"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sábado, 22 de maio de 2021

inPRENSA semanal (15 a 21-05-2021): a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.



Portugal permite entrada de turistas de quase toda a Europa (e não apenas do Reino Unido)
Cientistas descobrem o segredo das pessoas que vivem mais de 105 anos
Hegemonia económica da China cada vez mais longe. Queda demográfica coloca Pequim sob pressão
Elon Musk, o novo dono disto tudo
Testes mostram eficácia da vacina da Sanofi-GSK
Novo Banco arrisca mais perdas milionárias com 18 grandes devedores
Dinheiro, imóveis e arte. João Rendeiro perde fortuna para o Estado
e
“Um dia feliz”. Britânicos voltam em força (e até o calor se antecipou)
Odemira não é um caso único. Em Santarém, há situações “em tudo semelhantes”
Plano da CIA para capturar Bin Laden originou um problema de saúde pública no Paquistão
Romanos tinham um sistema para manter o seu maior aqueduto limpo
Ordens do médico. A Peste Negra mudou os hábitos de beber álcool
Peritos alemães dizem que será necessária terceira dose da vacina
"Sou feliz aqui". Nesta exploração agrícola os imigrantes recebem salários justos, subsídios e vivem em casas dignas
Respeitar a PSP
Não há equidistância, há uma ocupação
‘Míssil’ grego arrasa ‘bazuca’ portuguesa
Os militares não saem do quartel por procuração
Covid-19: Mais de 5.660 suspeitas de reações adversas à vacina registadas em Portugal
Cavaco entrou em choque com Rio. Reforma das Forças Armadas vai a debate (e deve passar)
Banho de multidão e “pedras” do PAIGC e de Ana Gomes. Marcelo em visita histórica à Guiné Bissau
Carlos Costa compara venda do Novo Banco a cabaz de fruta “parcialmente apodrecida”
“Idiotas”. Bolsonaro critica pessoas que mantêm isolamento social na pandemia
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“Se acha que a educação é cara, não queira saber o custo da ignorância": 5 horas de Máximo dos Santos sobre Novo Banco
Podemos começar a dizer adeus às máscaras, como os EUA? Especialista que aconselha Governo diz que não e explica porquê em 5 respostas
Os coitadinhos que ninguém respeita
Bebé entre as dezenas de crianças salvas do mar em Ceuta
Um conflito infindável
A raspadinha dos impostos
Rússia aprova lei que pode excluir das eleições o movimento de Navalny
“Estou preocupado”. Ex-piloto da Marinha dos EUA diz que via OVNIs “todos os dias”
Tratamento trava trombose causada pela vacina da AstraZeneca
Tribunal da União Europeia anula ajuda do Estado à TAP
Que vacina vou tomar quando chegar a minha vez? Conheça as restrições, recomendações e em que situações poderá escolher
Reinfeções por Covid-19 "são complicadas de confirmar", mas investigadores acreditam que "são muito raras"
“Zangar-se com Deus também é rezar”, diz o Papa
Euro2020: RTP, SIC e TVI partilham direitos de transmissão do campeonato
Inovação faz com que tumores se autodestruam graças a um “cavalo de Tróia”
Fuga de informação revela documento confidencial sobre Hospital de Belém. Ministério da Defesa investigado
Migrantes marroquinos envolvidos em motins e confrontos. Vox exige construção de muro
Covid-19. As praias são seguras? Três especialistas respondem
“As fronteiras espanholas são as fronteiras europeias. Pela mesma lógica, os abusos espanhóis também são os abusos da UE”: o caso Ceuta
A ditadura que guarda fronteiras europeias apresentou a conta
O antissemitismo, o racismo aceitável da esquerda
Cirurgia "potencialmente curativa" de cancro do pâncreas feita pelo Hospital de São João
O preço dos preconceitos ideológicos
"No futebol e na vida, se esquecemos a gratuidade, perdemos o jogo", diz o Papa
Tolkien e Judite: uma visão cristã da violência
Portugal está na final da Eurovisão
“A nossa mãe morreu por causa disto”. William e Harry arrasam entrevista da BBC a Diana
Ministério Público alega que Unilabs “terá agido a mando do FC Porto”. Laboratório nega
Má qualidade do ar associada ao aumento do risco de Alzheimer
Papa agradece a Deus cessar-fogo na Terra Santa e diz que dívidas económica e ecológica «são questões de justiça»
Novo Banco e BCP põem à venda dívida do Sporting
Mapa da covid. Há 21 concelhos acima do limite a nível nacional. Lisboa está próximo

quarta-feira, 20 de fevereiro de 2019

CINEMA&FILME: “Truth”

