Sem enfrentar com a coragem do pensamento esta verdadeira reviravolta trazida pela contemporaneidade pós-moderna, continuar-se-á a deitar mão a uma simples “pastoral da mudança”, que produzirá, infelizmente, não os frutos esperados, mas aqueles aos quais nos estamos quase todos a habituar desde há décadas. A fuga dos crismandos, por um lado, e a redução do cristianismo a uma coisa para as crianças e, quanto muito, para os seus avós por outro. Com a consequência de alimentar uma ação pastoral que já não tem jovens e adultos, nem como seus sujeitos nem como seus destinatários. Para saber mais, clicar AQUI e AQUI porque "É preciso que a alegria volte ao coração da Igreja".
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
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sexta-feira, 29 de março de 2019
REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Pensar é a tarefa mais importante para a Igreja de hoje
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sábado, 22 de março de 2014
(in)PRENSA semanal: a minha selecção!
Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão
Oito homens que passaram de 'hackers' a multimilionários
"Caso 'Oliveira Costa' é o mais grave e devia meter polícia"
Contratos deixam de poder ser celebrados por telefone
Cinco lições da reestruturação da dívida grega
"Salazar resolvia os problemas todos"
Europa e EUA congelam bens a dezenas de personalidades russas
OCDE acusa Portugal de ser pouco generoso com os mais pobres
"As pessoas têm que se afastar do litoral"
A palavra do Papa
Incrível: Jardim Gonçalves tem razão
Não podiam comprar o Porsche mais tarde?
Reestruturação da dívida: quem foi resgatado?
Erva, fumo e "mais relações do que cuecas"
http://expresso.sapo.pt/erva- fumo-e-mais-relacoes-do-que- cuecas=f861283#ixzz2wLtvqGVB
http://expresso.sapo.pt/erva-
"Não vale a pena ouvir estes homens a três meses das eleições"
Para que outros vivam
Reforma antes dos 66 para Função Pública com mais anos de serviço
Manifesto dos 70 colhe apoio de outros tantos notáveis estrangeiros
Apoio internacional prova que manifesto "não é disparate"
Reis Novais diz que Cavaco não pediu fiscalização da CES para adiar medida
Revista “Fortune” elege Papa como líder mundial do ano
"Se a austeridade parar, Portugal deixa de encolher. Mas como crescer?"
Os alunos “baldas” e os professores afogados em burocracia
Fraudes na banca, bufos no autocarro
Há uma justiça para os Jardins Gonçalves, e depois há uma justiça para o meu pai
http://expresso.sapo.pt/ha- uma-justica-para-os-jardins- goncalves-e-depois-ha-uma- justica-para-o-meu-pai= f861661#ixzz2wcBq3yj0
http://expresso.sapo.pt/ha-
Leia a carta de Louçã que mobilizou os 74 estrangeiros
http://expresso.sapo.pt/leia- a-carta-de-louca-que- mobilizou-os-74-estrangeiros= f861880#ixzz2wcCAVttX
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sábado, 15 de junho de 2013
(in)PRENSA semanal: a minha selecção!
Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
Só 2% concentram metade da riqueza mundial, diz estudo
Cadilhe considera que “Governo tem explicado mal” a crise
Renegociar a dívida? Nunca houve outra alternativa...
