«A espiritualidade de Nazaré sobre a qual se fundava o carisma de Charles de Foucauld marcou profundamente a nossa presença nesta terra, uma presença amiga e fraterna, onde o encontro humano é essencial. Por isso, o facto de Charles de Foucauld ser canonizado é para nós muito importante porque nos confirma na nossa vocação: ser uma presença fraterna de encontro, de humanidade e espiritualidade com todos.» Ele foi também e sobretudo um pioneiro do diálogo com as outras culturas e religiões, em particular com o islão: «Insistiu sempre muito sobre a bondade. O seu apostolado era do da bondade». Para saber mais clicar AQUI e AQUI.
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
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terça-feira, 11 de maio de 2021
sexta-feira, 30 de outubro de 2020
LIVRO&LEITURA: "O Homem Mais Rico de Todos os Tempos -- Os Segredos do Êxito, da Riqueza e da Felicidade"
Segundo o Antigo Testamento, depois de Salomão ser coroado rei de Israel, Deus perguntou-lhe o que desejava ter. A sua resposta encerra segredos que estão acessíveis a todos e que Steven K. Scott explora no seu novo livro. Para saber mais clicar AQUI.
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sexta-feira, 7 de agosto de 2020
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: O dom de ter uma pessoa boa junto de nós
Se tivesse de escolher a mais essencial entre todas as qualidades a procurar na pessoa com quem partilhar a vida, direi que a coisa, em absoluto, mais importante seria encontrar, se possível, uma pessoa boa. Não que sejam irrelevantes a beleza, a inteligência, o espírito empreendedor, a capacidade de ter sucesso; mas nenhuma destas qualidades, por si só, é a crucial na vida em comum. Para saber mais clicar AQUI.
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quarta-feira, 2 de outubro de 2019
LIVRO&LEITURA: “Céu Nublado com Boas Abertas”
À noite, quando olhamos para o céu estrelado, há duas posições possíveis. A cínica diz-nos que está escuro. A posição de Nuno Costa Santos diz-nos, Sim, pá, está escuro, mas alguém está a acender as luzes! Para saber mais, clicar AQUI.
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terça-feira, 24 de setembro de 2019
BONDADE
“A terra está cheia da bondade do Senhor” - proclama o Salmo 32 (33) e 18.20-21.22 (Rf.5b). "Podes não conseguir encontrar esta bondade, mas ela está por aí, por todo o lado, em pequenos gestos que não constituem notícia". É o caso desta&disto AQUI.
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domingo, 5 de maio de 2019
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Pensamentos
* "A regra de ouro do comportamento humano é a tolerância, pois nunca teremos todos as mesmas ideias" - Gandhi
* "É necessário mais coragem para dizer a verdade aos amigos que aos inimigos" - A. R. Turgot
* "A bondade é o modo mais fácil de nos assemelharmos a Deus." - J. Saliège
* "Quem se vinga dos inimigos fazendo-lhes o bem, vinga-se de maneira divina" - Tertuliano
* "Quem não arrisca, não ganha. Os cobardes são sempre os que perdem" - Charles Peguy
* "Entre os Evangelhos e os santos existe a diferença que existe entre a partitura de música e a música executada" - Francisco de Sales
* "O início do amor ao próximo está em saber escutá-lo. E escutar é diferente de ouvir" - D. Bonhoeffer
* "Não afogues os teus sofrimentos em álcool. Eles não sabem nadar." - J. Mirande
* "É necessário mais coragem para dizer a verdade aos amigos que aos inimigos" - A. R. Turgot
* "A bondade é o modo mais fácil de nos assemelharmos a Deus." - J. Saliège
* "Quem se vinga dos inimigos fazendo-lhes o bem, vinga-se de maneira divina" - Tertuliano
* "Quem não arrisca, não ganha. Os cobardes são sempre os que perdem" - Charles Peguy
* "Entre os Evangelhos e os santos existe a diferença que existe entre a partitura de música e a música executada" - Francisco de Sales
* "O início do amor ao próximo está em saber escutá-lo. E escutar é diferente de ouvir" - D. Bonhoeffer
* "Não afogues os teus sofrimentos em álcool. Eles não sabem nadar." - J. Mirande
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terça-feira, 12 de março de 2019
ESPIRITUALIDADE: Quaresma, microcosmo do estilo de vida cristã
Com as nossas próprias cicatrizes como comunidade, e uma credibilidade quase inexistente devido aos escândalos e encobrimentos, somos, no entanto, chamados a sair das nossas zonas de conforto. Somos levados a exemplificar a justiça, a paz, a misericórdia, a bondade, o amor que conduz ao esvaziamento pessoal e serviço abnegado, num mundo que, muitas vezes, não os aprecia e, por vezes, os rejeitará. Para saber mais, clicar AQUI.