A Igreja católica premiou uma curta-metragem que descreve como as informações falsas podem afetar negativamente a vida de setores vulneráveis da população, como as crianças, e um cartaz que relaciona a desinformação com a deterioração ecológica. Os trabalhos foram distinguidos no âmbito do primeiro concurso “Visualizar a verdade”, organizado pela SIGNIS e pelo Dicastério para a Comunicação, do Vaticano. A iniciativa pretendeu exemplificar as amplas possibilidades comunicativas e criativas oferecidas pela mensagem da Jornada Mundial das Comunicações Sociais, neste caso a de 2018, sobre "fake news" e jornalismo de paz. Para saber mais clicar AQUI.

segunda-feira, 28 de maio de 2018

LIVRO&LEITURA: Novo livro desmascara notícias e imagens falsas do papa Francisco

Algumas revelam arte falsificada, outras são o resultado de incompetência ou desleixo, outras ainda são subtilmente construídos para conseguir fazer-lhe dizer o que nunca disse, nem sequer pensou: de "notícias falsas" sobre o papa Francisco está repleta a galáxia da internet, e certamente o pontífice não é o único na mira dos falsários, desde os mais inócuos e irreverentes aos que estão ao serviço da mentira. Dessas "más novas" ocupa-se o novo livro "Fake pope". Para saber mais, clicar AQUI.

sábado, 6 de agosto de 2016

inPRENSA semanal: a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.



Mesquita recusa enterrar terrorista que matou padre
Dijsselbloem e Van Gogh
A candidata do GOP
Cristãos curvados sobre as feridas do mundo
Cavaco Silva: vinte anos perdidos
Um bocejo chamado Sócrates
Presidente do Mecanismo Europeu de Estabilidade: "nem toda a dívida é má"
Colégios. Ministério acusa juiz de parcialidade
Docentes contra juiz que defendeu colégio onde estuda a filha
Cinco campeões contam o seu momento inesquecível com Moniz Pereira
80% dos alunos do 5º ano falham a Matemática
E se o sal perde o sabor?
Deus conta contigo por aquilo que és, não pelo que tens ou pelo teu passado, porque é «obstinado» no amor, afirma papa
Segurança, hospitalidade e qualidade de vida melhoram reputação internacional de Portrugal
Tem mais de 40 anos? Só devia trabalhar três dias por semana
"Gang de Cristo": Um padre entre gangsters mexicanos
Lisboa. As primeiras imagens (raras) da Ponte 25 de Abril
Uma analogia incrível e uma história de amor: a ponte faz anos
"Não há político que tenha coragem para falar a verdade e contar tudo aos portugueses" 
Bodes expiatórios
27 fotografias para restaurar a fé na humanidade
«Crueldade» dos campos de concentração «assemelha-se» à do mundo de hoje, afirma papa
Equipa de refugiados comove o mundo nos Jogos
Rocha Andrade e as prendas da Galp
Ex- jogador de Pokémon Go conta porque desinstalou a aplicação
IMI. Casas iguais podem pagar imposto diferente
Aumento de IMI? "Querem fazer de nós parvos"
IMI. Imposto foi criado pelo PSD, lembra PS
UTAO: contenção da despesa salva défice, mas são precisas medidas adicionais

sábado, 14 de janeiro de 2012

Os maus exemplos vêm "de cima" & Portugal, um milagre "resiliente"