O Portugal de hoje lido nos Lusíadas
Contrapoder: compacto da semana
“Não há coesão nacional, mas sim coesão na depressão”, diz Lino Maia
Papa reconhece corrupção e lobby gay no Vaticano
O 10 de Junho
Pós-troika Futuro de Portugal nas mãos de tribunal germânico
Nota média a Português nas provas do 4º ano foi negativa
Cavaco Silva recebido com protesto da esquerda no Parlamento Europeu
Piada sobre Gaspar leva Álvaro às lágrimas
Ir às compras em tempo recorde
O bando dos reformados
O injustamento português por Ricardo Ataújo Pereira
Função Pública Lei dos subsídios pode custar juros ou acções em tribunal
FMI poderá vir a admitir erros (também) em Portugal
Governo apresenta corte de 4,7 mil milhões na despesa até 2014
A greve dos professores
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quarta-feira, 26 de dezembro de 2012
ECONOMIA e FINANÇAS: Capitalismo liberal um conto de fadas animado
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sexta-feira, 3 de agosto de 2012
a BARBÁRIE ainda e sempre (exemplo 7)
Uma classe zombie e um ministro bárbaro
Por Santana Castilho in PÚBLICO
Nuno Crato vai estatelar-se e perder-se no labirinto que criou para o ano lectivo próximo. Numa sexta-feira, 13, a tampa de um enorme esgoto foi aberta ante a complacência de uma classe que parece morta em vida. Nuno Crato exigiu e ameaçou: até 13 de Julho, os directores dos agrupamentos e das escolas que restam tiveram que indicar o número de professores que não irão ter horário no próximo ano lectivo. Se não indicassem um só docente que pudesse vir a ficar sem serviço, sofreriam sanções. Esta ordem foi ilegítima. Porque as matrículas e a constituição de turmas que delas derivam não estavam concluídas a 13 de Julho. Porque os créditos de horas a atribuir às escolas, em função da deriva burocrática e delirante de Nuno Crato, não eram ainda conhecidos e a responsabilidade não é de mais ninguém senão dele próprio e dos seus ajudantes incompetentes. Não se conhecendo o número de turmas, não se conhecendo os cursos escolhidos pelos alunos e portanto as correspondentes disciplinas, não se conhecendo os referidos créditos, como se poderia calcular o número de professores? Mas, apesar de ilegítima, a ordem foi cumprida por directores dúcteis. Como fizeram? Indicaram, por larguíssimo excesso, horários zero. Milhares de professores dos "quadros" foram obrigados, assim, a concorrer a outras escolas por uma inexistência de serviço na sua, que se vai revelar falsa a breve trecho. Serão "repescados" mais tarde, mas ficarão até lá sujeitos a uma incerteza e a uma ansiedade evitáveis. Por que foi isto feito? Que sentido tem esta humilhação? Incapacidade grosseira de planeamento? Incompetência? Irresponsabilidade? Perfídia?
http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/adormeceram-professores-e-acordaram-sem-turmas-1555938
Por Santana Castilho in PÚBLICO
Nuno Crato vai estatelar-se e perder-se no labirinto que criou para o ano lectivo próximo. Numa sexta-feira, 13, a tampa de um enorme esgoto foi aberta ante a complacência de uma classe que parece morta em vida. Nuno Crato exigiu e ameaçou: até 13 de Julho, os directores dos agrupamentos e das escolas que restam tiveram que indicar o número de professores que não irão ter horário no próximo ano lectivo. Se não indicassem um só docente que pudesse vir a ficar sem serviço, sofreriam sanções. Esta ordem foi ilegítima. Porque as matrículas e a constituição de turmas que delas derivam não estavam concluídas a 13 de Julho. Porque os créditos de horas a atribuir às escolas, em função da deriva burocrática e delirante de Nuno Crato, não eram ainda conhecidos e a responsabilidade não é de mais ninguém senão dele próprio e dos seus ajudantes incompetentes. Não se conhecendo o número de turmas, não se conhecendo os cursos escolhidos pelos alunos e portanto as correspondentes disciplinas, não se conhecendo os referidos créditos, como se poderia calcular o número de professores? Mas, apesar de ilegítima, a ordem foi cumprida por directores dúcteis. Como fizeram? Indicaram, por larguíssimo excesso, horários zero. Milhares de professores dos "quadros" foram obrigados, assim, a concorrer a outras escolas por uma inexistência de serviço na sua, que se vai revelar falsa a breve trecho. Serão "repescados" mais tarde, mas ficarão até lá sujeitos a uma incerteza e a uma ansiedade evitáveis. Por que foi isto feito? Que sentido tem esta humilhação? Incapacidade grosseira de planeamento? Incompetência? Irresponsabilidade? Perfídia?
