"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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segunda-feira, 30 de agosto de 2021

segunda-feira, 12 de agosto de 2019

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Elogio do inútil

"A nossa sociedade é também avassalada pelo ruído e pela pressa. Toda a gente corre, sempre com a vertigem da pressa - para onde?, poder-se-ia perguntar. Para longe de si ... Chegámos, deste modo, cavando mais fundo, à raiz da desorientação deste nosso tempo. Ela encontra-se na mercantilização de tudo, em função do lucro, na subordinação à lógica dos mercados ... De facto, com a mercantilização de tudo e quando só vale o útil, o que serve na lógica do lucro, o que é eficaz e produtivo, a razão técnica e calculadora, tem sentido perguntar: o que vale a poesia, a grande literatura, a música, o saber pelo saber, as humanidades? É claro que neste universo utilitarista, "um martelo vale mais do que uma sinfonia, uma faca mais do que um poema, uma chave inglesa mais do que um quadro, porque é fácil perceber a eficácia de um utensílio e cada vez mais difícil compreender para que servem a música, a literatura, a arte"... Como escreveu Nuccio Ordine, com a lógica do lucro, grande parte da Humanidade perdeu o direito de ter direitos, multidões morrem de fome; "transformando os homens em mercadoria e em dinheiro, este perverso mecanismo económico gerou um monstro, sem pátria e sem piedade, que acabará por negar também às gerações futuras qualquer forma de esperança". " Mais ao alcance de um clique AQUI.

domingo, 25 de dezembro de 2016

EFEMÉRIDE/EVOCAÇÃO/RECORDAÇÃO: 25 de Dezembro

Porque « o saber não ocupa lugar», clique AQUI e AQUI "quando Sartre meditou sobre o Natal" - quem diria?! Vale mesmo a pena e, quando a alma não é pequena ...


"1, 2, 3, uma colher de cada vez!". Neste caso histórias. Histórias de Natal (com "H") e não (:stórias (sem "h"), para conhecer, clicando AQUI, AQUI e AQUI, três, ainda a conta que Deus fez.


... está o ganho". Ora a McDonald's em Manila, "se bem o pensou melhor o fez!". E fez bem! Juntou o útil ao agradável e o resultado é "um verdadeiro milagre de Natal" como se pode ler, ver e ouvir clicando AQUI.

quarta-feira, 9 de novembro de 2016

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: A propósito de...

... ...acasos&coincidências. Coincidências ou Providência? «...Digo apenas que é preciso estar atento a uma voz interior e responder sem hesitações ao seu comando. Para tal, é preciso, pois, estar sempre à escuta...». Vale a pena saber mais, clicando AQUI.

terça-feira, 1 de dezembro de 2015

EDUCAÇÃO&FORMAÇÃO: Teste: Conhece bem a Bíblia?

A finalidade destes testes sobre a Bíblia é responder acertadamente a sete das 10 perguntas. Mas pode definir um objetivo mais ambicioso…Nos "Artigos relacionados" pode (re)encontrar outros testes sobre a Bíblia. Vamos a isso começando por AQUI.

A propósito, Papa prefacia Bíblia para jovens: Livro «perigoso», como «fogo», que não é para ficar a «encher-se de pó», «Amo a minha velha Bíblia, que me acompanhou metade da minha vida. Viu a minha alegria, foi banhada pelas minhas lágrimas: é o meu tesouro inestimável. Vivo dela e por nada do mundo me desfarei dela.». Ler mais AQUI.
Sete perguntas&respostas básicas sobre a Bíblia AQUI. Mais: Quem era a serpente do Paraíso? Pe. Anselmo Borges responde AQUI & AQUI.

quarta-feira, 29 de abril de 2015

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: ainda...

...sobre a indiferença. Desta feita, por um dos maiores teólogos portugueses da actualidade, o Pe. Anselmo Borges, com este "A barbárie e a indiferença" de sábado passado e este "O futuro com quatro bombas" de ontem, sábado.
E por "falar" em cristãos, cristianismo e civilização, que tal ver " A Igreja Católica: Construtora da Civilização" em formato condensado de 5h44m, ou em versão "mix" de 39 episódios (25m cada) da autoria deste senhor que se dá pelo nome de que se dá pelo nome de Thomas Woods. Porque, ao contrário do que muita gente pensa, julga saber e opina, impõe-se, em jeito de contraditório, afirmar que a igreja, além de construtora como demonstra esta série, ainda é o maior suporte assistencial no mundo. Se não, diga-se porque não.
Então, depois, julgue-se e opine-se com fundamento.

segunda-feira, 23 de junho de 2014

MÚSICA&Cia de fazer bem...

... aos ouvidos, coração & ego - «quem canta seus males http://www.noticiasaominuto.com/mundo/238628/sentar-ou-nao-na-sanita-eis-a-questao?utm_source=vision&utm_medium=email&utm_campaign=daily#/615/0 espanta» - com a ONG, "Playing for Change" e com o s/ site oficial, http://playingforchange.com/home/ sempre, pois claro!