A dr.ª Manuela Ferreira Leite, eivada daquela caridade cristã que define o seu doce coração, disse, na SIC Notícias, num curioso programa dirigido por Ana Lourenço, que os doentes com mais de 70 anos, devem pagar hemodiálise. Infere-se, por oposição, o seguinte: quem não tiver dinheiro, que morra!, sobretudo a partir dos 70. Nessa altura, já cá não fazem falta nenhuma. Um pouco assustado, António Barreto confessou ter aquela idade fatal. E, mesmo sem o dizer, o dr. Balsemão tem mais de 70. Os celtas resolviam a questão com a presteza de quem não tem tempo a perder: atiravam os velhos dos penhascos.
Aqui, corta-se nos vencimentos dos reformados, aumentam-se as taxas moderadoras e até os enterros estão mais caros, devido aos impostos. A dr.ª Manuela tem dito coisas que bradam aos céus. Aquela declaração foi uma delas. Já antes, a fim de se pôr uma certa ordem no caos português sugerira a interrupção, por modestos seis meses, da democracia. A senhora esteve à beira de se tornar presidente do PSD e, por decorrência, acaso as bússolas da fortuna andassem avariadas, primeira-ministra. Que susto!, embora este, em que vivemos, não seja menor.
"Contra-Corrente" é o nome do programa em referência, no qual um luminoso conjunto de sábios discreteia sobre o nosso mundo e os nossos destinos. Devo dizer aos meus pios leitores que aguardei, arfante de curiosidade, a opinião dos preopinantes. Nada que as pessoas não soubessem. Com este tipo de programação, repetitiva e inócua, a Impresa não vai lá. Com excepção de Sobrinho Simões, que foi dizendo coisas válidas por acertadas, os outros debitaram mais do mesmo que todos dizem. Até António Barreto só disse banalidades. Vitorino, coitado!, é uma irrelevância.
O tropo que interessava seria a discussão sobre a promiscuidade entre política, negócios e partidarite. A ida em massa, para a administração da EDP, de militantes destacados do PSD e do CDS mereceu umas desatenções embargadas. Entretanto, soube-se que, para a empresa Águas de Portugal, vão dois militantes do PSD. As coisas são como são, mas não deveriam sê-lo, após as veementes declarações de princípio do dr. Passos Coelho, que se antagonizava com os "jobs" concedidos pelo PS aos seus "boys." Na realidade, estamos fartos desta vilanagem endémica. A política tornou-se a questão central do regime; mas, em vez de se abordar e analisar o problema, as minudências transformam-se em campanha de jornais, como o assunto da Maçonaria.
Pleitear-se a causa de que os detentores de cargos públicos terão de revelar as suas opções filosóficas pode abrir a caixa de Pandora, cujos resultados são imprevisíveis. Só a alusão a esta dissimulada caça à bruxas faz arrepiar. É claro que este fogacho não passa de isso mesmo: um fogacho (como o espaço atribuído a Paco Bandeira, um caso doméstico, com a importância menor que a sua própria natureza merece) para remover das cabeças das pessoas os tormentos que as apoquentam. O jornalismo português entrou numa fase degenerativa perturbadora. A impreparação demonstrada pelos seus empregados é de fugir. Não se trata de jornalistas, embora, certamente, todos agitem como credencial os níveis das graduações. Seria impensável, perante as situações políticas vigentes, as afirmações insanas de altos dirigentes partidários e a pouca-vergonha a que se assiste, no regabofe das nomeações - que uma Imprensa responsável e decente estivesse calada. Mas está.
Pergunto-me e os meus velhos amigos e camaradas perguntam-se: que ensinam, nos cursos de jornalismo, a estes jovens? Tornou-se moda, nas televisões, sem excepção, tratar as pessoas pelo primeiro nome, modo abusivo de se forçar uma intimidade tão absurda, como irrespeitosa, por despropositada. Assim como esta falsa familiaridade está longe de corresponder à teia reticular de afecto, necessária entre receptor e mensageiro, a preguiça no estudo, o desleixo pelo idioma, a ignorância impante fornecem um retrato muito poço lisonjeiro do jornalismo que se pratica.
Os exemplos provindos "de cima" são de molde a fugirmos deles a sete pés. A cultura do facilitismo, do dinheiro e do mais feroz individualismo parece ter adquirido carta de alforria. Quando se fazem exigências atrozes aos sectores mais débeis da sociedade portuguesa, e se tornam públicos os vencimentos faraónicos de alguns sujeitos, procedentes dos partidos "de poder", tudo é permitido. Como se diz nos "Irmãos Karamazov", de Dostoievski. W
in http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=531441

