"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sábado, 11 de agosto de 2012

Golpe de Estado financeiro: mais um clarividente e esclarecedor texto de...

ANSELMO  BORGES ... ANSELMO BORGES, DN, 11-08-2012

O pior que pode acontecer é o medo, porque não há confiança nem horizonte a abrir caminho. Mesmo sem se ser pessimista, percebe-se que a humanidade se encontra numa encruzilhada e é preciso estar preparado para o pior.
Nestas circunstâncias, não bastam boas intenções. É preciso reflectir e tentar ver claro. Deixo aí alguns pensamentos sobre a crise, a partir de reflexões do teólogo José Ignacio Calleja, prestigiado professor de Teologia Moral Social na Faculdade de Teologia de Vitoria, num texto em que afirma precisamente que "há um golpe de Estado financeiro no mundo, gerido por políticos", sendo necessário "impedir o fascismo social, para poder sair da crise".
É verdade que a crise é também de cultura moral e espiritual, mas não é possível avançar sem uma implicação séria e a fundo na social. Não se pode pretender fugir ao problema social, invocando apenas o caminho da crise espiritual e de valores. "Nada mais alienante e falso do que a religião desencarnada."
Aí ficam, pois, algumas reflexões fundamentais.
1. Na base, está "uma globalização económica, gerida no quadro do neoliberalismo, que apodreceu especulativamente todo o sistema financeiro e social". Para se ganhar dinheiro, este já não tinha de passar pela produção, pois o lucro tornava-se incomparavelmente mais fácil e vantajoso num mercado de capitais, "único, opaco e sem controlo sério". A apregoada auto-regulação não funcionou e o vírus especulativo tudo infectou e tornou-se incurável. Agora, há quem queira baixar a febre, mas, sem se ir às causas profundas, não se consegue. Sem reconhecer as causas desses efeitos e "os grupos sociais enriquecidos" que os protagonizam com vantagem, não se vai lá.
2. Com o objectivo de encontrar paliativos para esses efeitos, mas sem descer ao fundo do mal, "há um golpe de Estado financeiro no mundo, com especial efeito nos elos mais débeis do sistema dos ricos e subordinação das democracias e dos gestores políticos do momento ao poder financeiro".
3. No sentido de pensar uma resposta alternativa, J. I. Calleja apresenta algumas pistas.
Uma: "Impedir socialmente o que alguns já chamam o fascismo social", ou seja, que cada sector da população, encostando-se ao velho princípio do "salve-se quem puder e cada um que se arranje", aceite tudo o que viola os direitos dos outros, desde que os nossos não sejam afectados.
Outra tem a ver com a justiça e a equidade nos impostos e com o modo como estão a ser repartidos os esforços e as dificuldades, sem capacidade para tocar nos privilégios injustos inclusivamente da classe politico-partidária. Entre parêntesis - lembro eu -, não se pode esquecer que Portugal continua a ser um dos países ou mesmo o país da União Europeia onde o abismo entre os muito ricos e os muito pobres é mais fundo. "Sem uma reforma fiscal, orçamental e política profunda, não há saída para a solidariedade, imprescindível hoje."
Em terceiro lugar, é necessário aprofundar a convicção de que "não há saída, sem o controlo 'social-democrático' do sistema económico e financeiro internacional e nacional, na sua opacidade, desregulação, acumulação e 'soberania expropriada'". Os governantes do G20 não se podem esquecer do que disseram no início da crise - Bento XVI juntou-se-lhes com entusiasmo na sua encíclica "Caridade na Verdade" -, exigindo "refundar o capitalismo, regular o sistema financeiro internacional, acabar com os paraísos fiscais (aqui, lembro que os média davam conta nestes dias dos biliões dos super-ricos nesses paraísos, sem pagamento de impostos), desenvolver a taxa Tobin". De outro modo, não há democracia, pois o que fica é "a obediência a um golpe de Estado financeiro".
Talvez não se esperasse a última exigência, mas estou de acordo com ela e julgo que é fundamental. Escreve: Se se quiser uma saída justa e duradoura, é imprescindível uma vida moderada, "o decrescimento no desenvolvimento, para viverem todos com menos e bem". Isto é muito difícil politicamente, mas é necessário a curto prazo. Nem os recursos nem o ecossistema geral da vida nos permitem outra alternativa.

sábado, 23 de junho de 2012

(in)PRENSA: a minha selecção semanal

O dinheiro ajuda, mas chega para ser feliz?
http://rr.sapo.pt/informacao_prog_detalhe.aspx?fid=84&did=66164
"Há risco de choque financeiro"
http://expresso.sapo.pt//ha-risco-de-choque-financeiro=f733457
Alemanha cede no G20
http://expresso.sapo.pt/alemanha-cede-no-g20=f733595
Hollande propõe medidas de crescimento avaliadas em 120 mil milhões
http://expresso.sapo.pt/hollande-propoe-medidas-de-crescimento-avaliadas-em-120-mil-milhoes=f733486
G20 quer que Europa alivie austeridade
http://economico.sapo.pt/noticias/g20-quer-que-europa-alivie-austeridade_146776.html
Especialista fala em "vigarice" a propósito das parcerias público-privadas
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=66825
Graça Moura aposta na educação e na cultura contra a crise
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=66900
Paulo Bento e o caso "a minha pilinha é maior do que a tua"
http://expresso.sapo.pt/paulo-bento-e-o-caso-a-minha-pilinha-e-maior-do-que-a-tua=f733777
Cristiano Ronaldo e um sueco em Portugal
http://expresso.sapo.pt/cristiano-ronaldo-e-um-sueco-em-portugal=f733803
A nêspera deitada, muito calada, a ver o que acontecia  
http://expresso.sapo.pt/a-nespera-deitada-muito-calada-a-ver-o-que-acontecia=f733654
Até onde pode ir o governo angolano?
http://expresso.sapo.pt/ate-onde-pode-ir-o-governo-angolano=f732881
A inaceitável impunidade da classe política
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=563775
Três em cada 10 professores têm um esgotamento
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=67204
Governo admite significativo desvio nas contas públicas
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=67222
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=564049
Mielcarski: "Tinha medo de Pinto da Costa"
http://expresso.sapo.pt/mielcarski-tinha-medo-de-pinto-da-costa=f734470
Austeridade a mais pode "repetir" o que se passou na Alemanha pré-nazi
http://expresso.sapo.pt//austeridade-a-mais-pode-repetir-o-que-se-passou-na-alemanha-pre-nazi=f734391
Relvas quis favorecer empresa de Passos Coelho
http://expresso.sapo.pt/relvas-quis-favorecer-empresa-de-passos-coelho=f734833
O dinheiro, o lixo e a febre da civilização
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=564039
Darwinismo social
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=563937
Bolha imobiliária ameaça banca
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=52630

sexta-feira, 18 de novembro de 2011

Gerald Celente: Acabemos com esta farsa de democracia

O drama da Grécia continua.
O resgate grego proposto pela Zona Euro traz a possibilidade de colocar a economia mundial de joelhos. Tem sido proposto para afastar a Grécia da Zona Euro.
Muitos dizem que esta é uma tentativa desesperada para ajudar a salvar a moeda em colapso e outros tantos acreditam que a Grécia é o bode expiatório para um problema muito maior.
Gerald Celente, editor do The Trends Journal, dá-nos a sua opinião acerca do tema.


Tudo isto, pelos vistos, parece confirmar-se http://aeiou.expresso.pt/primeiros-ministros-tecnicos-nao-convencem-investidores=f687704
E nós? "Nós por cá todos bem"! - como diria Fernando Lopes Graça.