Já agora, quem conhece estes 2 tripeiros de ferrinhos&bombo mais o senhor de voz "roufenha" que que se lhes segue de imediato, um septuagenário e "dinossauro" sobrevivente do rock "rolante" dos sixties, no seu refúgio e paraíso ilhéu?



"More"? Clicar aqui: http://playingforchange.com/episodes/

Gostoso? Sim? Então, deixe-se ficar e ser (en)levado por mais umas tantas quantas... "Clandestino", "Love is wall", "Imagine"... desta festa da música que, de per si, vão rolando no e pelo Youtube.

Não? Gostos (ou indisposição?) não se discutem!


Votos sinceros de um bom fim-de-semana (boas férias se fôr o caso) e de UM MUNDO MELHOR,



tal como deseja este HOMEM livre http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3996943&seccao=Anselmo+Borges&tag=Opini%C3%A3o+-+Em+Foco&page=-1&success=1

segunda-feira, 8 de julho de 2013

ESPIRITUALIDADE: Encíclica "A luz da fé":

http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3320871&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=2

Urge recuperar o caráter de luz que é próprio da fé, pois, quando a sua chama se apaga, todas as outras luzes acabam também por perder o seu vigor. De facto, a luz da fé possui um caráter singular, sendo capaz de iluminar toda a existência do homem. Ora, para que uma luz seja tão poderosa, não pode dimanar de nós mesmos; tem de vir de uma fonte mais originária, deve porvir em última análise de Deus. A fé nasce no encontro com o Deus vivo, que nos chama e revela o seu amor: um amor que nos precede e sobre o qual podemos apoiar-nos para construir solidamente a vida. Transformados por este amor, recebemos olhos novos e experimentamos que há nele uma grande promessa de plenitude e se nos abre a visão do futuro. É precisamente desta luz da fé que quero falar, desejando que cresça a fim de iluminar o presente até se tornar estrela que mostra os horizontes do nosso caminho, num tempo em que o homem vive particularmente carecido de luz.
Ler mais em:
Cidade do Vaticano, 07 jul 2013 (Ecclesia) – O Papa Francisco disse hoje no Vaticano esperar que a sua primeira encíclica, ‘Lumen fidei’ (Luz da fé), publicada há dois dias, possa ser “útil” também para quem não tem fé.
“Penso que esta encíclica, pelo menos nalgumas partes, pode ser útil também para quem está em busca de Deus e do sentido da vida”, declarou, após a recitação da oração do Angelus, na Praça de São Pedro, perante milhares de pessoas.
O texto, iniciado por Bento XVI, defende que a fé tem a ver também com a vida dos que, apesar de não acreditarem, o “desejam” fazer, procurando “agir como se Deus existisse”.
O atual Papa reconhece que o seu predecessor tinha começado a redação desta encíclica no contexto do Ano da Fé (outubro de 2012-novembro de 2013) e na sequência de duas anteriores sobre a caridade e a esperança.
“Eu recebi este projeto e dei-lhe um final”, precisou.
Francisco oferece esta encíclica, “com alegria”, a toda a Igreja, porque todos, “especialmente hoje”, têm necessidade de “ir ao essencial da fé cristã, aprofundá-la e confrontá-la com as problemáticas atuais”.
Na ‘Lumen fidei’, o Papa sublinha que “a fé não é intransigente, mas cresce na convivência que respeita o outro” e que pode “pode iluminar as perguntas” da sociedade atual, na qual muitas vezes é “impossível distinguir o bem do mal”.
O texto apresenta a mensagem cristã como resposta à crise contemporânea da “verdade” e assume preocupações relativamente ao relativismo, ao fanatismo e à recusa da proposta religiosa.
O Papa despediu-se dos presentes após ter saudado os jovens que se preparam para participar na Jornada Mundial da Juventude, entre os dias 22 e 28 deste mês, na cidade brasileira do Rio de Janeiro.
“Caros jovens, também eu me estou a preparar. Caminhemos juntos para esta grande festa da fé”, declarou.
OC
 
Comecemos por sacudir equívocos. O primeiro é o de pensar que uma encíclica sobre a fé destina-se a ser acolhida dentro da cerca eclesial, e aí só, como se ela não constituísse um texto de enorme importância para a cultura ou para a sociedade no seu conjunto. O segundo é a consideração de que a relevância do discurso cristão se esgota nos pronunciamentos ditos sociais: o Papa Francisco ir ao desembarcadouro de Lampedusa, reclamar corajosamente por políticas mais humanas, colhe o interesse geral, mas propor, com igual desassombro, uma reflexão sobre o sentido da fé, isso já é olhado como minudência descartável. Ora, a discussão sobre a fé, e sobre a irreverente singularidade da fé cristã, é um assunto de cidade, como já amplamente o provou o apóstolo Paulo, que deslocou esse debate do interior das sinagogas para areópagos, escolas de filosofia, teatros e cantos de estrada o debate sobre a essência do cristianismo precisa urgentemente de reencontrar a sua natureza pública.
Ler mais em:

segunda-feira, 10 de junho de 2013

Habemus Papam porquê?

