"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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terça-feira, 25 de junho de 2024

ESPIRITUALIDADE: A Bíblia do Princípio ao Fim

Alberto de Mingo Kaminouchimissionário redentorista, doutorado em teologia bíblica e professor universitário em Madrid e Roma. Autor do livro A Bíblia do Princípio ao Fim, que está traduzido em português, e que aconselhamos muito, por ser muito bom e de leitura agradável e fluída.


sexta-feira, 26 de março de 2021

LIVROS&LEITURAS: "Divina Comédia" & “Do lado de cá da meia-noite. Atravessar a crise”

 Papa publica carta sobre atualidade da "Divina Comédia". Dante é "profeta de esperança"

Documento, dividido em nove pontos, dirige-se à universalidade dos fiéis, aos estudiosos de literatura, aos teólogos, aos artistas. Para saber mais clicar AQUI e AQUI.



Novo livro do bispo de Lamego para ajudar a ultrapassar a “crise pandémica e de alma”

A obra “Do lado de cá da meia-noite. Atravessar a crise” é apresentada esta quinta-feira com uma conferência online. Para saber mais clicar AQUI.

sexta-feira, 10 de abril de 2020

ESPIRITUALIDADE: De Quinta-feira Santa a Domingo de Páscoa: Gestos para uma liturgia em família

- Para que Páscoa nos estamos a preparar? A pergunta tornou-se comum, pública, sofrida. Deveria ser a de cada ano, porque a repetição da festa nunca pode ser sinónimo de estagnação e dado adquirido. As dramáticas circunstâncias que rapidamente envolveram larga parte da humanidade arrancam-nos, todavia, das zonas de conforto, e impõem interrogações radicais, mas talvez saudáveis. E se algo começasse a emergir do interior de algumas ou de muitas casas? Para saber mais clicar AQUI.

- “Tríduo Pascal em família”: Paulus Editora oferece conteúdos para a «Igreja doméstica» AQUI.



quarta-feira, 19 de fevereiro de 2020

LIVRO&LEITURA: “Silêncio, o mestre dos mestres”

«O silêncio é indispensável a todos os homens, para o próprio equilíbrio da pessoa humana, habitada pela presença de Deus, a quem a reverência e o silêncio sagrado são adequados. Mas no mundo em que vivemos, o silêncio foi enviado para o exílio. Portanto, é urgente procurá-lo e colocá-lo de volta no centro das nossas vidas.» Para saber mais clicar AQUI.

sexta-feira, 20 de maio de 2016

LIVRO&LEITURA:"As origens do cristianismo - Padres apostólicos"

Ainda que pertençam a um período definido, o conjunto de escritos está «longe de ser homogéneo», surpreendendo «pela sua generosa diversidade, que vai do género epistolar e profético-apocalítico ao catequético-litúrgico, passando pelo género homilético ou o formato "sui generis" de Papias». Para saber mais, clicar AQUI.

segunda-feira, 28 de dezembro de 2015

LIVROS&LEITURAS: Ano da Misericórdia Jubileu da Misericórdia

Livros "oficiais" sobre Jubileu da Misericórdia chegam a Portugal
O Pontifício Conselho para a Promoção da Nova Evangelização, responsável pela coordenação das atividades ligadas ao Ano da Misericórdia, publicou oito livros centrados naquele tema, partindo de diferentes pontos de vista. O objetivo da coleção, que em Portugal é lançada pela Paulus Editora, consiste em fornecer instrumentos «a todos os operadores pastorais, seja para o aprofundamento pessoal, seja para a preparação de encontros, catequeses, ou para a animação da oração comunitária», refere a página “oficial” dedicada ao Jubileu da Misericórdia. Ler mais em:
"O nome de Deus é Misericórdia": «Primeiro livro» do papa Francisco sai em janeiro
«Diz-se muitas vezes, justamente, que hoje se perdeu o sentido do pecado. Acrescentarei que também se perdeu a esperança de poder recomeçar. Esta é a grande mensagem cristã, que o papa faz reverberar para além das fronteiras e vedações: há um Deus que te quer bem, te espera, te vem procurar para te abraçar», acentua o jornalista que conversou com o papa Francisco para publicar este livro. Ler mais em:

sexta-feira, 19 de junho de 2015

LIVRO&LEITURA: "Voltar a Jesus"