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quinta-feira, 16 de agosto de 2018
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Pensamentos
* Se exerceres um cargo de autoridade, deves possuir muitas qualidades. Mas se não as possuis, que tenhas pelo menos muita bondade. - Inácio de Loyla
* A Igreja é um grande par de asas que eleva a humanidade acima das suas misérias. - H.Taine
* Não afogues os teus sofrimentos em álcool. Eles não sabem nadar. - I. Miranda
* Dá gosto estar numa barca como a Igreja que, quando agitada por tempestades, temos a certeza de que não irá ao fundo. - B. Pascal
* Quem não vive em paz com Deus, também não vive em paz consigo nem em paz com os outros. - S. João Bosco
* Questões que se resolvem com a violência nunca ficam resolvidas. - J. Joyce
* Bons conselhos são os que toda a gente procura dar aos outros, mas raramente os segue. - H. Ruby
* A Igreja é um grande par de asas que eleva a humanidade acima das suas misérias. - H.Taine
* Não afogues os teus sofrimentos em álcool. Eles não sabem nadar. - I. Miranda
* Dá gosto estar numa barca como a Igreja que, quando agitada por tempestades, temos a certeza de que não irá ao fundo. - B. Pascal
* Quem não vive em paz com Deus, também não vive em paz consigo nem em paz com os outros. - S. João Bosco
* Questões que se resolvem com a violência nunca ficam resolvidas. - J. Joyce
* Bons conselhos são os que toda a gente procura dar aos outros, mas raramente os segue. - H. Ruby
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sexta-feira, 11 de maio de 2018
quem conhece ESSES DESCONHECIDOS (86): Santo Antonino de Florença
... que merecem ser conhecidos - vida&obra - e eu mais em conhecê-los e dar a conhecer AQUI.
Perante isto, como me sinto tão pequenino.
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quinta-feira, 1 de fevereiro de 2018
REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Pensamentos (11)
* "O início do amor ao próximo está em saber escutá-lo. E escutar é diferente de amar." - D. Bonhoeffer.
* "Entre os Evangelhos e os santos existe a mesma diderença que há entre a partitura da música e a música executada." - S. francisco de Sales.
* "O homem nunca é tão grande como quando está de joelhos." - João XXIII.
* "A oração faz com que vejamos a realidade de uma maneira diferente." - S. Teresa de Calcutá.
* "Quem julga as pessoas não tem tempo para as amar. A falta de amor é a maior de todas as pobrezas." - S. Teresa de Calcutá.
* "Temos a mania de que a inteligência é a maior virtude, mas a bondade é maior." - António Lobo Antunes.
* "O agnóstico é aqulele que não acredita em nada e pretende que os outros acreditem nele." - Garland Pollard
* "Entre os Evangelhos e os santos existe a mesma diderença que há entre a partitura da música e a música executada." - S. francisco de Sales.
* "O homem nunca é tão grande como quando está de joelhos." - João XXIII.
* "A oração faz com que vejamos a realidade de uma maneira diferente." - S. Teresa de Calcutá.
* "Quem julga as pessoas não tem tempo para as amar. A falta de amor é a maior de todas as pobrezas." - S. Teresa de Calcutá.
* "Temos a mania de que a inteligência é a maior virtude, mas a bondade é maior." - António Lobo Antunes.
* "O agnóstico é aqulele que não acredita em nada e pretende que os outros acreditem nele." - Garland Pollard
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quarta-feira, 20 de setembro de 2017
REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Pensamentos (9)
* Num mundo de ladrões, é louco ser honesto.
* A verdade é como o azeite; vem sempre à tona.
* Quando o rato se ri do gato, é porque há um buraco perto.
* Abre um olho antes de vender e dois antes de comprar.
* O pássaro apanha-se pelas patas e o homem pela boca.
* Água gelada e pão quente não fazem bem ao ventre.