Que férias vão ter estes professores, depois de um ano lectivo esgotante? Em que condições anímicas se apresentarão para iniciar o próximo, bem pior? Que motivação os animará, depois de tamanha indignidade de tratamento, depois de terem a prova provada de que Crato não os olha como professores, mas, tão-só, como reles proletários descartáveis? É de bárbaro sujeitar famílias inteiras a esta provação dispensável. É de bárbaro a insensibilidade demonstrada. Depois do roubo dos subsídios, do aumento do horário de trabalho, da redução bruta dos tempos para gerir agrupamentos e turmas, da tábua rasa sobre os grupos de recrutamento com essa caricatura de rigor baptizada de "certificaçãode idoneidade", da menorização ignara da Educação Física e do desporto escolar, da supina cretinice administrativa da fórmula com que o ministro quer medir tudo e todos, da antecipação ridícula de exames para o início do 3.º período e do folclórico prolongamento do ano lectivo por mais um mês, esta pulseira electrónica posta na dignidade profissional dos professores foi de mais. Todas as medidas de intervenção no sistema de ensino impostas por Nuno Crato têm um objectivo dominante: reduzir professores e consequentes custos de funcionamento. O aumento do número de alunos por turma fará crescer o insucesso escolar e a indisciplina na sala de aula. Mas despede professores. A revisão curricular, sem nexo, sem visão sistémica, capciosa no seu enunciado, que acabou com algumas disciplinas e diminuiu consideravelmente as horas de outras, particularmente no secundário, não melhorará resultados, nem mesmo nas áreas reforçadas em carga horária. Mas despede professores. Uma distribuição de serviço feita agora ao minuto, quando antes era feita por "tempos lectivos", vai adulterar fortemente a continuidade da leccionação das mesmas turmas, em anos consecutivos, pelos mesmos professores (turmas de continuidade), com previsível diminuição dos resultados dos alunos. Mas despede professores. As modificações impostas à chamada "oferta formativa qualificante", mandando às urtigas a propalada autonomia das escolas, substituídas nas decisões pelas "extintas" direcções regionais (cuja continuidade já está garantida, com mudança de nome) não melhora o serviço dispensado aos alunos. Mas despede professores. Ao que acima se enunciou, a classe tem assistido em letargia zombie. Não são pequenas ousadias kitsch ou jograis conjuntos de federações sindicais, federações de associações de pais e associações de directores, carpindo angústias e esmagamentos, que demovem a barbárie. Só a paramos com iniciativas que doam. Os professores têm a legitimidade profissional de defender os interesses da classe. Digo da classe, que não de cada um dos grupos dentro da classe. E têm a responsabilidade cívica de defender a Escola Pública, constitucionalmente protegida. Crato vai estatelar-se e perder-se no labirinto que criou para o ano lectivo próximo. Perdidos tantos outros, é o tempo propício para um novo discurso político, orientador e agregador da classe. A quem fala manso e age duro, urge responder com maior dureza. Lamento ter que o dizer, mas há limites para tudo. Como? Assim a classe me ouvisse. Crato vergava num par de semanas.
•••••••••••http://www.publico.pt/Educa%C3%A7%C3%A3o/adormeceram-professores-e-acordaram-sem-turmas-1555938
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sábado, 23 de junho de 2012
(in)PRENSA: a minha selecção semanal
O dinheiro ajuda, mas chega para ser feliz?
http://rr.sapo.pt/informacao_prog_detalhe.aspx?fid=84&did=66164
"Há risco de choque financeiro"
http://expresso.sapo.pt//ha-risco-de-choque-financeiro=f733457
Alemanha cede no G20
http://expresso.sapo.pt/alemanha-cede-no-g20=f733595
Hollande propõe medidas de crescimento avaliadas em 120 mil milhões
http://expresso.sapo.pt/hollande-propoe-medidas-de-crescimento-avaliadas-em-120-mil-milhoes=f733486
G20 quer que Europa alivie austeridade
http://economico.sapo.pt/noticias/g20-quer-que-europa-alivie-austeridade_146776.html
Especialista fala em "vigarice" a propósito das parcerias público-privadas
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=66825
Graça Moura aposta na educação e na cultura contra a crise
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=66900
Paulo Bento e o caso "a minha pilinha é maior do que a tua"
http://expresso.sapo.pt/paulo-bento-e-o-caso-a-minha-pilinha-e-maior-do-que-a-tua=f733777
Cristiano Ronaldo e um sueco em Portugal
http://expresso.sapo.pt/cristiano-ronaldo-e-um-sueco-em-portugal=f733803
A nêspera deitada, muito calada, a ver o que acontecia
http://expresso.sapo.pt/a-nespera-deitada-muito-calada-a-ver-o-que-acontecia=f733654
Até onde pode ir o governo angolano?