Se nos próximos anos não se promover nas nossas paróquias e comunidades um clima de conversão humilde e alegre a Jesus Cristo, facilmente veremos como a fé se extinguirá aos poucos entre nós e como o nosso cristianismo multissecular se diluirá em formas religiosas cada vez mais decadentes e sectárias, e cada vez mais afastadas do movimento de seguidores inspirado e desejado por Jesus.
Ler mais em:

terça-feira, 3 de março de 2015

LIVRO&LEITURA: "História de uma conversão - A Quaresma com Santo Agostinho"

Deus que é manso e humilde de coração; Deus que esconde as grandes verdades aos sábios e aos inteligentes, e as revela aos simples; Deus que mostra o caminho que conduz ao reino da felicidade: eis a novidade que mudou a conceção que Agostinho tinha de Deus. De facto, acompanhava-o a consciência dos erros, dos insucessos e das derrotas. Falava da pátria da paz que via, mas não conseguia encontrar os caminhos que conduziam a ela; por isso, desviava-se e vagueava entre as insídias que o arrastavam.
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terça-feira, 10 de fevereiro de 2015

LIVRO&LEITURA: "Via-sacra para crentes e não-crentes"

Agora que se aproxima o tempo da Quaresma (é já no dia seguinte ao Dia de Carnaval, na 4ª feira de Cinzas, 18 de Fevereiro)

O novo livro “Via-sacra para crentes e não-crentes”, com textos de José Nunes Martins e Paulo Pereira da Silva, acompanhados por fotografias de Francisco Gomes, vai ser apresentado em Lisboa pelo professor, jurisconsulto e comentador Marcelo Rebelo de Sousa. O volume editado pela Paulus Editora, que estará disponível para venda a partir de segunda-feira, 9 de fevereiro, segue as 14 estações da via-sacra, cada qual com duas reflexões – uma para crentes e outra para não crentes. Leia um excerto.
Ler mais em:

domingo, 13 de julho de 2014

PALAVRA de DOMINGO: contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!

A importância da homilia, na liturgia da palavra da eucaristia:
"A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Ler mais em:
 
EVANGELHOMt 13,1-23Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Mateus
Naquele dia,
Jesus saiu de casa e foi sentar-Se à beira-mar.
Reuniu-se à sua volta tão grande multidão
que teve de subir para um barco e sentar-Se,
enquanto a multidão ficava na margem.
Disse muitas coisas em parábolas, nestes termos:
“Saiu o semeador a semear.
Quando semeava,
caíram algumas sementes ao longo do caminho:
vieram as aves e comeram-nas.
Outras caíram em sítios pedregosos,
onde não havia muita terra,
e logo nasceram porque a terra era pouco profunda;
mas depois de nascer o sol, queimaram-se e secaram,
por não terem raiz.
Outras caíram entre espinhos
e os espinhos cresceram e afogaram-nas.
Outras caíram em boa terra e deram fruto:
umas, cem; outras, sessenta; outras, trinta por um.
Quem tem ouvidos, oiça”.
Os discípulos aproximaram-se de Jesus e disseram-Lhe:
“Porque lhes falas em parábolas?”
Jesus respondeu-lhes:
“Porque a vós é dado conhecer os mistérios do reino dos Céus,
mas a eles não.
Pois àquele que tem dar-se-á e terá em abundância;
mas àquele que não tem, até o pouco que tem lhe será tirado.
É por isso que lhes falo em parábolas,
porque vêem sem ver e ouvem sem ouvir nem entender.
Neles se cumpre a profecia de Isaías que diz:
‘Ouvindo ouvireis, mas sem compreender;
olhando olhareis, mas não vereis.
Porque o coração deste povo tornou-se duro:
endureceram os seus ouvidos e fecharam os seus olhos,
para não acontecer
que, vendo com os olhos e ouvindo com os ouvidos
e compreendendo com o coração,
se convertam e Eu os cure’.
Quanto a vós, felizes os vossos olhos porque vêem
e os vossos ouvidos porque ouvem!
Em verdade vos digo: muitos profetas e justos
desejaram ver o que vós vedes e não viram
e ouvir o que vós ouvis e não ouviram.
Vós, portanto, escutai o que significa a parábola do semeador:
Quando um homem ouve a palavra do reino
e não a compreende,
vem o Maligno e arrebata o que foi semeado no seu coração.
Este é o que recebeu a semente ao longo do caminho.
Aquele que recebeu a semente em sítios pedregosos
é o que ouve a palavra e a acolhe de momento,
mas não tem raiz em si mesmo, porque é inconstante,
e, ao chegar a tribulação ou a perseguição por causa da palavra,
sucumbe logo.
Aquele que recebeu a semente entre espinhos
é o que ouve a palavra,
mas os cuidados deste mundo e a sedução da riqueza
sufocam a palavra, que assim não dá fruto.
E aquele que recebeu a palavra em boa terra
é o que ouve a palavra e a compreende.
Esse dá fruto,
produz ora cem, ora sessenta, ora trinta por um”.