Porque num mundo em que a escala e a hierarquia dos valores é, no pior sentido, outra,
isto não é notícia, mas com estes sinais e novos ares de genuína, sã & inhabitual liberdade vinda de quem vem, impõe-se-me como conveniente que o seja, assim, desta forma:
Papa salta discurso "aborrecido" e revela porque não quis "luxos"
Durante um encontro com estudantes, o Papa Francisco voltou a romper com o protocolo e preferiu uma sessão livre de perguntas e respostas num encontro com centenas de alunos...Os cristãos não podem «fazer de Pilatos, lavar as mãos»: «Devemos implicar-nos na política, porque a política é uma das formas mais elevadas da caridade, visto que procura o bem comum», frisou Francisco, citado pelo site "Vatican Insider"...«Os leigos cristãos devem trabalhar na política. Dir-me-ão: não é fácil. Mas também não o é tornar-se padre. A política é demasiado suja, mas é suja porque os cristãos não se implicaram com o espírito evangélico. É fácil atirar culpas... mas eu, que faço? Trabalhar para o bem comum é dever de cristão», apontou...Num mundo que tem tanta riqueza e tantos recursos para dar de comer a todos, não se pode compreender como há tantas crianças esfomeadas, tantas crianças sem educação, tantos pobres. A pobreza, hoje, é um grito... 
...O elemento fundamental do ensino é fazer com que os estudantes aprendam a ter «o coração grande» e «grandes ideais», sublinhou Francisco, que não leu o discurso previamente redigido...«Preparei um texto mas são cinco páginas! Um pouco aborrecido... Façamos uma coisa: eu farei um pequeno resumo e depois entregá-lo-ei, por escrito, ao padre provincial e dá-lo ei ao padre Lombardi [porta-voz do Vaticano], para que todos vós o tenhais por escrito», referiu...Dirigindo-se aos educadores, o papa convidou-os a «serem testemunhas com a vida do que comunicam», porque «sem coerência não é possível educar»...«Não se pode educar apenas na zona de segurança; isso é impedir que a personalidade cresça. Mas também não se pode educar apenas na zona de risco, que é demasiado perigoso», acrescentou.
O dia em que o cardeal Bergoglio multiplicou os alimentos
Paciência, alegria, testemunho, política, segurança e risco: Papa Francisco segundo a coautora de "Conversas com Jorge Bergoglio"


 

segunda-feira, 8 de abril de 2013

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Desafios para o século XXI

por ANSELMO BORGES, in DN, 6-04-2013
 
São muitos os desafios que se nos apresentam neste século XXI, ao mesmo tempo com imensas vantagens e imensos riscos.
A sua ordem é um pouco arbitrária, mas começaria pela globalização. Pela primeira vez, somos verdadeiramente uma "pequena aldeia". Devido às redes de transportes e comunicações, fluxos de bens, serviços, capitais, conhecimentos e pessoas, os países e os povos do mundo estão cada vez mais integrados numa sociedade global. O que vai então significar a globalização: simples liberalização económica? Que nova configuração vai ter o mundo, com a emergência dos BRICS e, concretamente, das potências asiáticas, nomeadamente da China e da Índia? E o que será da Europa, se não caminhar para estruturas federativas?
A globalização contemporânea, a partir de 1945, tem características próprias e coloca problemas gigantescos, como escreveu A. Sasot Mateus: as tendências monopolistas do capital, a ausência de mecanismos para a fiscalização da especulação financeira à escala planetária, o terrorismo global, a falta de mecanismos efectivos para a resolução dos conflitos internacionais, os problemas ligados à sustentabilidade mundial, a desintegração da coesão social, o desemprego, os défices democráticos nas instituições estatais e supra-estatais e as ameaças à própria democracia devido à subordinação à ditadura financeira, tráficos ilegais de todo o tipo: armas, pessoas, drogas, órgãos, com máfias poderosíssimas à mistura, paraísos financeiros que fomentam a falta de solidariedade e branqueiam capitais de origem duvidosa... No quadro da globalização, com os problemas globais, é evidente que é necessário pensar numa governança global.
Este mundo globalizado, é, também por força dos fluxos migratórios, um mundo multicultural e a questão que se coloca é se vamos entrar num choque de culturas e civilizações ou se, pelo contrário, seremos capazes de abrir portas para uma aliança de culturas, mediante o diálogo intercultural e inter-religioso. Como impedir a homogeneização cultural? Por outro lado, como proteger a diversidade cultural, sem permitir a lesão dos direitos humanos?
E aí está uma nova cultura: a cibercultura, que o sociólogo M. Castells estudou, analisando a estrutura da "era da informação" como "sociedade da rede". As novas gerações nascem sob o impacto das novas tecnologias electrónicas, que modelam a sua visão da existência e do mundo. Navegando por infindos ecrãs de textos e imagens, ligando-se em fóruns de discussão e intervenção, trocando mensagens de simultaneidade generalizada, perdendo a noção do tempo e da realidade mediante a entrada no virtual, marcando encontros cibersexuais, experimentam uma nova revolução em curso. Então, que novo tipo de homem, que nova imagem do corpo, que nova relação com a memória e o tempo? Na relação universal virtual, não se perde a relação com o outro face a face, mergulhando na insuportável solidão? E não cresce o perigo de novas formas de exclusão, com o novo analfabetismo: o cibernético? E no meio de tsunamis de informação, como analisá-la criticamente e distinguir? E não se ergue um risco maior: o de, esquecendo a dimensão vertical, sem referências, a Rede transformar-se, na expressão feliz de João Maria André, num Labirinto?
Outras revoluções estão em curso: a genética e as neurociências - o cérebro é o infindável novo continente em exploração. Poderemos, com as novas tecnologias, vir a vencer a dor, o envelhecimento e a própria morte? Assistir-se-á à transformação da natureza do humano? Caminharemos para o pós--humano e um transhumanismo, que fazem inclusivamente alguns pensarem na possibilidade de uma bifurcação da Humanidade? Os novos desafios: manipulação genética, manipulação da actividade cerebral, investigação em embriões, clonagem, híbridos, criação do super-homem...
Não se pode deixar de apontar o desafio ecológico, quando o planeta está em risco e a Humanidade pode deixar de ter futuro.
Poderá esquecer-se o Transcendente, ao menos enquanto questão? E abandonar a afirmação de Cícero: "res sacra homo" ( o ser humano é realidade sagrada)?