* O amor é a chave com que se abre o coração.
* Cair é permitido. Levantar-se é obrigatório.
* A pedra e a palavra, depois de lançada, não volta atrás.
* A cólera é uma rajada de vento que apaga a lâmpada da inteligência.
* As virtudes do cristão são quatro: fé, esperança, caridade e bom humor.
* A bondade consiste em amar os outros mais do que eles merecem.
* A verdade é como o azeite; vem sempre à tona.
* Quando o rato se ri do gato, é porque há um buraco perto.
* Abre um olho antes de vender e dois antes de comprar.
* O pássaro apanha-se pelas patas e o homem pela boca.
* Água gelada e pão quente não fazem bem ao ventre.
* O amor é a chave com que se abre o coração.
* Cair é permitido. Levantar-se é obrigatório.
* A pedra e a palavra, depois de lançada, não volta atrás.
* A cólera é uma rajada de vento que apaga a lâmpada da inteligência.
* As virtudes do cristão são quatro: fé, esperança, caridade e bom humor.
* A bondade consiste em amar os outros mais do que eles merecem.
quinta-feira, 10 de novembro de 2016
REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Pensamentos (3)
* « Amar e ser amado é sentir a luz do sol a vir de todos os lados. » - D. VISCONT
* « Amar uma pessoa quer dizer aceitar envelhecer com ela. » - A. CAMUS
* « A lâmpada do coração, se acesa, ilumina o mundo. » - GHANDI
* « A minha primeira palavra é bondade; a segunda é bondade; a terceira é bondade. » - JOÃO XXIII
* « Queres que o mundo seja bom? Eis o segredo: começa por ti próprio. » - PEDRO CRISÓLOGO
* « A bondade é uma linguagem que os mudos podem ouvir e os cegos podem ver. » - MARK TWAIN
* « Abri de par em par as portas do vosso coração a Cristo. Ele não vos tira nada e dá-vos tudo. » JOÃO PAULO II
* « Não se vê bem senão com o coração. O essencial é invisível aos olhos. » - A. SAINT-EXUPÉRY
* « Amar uma pessoa quer dizer aceitar envelhecer com ela. » - A. CAMUS
* « A lâmpada do coração, se acesa, ilumina o mundo. » - GHANDI
* « A minha primeira palavra é bondade; a segunda é bondade; a terceira é bondade. » - JOÃO XXIII
* « Queres que o mundo seja bom? Eis o segredo: começa por ti próprio. » - PEDRO CRISÓLOGO
* « A bondade é uma linguagem que os mudos podem ouvir e os cegos podem ver. » - MARK TWAIN
* « Abri de par em par as portas do vosso coração a Cristo. Ele não vos tira nada e dá-vos tudo. » JOÃO PAULO II
* « Não se vê bem senão com o coração. O essencial é invisível aos olhos. » - A. SAINT-EXUPÉRY
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domingo, 16 de outubro de 2016
PALAVRA DE DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!
Considerando:
1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, profética" AQUI
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesial" AQUI
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Para saber mais, clicar AQUI
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontro" AQUI
5. Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias. Para saber mais clicar, AQUI
6. Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador». Ver AQUI
Então:
Tema do 29º Domingo do Tempo Comum
A Palavra que a liturgia de hoje nos apresenta convida-nos a manter com Deus uma relação estreita, uma comunhão íntima, um diálogo insistente: só dessa forma será possível ao crente aceitar os projectos de Deus, compreender os seus silêncios, respeitar os seus ritmos, acreditar no seu amor.
O Evangelho sugere que Deus não está ausente nem fica insensível diante do sofrimento do seu Povo… Os crentes devem descobrir que Deus os ama e que tem um projecto de salvação para todos os homens; e essa descoberta só se pode fazer através da oração, de um diálogo contínuo e perseverante com Deus.
A primeira leitura dá a entender que Deus intervém no mundo e salva o seu Povo servindo-Se, muitas vezes, da acção do homem; mas, para que o homem possa ganhar as duras batalhas da existência, ele tem que contar com a ajuda e a força de Deus… Ora, essa ajuda e essa força brotam da oração, do diálogo com Deus.
A segunda leitura, sem se referir directamente ao tema da relação do crente com Deus, apresenta uma outra fonte privilegiada de encontro entre Deus e o homem: a Escritura Sagrada… Sendo a Palavra com que Deus indica aos homens o caminho da vida plena, ela deve assumir um lugar preponderante na experiência cristã.