http://expresso.sapo.pt/ate-onde-pode-ir-o-governo-angolano=f732881
A inaceitável impunidade da classe política
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=563775
Três em cada 10 professores têm um esgotamento
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=67204
Governo admite significativo desvio nas contas públicas
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=67222
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=564049
Mielcarski: "Tinha medo de Pinto da Costa"
http://expresso.sapo.pt/mielcarski-tinha-medo-de-pinto-da-costa=f734470
Austeridade a mais pode "repetir" o que se passou na Alemanha pré-nazi
http://expresso.sapo.pt//austeridade-a-mais-pode-repetir-o-que-se-passou-na-alemanha-pre-nazi=f734391
Relvas quis favorecer empresa de Passos Coelho
http://expresso.sapo.pt/relvas-quis-favorecer-empresa-de-passos-coelho=f734833
O dinheiro, o lixo e a febre da civilização
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=564039
Darwinismo social
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=563937
Bolha imobiliária ameaça banca
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=52630
http://rr.sapo.pt/informacao_prog_detalhe.aspx?fid=84&did=66164
"Há risco de choque financeiro"
http://expresso.sapo.pt//ha-risco-de-choque-financeiro=f733457
Alemanha cede no G20
http://expresso.sapo.pt/alemanha-cede-no-g20=f733595
Hollande propõe medidas de crescimento avaliadas em 120 mil milhões
http://expresso.sapo.pt/hollande-propoe-medidas-de-crescimento-avaliadas-em-120-mil-milhoes=f733486
G20 quer que Europa alivie austeridade
http://economico.sapo.pt/noticias/g20-quer-que-europa-alivie-austeridade_146776.html
Especialista fala em "vigarice" a propósito das parcerias público-privadas
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=66825
Graça Moura aposta na educação e na cultura contra a crise
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=66900
Paulo Bento e o caso "a minha pilinha é maior do que a tua"
http://expresso.sapo.pt/paulo-bento-e-o-caso-a-minha-pilinha-e-maior-do-que-a-tua=f733777
Cristiano Ronaldo e um sueco em Portugal
http://expresso.sapo.pt/cristiano-ronaldo-e-um-sueco-em-portugal=f733803
A nêspera deitada, muito calada, a ver o que acontecia
http://expresso.sapo.pt/a-nespera-deitada-muito-calada-a-ver-o-que-acontecia=f733654
Até onde pode ir o governo angolano?
http://expresso.sapo.pt/ate-onde-pode-ir-o-governo-angolano=f732881
A inaceitável impunidade da classe política
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=563775
Três em cada 10 professores têm um esgotamento
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=67204
Governo admite significativo desvio nas contas públicas
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=67222
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=564049
Mielcarski: "Tinha medo de Pinto da Costa"
http://expresso.sapo.pt/mielcarski-tinha-medo-de-pinto-da-costa=f734470
Austeridade a mais pode "repetir" o que se passou na Alemanha pré-nazi
http://expresso.sapo.pt//austeridade-a-mais-pode-repetir-o-que-se-passou-na-alemanha-pre-nazi=f734391
Relvas quis favorecer empresa de Passos Coelho
http://expresso.sapo.pt/relvas-quis-favorecer-empresa-de-passos-coelho=f734833
O dinheiro, o lixo e a febre da civilização
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=564039
Darwinismo social
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=563937
Bolha imobiliária ameaça banca
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=52630
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terça-feira, 17 de abril de 2012
AO: ainda há dúvidas?
O Acordo Ortográfico: inútil e prejudicial
por ANSELMO BORGES, em 4-04-2012
Escola vem do grego scholê, que significa ócio. Mas este ócio nada tem a ver com preguiça. Do que se trata é do tempo livre para o exercício da liberdade do pensar, do aprender e do tornar-se cidadão enquanto ser humano pleno e íntegro, numa sociedade livre. Sempre pensei - uma das heranças do meu pai - que a escola deve ser o lugar da saída da ignorância e da opressão, em ordem ao progresso e à realização plena do ser humano. Lugar de educação e formação.
A palavra educação vem do latim: educare (alimentar) e educere (fazer sair, dar à luz, elevar). Cá está: alimentar e fazer com que cada um/a venha à luz, realizando as suas potencialidades, segundo o preceito paradoxal de Píndaro: "Homem, torna-te no que és": o Homem já nasce Homem, mas tem de tornar-se plenamente humano.