AMBIENTE
Hoje e nos próximos dois domingos, o Evangelho apresenta-nos parábolas de Jesus. A “parábola” é uma imagem ou comparação, através da qual se ilustra uma determinada mensagem ou ensinamento.
A linguagem parabólica não foi inventada por Jesus. É uma linguagem habitual na literatura dos povos do Médio Oriente: o génio oriental gosta mais de falar e de instruir através de imagens, de comparações e de alegorias, do que através dos discursos lógicos, frios e racionais, típicos da civilização ocidental.
A linguagem parabólica tem várias vantagens em relação a um discurso mais lógico e impositivo. Em primeiro lugar, porque a imagem ou comparação que caracteriza a linguagem parabólica é muito mais rica em força de comunicação e em poder de evocação, do que a simples exposição teórica: é mais profunda, mais carregada de sentido, mais evocadora e, por isso, mexe mais com os ouvintes. Em segundo lugar, porque é uma excelente arma de controvérsia: a linguagem figurada permite levar o interlocutor a admitir certos pontos que, de outro modo, nunca mereceriam a sua concordância. Em terceiro lugar, porque é um verdadeiro método pedagógico, que ensina as pessoas a reflectir, a medir os prós e os contras, a encontrar soluções para os dilemas que a vida põe: espicaça a curiosidade, incita à busca, convida a descobrir a verdade.
No capítulo 13 do seu Evangelho, Mateus apresenta-nos sete parábolas, através das quais Jesus revela aos discípulos a realidade do “Reino”: são as “parábolas do Reino”.
Dessas sete parábolas, três procedem da tradição sinóptica (o semeador, o grão de mostarda, o fermento); as outras quatro (o trigo e o joio, o tesouro escondido, a pérola preciosa, a rede) não se encontram nem em Marcos, nem em Lucas. Provavelmente, são originárias da antiga fonte dos “ditos” de Jesus, que Mateus usou abundantemente na composição do seu Evangelho.
A preocupação do evangelista Mateus é sempre a vida da sua comunidade. Nestas sete parábolas e na interpretação que as acompanha, percebe-se a preocupação de um pastor que procura exortar, animar, ensinar e fortalecer a fé desses crentes a quem o Evangelho se destina.

