"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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quarta-feira, 12 de maio de 2021

LIVRO&LEITURA: “Il papa doveva morire” (O papa tinha de morrer)

Dois, talvez três disparos de pistola: João Paulo II cai na praça de S. Pedro, em pleno Vaticano. Eram as 17h17 de 13 de maio de 1981. Um momento que ficará na história, para Karol Wojtyla, para a Igreja, para a Europa e para o mundo. O papa sobrevive, talvez milagrosamente, e o autor do atentado, Ali Agca, não sabe como: «Disparei a quatro metros, não podia errar.» As etapas agitadas do socorro na praça, a corrida para o hospital com uma ambulância sem sirene, que se tinha avariado, a angústia do mundo e a oração nas horas da operação: estes são os primeiros factos escritos na história daquele dia. Para saber mais clicar AQUI.


quarta-feira, 27 de janeiro de 2021

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/EVOCAÇÃO: O Dia Internacional em Memória das Vítimas do Holocausto

No dia em que se celebra o Dia da Memória, percorremos as comoventes visitas dos três Papas ao campo de extermínio nazista.... Leia tudo AQUI e na incontornável Wikipédia AQUI.

A denominada lista de Pio XII é a "série Judeus" do Arquivo histórico da Secretaria de Estado da Santa Sé, que contém cerca de 2800 pedidos de intervenção ou de ajuda, e que atesta o quanto a sorte daquela pobre gente estava no coração do papa. Os pedidos abarcam o arco temporal que vai de 1938 a 1944, intensificando-se nos anos cruciais da guerra. Nem sempre foi possível salvar todas as pessoas, mas fica demonstrado, «para além de qualquer dúvida razoável», que Pacelli e os seus colaboradores fizeram todo o possível para oferecer assistência inclusive àquelas que professavam a fé judaica. Para saber mais clicar AQUI.

quinta-feira, 6 de agosto de 2020

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO: 6/08/1945 a 6/08/2020 = 75 anos

"Os sinos dobraram esta manhã em Hiroshima. Ouça aqui as memórias de Hiroshima."

«Hiroxima foi uma verdadeira catequese humana sobre a crueldade» (...) "São lágrimas que hoje a humanidade não deve esquecer. O orgulho desta humanidade que não aprendeu a lição e parece que não a quer aprender!" (...)  Aqui, faço memória de todas as vítimas e inclino-me perante a força e a dignidade das pessoas que, tendo sobrevivido àqueles primeiros momentos, suportaram nos seus corpos durante muitos anos os sofrimentos mais agudos e, nas suas mentes, os germes da morte que continuaram a consumir a sua energia vital. Senti o dever de vir a este lugar como peregrino de paz, para me deter em oração, recordando as vítimas inocentes de tanta violência e trazendo no coração também as súplicas e anseios dos homens e mulheres do nosso tempo, especialmente dos jovens, que desejam a paz, trabalham pela paz, sacrificam-se pela paz. Vim a este lugar cheio de memória e futuro, trazendo comigo o grito dos pobres, que são sempre as vítimas mais indefesas do ódio e dos conflitos.(...)"  

terça-feira, 27 de novembro de 2018

CINEMA&FILME: "O Mistério do Padre Pio"

A cura milagrosa que serviu para que João Paulo II canonizasse o Padre Pio em junho de 2002 virou filme. Matteo Pio Colella, hoje com 27 anos idade, foi de San Giovanni Rotondo, na Itália (onde vive com sua família), até Madrid para a pré-estreia do filme “O Mistério do Padre Pio”, dirigido pelo escritor e cineasta José María Zavala, e concedeu uma entrevista exclusiva a ACI Digital falando da sua cura, a qual comparou ao episódio do Evangelho em que Jesus traz Lázaro de volta à vida. Para saber mais, clicar AQUI.

terça-feira, 18 de julho de 2017

quarta-feira, 21 de junho de 2017

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: João Paulo II e a paz

A teimosia em fazer da vida ética e política da cidade humana universal um permanente campo de batalha, negando a sua condição de vocação a família humana universal, significa a condenação a prazo da humanidade à aniquilação, ocorrida às suas próprias mãos. Para saber mais, clicar AQUI.

quinta-feira, 10 de novembro de 2016

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Pensamentos (3)

