"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























sexta-feira, 10 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO (10)...

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Falsa caridade
Somos nós que pregamos e dizemos que não está certo, que usufruímos todos os rendimentos das nossas vastas propriedades e os gozamos como pagãos, enquanto à nossa beira milhares morrem de fome. Somos nós que ocupamos os primeiros lugares nos templos, que deixamos cair na bandeja uma nota de quinhentos – quando não um punhado de moedas luzidias por causa do barulho que possam fazer ao cair – que trazemos nas nossas propriedades os trabalhadores a ganhar um salário miserável, que, para ser recebido, exige o chapéu nas mãos. Somos nós os filhos da Igreja que nos servimos dela para tudo o que seja honra e dignidade, fugindo de tudo o que peça renúncia e sacrifício; somos nós que havemos de ajudar a construir um mundo novo na medida em que fomos renunciando ao nosso individualismo injusto e parasita, num desejo profundo de reformarmos os nossos próprios conceitos de caridade.

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