EVANGELHO – Lc 18,1-8
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus disse aos seus discípulos uma parábola
sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar:
«Em certa cidade vivia um juiz
que não temia a Deus nem respeitava os homens.
Havia naquela cidade uma viúva
que vinha ter com ele e lhe dizia:
‘Faz-me justiça contra o meu ad
versário’.
Durante muito tempo ele não quis atendê-la.
Mas depois disse consigo:
‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens;
mas, porque esta viúva me importuna,
vou fazer-lhe justiça,
para que não venha incomodar-me indefinidamente’».
E o Senhor acrescentou:
«Escutai o que diz o juiz iníquo!…
E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos,
que por Ele clamam dia e noite,
e iria fazê-los esperar muito tempo?
Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa.
Mas quando voltar o Filho do homem,
encontrará fé sobre esta terra?»
AMBIENTE
O Evangelho apresenta-nos mais uma etapa do “caminho de Jerusalém”. O texto que hoje nos é proposto vem na sequência do discurso escatológico sobre a vinda gloriosa do Filho do Homem (cf. Lc 17,20-37). A parábola do juiz e da viúva deve, pois, ser entendida neste ambiente.
Trata-se de um texto que não tem paralelo noutro evangelista; no entanto, é similar à parábola do amigo importuno que vem pedir pão a meio da noite e que é atendido por causa da sua insistência (cf. Lc 11,5-8).
Não esqueçamos que Lucas escreveu o terceiro Evangelho durante a década de 80… É uma época em que as comunidades cristãs sofrem por causa da hostilidade dos judeus e dos pagãos e em que já se anunciam as grandes perseguições que dizimaram as comunidades cristãs no final do séc. I. Os cristãos estão inquietos, desanimados e anseiam pela segunda vinda de Cristo – isto é, pela intervenção definitiva de Deus na história para derrotar os maus e salvar o seu Povo.
MENSAGEM
O nosso texto consta de uma parábola e da sua aplicação teológica.
Os personagens centrais da parábola (vers 2-5) são uma viúva e um juiz. A viúva, pobre e injustiçada (na Bíblia, é o protótipo do pobre sem defesa, vítima da prepotência dos ricos e dos poderosos), passava a vida a queixar-se do seu adversário e a exigir justiça; mas o juiz, “que não temia Deus nem os homens”, não lhe prestava qualquer atenção… No entanto, o juiz – apesar da sua dureza e insensibilidade – acabou por fazer justiça à viúva, a fim de se livrar definitivamente da sua insistência importuna.
Apresentada a parábola, vem a sua aplicação teológica (vers. 6-8). Se um juiz prepotente e insensível é capaz de resolver o problema da viúva por causa da sua insistência, Deus (que não é, nem de perto nem de longe, um juiz prepotente e sem coração) não iria escutar os “seus eleitos que por Ele clamam dia e noite e iria fazê-los esperar muito tempo?”
Naturalmente, estamos diante de uma pergunta retórica. É evidente que, se até um juiz insensível acaba por fazer justiça a quem lhe pede com insistência, com muito mais motivo Deus – que é rico em misericórdia e que defende sempre os débeis – estará atento às súplicas dos seus filhos.
Dado o contexto em que a parábola aparece, é certo que Lucas pretende dirigir-se a uma comunidade cristã cercada pela hostilidade do mundo, que começava a ver no horizonte próximo o espectro das perseguições e que estava desanimada porque, aparentemente, Deus não escutava as súplicas dos crentes e não intervinha no mundo para salvar a sua Igreja. A resposta que Lucas deixa aos seus cristãos é a seguinte: ao contrário do que parece, Deus não abandonou o seu Povo, nem é insensível aos seus apelos; Ele tem o seu projecto, o seu plano e o seu tempo próprio para intervir… Aos crentes resta moderar a sua impaciência e confiar em que Ele não deixará de intervir para os libertar.