FONTE: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=3149809&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1

sábado, 30 de março de 2013

(in)PRENSA semanal: a minha selecção

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
 
José Gomes Ferreira e a verdadeira história: porque razão não há concorrênc​ia e não baixam os preços!
Arcebispo de Braga acusa de "incompetente" classe política
http://expresso.sapo.pt/arcebispo-de-braga-acusa-de-incompetente-classe-politica=f797116
Num só ano o Estado já pagou mais de 300 mil euros à empresa de António Borges
Contrapoder: compacto da semana
Francisco recusa apartamento papal, mantendo-se num quarto simples
Aborto e baptismo: a hipocrisia criticada por Francisco I
Os dois amores do Papa. Amalia e a rapariga das noites de tango
Francisco e Bento XVI falaram durante 45 minutos
Sócrates na RTP e a ereção pós-morte
Passos tem de ter coragem de correr com Relvas
Abebe Selassie Chefe da troika desapontado com Portugal
As poderosas firmas de advogados
As confissões do sr. Selassié
Estes economistas já vêem Portugal fora do euro e dizem como vai ser
30 mil empresas enganaram as Finanças em janeiro
Testes de stresse. Banco de Chipre passou com distinção em 2010 e 2011
'Cameraman' desmaia em direto e Goucha manda seguir
Factos e números ditos por Sócrates são verdadeiros ou falsos?
Sócrates, Octapharma e a "Máfia dos Vampiros"
Papa ignora regras e lava pés a raparigas na missa da Ceia do Senhor
Papa «já demonstrou enorme capacidade de mudança, de coragem e de liberdade»
Paulo Futre regressa ao FC Porto
Federação da Macedónia diz que «erro técnico» mudou voto de Pandev em Mourinho
"Cristãos devem responder ao mal com o bem"

quinta-feira, 31 de janeiro de 2013

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: A regra de ouro e a empatia

