"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























quinta-feira, 23 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (22)

Os famosos e os duendes da morte
Em 1965, o cantor norte americano Bob Dylan compôs e interpretou “Mr. Tambourine Man”, um tema escrito na sequência de uma passagem pelo Carnaval de Nova Orleães e de que se diz ser visível, ou melhor, audível, tal influência na letra e na melodia vivas e expansivas.
Não imaginaria o cantor com então 24 anos de idade e cinco álbuns editados que, décadas mais tarde, o tema servisse primeiro de mote ao escritor brasileiro Ismael Caneppele para escrever o seu romance “Os Famosos e os Duendes da Morte”, e depois a Esmir Filho para levar por diante a adaptação cinematográfica homónima, que agora estreia entre nós.
O filme conta a história de um adolescente, que dá precisamente pelo nome de Mr. Tambourine, e que nutre uma enorme admiração por Bob Dylan. Desejoso por partir errante para parte alguma, como na música, Tambourine, aspira a evadir-se da sua realidade e sobretudo das dúvidas, das dores e das tormentas próprias da passagem da infância à idade adulta. A perda do pai, o alheamento da mãe e a paixão obsessiva por uma namorada com uma carga depressiva assinalável vêm agravar a condição do rapaz.

quem conhece ESSES DESCONHECIDOS (9)...

...que merecem ser CONHECIDOS - vida&obra - e eu mais em conhecê-los e dar a conhecer:

Maurice Blondel: o pensamento da ação
O ano de 1861 via nascer no dia 2 de novembro um dos maiores filósofos católicos do século XX. Filho de uma família de sólida tradição católica, Maurice Blondel, estudou no liceu da sua terra natal, onde começou a desenvolver a sua vocação filosófica, que continuará na universidade, onde toma contacto com os clássicos do pensamento filosófico, mas também com o espiritualismo francês e com a filosofia de Kant. Contacta com a obra de Maine de Biran e com o pensamento de Leibniz. Da aproximação a este nasce a ideia para uma tese de licenciatura. Em 1881, aos vinte anos, Blondel entra para a Escola Normal Superior de Paris.
Em 1883, um ano depois de casar com Rose Royer, da qual teve três filhos, Blondel defende a sua tese na Sorbonnem intitulada “A Ação. Ensaio de uma crítica da vida e de uma ciência prática”.

FÉRIAS (d(e VERÃO com um convite à ESPIRITUALIDADE (23)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!



quarta-feira, 22 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO (22)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


A atenção
Comecemos talvez de um modo desajeitado, perguntando: o nosso mundo interior é uma cebola ou uma batata? A pergunta faz-nos sorrir, é um bocado cómica, mas, se quisermos, acaba por colocar-nos perante a nossa realidade de uma forma bastante profunda. A pergunta pode ser feita numa cozinha, por uma criança que está a descobrir o mundo, pode ser proferida por filósofos nos seus tratados ou pode ser formulada por um mestre espiritual. O nosso mundo interior é uma cebola ou uma batata? Nietzsche, por exemplo, dizia que «tudo é interpretação», isto é, não há um núcleo de Ser a sustentar a nossa experiência de vida, tudo são cascas de cebola, modos de ver, perspetivas, interpretações. Para lá disso não há mais nada. Uma visão espiritual do mundo, por outro lado, está certamente do lado da batata, pois considera que mesmo escondida por uma crosta ou por um véu persiste uma realidade que é substanciosa e vital.

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à ESPIRITUALIDADE (22)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Um itinerário para Deus - o comentário de Simone Weil à oração do Pai-Nosso
Esta infinidade da infinidade preenche-se, de um extremo ao outro, de silêncio, um silêncio que não é uma ausência de som, que é objeto de uma sensação positiva, mais positiva que a de um som. Os ruídos, se os há, não me chegam senão depois de atravessarem este silêncio. Por vezes também, durante esta recitação ou noutros momentos, Cristo está presente em pessoa, mas a sua presença é infinitamente mais real, mais lancinante, mais clara e mais plena de amor do que a daquela primeira vez em que me tomou.
Ler mais em http://www.snpcultura.org/um_itinerario_para_Deus_comentario_simone_weil_Pai_nosso.html



FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (22)

Kiseki...
... «é a história de dois irmãos, de 10 e 12 anos, que vivem separados; com o divórcio dos pais, Koichi, mais velho, ficou com a mãe, enquanto Ryunosuke, mais novo, vive com o pai.
Enquanto Koichi sonha, como a maior parte das crianças, em reunir de novo os seus pais, o irmão mais novo lembra-se claramente do mau estar provocado pelas inúmeras discussões e duvida que essa seja a melhor solução. Porém, Ryunosuke deixa-se convencer quando o irmão lhe fala de uma “crença” segundo a qual um desejo se pode realizar quando feito no ponto de cruzamento de dois comboios em andamento.
Ler mais em:

quem conhece ESSES DESCONHECIDOS (8)...

...que merecem ser CONHECIDOS - vida&obra - e eu mais em conhecê-los e dar a conhecer:

S. Damião de Veuster
Nasceu no dia 3 de Janeiro de 1840, na Bélgica, e morreu no dia 15 de Abril de 1889, com o corpo e o rosto desfigurados pela lepra. Declarado bem-aventurado pelo papa João Paulo II e santo por Bento XVI, a figura deste missionário continua suscitando perguntas sobre a radicalidade de sua entrega.
Enviado para o Havaí, Damião deixa o porto de Brema, na Alemanha, em 1863. Distribui o seu retrato aos familiares, sabendo que nunca mais iria revê-los, e carrega consigo somente um pequeno crucifixo, único companheiro de sua vida missionária. A entrega total de sua vida a Deus e à causa missionária começa já neste momento da saída definitiva, para não voltar mais. A missão é sempre um caminho sem retorno. Arrebatado pelo amor de Jesus, o missionário vive completamente pelo Reino. Quando, em 1873, o bispo Maigret convoca os missionários e revela sua preocupação e dor pela situação de miséria e abandono em que se encontravam os leprosos na ilha de Molokai, Damião oferece-se, como o primeiro, a pisar aquela ilha “maldita”. A lepra, naquele tempo, era um verdadeiro terror para todos.
Quem se contagiasse deixava de fazer parte da sociedade civil e era totalmente segregado. Os leprosos daquela área eram obrigados a procurar Molokai e viver como animais, até a morte. Damião chega à ilha no dia 10 de maio de 1873. Um grande grupo de leprosos aproxima-se e ele não hesita em apertar a mão de cada um. Bem cedo, torna-se a única esperança daqueles pobres. Ama-os e identifica-se com eles. Começa sempre seus discursos com as palavras: “nós, leprosos”. Ainda não sabe que, mais tarde, isso será realidade também para ele. Ajuda a organizar a comunidade dos leprosos e a garantir-lhes uma dignidade.
Esta completa dedicação faz-se amor sem limites. Compartilhando a vida dos excluídos, luta para que não vivam como animais. A dedicação faz o missionário solidário. Morre leproso e abandonado com seus amigos leprosos.

FÉRIAS (d)e VERÃO com MÚSICA (22)

"Só nós três" Fernando Tordo, Paulo de Carvalho e Carlos Mendes no Casino Estoril em 1989. Transmissão RTP em 31.12.1989.

7.

terça-feira, 21 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à ESPIRITUALIDADE (21)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (20)

Tabu
Três anos depois de estrear “Aquele querido mês de agosto”, o realizador português Miguel Gomes conquistou o público e a crítica além fronteiras com o seu mais recente “Tabu”, que chega esta quinta-feira ao circuito comercial nacional.
“Tabu” é uma composição cinematográfica que desafia o tempo, combinando de forma extraordinária um registo clássico que muitos aproximam de Murnau, sobretudo no silêncio e no jogo de contrastes que o próprio realizador não desmente, e um olhar contemporâneo sobre a relação portuguesa, não política mas afetiva, com África.
Foi mesmo o seu caráter inovador que o levou ao prémio Alfred Bauer, além do Fipresci (imprensa cinematográfica internacional) na mais recente edição da Berlinale, Festival de Cinema de Berlim.