Aí está a razão da educação como o trabalho mais humano e humanizador, de tal modo que o filósofo F. Savater pôde justamente considerar os professores "a corporação mais necessária, mais esforçada e generosa, mais civilizadora de quantos trabalham para satisfazer as exigências de um Estado democrático". Porque o que é próprio do Homem não é tanto aprender como "aprender de outros homens, ser ensinado por eles".
Claro que, assim, sou a favor de uma formação holística. O ser humano não pode crescer apenas no plano científico e técnico: precisa também da estética, da ética, da literatura, da filosofia, da música, da história, da geografia, da religião... Mas julgo que o Português e a Matemática são fundamentais.
E é aqui que se coloca a questão do Acordo Ortográfico. Para que serve? Unificar a ortografia? São tantas as excepções que não se vê unificação! E a Inglaterra preocupa-se com a unificação do inglês? E ainda não foi ratificado por Angola e Moçambique. O jornal oficioso Jornal de Angola escreveu mesmo, justificando a sua não aceitação: "não queremos destruir essa preciosidade (a língua portuguesa) que herdámos inteira e sem mácula" e: "se queremos que o português seja uma língua de trabalho na ONU, devemos, antes de mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a reboque do difícil comércio das palavras. Há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios".
A maior parte dos colunistas bem como a generalidade dos jornais ignoram-no. Não há consenso para a sua aplicação. Graça Moura suspendeu-a no Centro Cultural de Belém (CCB). Nos documentos oficiais da própria CPLP continua a não ser aplicado, passando-se o mesmo com a Academia das Ciências, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a Fundação de Serralves, a Casa da Música. Um juiz do Tribunal de Viana proibiu a sua utilização. O secretário de Estado da Cultura admitiu que poderá ainda haver ajustamentos. O filósofo José Gil classificou-o como "néscio e grosseiro". O eurodeputado Paulo Rangel escreveu: "O gesto no CCB é o início de um movimento, cada dia mais forte, de boicote cívico a uma mudança ortográfica arrogante e inútil."
Sem querer pormenorizar (o espectáculo é cada vez mais triste, pois já não tem espectadores, mas "espetadores" e os egípcios são cidadãos do "Egito"; quando um aluno escrever "a recessão do texto", para dizer "a recepção do texto", como explicar-lhe que não é recessão, se é de recessão que constantemente ouve falar?), considero-o isso mesmo: inútil. Que vantagens trouxe? Assim, em tempos de crise, para quê gastar tanto dinheiro na sua implementação? Afinal, quem lucrou, e muito, com ele?
Mas não é só inútil. Veja-se esta antologia de escrita, colhida em trabalhos académicos: "se vi-se-mos", "há-dem ver" (mas isto até ministros dizem), "se nos entretermos", "o homem dasse a conhecer", "deve-se dizer não há violência", "há-ja compreensão", "isso nada tem haver com o real", "à muito que é assim", "tratam-se de questões complexas", "é assim; senão vejamos"; "haviam imensos erros". Se é assim, sem o Acordo, o que vai ser com a confusão em curso do Acordo? Ele não é, portanto, apenas inútil: é prejudicial.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico
Aí está a razão da educação como o trabalho mais humano e humanizador, de tal modo que o filósofo F. Savater pôde justamente considerar os professores "a corporação mais necessária, mais esforçada e generosa, mais civilizadora de quantos trabalham para satisfazer as exigências de um Estado democrático". Porque o que é próprio do Homem não é tanto aprender como "aprender de outros homens, ser ensinado por eles".
Claro que, assim, sou a favor de uma formação holística. O ser humano não pode crescer apenas no plano científico e técnico: precisa também da estética, da ética, da literatura, da filosofia, da música, da história, da geografia, da religião... Mas julgo que o Português e a Matemática são fundamentais.
E é aqui que se coloca a questão do Acordo Ortográfico. Para que serve? Unificar a ortografia? São tantas as excepções que não se vê unificação! E a Inglaterra preocupa-se com a unificação do inglês? E ainda não foi ratificado por Angola e Moçambique. O jornal oficioso Jornal de Angola escreveu mesmo, justificando a sua não aceitação: "não queremos destruir essa preciosidade (a língua portuguesa) que herdámos inteira e sem mácula" e: "se queremos que o português seja uma língua de trabalho na ONU, devemos, antes de mais, respeitar a sua matriz e não pô-la a reboque do difícil comércio das palavras. Há coisas na vida que não podem ser submetidas aos negócios".
