"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sexta-feira, 28 de abril de 2017

FILMES&SÉRIES: "This is us"

«Agrada-me que tenham tomado o limão mais amargo que a vida pode dar e o tenham transformado numa bela limonada.» É o que diz um ginecologista emocionado a Jack e Rebecca, jovem casal que esperava três gémeos, dos quais um não sobreviveu. Assim comenta o médico a decisão tomada pelos dois de adotarem um menino abandonado, chegado ao hospital precisamente quando um dos três recém-nascidos deixava de respirar. Nesta metáfora reside uma das chaves para compreender e apreciar a série americana "This is us". Para saber mais, clicar AQUI.

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Várias

Ser para os outros: uma prioridade realista e justa
Viver não é uma arte, mas uma escolha. A arte fica para os que sabem usar o estético de um modo especial e, esses, são os particularmente dotados, aqueles aos quais não deveria restar outra alternativa, se não a de porem os seus evidentes talentos a render. E será que esta não é uma responsabilidade de todos sem exceção – a de descobrirmos os nossos talentos (desde os mais simples aos mais raros e elaborados) e os rentabilizarmos ao serviço dos outros, da natureza e de nós próprios?
Ler mais em:
Dar sem medo
O que não presta para nós, não presta, decerto, para ninguém. Por isso, a dádiva tem de ser incondicional, tem de ser uma partilha genuína. Tem de ser uma atitude de continuidade, adotada por cada um como uma forma de estar na vida. Não damos tudo, mas damos do que é bom, do que é útil, do que faz bem, ainda que nos possa vir a fazer falta. Damos sem medo. Damos sem esperar nada em troca, sabendo, contudo, que quanto mais dermos, mais viremos a receber.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/dar_sem_medo.html

Ídolos
Cada cultura é dominada pela sua própria série de ídolos. Cada uma tem os seus «sacerdócios», os seus totens e os seus rituais. Cada uma tem os seus santuários – quer se trate de torres de escritórios, de spas e ginásios, de estúdios ou de estádios -, onde têm de se fazer sacrifícios, a fim de obter as bênçãos de uma boa vida e de afastar as catástrofes. Não serão esses os deuses da beleza, do poder, do dinheiro e da realização pessoal, precisamente aquelas coisas que assumiram proporções míticas na nossa vida individual e na nossa sociedade? Podemos não nos ajoelhar fisicamente frente à estátua de Afrodite, mas muitas jovens mulheres de hoje caem na depressão e em distúrbios alimentares devido a uma preocupação obsessiva com a sua imagem física. Podemos não queimar incenso a Ártemis, mas, quando o dinheiro e a carreira são elevados a proporções cósmicas, fazemos uma espécie de «sacrifício de crianças», negligenciando a família e a comunidade para alcançar um posto mais elevado na empresa, e para ganhar mais dinheiro e prestígio.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/cristianismo_face_cultura_idolos.html

A rotina diária da meditação
Temos poucos momentos livres. Temos poucos espaços na vida em que não sabemos o que fazer. Ou, então, temos tempo de mais e também não sabemos como ocupá-lo. Não raramente se vivencia a experiência de que quanto mais tempo se tem mais tempo se perde. No entanto, todos sabemos que são os que mais ocupação têm que mais solicitações «sofrem». E, quase sempre, arranjam forma de lhes responder afirmativamente.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/rotina_diaria_meditacao.html

Se queres seguir Cristo, não abandones as coisas - abandona-te a ti próprio
Quando dizemos que as pessoas deviam fugir disto e buscar aquilo, seja estes lugares e estas pessoas, sejam estes modos ou a multidão, ou esta atividade – não é isso que tem a culpa de os modos ou as coisas te impedirem: és tu próprio (pelo contrário) que te encontras nas coisas que te impedem, pois tu relacionas-te de modo errado com as coisas. Por isso começa primeiro por ti próprio e abandona-te! Na verdade, se tu não fugires primeiro de ti próprio, seja para onde for que tu fujas, encontrarás aí obstáculos e insatisfação, seja onde for.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/se_queres_seguir_Cristo_abandona_te_a_ti_proprio.html



 

domingo, 22 de abril de 2012

Falsos Deuses

«[No mundo greco-romano,] cada cidade adorava as suas divindades preferidas e construía santuários à volta de imagens de culto. Quando Paulo foi a Atenas, viu que esta estava literalmente cheia de imagens dessas divindades (Atos 17,16). O Pártenon de Atenas ofuscava tudo o resto, mas havia outras divindades representadas em cada espaço público. Havia Afrodite, a deusa da beleza; Ares, o deus da guerra; Ártemis, a deusa da fertilidade e da riqueza; Vulcano, o deus forjador e do fogo.
A nossa sociedade contemporânea não é fundamentalmente diferente dessas sociedades antigas. Cada cultura é dominada pela sua própria série de ídolos. Cada uma tem os seus «sacerdócios», os seus totens e os seus rituais. Cada uma tem os seus santuários – quer se trate de torres de escritórios, de spas e ginásios, de estúdios ou de estádios –, onde têm de se fazer sacrifícios, a fim de obter as bênçãos de uma boa vida e de afastar as catástrofes. Não serão esses os deuses da beleza, do poder, do dinheiro e da realização pessoal, precisamente aquelas coisas que assumiram proporções míticas na nossa vida individual e na nossa sociedade?
Podemos não nos ajoelhar fisicamente frente à estátua de Afrodite, mas muitas jovens mulheres de hoje caem na depressão e em distúrbios alimentares, devido a uma preocupação obsessiva com a sua imagem física. Podemos não queimar incenso a Ártemis, mas, quando o dinheiro e a carreira são elevados a proporções cósmicas, fazemos uma espécie de «sacrifício de crianças», negligenciando a família e a comunidade para alcançar um posto mais elevado na empresa, e para ganhar mais dinheiro e prestígio. (…)
Mais do que os outros ídolos, o êxito pessoal e a autorrealização produzem um sentimento de que somos deuses, de que a nossa segurança e valor dependem da nossa própria sabedoria, força e desempenho. Para sermos os melhores, naquilo que fazemos, estar no topo da pirâmide significa que ninguém é como nós. Nós somos supremos.
Um sinal de que fabricámos um ídolo do êxito é o falso sentimento de segurança que isso nos transmite. Os pobres e marginalizados esperam sofrer, sabem que a vida sobre a terra é «miserável, brutal e curta». As pessoas bem sucedidas ficam muito mais chocadas e transtornadas com os problemas. Como pastor, tenho ouvido muita gente do topo da escala social dizer: «A vida não devia ser assim», quando se confrontam com a tragédia. Nos meus anos de pastor, nunca ouvi essa linguagem da boca dos operários e dos pobres.
O falso sentimento de segurança provém de deificarmos as nossas realizações e de esperarmos que estas nos preservem das preocupações da vida de uma forma que só Deus pode fazer. Outro sinal de que fizemos da autorrealização um ídolo é que ela distorce a sua visão sobre si próprio. Quando as suas realizações servem de base ao seu valor como pessoas, elas podem dar azo a uma visão inflacionada das suas capacidades.»

Timothy Keller
In Falsos deuses, ed. Paulinas
20.04.12