«O silêncio é indispensável a todos os homens, para o próprio equilíbrio da pessoa humana, habitada pela presença de Deus, a quem a reverência e o silêncio sagrado são adequados. Mas no mundo em que vivemos, o silêncio foi enviado para o exílio. Portanto, é urgente procurá-lo e colocá-lo de volta no centro das nossas vidas.» Para saber mais clicar AQUI.
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
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quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020
LIVRO&LEITURA: “Silêncio, o mestre dos mestres”
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sábado, 15 de setembro de 2012
uma VISITA (5): Balsamão
As FÉRIAS (d)e VERÃO terminaram.
Outras férias & outros Verões aí virão.
Outras férias & outros Verões aí virão.
Haverá cinco umbigos do mundo. Um deles é o Monte Morais. O convento de Balsamão, dos Padres Marianos da Imaculada Conceição, está diante dele, ao colo. Uma divina enfermeira, protetora de noivos, será a culpada. Cortemos, então, a respiração, subindo à esplanada e ao miradouro: a Serra de Bornes em redor, os olivais de Chacim ao fundo, as termas da Abilheira em baixo. Se for ao final da tarde, podemos ter a sorte de contemplar um pôr do sol glorioso, de vermelhos e laranjas intensos. Há alternativas, claro: no miradouro da água, o assombro é pelo menos igual ao anterior. E nos claustros apetece ficar apenas a olhar as árvores de fruto ou a cisterna apaziguadora dos sentidos. O lugar, perto de Macedo de Cavaleiros, é assim há muito. No seu diário, o principal inspirador do convento, o padre polaco Casimiro Wyszynski (1700-1755) descrevia: «Temos aqui, cercados pelos rios, campos, pomares, vinhedos, prados, oliveiras e frutas de várias espécies. E nesse monte há florestas, árvores, belos carvalhos.»
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terça-feira, 28 de agosto de 2012
FÉRIAS (d)e VERÃO com uma VISITA (4)
Dormir em mosteiros (III): Carmelo de Bande
Dizem os filólogos que Bande significa lugar de passagem. Mas aqui apetece ficar, entre o pequeno bosque de choupos, os terrenos cultivados ou o pomar com uma enorme diversidade de árvores de fruto. E falar de apetite não é despropositado neste mosteiro: «Deus é a eternidade constante, mas a eternidade não é algo estático, é uma novidade que cumula todo o desejo». Cheira ainda a novo, o edifício – mesmo se leva já uma década neste lugar, uma aldeia do concelho de Paços de Ferreira. No resto do espaço, vê-se que foi obra dar ao sítio o aspeto que ele tem hoje. Plantar árvores, cultivar a horta, humanizar o lugar. Dar beleza aos caminhos, com um jardim de oliveiras e cerejeiras, noivas-da-floresta e árvores de folha caduca, ervas aromáticas e plantas medicinais, frutos silvestres e medronhos, morangos e framboesas. Talvez seja também por isso que, veremos adiante, sorriem muito, estas irmãs.
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sexta-feira, 24 de agosto de 2012
FÉRIAS (d)e VERÃO com uma VISITA (2)
Dormir em mosteiros (I): Tibães, uma hospedaria renovada e uma oração que atravessou séculos
Busca interior
Pode ser essa ideia de travessia, de ir de um lugar a outro de cada vida, que hoje leva tantas pessoas a procurar lugares de tranquilidade, natureza e pacificação. Afinal, talvez os monges medievais não estivessem muito longe dessa busca contemporânea. E do anseio de fugir ao quotidiano.
Lugares assim, mágicos, quase sempre, de tranquilidade e silêncio, de reencontro com o mais fundo de si mesmo, onde a água como fonte de vida e sobrevivência estava quase sempre presente, eram também os lugares procurados pelos monges para essa fuga.
Hoje, mosteiros e conventos continuam a ser possibilidades de, na fuga, reencontrar o mundo. E continuam a ser lugares de hospitalidade, mesmo se o acolhimento surge já como um desafio mútuo, para quem chega ou quem está: «Com aqueles que acolhemos (...)
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