoga" significava a excomunhão, o risco de ser declarado herege e apóstata, de perder os pontos de referência comunitários, o cair na solidão, no ridículo, no descrédito e na marginalidade. Preferem a segurança da ordem estabelecida - embora injusta e opressora - do que os riscos da vida livre. Representam todos aqueles que, por medo, preferem continuar na escravidão, não provocar os dirigentes ou a opinião pública, do que correr o risco de aceitar a proposta transformadora de Jesus.
Finalmente, reparemos no "percurso" que o homem curado por Jesus faz. Antes de se encontrar com Jesus, é um homem prisioneiro das "trevas", dependente e limitado. Depois, encontra-se com Jesus e recebe a "luz" (do encontro com Jesus resulta sempre uma proposta de vida nova para o homem). O relato descreve - com simplicidade, mas também de uma forma muito bela - a progressiva transformação que o homem vai sofrendo. Nos momentos imediatos à cura, ele não tem ainda grandes certezas (quando lhe perguntam por Jesus, responde: "não sei"; e quando lhe perguntam quem é Jesus, ele responde: "é um profeta"); mas a "luz" que agora brilha na sua vida vai-o amadurecendo progressivamente. Confrontado com os dirigentes e intimado a renegar a "luz" e a liberdade recebidas, ele torna-se, em dado momento, o homem das certezas, das convicções; argumenta com agilidade e inteligência, joga com a ironia, recusa-se a regressar à escravidão: mostra o homem adulto, maduro, lque percebem a novidade da proposta que Jesus traz, que sabem que essa proposta é libertadora, mas que vivem na inércia, no comodismo e não estão dispostos a sair do seu "cantinho", do seu mundo limitado, para ir ao encontro da "luz".
Um outro grupo que aparece em cena é o dos fariseus (vers. 13-17). Eles sabem perfeitamente que Jesus oferece a "luz"; mas recusam-na liminarmente. Para eles, interessa continuar com o esquema das "trevas". Representam aqueles que têm conhecimento da novidade de Jesus, mas não estão dispostos a acolhê-la. Sentem-se mais confortáveis nos seus esquemas de escravidão e auto-suficiência e não estão dispostos a renunciar às "trevas". Mais: opõem-se decididamente à "luz" que Jesus oferece e não aceitam que alguém queira sair da escravidão para a liberdade. Quando constatam que o homem curado por Jesus não está disposto a voltar atrás e a regressar aos esquemas de escravidão, expulsam-no da sinagoga: entre as "trevas" (que os dirigentes querem manter) e a "luz" (que Jesus oferece), não pode haver compromisso.
Depois, aparecem em cena os pais do cego (vers. 18-23). Eles limitam-se a constatar o acontecimento (o filho nasceu cego e agora vê), mas evitam comprometer-se. Na sua atitude, transparece o medo de quem é escravo e não tem coragem de passar das "trevas" para a "luz". O texto explica, inclusive, que eles "tinham medo de ser expulsos da sinagoga". A "sinagoga" designava o local do encontro da comunidade israelita; mas designava, também, a própria comunidade do Povo de Deus. Ser expulso da "sinagoga" significava a excomunhão, o risco de ser declarado herege e apóstata, de perder os pontos de referência comunitários, o cair na solidão, no ridículo, no descrédito e na marginalidade. Preferem a segurança da ordem estabelecida - embora injusta e opressora - do que os riscos da vida livre. Representam todos aqueles que, por medo, preferem continuar na escravidão, não provocar os dirigentes ou a opinião pública, do que correr o risco de aceitar a proposta transformadora de Jesus.
Finalmente, reparemos no "percurso" que o homem curado por Jesus faz. Antes de se encontrar com Jesus, é um homem prisioneiro das "trevas", dependente e limitado. Depois, encontra-se com Jesus e recebe a "luz" (do encontro com Jesus resulta sempre uma proposta de vida nova para o homem). O relato descreve - com simplicidade, mas também de uma forma muito bela - a progressiva transformação que o homem vai sofrendo. Nos momentos imediatos à cura, ele não tem ainda grandes certezas (quando lhe perguntam por Jesus, responde: "não sei"; e quando lhe perguntam quem é Jesus, ele responde: "é um profeta"); mas a "luz" que agora brilha na sua vida vai-o amadurecendo progressivamente. Confrontado com os dirigentes e intimado a renegar a "luz" e a liberdade recebidas, ele torna-se, em dado momento, o homem das certezas, das convicções; argumenta com agilidade e inteligência, joga com a ironia, recusa-se a regressar à escravidão: mostra o homem adulto, maduro, livre, sem medo... É isso que a "luz" que Jesus oferece produz no homem. Finalmente, o texto descreve o estádio final dessa caminhada progressiva: a adesão plena a Jesus (vers. 35-38). Encontrando o ex-cego, Jesus convida-o a aderir ao "Filho do Homem" ("acreditas no Filho do Homem?" - vers. 35); a resposta do ex-cego é a adesão total: "creio, Senhor" (vers. 38). O título "Senhor" ("kyrios") era o título com que a comunidade cristã primitiva designava Jesus, o Senhor glorioso. Diz, ainda, o texto, que o ex-cego se prostrou e adorou Jesus: adorar significa reconhecer Jesus como o projecto de Homem Novo que Deus apresenta aos homens, aderir a Ele e segui-l'O.