por ANSELMO BORGES, DN, 19/01/2013

Na Inglaterra, foi de tal modo valorizada que aí recebeu, nos inícios do século XVII, o nome por que é conhecida: "regra de ouro" (golden rule), com duas formulações, uma negativa: "não faças aos outros o que não quererias que te fizessem a ti", e outra positiva: "trata os outros como quererias ser tratado". Frédéric Lenoir faz, com razão, notar que a maior parte dos moralistas prefere a versão negativa, pois o perigo de auto-projecção sobre os outros pode levar a esquecer que cada um tem os seus gostos e a sua própria visão do que é bem. Neste quadro, Bernard Shaw escreveu com o seu sentido de humor: "Não façais aos outros o que quereríeis que vos fizessem; talvez não tenham os mesmos gostos que vós!"
É uma regra tão universal que o filósofo R.-P. Droit perguntava recentemente no Le Monde: "Existem regras morais presentes em todos os tempos e lugares, seja qual for a cultura ou a época? Isso é posto em dúvida a maior parte das vezes. No entanto, há uma excepção notável face ao relativismo generalizado." E apontava precisamente a regra de ouro.
De facto, ela encontra-se em todas as áreas culturais e religiosas do mundo. Apresentam-se exemplos, segundo Olivier du Roy, que acaba de publicar: La règle d'or. Histoire d'une maxime universelle.
Na China, com Confúcio, talvez o primeiro a formulá-la: "O que não queres que te façam não o faças aos outros." No budismo: "Uma situação que não é para mim agradável nem felicitante também o não poderia ser para o outro; como poderia então desejar-lhe isso?" No zoroastrismo: "Tudo o que te repugna não o faças também aos outros." No judaísmo: "Não faças a outrem o que não desejas que te façam a ti." No cristianismo: "Tudo o que quereis que os homens façam por vós, fazei-o igualmente por eles: eis a Lei e os profetas." No islão: "Ninguém entre vós é um crente enquanto não desejar para o seu irmão o que deseja para si próprio."
No estóico Séneca, encontramos esta reflexão admirável sobre como tratar os escravos: "Vive com o teu inferior como quererias que o teu superior vivesse contigo. Cada vez que pensares na extensão dos teus direitos sobre o teu escravo pensa que o teu senhor tem sobre ti direitos idênticos. 'Mas eu não tenho senhor', dizes. Talvez venhas a ter."
Todos os grandes reformadores cristãos a retomam. Pode ler-se num sermão de Martinho Lutero: "Não há ninguém que não sinta e não tenha de reconhecer que é justo e verdadeiro o que diz a lei natural: o que queres que te seja feito e poupado, fá-lo e poupa-o aos outros: esta luz vive e reluz no espírito de todos os seres humanos. E se quiserem tomá-lo em consideração, terão ainda necessidade de outro livro, de outro mestre, de outra lei? Têm um livro vivo neles, no fundo do coração, que pode bastar para ditar-lhes o que devem fazer, não fazer, aceitar ou rejeitar."
Com ela, argumentou John F. Kennedy contra a segregação racial, em 1963: "Se um americano, porque o seu rosto é negro, não pode almoçar num restaurante aberto ao público, mandar os seus filhos à melhor escola pública acessível, votar para os funcionários públicos que vão representá-lo, então quem de vós quereria ver mudar a cor do rosto e colocar-se no seu lugar? O coração do problema é este: vamos tratar os nossos companheiros americanos como queremos ser tratados?"
Atendendo à sua universalidade, Olivier du Roy conclui que ela "corresponde a uma espécie de maturidade moral da humanidade, que descobre ou exprime, por volta do século V a. C., um princípio fundamental de moralidade ou de vida em sociedade". O reconhecimento do outro humano pode ser considerado como "um dado cultural universal, o fundamento de uma verdadeira 'lei natural'". A sua base está na empatia, na capacidade de eu me colocar no lugar do outro, como que sentindo as consequências da minha acção sobre ele. Mas a ética propriamente dita começa, quando se vai para lá da simpatia e se alarga o círculo do humano ao que me não é próximo nem simpático.
Imagine-se o que seria o mundo regido por esta regra de ouro!
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

terça-feira, 25 de dezembro de 2012

É NATAL!

MARIA teve um MENINO,

o Menino Jesus (nunca é demais recordar Fernando Pessoa e rever Maria Bethânia, bem pelo contrário, é demenos)

E se o seu nascimento fosse em 2010?

continuaria a ser o "Natal da dignidade humana"?
por ANSELMO BORGES in DN de 22 dezembro 2012 ( sublinhados, negritos, amarelados & tamanhos, da minha responsabilidade)