Que é que tudo isto tem a ver com a oração? Porque é que esta é uma parábola sobre a necessidade de rezar (“Jesus disse-lhes uma parábola sobre a necessidade de orar sempre, sem desanimar” – vers. 1)? Lucas pede aos cristãos a quem a mensagem se destina que, apesar do aparente silêncio de Deus, não deixem nunca de dialogar com Ele. É nesse diálogo que entendemos os projectos e os ritmos de Deus; é nesse diálogo que Deus transforma os nossos corações; é nesse diálogo que aprendemos a entregar-nos nas mãos de Deus e a confiar n’Ele. Sobretudo, que nada (nem o desânimo, nem a desconfiança perante o silêncio de Deus) nos leve a desistir de uma verdadeira comunhão e de um profundo diálogo com Deus.
ACTUALIZAÇÃO
Na reflexão, podem ser considerados os seguintes aspectos:
• Porque é que Deus permite que tantos milhões de homens sobrevivam em condições tão degradantes? Porque é que os maus e injustos praticam arbitrariedades sem conta sobre os mais débeis e nenhum mal lhes acontece? Como é que Deus aceita que 2.800 milhões de pessoas (cerca de metade da humanidade) vivam com menos de três euros por dia? Como é que Deus não intervém quando certas doenças incuráveis ameaçam dizimar os pobres dos países do quarto mundo, perante a indiferença da comunidade internacional? Onde está Deus quando as ditaduras ou os imperialismos maltratam povos inteiros? Deus não intervém porque não quer saber dos homens e é insensível em relação àquilo que lhes acontece? É a isto que o Evangelho de hoje procura responder… Lucas está convicto de que Deus não é indiferente aos gritos de sofrimento dos pobres e que não desistiu de intervir no mundo, a fim de construir o novo céu e a nova terra de justiça, de paz e de felicidade para todos… Simplesmente, Deus tem projectos e planos que nós, na nossa ânsia e impaciência, não conseguimos perceber. Deus tem o seu ritmo – um ritmo que passa por não forçar as coisas, por respeitar a liberdade do homem… A nós resta-nos respeitar a lógica de Deus, confiar n’Ele, entregarmo-nos nas suas mãos.
• Para que Deus e os seus projectos façam sentido ou, pelo menos, para que a aparente falta de lógica dos planos de Deus não nos lancem no desespero e na revolta, é preciso manter com Ele uma relação de comunhão, de intimidade, de diálogo. Através da oração, percebemos quem Deus é, percebemos o seu amor e a sua misericórdia, descobrimos a sua bondade e a sua justiça… E, dessa forma, constatamos que Ele não é indiferente à sorte dos pobres e que tem um projecto de salvação para todos os homens. A oração é o caminho para encontrarmos o amor de Deus.
• O diálogo que mantemos com Deus não pode ser um diálogo que interrompemos quando deixamos de perceber as coisas ou quando Deus parece ausente; mas é um diálogo que devemos manter, com perseverança e insistência. Quem ama de verdade, não corta a relação à primeira incompreens&ati
lde;o ou à primeira ausência. Pelo contrário, a espera e a ausência provam o amor e intensificam a relação.
• A oração não é uma fórmula mágica e automática para levar Deus a fazer-nos as “vontadinhas”… Muitas vezes, Deus terá as suas razões para não dar muita importância àquilo que Lhe pedimos: às vezes pedimos a Deus coisas que nos compete a nós conseguir (por exemplo, passar nos exames); outras vezes, pedimos coisas que nos parecem boas, mas que a médio prazo podem roubar-nos a felicidade; outras vezes, ainda, pedimos coisas que são boas para nós, mas que implicam sofrimento e injustiça para os outros… É preciso termos consciência disto; e quando parece que Deus não nos ouve, perguntemos a nós próprios se os nossos pedidos farão sentido, à luz da lógica de Deus.
Fonte: http://www.dehonianos.pt/dia-liturgia/29o-domingo-do-tempo-comum-ano-c/?mc_id=939
A Palavra que a liturgia de hoje nos apresenta convida-nos a manter com Deus uma relação estreita, uma comunhão íntima, um diálogo insistente: só dessa forma será possível ao crente aceitar os projectos de Deus, compreender os seus silêncios, respeitar os seus ritmos, acreditar no seu amor.
O Evangelho sugere que Deus não está ausente nem fica insensível diante do sofrimento do seu Povo… Os crentes devem descobrir que Deus os ama e que tem um projecto de salvação para todos os homens; e essa descoberta só se pode fazer através da oração, de um diálogo contínuo e perseverante com Deus.