Neste percurso está simbolicamente representado o "caminho" do catecúmeno. O primeiro passo é o encontro com Jesus; depois, o catecúmeno manifesta a sua adesão à "luz" e vai amadurecendo a sua descoberta... Torna-se, progressivamente, um homem livre, sem medo, confiante; e esse "caminho" desemboca na adesão total a Jesus, no reconhecimento de que Ele é o Senhor que conduz a história e que tem uma proposta de vida para o homem... Depois disto, ao cristão nada mais interessa do que seguir Jesus.
A missão de Jesus é aqui apresentada como criação de um Homem Novo. Deus criou o homem para ser livre e feliz; mas o egoísmo, o orgulho, a auto-suficiência, dominaram o coração do homem, prenderam-no num esquema de "cegueira" e frustraram o projecto de Deus. A missão de Jesus consistirá em destruir essa "cegueira", libertar o homem e fazê-lo viver na "luz". Trata-se de uma nova criação... Assim, da acção de Jesus irá nascer um Homem Novo, liberto do egoísmo e do pecado, vivendo na liberdade, a caminho da vida em plenitude.
ACTUALIZAÇÃO
Considerar, na reflexão, as seguintes propostas:
• Nós, os crentes, não podemos fechar-nos num pessimismo estéril, decidir que o mundo "está perdido" e que à nossa volta só há escuridão... No entanto, também não podemos esconder a cabeça na areia e dizer que tudo está bem. Há, objectivamente, situações, instituições, valores e esquemas que mantêm o homem encerrado no seu egoísmo, fechado a Deus e aos outros, incapaz de se realizar plenamente. O que é que, no nosso mundo, gera escuridão, trevas, alienação, cegueira e morte? O que é que impede o homem de ser livre e de se realizar plenamente, conforme previa o projecto de Deus?
• A catequese que João nos propõe hoje garante-nos: a realização plena do homem continua a ser a prioridade de Deus. Jesus Cristo, o Filho de Deus, veio ao encontro dos homens e mostrou-lhes a luz libertadora: convidou-os a renunciar ao egoísmo e auto-suficiência que geram "trevas", sofrimento, escravidão e a fazerem da vida um dom, por amor. Aderir a esta proposta é viver na "luz". Como é que eu me situo face ao desafio que, em Jesus, Deus me faz?
• O Evangelho deste domingo descreve várias formas de responder negativamente à "luz" libertadora que Jesus oferece. Há aqueles que se opõem decididamente à proposta de Jesus porque estão instalados na mentira e a "luz" de Jesus só os incomoda; há aqueles que têm medo de enfrentar as "bocas", as críticas, que se deixam manipular pela opinião dominante, e que, por medo, preferem continuar escravos do que arriscar ser livres; há aqueles que, apesar de reconhecerem as vantagens da "luz", deixam que o comodismo e a inércia os prendam numa vida de escravos... Eu identifico-me com algum destes grupos?
• O cego que escolhe a "luz" e que adere incondicionalmente a Jesus e à sua proposta libertadora é o modelo que nos é proposto. A Palavra de Deus convida-nos, neste tempo de Quaresma, a um processo de renovação que nos leve a deixar tudo o que nos escraviza, nos aliena, nos oprime - no fundo, tudo o que impede que brilhe em nós a "luz" de Deus e que impede a nossa plena realização. Para que a celebração da ressurreição - na manhã de Páscoa - signifique algo, é preciso realizarmos esta caminhada quaresmal e renascermos, feitos Homens Novos, que vivem na "luz" e que dão testemunho da "luz". O que é que eu posso fazer para que isso aconteça?
• Receber a "luz" que Cristo oferece é, também, acender a "luz" da esperança no mundo. O que é que eu faço para eliminar as "trevas" que geram sofrimento, injustiça, mentira e alienação? A "luz" de Cristo que os padrinhos me passaram no dia em que fui baptizado brilha em mim e ilumina o mundo?
BILHETE DE EVANGELHO.
A vida é conversão! Aquele que está na verdade vem à luz, diz Jesus a Nicodemos quando o vem encontrar de noite. Esta palavra também nos é dirigida. Fazer uma caminhada de reconciliação é fazer sempre a verdade. Receber o perdão é acolher sempre a luz. Mas antes de fazer esta caminhada, é preciso decidir voltar para Deus. Deus nunca se afastou de nós, não esqueçamos isso. Eis porque, antes de nos confessarmos, devemos confessar (= afirmar com outros) que Deus é Amor. Somos nós que nos afastamos de Deus. Tomamos distância em relação a Deus cada vez em que não amamos ou amamos mal. O pecado é tudo o que é contrário ao amor por Deus e pelos irmãos. Deus espera-nos. Demos-lhe a alegria de nos perdoar.
PALAVRA PARA O CAMINHO.
Um outro olhar... "Deus não vê à maneira dos homens, os homens vêem a aparência, mas o Senhor olha o coração". Uma Palavra para reajustar os nossos critérios de julgamento: Que olhar temos nós sobre as pessoas? Sobre os acontecimentos? Uma Palavra para nos alegrar também com as escolhas do nosso Pai que olha a verdade dos nossos corações!