Numa troca célebre de cartas entre o cardeal Carlo M. Martini e o agnóstico Umberto Eco, publicadas com o título "In cosa crede chi non crede?", U. Eco escreve: Mesmo que Cristo fosse apenas o tema de um grande conto, "o facto de esse conto ter podido ser imaginado e querido por bípedes implumes, que só sabem que não sabem, seria miraculoso (miraculosamente misterioso)". O Homem teve, a dada altura, "a força, religiosa, moral e poética, de conceber o modelo do Cristo, do amor universal, do perdão aos inimigos, da vida oferecida em holocausto pela salvação dos outros. Se fosse um viajante proveniente de galáxias longínquas e me encontrasse com uma espécie que soube propor-se este modelo, admiraria, subjugado, tanta energia teogónica, e julgaria esta espécie miserável e infame, que cometeu tantos horrores, redimida pelo simples facto de ter conseguido desejar e crer que tudo isto é a Verdade."
Mas Jesus não é um simples conto ou um mito. Hoje, ninguém com honradez intelectual põe em dúvida a sua existência e há um acordo de base quanto a dados históricos fundamentais, como mostra Xabier Pikaza, na obra Quem Foi, Quem É Jesus Cristo?, que coordenei, e na qual especialistas de renome mundial tratam das perguntas essenciais sobre Jesus: uma biografia 'impossível' de Jesus, Jesus e a gnose, Jesus e Deus, Jesus e o dinheiro, Jesus e a política, Jesus e as mulheres, Jesus e as religiões, que quer dizer: "ressuscitar dos mortos"? Sintetizo X. Pikaza quanto ao consenso de base sobre "Jesus: quem foi, o que queria, que final?"
1. Jesus foi um profeta escatológico, que anunciou e actuou na perspectiva da acção iminente de Deus, que iria transformar a ordem social e política do mundo. 2. Foi um sábio, perito em humanidade, contando histórias iluminantes para a condução da vida, para lá da banalidade do mundo e em ordem ao seu entendimento e transformação. 3. Foi um taumaturgo e um carismático. Tinha "poderes" especiais, com grande capacidade de influência. Colocou-se do lado dos oprimidos, com "sinais" a seu favor, preocupando-se com a saúde das pessoas, a sua libertação e autonomia pessoal. 4. Foi homem de mesa comum. Estava interessado na comunicação viva e fraterna entre todos, como mostram os banquetes com pecadores e excluídos, ultrapassando as divisões entre puros e impuros. 5. Criticou uma forma de família baseada só na genealogia, para procurar uma forma nova de comunhão e inter-relação entre todos: num momento de grande desestruturação social, apresentou-se como impulsiona- dor de um movimento messiânico, aberto a todos e integrando os diversos estratos da sociedade, especialmente os marginalizados. 6. Foi um comprometido radical, de tal modo que a sua proposta não foi aceite por muitos "bons" judeus do seu tempo. Rompeu com normas sacras aceites pela maioria religiosa e abriu-se aos marginalizados sociais, num momento de grande crise económica, cultural, social e familiar. A sua proposta tornou-se perigosa, originando um conflito com os defensores da ordem religiosa e os representantes de Roma. 7. Foi um pretendente messiânico, executado em Jerusalém. Foi um profeta, um sábio, um carismático, mas não apenas isso. Ele subiu a Jerusalém pela Páscoa do ano 30 como portador do Reino de Deus, ainda que se discutam as características da sua pretensão. Foi rejeitado pelas autoridades sacerdotais de Jerusalém e condenado à morte por Pôncio Pilatos como "rei dos judeus". 8. Depois da sua morte, o seu movimento profético-messiânico manteve-se e transformou-se. Muitos continuaram a acreditar nele, confessando que ele está vivo em Deus. Reflectindo sobre o modo como viveu, como agiu e se comportou, sobre a sua experiência de Deus, que proclamou, com palavras e obras, como amor incondicional, tiveram a experiência avassaladora de que ele não morreu para o nada, mas para o interior da Vida plena de Deus. É o Vivente em Deus.
Afinal, o Natal verdadeiro é o Natal da dignidade humana. Como dizia o filósofo ateu Ernst Bloch, foi com Jesus que sabemos que nenhum ser humano pode ser tratado como "gado". Já Hegel tinha escrito também que por ele sabemos da dignidade divina do ser humano. Bom Natal! ( que assim seja para todos vós - são também os meus sinceros desejos!!! )

O Natal de Jesus? Afinal de contas o que celebramos hoje?

 

sábado, 8 de dezembro de 2012

Neste dia 8 de Dezembro, feriado nacional...

...

A mulher mais importante de Portugal?

por ANSELMO BORGES

Uma vez, numa entrevista na rádio, um jornalista atirou-me: "qual é a mulher mais importante de Portugal?" E eu, naquela perplexidade de quando somos apanhados de surpresa: "Penso que é Nossa Senhora, Maria, a mãe de Jesus."
À distância e mais reflectidamente, julgo que respondi bem, pois é mesmo isso: Maria, a mãe de Jesus, Nossa Senhora, é, muito provavelmente, a mulher mais importante de Portugal e, possivelmente, até a mais influente. Pergunto a mim próprio o que seria a Igreja em Portugal sem Fátima e mesmo o que seria o país sem a Nossa Senhora. Frei Bento Domingues foi quem melhor definiu Fátima: "o cais de todas as lágrimas dos portugueses."
Assim, lá está Fátima e milhões de peregrinos, as romarias em todas as cidades, vilas e aldeias, uma devoção enraizada, mesmo para lá da prática religiosa oficial. Talvez porque a Igreja é profundamente masculina - Deus é Pai, Filho e Espírito Santo; a hierarquia é masculina: papa, bispos, padres, diáconos - e porque os portugueses interiorizaram uma imagem tradicional severa do pai, Maria aparece como almofada e afago, sobretudo em tempos dramáticos de crise, de guerra, de becos sem saída. É a Mãe.
Tem mesmo direito a dois dias santos de guarda, com feriado nacional. Um deles celebra-se hoje: a Imaculada Conceição. Ninguém sabe ao certo o que é que a maioria dos portugueses, mesmo católicos praticantes, entende por isso, isto é, o que se celebra na Imaculada Conceição Alguns pensarão na virgindade de Maria. Mas, de facto, o que se celebra tem a ver com a doutrina do pecado original, segundo a qual todos os seres humanos nascem em pecado, por causa do pecado de Adão e Eva. Maria, porém, constituiria uma excepção, pois foi concebida sem pecado.
Ora, é preciso confessar que precisamente aqui se concentra um nó de confusões. O Evangelho desconhece essa doutrina, que provém fundamentalmente de Santo Agostinho: em Adão, todos pecaram. Mas como sustentá-la, no quadro da evolução, quando ninguém sabe quem foram os primeiros humanos, já que a tomada de consciência foi lenta e progressiva?
E quem acredita sinceramente que os seres humanos são gerados em pecado? Uma vez, uma senhora, numa conferência, atirou-me que sempre era verdade que sou herege, pois nego o pecado original. Perguntei-lhe, porque é mãe de duas filhas, se acreditava sinceramente que elas tinham sido geradas em pecado e se ela tinha andado ao todo 18 meses com o pecado dentro dela. E ela, fulminante: "Nem pensar!" Conclusão: quando a fé não é reflectida como razoável, assistimos à dissonância entre o que se diz crer e o que realmente se crê. Afinal, o que está no Génesis é, decisivamente, em linguagem simbólica, outra coisa: o significado da passagem da animalidade à humanidade: como seres humanos, temos consciência de sermos únicos e mortais - cada um é ele/ela e sabe de si como único e mortal.
Maria não é importante por ser mãe de Jesus, mas, como diz o Evangelho, por tê-lo acompanhado, mesmo quando não compreendia. Procurou entender e seguiu-o até à cruz. E tornou-se sua discípula, convertendo-se ao Deus que Jesus anunciou: o Deus-amor, que não nos abandona, nem mesmo na morte, que é próximo de todos, que quer a libertação de todos, a começar pelos mais fracos, humilhados e ofendidos - entre estes estão as mulheres
Como escreveu o biblista Xabier Pikaza, numa longa e densa investigação sobre o Evangelho, "Jesus não quis algo de especial para as mulheres. Quis, para elas, o mesmo que para os homens. Não procurou um lugar especial para elas, mas o mesmo lugar de todos, isto é, o dos 'filhos de Deus'". Depois, veio a traição: "Ao transformar-se em instituição de poder religioso e social, deixando de ser um movimento messiânico de libertação, a Igreja teve de aceitar as estruturas normais de poder, que tinha estado (e estava) nas mãos de homens. Logicamente, os homens justificaram depois essa situação (domínio patriarcal) com pseudo-argumentos religiosos, que vão contra o espírito de Jesus."

