"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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segunda-feira, 20 de março de 2023

CINEMA&FILME: “A Oeste nada de novo”

 

Cinema: “A Oeste nada de novo” [Vídeo]

 

“A Oeste nada de novo” não introduz, decerto, um ponto de vista “inédito” do conflito no grande ecrã, mas a sua força reside numa narração compacta, lúcida e incomodativamente realista, que focaliza o sonho estilhaçado, disperso, de uma juventude a quem foi subtraído o futuro. Um filme de matriz história que se ergue como manifesto contra todo o conflito. Obra de grande impacto, a não esquecer.

Saiba mais AQUI.

segunda-feira, 28 de março de 2022

FILME&CINEMA: Óscares 2022

A Academia de Hollywood quebrou a traição e distinguiu uma produção para uma plataforma de streaming. "Coda" arrecada três estatuetas, ao todo. Para saber mais, clicar AQUI.

Ah, sim, os Óscars e a guerra. Zelensky não falou em direto e o mundo espera agora ansiosamente que Sean Penn cumpra a promessa de derreter as suas duas estatuetas douradas pelos papéis em “Milk” e “Mystic River”. Mas vamos lá à cerimónia: houve vencedores e vencidos, “CODA - No Ritmo do Coração” surpreendeu, a realização de “O Poder do Cão” valeu um prémio a Jane Campion, “Dune” arrebanhou as categorias técnicas, a animação foi encantada, a excelente Jessica Chastain foi premiada e Will Smith… Bem, Will Smith foi escolhido pelo desempenho em “King Richard” mas é muito provável que ninguém se recorde do discurso que fez e sim da estalada sonora que deu em Chris Rock. O anfitrião fez uma piada sobre a falta de cabelo de Jada Pinkett-Smith - a mulher de Will Smith tem uma doença autoimune -, o ator de “Ali” não gostou, subiu ao palco, deu uma bofetada no comediante, sentou-se novamente e deixou vários avisos no ar.

Do Melhor Ator ao Melhor Argumento Original, do que distingue “Duna” (seis Óscares) ao Melhor Filme de Animação, do Melhor Documentário ao Melhor Filme Internacional.

quinta-feira, 23 de janeiro de 2020

FILME&CINEMA: “Jojo rabbit”

O ponto de força do filme é a veia satírica, que chega ao limite da caricatura, com que são apresentadas as deformações ideológicas, a sinistra propaganda e as manias do nazismo. A realização exacerba estes aspetos, desenhando personagens surreais. As seis nomeações para os Óscares, incluindo melhor atriz secundária (Scarlett Johansson), são um belo cartão de visita para este filme que parece querer falar mais aos adultos do que às crianças, advertindo para as perigosas manipulações que passam através dos preconceitos e da ignorância. Para saber mais, clicar AQUI.

segunda-feira, 9 de setembro de 2019

terça-feira, 13 de março de 2018

quarta-feira, 7 de março de 2018

FILMES&CINEMA: ÓSCARES 2018

O Expresso esteve a noite toda acordado para relatar o que se ia passando na cerimónia e AQUI fez um resumo com textos e vídeos do melhor que se passou por lá, incluíndo o regresso de Warren Beaty e Faye Dunaway para entregar o Óscar de melhor filme... desta vez sem enganos.


Não houve muitas surpresas nos vencedores dos prémios mais cobiçados da grande noite dos Óscares em Hollywood. Para saber mais, clicar AQUIAQUI e AQUI.
Nestes Óscares de 2018, com sabor mexicano, “A forma da água” e o seu realizador, Guillermo del Toro, foram os triunfadores. Trata-se de uma fábula formosa que tem fortes ressonância espirituais, como indica o poema que encerra o filme: «Incapaz de perceber a tua forma (…) encontro-te à minha volta. A tua presença enche meus olhos com o teu amor, põe humilde o meu coração, porque estás em todo o lado». Para saber mais clicar AQUI.

quinta-feira, 21 de dezembro de 2017

FILME&CINEMA: “A ilha dos monges” & “Forrest Gump”

Um dos testemunhos que mais sensibilizou a realizadora foi o do ex-“punk”, por ser alguém «à procura»: «Uma pessoa sem nada a ver com Deus nem a religião – pensava que a fé era para os fracos –, mas que se sentia incapaz de amar os outros e a si mesmo. E agora é o mais místico de todos». Para saber mais, clicar AQUI.