e/ou nos vídeos AQUI e AQUI.

«Eu era cego e agora vejo»
A alma pobre em espírito reconhece as suas feridas, bem como as trevas das paixões que a rodeiam. Ela procura continuamente a redenção que lhe vem do Senhor. Carregando com as suas dores, não exulta com nenhum dos bens deste mundo, mas procura o único médico bom, não se confiando senão aos seus cuidados.
Como será então que esta alma ferida se tornará bela, graciosa e apta a viver com Cristo? Como, senão recuperando a sua antiga criação e reconhecendo claramente as suas feridas e a sua pobreza? Porque, se a alma não se comprazer nos seus ferimentos e nas marcas das suas paixões, se não ocultar as suas faltas, o Senhor não lhe imputará a causa do mal, mas virá cuidar dela, curá-la e restabelecer nela uma beleza impassível e incorruptível.
Mas a alma não pode ficar agarrada àquilo que fez, como se disse; não pode comprazer-se nas suas paixões, mas deve apelar ao Senhor com todas as suas forças, a fim de que Ele lhe dê o seu Espírito, liberto de todas as paixões. Esta alma será, pois, bem-aventurada
Mas infeliz da alma que não sente as suas feridas e que, movida por um grande vício e um endurecimento sem medida, não acredita ter em si mal algum. Esta alma não será visitada nem curada pelo bom médico, porque não O procura nem se preocupa com os seus ferimentos, considerando que se comporta bem e que está sã. Com efeito, está dito: «Não são os sãos que precisam de médico, mas os doentes» (Mt 9,12).
Homilia atribuída a São Macário (?-390), monge do Egipto, Cap. 100

O drama de pôr Deus contra o ser humano

Diante da alegria do homem “dado à luz”, que vê pela primeira vez o sol, o azul do céu e olhos da sua mãe, até as árvores, se pudessem, dançariam; até os rios bateriam palmas, diz o Salmo. Os fariseus, não. Não veem o cego iluminado, mas apenas um artigo violado: nada de milagres ao sábado. Hoje não se salvam vidas. É o repouso santo. Tendes seis dias para te fazeres curar, não ao sábado. Ao sábado Deus quer-nos cegos! Para saber mais clicar AQUI.

sábado, 18 de março de 2023

(in)PRENSA semanal (11-03-2023 a 17-03-2023): a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSAsemanal: a minha selecção!" que aí virão.



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