"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sexta-feira, 17 de fevereiro de 2012

Foi fácil, barato e deu milhões. E agora, quem paga?

Manuel Esteves - mesteves@negocios.pt
Os portugueses andaram a viver acima das suas capacidades - já se repetiu até à exaustão. Para isso, precisaram de crédito. Crédito fácil, barato e que deu milhões a quem o deu. Pode, por isso, dizer-se que os bancos andaram a emprestar acima das suas capacidades. Os portugueses estão a pagar por isso. E os bancos, estarão?

À primeira vista, olhando para os resultados financeiros, parece que sim. Três dos quatro maiores bancos privados portugueses tiveram prejuízos de 1.100 milhões de euros em 2011. Porém, este enorme prejuízo deveu-se sobretudo a três factores extraordinários que dificilmente se repetirão: perdas motivadas pela exposição à dívida pública grega; imparidades para crédito reclamadas pela troika; e prejuízos provocados pela transferência dos fundos de pensões para a Segurança Social.

Todos estes prejuízos podem ser vistos como um investimento em resultados futuros. Com a Grécia, há uma antecipação das futuras perdas motivadas por um perdão "voluntário" dos credores; a transferência dos fundos retira um pesado fardo das costas dos bancos; e as imparidades tornam mais transparente e "verdadeiro" o balanço das instituições.

Assim, embora a margem de actividade dos bancos seja estreita (devido à restrição na concessão de crédito e à pressão do crédito malparado), é de esperar que os prejuízos não se repitam este ano.

Será que o mesmo se pode dizer para o conjunto de cidadãos que pediram dinheiro emprestado aos bancos? Não. Todas as previsões mostram que o desemprego continuará a subir e o rendimento disponível a diminuir nos próximos anos.

Por outro lado, os prejuízos da banca em 2011 não nos devem fazer esquecer os lucros que as mesmas instituições obtiveram ao longo de anos. Por exemplo, entre 2006 e 2010, os mesmos três bancos (BCP, BES e BPI) tiveram lucros de 5,7 mil milhões de euros - cinco vezes mais do que os prejuízos registados em 2011. Assim, se o prejuízo, como tudo indica, não se repetir este ano, o negócio do crédito arriscado e irresponsável mais do que compensou.

Se há algo que choca na abordagem do poder político a esta crise é a forma como trata bancos, por um lado, e Estados, por outro. Para que os Estados grego, irlandês e português recebessem os primeiros empréstimos da Zona Euro, tiveram de suar as estopinhas, com resultados muito duvidosos. Já a banca teve a vida muito mais facilitada, com a possibilidade de se financiar quase a preço zero junto do BCE, continuando a beneficiar de importantes linhas de crédito, fundamentais para se manter a pulsação do sistema financeiro.

Mas não é só nos apoios. É também na atribuição de responsabilidades. O discurso dominante responsabiliza os Estados e respectivos governos pela situação dos países, mas pouco se critica a forma gananciosa como foram geridos os bancos.

É evidente que nesta crise a banca tem de ser tratada com todo o cuidado, até porque é nos bancos que estão as poupanças e ordenados dos cidadãos. Não há economia sem banca saudável. Mas também não se pode confundir sistema bancário com accionistas dos bancos.

A Europa tem de se preocupar mais com os Estados e tratá-los sem preconceitos ideológicos. Essa é a única forma de garantir que, no final, alguém se preocupará com os cidadãos.

Editor de Economia
"Visto por dentro" é um espaço de opinião de jornalistas do Negócios


Do mesmo autor, "Não é o momento oportuno para dizer... a verdade"
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=535789

quinta-feira, 16 de fevereiro de 2012

É desta maneira que levam o nosso dinheiro! - mais umas deste nosso PORTUGAL, o tal, o dito estado de "direito"

Do MCG acabo de receber mais esta que urge, porque merece, divulgar neste "DITO&..." - mais uma, das muitas & variadas, "pieguices" minhas:

Cara(o)s Associada(o)s,

No dia 19 de Janeiro foram nomeadas 5 (cinco) personalidades - duas das quais estrangeiras - de reconhecido mérito para ... ... (um leigo não entende as suas funções).
Hoje - 15 de Fevereiro - foram nomeados 3 (três) "Doutores" para integrar a comissão de vencimentos que definirá o estatuto remuneratório das referidas cinco personalidades de reconhecido mérito...
Provavelmente, dentro de dias, serão nomeados mais "não sabemos quantos" para definir o estatuto remuneratório dos três que integram a comissão de vencimentos...
Palavras, para quê?!...
Como os Portugueses são dóceis, pacatos, cordeiros, ... etc .... o poder irá continuar a fazer o que quer de nós!
e não passam de uns piegas (oh se fossem mais do que isso...), acrescento eu - uma verdade&realidade permanente e infelizmente constatada!!!

Saudações,
Pela Direcção,
O Presidente,
Manuel Augusto Vieira Machado
MCG - Movimento de Cidadãos por Gaia
mcporgaia@gmail.com
telefone: 911933818
www.mcporgaia.pt
Conselho das finanças públicas
Conselho das finanças públicas comissão de vencimentos

NOTA: para quem não conhece este MCG, Movimento de Cidadãos por Gaia, tem uma oportunidade de o conhecer; assim:
"Não perca o "Bom Dia Portugal Fim de Semana" do próximo Domingo!
O nosso Movimento de Cidadãos vai lá estar falando de cidadania, de Vila Nova de Gaia e dos Gaienses!"

E já agora, por falar em «... que levam o nosso dinheiro!», uma 3ª "pérola" da "mesma conta, peso & medida" ou, se quiserem, da mesma espécie, "rosário", "mar", "vergonha", ....; esta:
Relvas sempre...
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=1&did=50715