«Não sou um homem inteligente, mas sei o que significa o amor», diz Forrest, orgulhoso por uma vez, depois de Jenny (em cuja inquietude se resumem as conturbações da sociedade ocidental entre os anos 60 e 80) ter rejeitado com doçura a sua proposta de casamento. Pode dispensar-se tudo, até a inteligência. Mas é o amor, e nada mais, que nos faz correr e nos faz esperar. Para saber mais, clicar AQUI.

quarta-feira, 15 de março de 2017

FILME&CINEMA: "Eu, Daniel Blake" & "Moonlight"

«Apoiado pelas grandes qualidades artísticas do realizador», o inglês Ken Loach, o filme «retrata um homem no fim da sua vida que coloca de lado o seu próprio sofrimento para estar ao serviço de uma família desafiada pela marginalização e pobreza», refere a SIGNIS, Associação Católica Mundial para a Comunicação. O protagonista, «como um bom samaritano», oferece às pessoas carenciadas «a atenção e o afeto que são tão necessários para os seres humanos como as necessidades materiais». Para saber mais, clicar AQUI.


Barry Jenkins divide o seu filme em três partes: infância, adolescência e vida adulta. Com uma banda sonora enérgica e uma escala de cores ensolaradas, o realizador recusa reforçar a miséria que vai mostrar. Sugere a violência das situações sem as carregar, e a câmara é sempre pudica nos momentos delicados. Pouco se verá do brilho de Miami e todas as personagens são pessoas de cor: naqueles territórios os brancos não existem... Os planos são cuidadosamente compostos para dizer sem conversa a inquietude constante que reina na casa, na escola, na rua. Para saber mais, clicar AQUI.

terça-feira, 28 de janeiro de 2014

CINEMA: "Feral"

Anunciada a lista de nomeados para os cobiçados Óscares, Portugal recebeu com enorme surpresa e orgulho a notícia de um candidato luso na categoria de curtas metragens de animação. Um feito inédito conseguido pelo jovem realizador Daniel Sousa que, juntamente com o norte-americano Dan Golden, responsável pelo som, e o seu “Feral” (13 minutos), se juntam a uma já longa lista de realizadores portugueses merecedores do reconhecimento internacional pelo valor das suas obras. Os filmes de Daniel Sousa, sempre curtas metragens e todos de animação, destacam-se pela renovação de uma gramática de busca, de sentido de existência e de relação, partindo de temas e contos clássicos para equacionar um ser-se humano no nosso tempo. O realizador portugueês é sem sombra de dúvida um criador a acompanhar, pelo uso inteligente da sua criatividade, pela amplitude do olhar sobre o mundo contemporâneo valorizando narrativas intemporais, e pela profundidade da sua reflexão.
Mais em:

segunda-feira, 25 de fevereiro de 2013

CINEMA: A noite dos ÓSCARES 2013 (1)

O filme "Argo" venceu hoje o Óscar de melhor filme, numa noite de prémios repartidos e em que "A vida de Pi" foi a película mais galardoada, com quatro estatuetas.
"Argo" conseguiu três estatuetas douradas, as mesmas de "Os Miseráveis", enquanto "Lincoln", nomeado em 12 categorias, conquistou apenas dois Óscares, tal como "007- Skyfall" e "Django libertado".

O cineasta taiwanês Ang Lee conquistou o prémio de melhor realizador com "A vida de Pi", quando as previsões apontavam para um triunfo de Steven Spielberg ("Lincoln").

A película de Spielberg valeu, no entanto, o Óscar de melhor actor ao britânico Daniel Day-Lewis, o terceiro da sua carreira e um recorde nessa categoria.