* « Amar e ser amado é sentir a luz do sol a vir de todos os lados. » -  D. VISCONT


* « Amar uma pessoa quer dizer aceitar envelhecer com ela. » - A. CAMUS
* « A lâmpada do coração, se acesa, ilumina o mundo. » - GHANDI
* « A minha primeira palavra é bondade; a segunda é bondade; a terceira é bondade. » - JOÃO XXIII
* « Queres que o mundo seja bom? Eis o segredo: começa por ti próprio. » - PEDRO CRISÓLOGO
* « A bondade é uma linguagem que os mudos podem ouvir e os cegos podem ver. » - MARK TWAIN
* « Abri de par em par as portas do vosso coração a Cristo. Ele não vos tira nada e dá-vos tudo. » JOÃO PAULO II
* « Não se vê bem senão com o coração. O essencial é invisível aos olhos. » - A. SAINT-EXUPÉRY

domingo, 27 de abril de 2014

LEITURA: "Vivi com um santo" e "O bom papa João"

Canonização motiva lançamento de livros sobre vida e obra poética
A canonização de João Paulo II, que decorrerá com a de João XXIII no dia 27 de abril, o primeiro domingo após a Páscoa, está na origem de dois novos livros sobre a vida e a obra poética do papa polaco. “L’uomo, il pontifice, il santo” (“O homem, o pontífice, o santo”), da editora italiana Fmr, é um volume de tiragem limitada com 62 imagens de Giuliano Vangi que é publicado em parceria com o Pontifício Conselho da Cultura, revela o portal de notícias do Vaticano. No ensaio introdutório, o presidente do Conselho, cardeal Gianfranco Ravasi, realça que o livro se insere na grande tradição dos códices miniaturizados do passado, nos quais à glória dos textos se unia o esplendor das imagens. Através dos ensaios que constituem a base desta obra e a iconografia de Giuliano Vangi, permanece a vontade de transmitir uma mensagem e uma lembrança por imagens que perdure no tempo, sublinha o biblista italiano. Por seu lado, a Livraria Editora Vaticano (LEV) apresentou esta segunda-feira a reedição da obra poética completa de Karol Wojtyla, organizada pelo sacerdote, jornalista, escritor e consultor cinematográfico, Santino Spartà.
Ler mais em:

«Como sinal distintivo de Wojtyla, homem justo, eu escolherei, sem dúvida, o da mansidão, que na tradição bíblica significava algo bem diferente de falta de coragem. Karol Wojtyla era de facto um manso no mais pleno sentido evangélico. Era um manso, recordava eu, porque encontrava a sua força na verdade em que acreditava, na sua fé profunda. Porque era um pacífico, um construtor da paz, mas não um pacifista, e se opunha decididamente a tudo aquilo que é violência, injustiça, ofensa à dignidade humana. E depois, exatamente porque era um manso, realizava em si a dupla relação do facto de ser cristão: a relação com Deus, o Criador, e a relação com o outro, com o próximo.» Oito anos depois da morte de João Paulo II, o cardeal Stanislao Dziwisz, seu secretário pessoal, percorre a vida do papa polaco à procura dos traços distintivos da sua santidade, que vai ser proclamada solenemente a 27 de abril. Lançado em Portugal no mês de março, a obra “Vivi com um santo”, de que apresentamos um excerto, transcreve a conversa que o prelado manteve com o jornalista Gian Franco Svidersoschi, ex-subdiretor do jornal “L’Osservatore Romano”.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/vivi_com_um_santo.html

«O Papa, que teve de valorizar o consenso eclesial para superar as resistências encontradas pelas suas iniciativas de renovamento, tinha posto em movimento um fenómeno de proporções planetárias. A sua piedosa morte foi voluntariamente transformada em ato público pelo povo, na ânsia de sancionar que nada podia ser disperso daquilo que, com ele, cada homem e a Igreja tinham encontrado. A harmoniosa fusão de virtudes privadas e públicas culminou naquele Pentecostes, em que os indivíduos e a Igreja tiveram uma ocasião histórica para se compreenderem em profundidade, para intuírem a direção na qual a humanidade está a mover-se. Aquela morte é património da Igreja, do Concílio e da humanidade: na singular coincidência de sacrifício de um justo que era simultaneamente chefe e mestre.» O livro “O bom papa João”, de Giuseppe Alberigo, apresenta-se como uma biografia de João XXIII (1881-1963) «redigida por um dos maiores estudiosos da sua figura e a partir do espólio epistolar disponibilizado, no início dos anos 90, aquando da instauração do processo da sua canonização». Da obra recentemente lançada pela Paulinas Editora apresentamos um excerto do último capítulo, «Um cristão Santo e Papa», seguido do índice. Continuar a ler…