MENSAGEMA parábola que hoje nos é proposta – a do semeador e da semente – é uma das mais conhecidas e emblemáticas das parábolas de Jesus. No entanto, o texto do Evangelho de hoje vai um pouco mais além da parábola em si… Apresenta três partes: a parábola (vers. 1-9), um conjunto de “ditos” sobre a função das parábolas (vers. 10-17) e a explicação da parábola (vers. 18-23).
Na primeira parte temos, pois, a parábola propriamente dita (vers. 1-9). O quadro apresentado supõe as técnicas agrícolas usadas na Palestina de então: primeiro, o agricultor lançava a semente à terra; depois, é que passava a arar o terreno. Assim compreende-se porque é que uma parte da semente pôde cair “à beira do caminho”, outra em “sítios pedregosos onde não havia muita terra” e outra “entre os espinhos”.
Evidentemente, as diferenças do terreno significam, nesta “comparação”, as diferentes formas como é acolhida a semente. No entanto, nem sequer é isso que é mais significativo: o que aqui é verdadeiramente significativo é a quantidade espantosa de frutos que a semente lançada na “boa terra” produz… Tendo em conta que, na época, uma colheita de sete por um era considerada farta, os cem, sessenta e trinta por um deviam parecer aos ouvintes de Jesus algo de surpreendente, de exagerado, de milagroso…
Mateus coloca esta parábola num contexto em que a proposta de Jesus parece condenada ao malogro. As cidades do lago (Corozaim, Betsaida, Cafarnaum) tinham rejeitado a sua pregação (cf. Mt 11,20-24); os fariseus atacavam-no por Ele não respeitar o sábado e queriam matá-l’O (cf. Mt 12,1-14); acusavam-n’O, além disso, de agir, não pelo poder de Deus, mas pelo poder de Belzebu, príncipe dos demónios (cf. Mt 12,22-29); não acreditavam nas suas palavras e exigiam d’Ele “sinais” (cf. Mt 12,38-45). O “Reino” anunciado sofria grande contestação e parecia, pois, encaminhar-se para um rotundo fracasso…
É muito possível que esta parábola tenha sido apresentada por Jesus neste contexto de “crise”. Àqueles que manifestavam desânimo e desconfiança em relação ao êxito do projecto do “Reino”, Jesus fala de um resultado final grandioso. Com esta parábola, Jesus diz aos discípulos desiludidos: “coragem! Não desanimeis, pois apesar do aparente fracasso, o ‘Reino’ é uma realidade imparável; e o resultado final será algo de surpreendente, de maravilhoso, de inimaginável”.
Na segunda parte temos uma reflexão sobre a função das parábolas (vers. 10-17). O ponto de partida é uma questão posta pelos discípulos: porque é que Jesus fala em parábolas?
Mateus vê nas parábolas a ocasião para que apareçam, com nitidez, o acolhimento e a recusa da mensagem proposta por Jesus. Que quer isto dizer?
As parábolas apresentam a proposta do “Reino” numa linguagem sugestiva, rica, clara, concreta, questionante, interpeladora… Tornam tudo claro e evidente para os ouvintes; por isso, após escutar a mensagem apresentada nas parábolas, só não aceita a mensagem quem tiver o coração endurecido e não estiver mesmo interessado na proposta. As parábolas são, portanto, o factor decisivo: propõem clara e inequivocamente a realidade do “Reino”. Quem acolher essa mensagem, receberá mais e “terá em abundância” (quer dizer, irá entrando, cada vez mais, na dinâmica do “Reino”); mas quem não a acolher (apesar da clareza e da acessibilidade da mensagem), está a rejeitar o “Reino” e a possibilidade de integrar a comunidade da salvação. Nos que rejeitam a proposta de Jesus, cumpre-se a profecia de Isaías: o profeta fala de um povo de coração endurecido, que quanto mais ouve a pregação profética, mais se irrita, agravando cada vez mais a sua culpa (cf. Is 6,9-10).
Os discípulos são aqueles que escutam a proposta do “Reino” e estão dispostos a acolhê-la. Eles compreendem, portanto, as parábolas e aceitam a realidade que elas propõem. Eles são “felizes”, porque abriram o coração às propostas de Jesus, escutaram as suas palavras, viram e entenderam os seus gestos e sinais; são “felizes” porque (ao contrário daqueles que endureceram o coração e fecharam os ouvidos à proposta de Jesus) já integram o “Reino”.
Na terceira parte, temos a explicação da parábola (vers. 18-23). Alguns indícios presentes no texto levam a pensar que esta explicação não fazia parte da parábola original, mas é uma adaptação posterior, que aplica a parábola à vida dos cristãos.
A explicação desloca, de forma evidente, o “centro de interesse”. Nessa explicação, a parábola deixa de ser uma apresentação da forma grandiosa como o “Reino” se vai manifestar, para passar a ser uma reflexão sobre as diversas atitudes com que a comunidade acolhe a Palavra de Jesus (na verdade, é essa a grande preocupação das comunidades cristãs).
Na perspectiva dos catequistas que prepararam esta aplicação da parábola, o acolhimento do Evangelho não depende, nem da semente, nem de quem semeia; mas depende da qualidade da terra.
Diante da Palavra de Jesus, há várias atitudes… Há aqueles que têm um coração duro como o chão de terra batida dos caminhos: a Palavra de Jesus não poderá penetrar nessa terra e dar fruto. Há aqueles que têm um coração inconstante, capaz de se entusiasmar instantaneamente, mas também de desanimar perante as primeiras dificuldades: a Palavra de Jesus não pode aí criar raízes. Há aqueles que têm um coração materialista, que dá sempre prioridade à riqueza e aos bens deste mundo: a Palavra de Jesus é aí facilmente sufocada por esses outros interesses dominantes. Há também aqueles que têm um coração disponível e bom, aberto aos desafios de Deus: a Palavra de Jesus é aí acolhida e dá muito fruto. Os verdadeiros discípulos (a “boa terra”) identificam-se com aqueles que escutam as parábolas, as entendem e acolhem a proposta do “Reino”.
Temos aqui, portanto, uma exortação aos cristãos no sentido de acolherem a Palavra de Jesus, sem deixarem que as dificuldades, os acidentes da vida, os outros valores a afoguem e a tornem uma semente estéril, sem vida.