quarta-feira, 5 de dezembro de 2012

LEITURA: Frei Bento Domingues e o incómodo da coerência

Maria José Morgado, magistrada do Ministério Público, e Guilherme d’Oliveira Martins, presidente do Centro Nacional de Cultura e do Tribunal de Conta, apresentam a 10 de dezembro, o livro “Frei Bento Domingues e o incómodo da coerência”. «Uma das suas grandes preocupações é a de um mundo sem violência, um mundo de tolerância, de solidariedade e de paz. Por isso se interessa e promove o diálogo intercultural e inter-religioso, considerando que “esse diálogo é um imperativo para todos aqueles que procuram a paz”». O volume de homenagem ao religioso e teólogo dominicano contém depoimentos de figuras públicas, como Mário Soares, Maria Barroso e Clara Pinto Correia, de que adiantamos alguns excertos.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/frei_bento_domingues_e_o_incomodo_da_consciencia.html

segunda-feira, 3 de dezembro de 2012

Qual é o preço da dignidade humana? Mais uma boa achega!

ANSELMO BORGES

por ANSELMO BORGES, DN, Hoje 1 de Dezembro de 2012


Nestes tempos de crise profunda e de exaltação da sociedade científico--técnica e do economicismo, muitos perguntam-se pelo lugar das Humanidades na sociedade contemporânea.
A breve reflexão que aí fica inspira-se numa excelente conferência do colega João Maria André para os jovens estudantes da Faculdade de Letras da Universidade de Coimbra, em início de ano lectivo. O seu objectivo era demonstrar que "vale a pena investir numa formação humanística para fazer face ao mundo em mudança e às transformações macroparadigmáticas" da nossa actual sociedade.
1 João M. André começou por apresentar traços fundamentais do tempo presente.
O primeiro é a globalização, com diversos rostos, de tal modo que tanto pode ser "a globalização da rapina, hegemónica, de matriz neoliberal", como uma globalização da solidariedade, que se exprime nas lutas pelo reconhecimento dos direitos de todos e no esforço de invenção de novas formas ecoéticas de habitar o mundo. As Humanidades, nas suas várias vertentes, contribuem com o seu olhar crítico dos problemas ao mesmo tempo que inscrevem outros valores para lá dos económicos e tecnológicos.
Outro traço é o de uma sociedade do conhecimento e da informação. Não é acidental que se chame assim e não sociedade da cultura. Ora, as Humanidades, pela Filosofia, pela História, pela mediação linguística e artística, "activam o pensamento que é algo diferente do cálculo e da navegação" nos novos meios de comunicação.
Vivemos numa sociedade multicultural, e também aqui as Humanidades têm um papel decisivo: no seu estudo, "entramos em contacto com povos e culturas diferentes, aprendemos as suas línguas, a sua história, a sua geografia, os seus mitos, os seus valores, as suas formas de comunicar, de viver e de fazer mundos."
2 Esta sociedade é uma sociedade em mudança, com o fim de velhos paradigmas, ao mesmo tempo que emergem outros novos, para os quais o contributo das Humanidades é inquestionável.
Vimos do paradigma da análise e da fragmentação, com o primado do pontual, da especialização, do analítico, perdendo a noção da totalidade e da complexidade e separando o sujeito e o objecto, e o indivíduo da comunidade e da sociedade. Hoje, exige-se "um paradigma holístico dentro de uma concepção de verdade multiperspectivada e complexa e a partir de uma abordagem não só interdisciplinar mas mesmo transversal do mundo, da natureza e do humano". Neste trânsito de um paradigma redutor para um paradigma holístico e reunificador, as Humanidades podem mostrar todas as suas virtualidades.
Um segundo paradigma dá o primado à tecnociência nos diferentes domínios, incluindo o humano, reduzindo o homem a faber e o mundo a um mundo-máquina, habitado por uma sociedade-máquina. Mas, dentro do reconhecimento dos benefícios científico-técnicos deste paradigma, não é verdade que ele também nos empobreceu, já que, por detrás deste mecanicismo, está um dualismo entre a dimensão corporal e espiritual do homem, prolongado numa cisão entre a racionalidade e a afectividade, desvalorizando o domínio das emoções? Não se acabou por esquecer que o homem é simultaneamente sapiens e demens e que, além do interesse do saber, também há o interesse no jogo, no sonho, na imaginação criadora, na efabulação?
O actual paradigma é da mercantilização das coisas e da vida, no quadro do primado do homo oeconomicus. Pergunta-se: mas será que tudo se reduz ao valor monetário e de mercado? E os valores éticos e os valores estéticos e os valores políticos e os valores afectivos e os valores religiosos?
Vinculado ao paradigma da mercantilização está o paradigma da liquefacção: vivemos na sociedade líquida, como teorizou Z. Bauman, desembocando numa existência efémera, na cultura ligt, descartável, do consumismo, na insatisfação permanente. As Humanidades, apelando à memória e aprofundando no pensamento crítico, salvaguardarão um mínimo de solidez, captando o peso do tempo na esperança da dignidade livre e da liberdade na dignidade de todos.
(Por decisão pessoal, o autor do texto não escreve segundo o novo Acordo Ortográfico)