Jennifer Lawrence venceu, por sua vez, na categoria de melhor actriz, ao levar para casa o Óscar pelo desempenho na comédia dramática "Guia para um final feliz". Emocionada, a jovem actriz acabou por cair nas escadas quando subia ao palco para receber o galardão.

Anne Hathaway recebeu a estatueta de melhor actriz secundária pelo papel em "Os Miseráveis", enquanto Christoph Waltz levou a distinção equivalente na categoria masculina por "Django Libertado", de Quentin Tarantino.

Este foi o segundo Óscar na carreira do austríaco, que já tinha arrebatado o mesmo prémio em "Sacanas Sem Lei" (2009), também de Quentin Tarantino.

"Argo", que ficou de fora da competição de melhor realizador e tinha apenas uma nomeação interpretativa (Alan Arkin, secundário), arrecadou o Óscar de melhor argumento adaptado, assim como o prémio de melhor edição ou montagem.

O chileno Claudio Miranda conquistou o Óscar de melhor fotografia em "Vida de Pi", enquanto o austríaco "Amor" se impôs como melhor filme estrangeiro e "Inocente" venceu o Óscar de melhor documentário curta-metragem.

Conduzida pelo produtor Seth MacFarlane, esta edição dos Óscares homenageou o género musical e os 50 anos de James Bond, com a cantora Shirley Bassey a cantar "Goldfinger", um dos temas famosos de "007". A gala dos prémios de cinema contou ainda com a aparição surpresa via vídeo da primeira-dama norte-americana Michelle Obama, que anunciou o prémio de melhor filme.

Outra das surpresas da noite foi o empate na categoria de melhor montagem de som, repartido por "00:30 - A Hora Negra'" e "007 - Skyfall".

Esta circunstância aconteceu noutras cinco ocasiões anteriores, a mais conhecida em 1968, quando Katharine Hepburn e Barbara Streisand dividiram a glória de melhor actriz pelos papéis em "O Leão no Inverno" e "Funny Girl- Uma Rapariga Endiabrada", respectivamente.

"007-Skyfall" venceu a categoria de melhor canção com o tema da cantora britânica Adele, que subiu ao palco do anfiteatro Dolby para cantar a música na gala.

Na categoria de melhor banda sonora, a vitória coube ao compositor Mychael Danna em "Vida de Pi".

A Disney arrecadou duas estatuetas nas categorias de animação, com "Brave- Indomável" como melhor filme, e "Paperman - O Rapaz do Papel" como melhor curta-metragem.

"Searching for Sugar Man", por sua vez, levou a estatueta de melhor documentário.

A 85.ª edição dos Óscares foi transmitida nos Estados Unidos pela estação ABC e emitida em directo em mais de 225 países.



FONTE: http://www.jornaldenegocios.pt/economia/cultura/detalhe/argo_e_vida_de_pi_triunfam_nos_oscares_2013.html

EM SUMA:
http://www.dn.pt/inicio/artes/interior.aspx?content_id=3072598&seccao=Cinema&page=-1





quarta-feira, 8 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (7)

"Momentos de glória": quando o desporto é uma corrida para o bem
Eric Henry Liddell era escocês, mas nasceu na China. Filho de missionários protestantes tornou-se também missionário e morreu no país natal depois da Segunda Guerra Mundial (1939-1945). Harold Abrahams, inglês de origem judaica, tornou-se um homem de negócios de sucesso, como o seu pai. Em comum têm o grande empreendimento desportivo nas Olimpíadas de Paris de 1924, onde o primeiro ganhou o ouro nos 400 metros e o segundo nos 100. Para o Reino Unido são heróis nacionais. O resto do mundo conhece-os sobretudo graças a “Momentos de glória” (Chariots of fire, 1981).
O filme do então estreante Hugh Hudson foi agora restaurado por ocasião da sua projeção em blu-ray. Precisamente há 30 anos ganhava de surpresa quatro Óscares, entre os quais o de melhor filme, vencendo a concorrência do mais promissor “Reds”de Warren Beatty.
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