A maior parte dos colunistas bem como a generalidade dos jornais ignoram-no. Não há consenso para a sua aplicação. Graça Moura suspendeu-a no Centro Cultural de Belém (CCB). Nos documentos oficiais da própria CPLP continua a não ser aplicado, passando-se o mesmo com a Academia das Ciências, a Faculdade de Letras da Universidade de Lisboa, a Fundação de Serralves, a Casa da Música. Um juiz do Tribunal de Viana proibiu a sua utilização. O secretário de Estado da Cultura admitiu que poderá ainda haver ajustamentos. O filósofo José Gil classificou-o como "néscio e grosseiro". O eurodeputado Paulo Rangel escreveu: "O gesto no CCB é o início de um movimento, cada dia mais forte, de boicote cívico a uma mudança ortográfica arrogante e inútil."
Sem querer pormenorizar (o espectáculo é cada vez mais triste, pois já não tem espectadores, mas "espetadores" e os egípcios são cidadãos do "Egito"; quando um aluno escrever "a recessão do texto", para dizer "a recepção do texto", como explicar-lhe que não é recessão, se é de recessão que constantemente ouve falar?), considero-o isso mesmo: inútil. Que vantagens trouxe? Assim, em tempos de crise, para quê gastar tanto dinheiro na sua implementação? Afinal, quem lucrou, e muito, com ele?
Mas não é só inútil. Veja-se esta antologia de escrita, colhida em trabalhos académicos: "se vi-se-mos", "há-dem ver" (mas isto até ministros dizem), "se nos entretermos", "o homem dasse a conhecer", "deve-se dizer não há violência", "há-ja compreensão", "isso nada tem haver com o real", "à muito que é assim", "tratam-se de questões complexas", "é assim; senão vejamos"; "haviam imensos erros". Se é assim, sem o Acordo, o que vai ser com a confusão em curso do Acordo? Ele não é, portanto, apenas inútil: é prejudicial.
Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico
in http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2419561&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1
Espero, ou melhor, desejo, que o Professor J. C. das Neves tenha lido este artigo do Professor e Pe. Anselmo Borges.
Aristocracia ortográfica
por JOÃO CÉSAR DAS NEVES, 27 Fevereiro 2012
Nesta coluna nunca se comentou o Acordo Ortográfico. Em tema muito específico, com reputados especialistas envolvidos em polémicas violentas, recomenda-se silêncio respeitoso. Mas ultimamente o jornal inclui no fundo do artigo a referência: "Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico", o que merece explicação.
Esta opção não implica tomada de posição na contenda. Sobre o tema, permaneço perplexo e expectante. Tenho por princípio cumprir a lei e fiz esforços sérios para aprender as novas regras. Mas confesso a dificuldade em "escrever com erros" e, existindo ainda escolha, prefiro manter a situação.
No que toca às partes em confronto, vejo erros dos dois lados. Os que tomam o novo Acordo como atentado à cultura nacional esquecem que a nossa escrita não é a de Gil Vicente, nem sequer de Eça. O que hoje usamos vem do Formulário Ortográfico de 1911, resultado da ânsia legalista da Primeira República, cuja arrogância ingénua aspirava a regulamentar tudo. O século XX viu atribulada história de acordos na lusofonia, todos falhados (ver www.portaldalinguaportuguesa.org/acordo.php).
Os que apregoam a nova regulamentação como indispensável exageram o significado de pequenos detalhes. Existem importantes diferenças regionais em todas as línguas dominantes, sem que tal prejudique a sua influência. Basta abrir o Thesaurus do editor Word para ver 21 alternativas de Spanish, 16 de English, seis de French e duas de Portuguese convivendo pacificamente.
Em toda a questão, tenho uma única ideia clara. O projecto de regulamentação legal da ortografia é, em si mesmo, manifestação de um dos traços mais fortes da nossa cultura. Não seríamos portugueses se não gastássemos tempo e recursos numa discussão deste tipo. Apesar de alterarem a escrita, são os defensores das novas regras ortográficas quem realmente manifesta o fundo da nossa tradição. Este aspecto merece atenção, até por se relacionar com a origem da crise económica.
Portugal é um país culturalmente aristocrata. A atitude nacional típica é de confiança em elites, especialistas, leis e políticas. Desconfiamos instintivamente da gente comum, de mercados e forças sociais livres. A nossa direita é naturalmente oligárquica, e a esquerda também, na elite progressista do partido. Ambas consideram o povo incapaz, necessitando de orientação. O próprio povo está de acordo, ansiando por chefes salvadores ou acusando os líderes de todo o mal.