A primeira leitura dá a entender que Deus intervém no mundo e salva o seu Povo servindo-Se, muitas vezes, da acção do homem; mas, para que o homem possa ganhar as duras batalhas da existência, ele tem que contar com a ajuda e a força de Deus… Ora, essa ajuda e essa força brotam da oração, do diálogo com Deus.
A segunda leitura, sem se referir directamente ao tema da relação do crente com Deus, apresenta uma outra fonte privilegiada de encontro entre Deus e o homem: a Escritura Sagrada… Sendo a Palavra com que Deus indica aos homens o caminho da vida plena, ela deve assumir um lugar preponderante na experiência cristã.
EVANGELHO – Lc 18,1-8
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas
Naquele tempo,
Jesus disse aos seus discípulos uma parábola
sobre a necessidade de orar sempre sem desanimar:
«Em certa cidade vivia um juiz
que não temia a Deus nem respeitava os homens.
Havia naquela cidade uma viúva
que vinha ter com ele e lhe dizia:
‘Faz-me justiça contra o meu ad
versário’.
Durante muito tempo ele não quis atendê-la.
Mas depois disse consigo:
‘É certo que eu não temo a Deus nem respeito os homens;
mas, porque esta viúva me importuna,
vou fazer-lhe justiça,
para que não venha incomodar-me indefinidamente’».
E o Senhor acrescentou:
«Escutai o que diz o juiz iníquo!…
E Deus não havia de fazer justiça aos seus eleitos,
que por Ele clamam dia e noite,
e iria fazê-los esperar muito tempo?
Eu vos digo que lhes fará justiça bem depressa.
Mas quando voltar o Filho do homem,
encontrará fé sobre esta terra?»
AMBIENTE
O Evangelho apresenta-nos mais uma etapa do “caminho de Jerusalém”. O texto que hoje nos é proposto vem na sequência do discurso escatológico sobre a vinda gloriosa do Filho do Homem (cf. Lc 17,20-37). A parábola do juiz e da viúva deve, pois, ser entendida neste ambiente.
Trata-se de um texto que não tem paralelo noutro evangelista; no entanto, é similar à parábola do amigo importuno que vem pedir pão a meio da noite e que é atendido por causa da sua insistência (cf. Lc 11,5-8).
Não esqueçamos que Lucas escreveu o terceiro Evangelho durante a década de 80… É uma época em que as comunidades cristãs sofrem por causa da hostilidade dos judeus e dos pagãos e em que já se anunciam as grandes perseguições que dizimaram as comunidades cristãs no final do séc. I. Os cristãos estão inquietos, desanimados e anseiam pela segunda vinda de Cristo – isto é, pela intervenção definitiva de Deus na história para derrotar os maus e salvar o seu Povo.
MENSAGEM
O nosso texto consta de uma parábola e da sua aplicação teológica.
Os personagens centrais da parábola (vers 2-5) são uma viúva e um juiz. A viúva, pobre e injustiçada (na Bíblia, é o protótipo do pobre sem defesa, vítima da prepotência dos ricos e dos poderosos), passava a vida a queixar-se do seu adversário e a exigir justiça; mas o juiz, “que não temia Deus nem os homens”, não lhe prestava qualquer atenção… No entanto, o juiz – apesar da sua dureza e insensibilidade – acabou por fazer justiça à viúva, a fim de se livrar definitivamente da sua insistência importuna.
Apresentada a parábola, vem a sua aplicação teológica (vers. 6-8). Se um juiz prepotente e insensível é capaz de resolver o problema da viúva por causa da sua insistência, Deus (que não é, nem de perto nem de longe, um juiz prepotente e sem coração) não iria escutar os “seus eleitos que por Ele clamam dia e noite e iria fazê-los esperar muito tempo?”
Naturalmente, estamos diante de uma pergunta retórica. É evidente que, se até um juiz insensível acaba por fazer justiça a quem lhe pede com insistência, com muito mais motivo Deus – que é rico em misericórdia e que defende sempre os débeis – estará atento às súplicas dos seus filhos.
Dado o contexto em que a parábola aparece, é certo que Lucas pretende dirigir-se a uma comunidade cristã cercada pela hostilidade do mundo, que começava a ver no horizonte próximo o espectro das perseguições e que estava desanimada porque, aparentemente, Deus não escutava as súplicas dos crentes e não intervinha no mundo para salvar a sua Igreja. A resposta que Lucas deixa aos seus cristãos é a seguinte: ao contrário do que parece, Deus não abandonou o seu Povo, nem é insensível aos seus apelos; Ele tem o seu projecto, o seu plano e o seu tempo próprio para intervir… Aos crentes resta moderar a sua impaciência e confiar em que Ele não deixará de intervir para os libertar.