ACTUALIZAÇÃO
Reflectir nas seguintes questões:
• No seu “estado actual”, a parábola do semeador e da semente é, sobretudo, um convite a reflectir sobre a importância e o significado da Palavra de Jesus. É verdade que, nas nossas comunidades cristãs, a Palavra de Jesus é a referência fundamental, à volta do qual se constrói a vida da comunidade e dos crentes? Temos consciência de que é a Palavra anunciada, proclamada, meditada, partilhada, celebrada, que cria a comunidade e que a alimenta no dia a dia?
• A semente que caiu em terrenos duros, de terra batida, faz-nos pensar em corações insensíveis, egoístas, orgulhosos, onde não há lugar para a Palavra de Jesus e para os valores do “Reino”. É a realidade de tantos homens e mulheres que vêem no Evangelho um caminho para fracos e vencidos, e que preferem um caminho de independência e de auto-suficiência, à margem de Deus e das suas propostas. Este caminho de orgulho e de auto-suficiência alguma vez foi “o meu caminho”?
• A semente que caiu em sítios pedregosos, que brota nessa pequena camada de terra que aí há, mas que morre rapidamente por falta de raízes profundas, faz-nos pensar em corações inconstantes, capazes de se entusiasmarem com o “Reino”, mas incapazes de suportarem as contrariedades, as dificuldades, as perseguições. É a realidade de tantos homens e mulheres que vêem em Jesus uma verdadeira proposta de salvação e que a ela aderem, mas que rapidamente perdem a coragem e entram num jogo de cedências e de meias tintas quando são confrontados com a radicalidade do Evangelho. A Palavra de Deus é, para mim, uma realidade que eu levo a sério, ou algo que eu deixo cair quando me dá jeito?
• A semente que caiu entre os espinhos e que foi sufocada por eles, faz-nos pensar em corações materialistas, comodistas, instalados, para quem a proposta do “Reino” não é a prioridade fundamental. É a realidade de tantos homens e mulheres que, sem rejeitarem a proposta de Jesus (muitas vezes são “muito religiosos” e têm “a sua fé”) fazem do dinheiro, do poder, da fama, do êxito profissional ou social o verdadeiro Deus a que tudo sacrificam. As propostas de Jesus são a referência fundamental à volta da qual a minha vida se constrói, ou deixo que outros interesses e valores sufoquem os valores do Evangelho?
• A semente que caiu em boa terra e que deu fruto abundante faz-nos pensar em corações sensíveis e bons, capazes de aderirem às propostas de Jesus e de embarcarem na aventura do “Reino”. É a realidade de tantos homens e mulheres que encontraram na proposta de Jesus um caminho de libertação e de vida plena e que, como Jesus, aceitam fazer da sua vida uma entrega a Deus e um dom aos homens. Este é o quadro ideal do verdadeiro discípulo; e é esta a proposta que o Evangelho de hoje me faz.
• A parábola, na sua forma original (vers. 1-9) refere-se à inevitável erupção do “Reino”, à sua força e aos resultados maravilhosos que o “Reino” alcançará… Com frequência, olhamos o mundo que nos rodeia e ficamos desanimados com o materialismo, a futilidade, os falsos valores que marcam a vida de muitos homens e mulheres do nosso tempo. Perguntamo-nos se vale a pena anunciar a proposta libertadora de Jesus num mundo que vive obcecado com as riquezas, com os prazeres, com os valores materiaisO Evangelho de hoje responde: “coragem! Não desanimeis pois, apesar do aparente fracasso, o ‘Reino’ é uma realidade imparável; e o resultado final será algo de surpreendente, de maravilhoso, de inimaginável”.
FONTE: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=418