A atitude cultural nem sempre coincide com a estrutura social. A Inglaterra é uma sociedade aristocrata, onde perdura a nobreza e a Câmara dos Lordes, mas com uma cultura de abertura e fair play, apostada na iniciativa, na liberdade e no vigor das dinâmicas populares. A França, pelo contrário, afirmando-se democrática e abominando tirania e desigualdade, prefere planeamento e regras impostas de cima, desconfia visceralmente de liberais e movimentos espontâneos e confia em intelectuais e especialistas.
Portugal, apesar da multissecular aliança britânica, é culturalmente francês. A ideia espantosa de a escrita, manifestação por excelência da vida de um povo, ser negociada por academias e imposta por lei só poderia surgir num país de atitude aristocrata, hoje como na Primeira República. A simples concepção de um Estado intrometido nas nossas cartas e recados nasce de um traço cultural básico. Foi a mesma atitude estatizante que nos trouxe à emergência financeira.
A solução razoável para a questão seria elencar e classificar as diferentes ortografias como variantes vivas e aceitáveis de uma língua dinâmica e florescente. Mas nesse caso o académico seria servidor da língua, não seu juiz. Além disso, evitava-se a oportunidade de criar estruturas burocráticas, com funcionários, comissões e ajudas de custo. As editoras escolares perderiam a pequena fortuna que sai da substituição de toda a bibliografia lectiva e, acima de tudo, desaparecia um belo debate ocioso, abstrato e inútil, excelente para ocultar as verdadeiras dificuldades nacionais.
in http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2327678&seccao=Jo%E3o C%E9sar das Neves&tag=Opini%E3o - Em Foco
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quinta-feira, 5 de janeiro de 2012
"OS EMIGRANTES"
Emigra...
... o rico
... o remediado
... & o pobre
"Cabo dos trabalhos" in Sapo, Henricartoon
Mais uma vez, a história repete-se...& repetir-se-á...
Bob Dylan versus Joan Baez
Tive pena do pobre imigrante
que do seu pais não queria ter saido
que usa todo seu poder para o mal
mas no final sempre acaba sozinho
o homen que com seus dedos trapaceia
e que mente como toda sua voz
que com paixão odeia sua vida
e do mesmo modo, teme sua morte
http://lyricskeeper.com.br/pt/joe-dassin/le-portugais.html
http://imigrantes.no.sapo.pt/page6.Pinto.html
... o rico
"Quem não está bem muda-se" in Sapo, HenriCartoon
... o remediado
"Os novos emigrantes" in Sapo, Henricartoon
... & o pobre
"Cabo dos trabalhos" in Sapo, Henricartoon
Mais uma vez, a história repete-se...& repetir-se-á...
Bob Dylan versus Joan Baez
Tive pena do pobre imigrante
que do seu pais não queria ter saido
que usa todo seu poder para o mal
mas no final sempre acaba sozinho
o homen que com seus dedos trapaceia
e que mente como toda sua voz
que com paixão odeia sua vida
e do mesmo modo, teme sua morte
Tive pena do pobre imigrante
que a força é gasta em vão
que o céu é que nem uma prisão
que como chuva são suas lagrimas
que come mas não se satisfas
que escuta mas não vê
que ama sua riqueza propria
e se vira de costas para min
que a força é gasta em vão
que o céu é que nem uma prisão
que como chuva são suas lagrimas
que come mas não se satisfas
que escuta mas não vê
que ama sua riqueza propria
e se vira de costas para min
Tive pena do probre imigrante
que anda pela lama
que enche sua boca com gargalhadas
e que constroi sua cidade com sangue
de que suas visões no final
devem quebrar como o vidro
tive pena do pobre imigrante
quando sua alegria vier a acabar
http://letras.terra.com.br/bob-dylan/310556/traducao.htmlque anda pela lama
que enche sua boca com gargalhadas
e que constroi sua cidade com sangue
de que suas visões no final
devem quebrar como o vidro
tive pena do pobre imigrante
quando sua alegria vier a acabar
http://lyricskeeper.com.br/pt/joe-dassin/le-portugais.html
http://imigrantes.no.sapo.pt/page6.Pinto.html
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