Portugal, um milagre resiliente. (Sir Ken Robinson e a Royal Society of Arts)
Como é que havemos de educar as nossas crianças para a economia do século XXI, quando nem sequer sabemos antecipar o estado da economia no final da próxima semana?" Sir Ken Robinson, autor, conferencista, pedagogo.
Opinião pessoal, mas transmissível: Portugal, como país auto-determinado, é um milagre resiliente. Nenhum país teve de sobreviver tanto à ignorância das suas elites socioeconómicas como Portugal. Equivale isto a dizer que, atendendo ao desvario irresponsável dos líderes públicos, e ao desprezo profundo pelo conhecimento e pelo mérito que o tecido político-económico fomenta com sinistro sucesso provinciano, ter esperança é um risco. Alguém fará, um dia, justiça à dedicação intrínseca da maioria dos nossos cidadãos ao sítio onde vivem (e querem viver), e aí começará o fim do pacto de tolerância à boçalidade cínica do triângulo formado pelos poderes económico, político e mediático.
A "Royal Society for the Encouragement of Arts, Manufactures and Commerce" tem sede em Londres e foi fundada em Covent Garden em 1754. Abreviadamente conhecida como "The RSA - The Royal Society of Arts", dedicou-se ao longo destes 250 anos de História ao fomento do conhecimento e da inovação, da cultura, da cidadania, da arte, da criatividade. O seu arquivo é uma das muitas razões válidas para uma visita atenta, com muito mais para ver e sentir do que poderia caber nesta crónica. Entre muitos conteúdos irrepreensivelmente tratados e colocados à disposição, está o conjunto de animações "RSA Animate". Estes trabalhos de animação a duas dimensões, muitas vezes simples - como um lápis que rabisca o que está a ser narrado, por exemplo - são quase sempre de uma eficácia cénica incrível. Atingindo milhões de visualizações "online" (há, inclusivamente, uma aplicação para "tablet" ou "smartphone" disponível gratuitamente), um dos mais surpreendentes é o "rabisco inspirado" que acompanha a conferência de Sir Ken Robinson, "Changing Education Paradigms" (Mudando os Paradigmas da Educação). Nesta, o pedagogo nascido em Liverpool, defende a mudança que considera essencial fazer na política de educação, para o futuro da Economia. O resultado da animação "a posteriori" do áudio da palestra é extraordinário e incisivo. Entre diversos postulados "animados" neste curto vídeo, está o de que muito do que se conseguiu, em termos de motivação e razão de ser para a obtenção de uma licenciatura, por exemplo, está perdido e deve ser reinventado, pois desapareceram as garantias de segurança dadas aos jovens pela simples frequência de um ciclo de ensino completo. Os nossos jovens perderam o estímulo central para se dedicarem à escola, que era o da emancipação económica; pensar que o problema está "neles" que obedecem, em vez de "nós" que mandamos, é um preconceito que não resolverá nada, apenas criará mais clivagem social e custos acrescidos nas contas públicas do futuro. O vértice empobrecedor deste preconceito está na separação artificial e dogmática entre o que é "intelectual" e o que é "económico", que chegou ao sistema de ensino por mimese dos nossos vícios e fragilidades, e deve ser reequacionado. Impossível de reverter?
Portugal conseguiu, no século XX, baixar a sua percentagem de analfabetismo de 33,6% (1970) para 9% (medidos já em 2001). É urgente assumir no discurso público este nível de exigência histórica e de responsabilização, e é de uma fina ironia - só possível num território ambíguo como a "política" - que não se coloque a importância destes factos históricos na frente de toda a acção cívica, numa altura em que o que está em jogo, precisamente, é se conseguimos (ou não) reeducar uma Economia que, neste momento, já é só Finança e prejuízo; felizmente, a grandiosidade dos feitos, quando comparada à futilidade dos líderes, postula bem de como tudo é possível neste milagre resiliente. Essa é a esperança, esse é o risco.