Que é que tudo isto tem a ver com a oração? Porque é que esta é uma parábola sobre a necessidade de rezar (“Jesus disse-lhes uma parábola sobre a necessidade de orar sempre, sem desanimar” – vers. 1)? Lucas pede aos cristãos a quem a mensagem se destina que, apesar do aparente silêncio de Deus, não deixem nunca de dialogar com Ele. É nesse diálogo que entendemos os projectos e os ritmos de Deus; é nesse diálogo que Deus transforma os nossos corações; é nesse diálogo que aprendemos a entregar-nos nas mãos de Deus e a confiar n’Ele. Sobretudo, que nada (nem o desânimo, nem a desconfiança perante o silêncio de Deus) nos leve a desistir de uma verdadeira comunhão e de um profundo diálogo com Deus.
ACTUALIZAÇÃO
Na reflexão, podem ser considerados os seguintes aspectos:
• Porque é que Deus permite que tantos milhões de homens sobrevivam em condições tão degradantes? Porque é que os maus e injustos praticam arbitrariedades sem conta sobre os mais débeis e nenhum mal lhes acontece? Como é que Deus aceita que 2.800 milhões de pessoas (cerca de metade da humanidade) vivam com menos de três euros por dia? Como é que Deus não intervém quando certas doenças incuráveis ameaçam dizimar os pobres dos países do quarto mundo, perante a indiferença da comunidade internacional? Onde está Deus quando as ditaduras ou os imperialismos maltratam povos inteiros? Deus não intervém porque não quer saber dos homens e é insensível em relação àquilo que lhes acontece? É a isto que o Evangelho de hoje procura responder… Lucas está convicto de que Deus não é indiferente aos gritos de sofrimento dos pobres e que não desistiu de intervir no mundo, a fim de construir o novo céu e a nova terra de justiça, de paz e de felicidade para todos… Simplesmente, Deus tem projectos e planos que nós, na nossa ânsia e impaciência, não conseguimos perceber. Deus tem o seu ritmo – um ritmo que passa por não forçar as coisas, por respeitar a liberdade do homem… A nós resta-nos respeitar a lógica de Deus, confiar n’Ele, entregarmo-nos nas suas mãos.
• Para que Deus e os seus projectos façam sentido ou, pelo menos, para que a aparente falta de lógica dos planos de Deus não nos lancem no desespero e na revolta, é preciso manter com Ele uma relação de comunhão, de intimidade, de diálogo. Através da oração, percebemos quem Deus é, percebemos o seu amor e a sua misericórdia, descobrimos a sua bondade e a sua justiça… E, dessa forma, constatamos que Ele não é indiferente à sorte dos pobres e que tem um projecto de salvação para todos os homens. A oração é o caminho para encontrarmos o amor de Deus.
• O diálogo que mantemos com Deus não pode ser um diálogo que interrompemos quando deixamos de perceber as coisas ou quando Deus parece ausente; mas é um diálogo que devemos manter, com perseverança e insistência. Quem ama de verdade, não corta a relação à primeira incompreens&ati
lde;o ou à primeira ausência. Pelo contrário, a espera e a ausência provam o amor e intensificam a relação.
• A oração não é uma fórmula mágica e automática para levar Deus a fazer-nos as “vontadinhas”… Muitas vezes, Deus terá as suas razões para não dar muita importância àquilo que Lhe pedimos: às vezes pedimos a Deus coisas que nos compete a nós conseguir (por exemplo, passar nos exames); outras vezes, pedimos coisas que nos parecem boas, mas que a médio prazo podem roubar-nos a felicidade; outras vezes, ainda, pedimos coisas que são boas para nós, mas que implicam sofrimento e injustiça para os outros… É preciso termos consciência disto; e quando parece que Deus não nos ouve, perguntemos a nós próprios se os nossos pedidos farão sentido, à luz da lógica de Deus.
Fonte: http://www.dehonianos.pt/dia-liturgia/29o-domingo-do-tempo-comum-ano-c/?mc_id=939
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