Entretanto lemos http://www.publico.pt/cultura/noticia/camara-clara-chega-ao-fim-em-2012-1575666
mas já não iremos, nem ver, nem ouvir.

sábado, 17 de novembro de 2012

(in)PRENSA semanal: a minha selecção

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.

O que pode o ouro fazer pela dívida portuguesa
http://visao.sapo.pt/o-que-pode-o-ouro-fazer-pela-divida-portuguesa=f694715
"Refundar", "reformar" ou simplesmente brincar com os portugueses?
http://expresso.sapo.pt/refundar-reformar-ou-simplesmente-brincar-com-os-portugueses=f764730?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-11-06
Tudo o que vai mudar na Função Pública em 2013
http://economico.sapo.pt/noticias/tudo-o-que-vai-mudar-na-funcao-publica-em-2013_153528.html
Razões para se gostar de Angela Merkel
http://expresso.sapo.pt/razoes-para-se-gostar-de-angela-merkel=f766157
Merkel ajudará a criar um banco de fomento
http://expresso.sapo.pt/merkel-ajudara-a-criar-um-banco-de-fomento=f766456
A visita da tia rica
http://expresso.sapo.pt//a-visita-da-tia-rica=f766321?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-11-13
Merkel não é responsável pela crise portuguesa
http://expresso.sapo.pt/merkel-nao-e-responsavel-pela-crise-portuguesa=f766314?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-11-13
O que me move contra a chanceler Merkel  
http://expresso.sapo.pt/o-que-me-move-contra-a-chanceler-merkel=f766318
Veja o vídeo de Marcelo recusado pela Alemanha
http://expresso.sapo.pt/veja-o-video-de-marcelo-recusado-pela-alemanha=f766185
O porquê de a Islândia não se juntar à União Europeia
https://www.youtube.com/watch?feature=player_embedded&v=6yZdJgiSasI#!
Sistema socializado de saúde
http://www.youtube.com/watch?v=dgQ_kGZeTcM
Estado Social só para pobres não serve
http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2071235048105831865#editor/target=post;postID=8539095255488623754
O barco é lindo mas não flutua
http://expresso.sapo.pt//o-barco-e-lindo-mas-nao-flutua=f766584?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-11-14
Greve Geral: quem só espera nunca alcança
http://expresso.sapo.pt//greve-geral-quem-so-espera-nunca-alcanca=f766520?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-11-14
Fuga aos impostos vai agravar défice em 2013
http://expresso.sapo.pt/fuga-aos-impostos-vai-agravar-defice-em-2013=f766841
Pode uma greve geral mudar as políticas do Governo?
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=85222
O Grande Jogo do petróleo grego
http://expresso.sapo.pt/o-grande-jogo-do-petroleo-grego=f762174
O que a violência não pode esconder  
http://expresso.sapo.pt/o-que-a-violencia-nao-pode-esconder=f767031
Marcelo quer cristãos na primeira linha de defesa dos valores
http://rr.sapo.pt/default.aspx
Um padre polémico
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2891880&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=-1
















 
 
 CES pede renegociação imediata do acordo da troika