sexta-feira, 20 de dezembro de 2013

SAÚDE: Abraçar o envelhecimento

 Aprender a envelhecer e aceitar o consequentemente sofrimento que implica constitui uma lição que nos foi dada pelo Beato João Paulo II. Karol Wojtyla foi considerado novo para papa quando foi eleito, aos 58 anos. Nessa altura, ele ainda era muito ativo, passeava, esquiava e viajava por todo o mundo. Era vigoroso e saudável, soprando uma vida nova no Vaticano e na Igreja. Durante os 26 anos do seu pontificado, porém, vimos como a doença de Parkinson reclamou o seu preço, e o homem cheio de vigor tornou-se fraco e incapacitado à frente dos nossos olhos. Por fim, quando o mundo sustinha a sua respiração coletiva, mostrou-nos como morrer, e ao fazê-lo, mostrou-nos o que a Igreja quer dizer com a expressão «boa morte». Seja qual for a nossa idade, podemos aprender lições vitais sobre como concluir os capítulos finais das nossas vidas ao observar como João Paulo II se aproximou da velhice e da sua passagem final.
Mais em:
http://www.snpcultura.org/abracar_envelhecimento_com_exemplo_joao_paulo_ii.html

domingo, 11 de março de 2012

O SILÊNCIO

Os seres humanos têm a necessidade vital do tempo e do silêncio interior, para refletir e examinar a vida e os seus mistérios, e para crescer de modo gradual até atingir um domínio amadurecido de si mesmos e do mundo que os rodeia. A compreensão e a sabedoria são o fruto de uma análise contemplativa do mundo, e não derivam de uma simples acumulação de factos, por mais interessantes que sejam. São o resultado de uma introspeção que penetra o significado mais profundo das coisas, na relação de umas com as outras e com o conjunto da realidade.
João Paulo II, 12.5.2002
 Um aspeto que é preciso cultivar com maior compromisso, no interior das nossas comunidades, é a experiência do silêncio. Temos necessidade dele "para acolher nos nossos corações a plena ressonância da voz do Espírito Santo, e para unir estreitamente a oração pessoal à Palavra de Deus e à voz pública da Igreja". Numa sociedade que vive de maneira cada vez mais frenética, muitas vezes atordoada pelos ruídos e perdida no efémero, é vital redescobrir o valor do silêncio. Não é por acaso que mesmo para além do culto cristão, se difundem práticas de meditação que dão importância ao recolhimento. Por que não começar, com audácia pedagógica, uma educação ao silêncio no contexto de coordenadas próprias da experiência cristã? Que esteja diante dos nossos olhos o exemplo de Jesus, que "tendo saído de casa, se retirou-se num lugar deserto para ali rezar" (Mc 1, 35).
João Paulo II, 4.12.2003
 Na Cruz vemos que o silêncio de Jesus é a sua última palavra ao Pai, mas vemos também como Deus fala através do silêncio. De facto, a dinâmica feita de palavra e silêncio, que caracteriza a oração de Jesus, manifesta-se também na nossa vida de oração em duas direções. Por um lado, ensina-nos que a escuta e o acolhimento da Palavra de Deus exige o silêncio interior e exterior, afastando-nos de uma cultura barulhenta que não favorece o recolhimento. Por outro lado, há também o silêncio de Deus na nossa oração, que muitas vezes gera em nós a sensação de abandono. Mas, olhando para o exemplo de Cristo, sabemos que esse silêncio não é ausência: Deus está sempre presente e nos escuta. E, assim, podemos dizer que Jesus nos ensina a rezar, não só com a oração do Pai nosso, mas também com o exemplo da sua própria oração, indicando-nos que temos necessidade de momentos tranquilos vividos na intimidade com Deus, para escutarmos e chegarmos à «raiz» que sustenta e alimenta a nossa vida.
Bento XVI, 7.3.2012