«A evangelização requer a familiaridade com a Palavra de Deus e isto exige que as dioceses, paróquias e todos os grupos católicos proponham um estudo sério e perseverante da Bíblia e promovam igualmente a sua leitura orante pessoal e comunitária. Nós não procuramos Deus tacteando, nem precisamos de esperar que Ele nos dirija a palavra, porque realmente «Deus falou, já não é o grande desconhecido, mas mostrou-Se a Si mesmo» [Bento XVI]. Acolhamos o tesouro sublime da Palavra reveladain Exortação apostólica Evangelii Gaudium / A Alegria do Evangelho 174-175 do Papa Francisco.
 
 
 
 
 

segunda-feira, 16 de junho de 2014

LEITURA: "Dia a dia com Maria e com o papa Francisco"

«É um sinal de vida realmente cristã deixar crescer e amadurecer no nosso coração, lenta mas eficazmente, na humildade e na fidelidade, um amor pessoal para com Nossa Senhora» (Karl Rahner). «Peçamos a Maria, nossa Mãe, que ande sempre ao nosso lado. Se Maria ficar perto de nós, poderemos conservar sempre Jesus nos nossos corações, de modo que nos será possível amá-lo e servi-lo nos pobres mais pobres» (Beata Teresa de Calcutá). «Os grandes guias do Povo de Deus, como Moisés, sempre deixaram espaço para a dúvida. Devemos deixar espaço ao Senhor, não às nossas certezas. É necessário ser humilde. A incerteza existe em cada discernimento verdadeiro que se abre à confirmação da consolação espiritual» (papa Francisco). Proporcionar instantes de reflexão que alimentem a meditação espiritual cristã e sintonizem mente e coração em Deus, entre as tarefas quotidianas, é um dos objetivos dos livros “Dia a dia com Maria” e “Dia a dia com papa Francisco”, recentemente lançados pela Paulus Editora. Continuar a ler…

terça-feira, 10 de junho de 2014

LEITURA: "A fé da Igreja"

A Paulus Editora e a Faculdade de Teologia da Universidade Católica Portuguesa vão apresentar esta sexta-feira, em Braga, a obra “A fé da Igreja”, da autoria de seis docentes da instituição: José Frazão Correia, João Lourenço, Domingos Terra, José Eduardo Borges de Pinho, João Manuel Duque e Teresa Messias. No âmbito do Ano da Fé, convocado pelo papa emérito Bento XVI e que se concluiu em novembro de 2013, já sob o pontificado de Francisco, a Faculdade de Teologia organizou um curso pela internet sobre a fé da Igreja. O volume agora publicado é constituído pelos textos apresentados na formação, divididos em seis partes, tantos quantos os módulos do curso. Apresentamos seguidamente um resumo de cada um dos capítulos, extraído do texto introdutório. O atual diretor da Faculdade de Teologia, João Lourenço, dedica a obra a «um dos “pais”, da instituição, D. José Policarpo, anterior patriarca de Lisboa. Leia os resumos de cada capítulo e os temas tratados na obra. Continuar a ler…

quarta-feira, 27 de março de 2013

LEITURA: A nossa Páscoa

«Só secundariamente a Quaresma “prepara” para a Ressurreição do Senhor. Na verdade, todos os “tempos” e todos os domingos do ano litúrgico – portanto, também a Quaresma e os seus domingos – estão depois da Ressurreição e por causa da Ressurreição. E é só sob a intensa luz do Senhor Ressuscitado com o Espírito Santo (Batismo consumado: Lc 12,49-50) que a Igreja – e cada um de nós – pode celebrar autenticamente a sua fé, proceder à correta “leitura” das Escrituras e encetar a “caminhada” quaresmal.» O biblista D. António Couto, bispo de Lamego e presidente da Comissão Episcopal da Missão e Nova Evangelização, assina um dos mais recentes lançamentos da Paulus Editora, de que oferecemos a introdução e um excerto.