"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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segunda-feira, 30 de maio de 2022

Cardeal Tolentino Mendonça: A condição precária é necessária a quem acredita em Deus

«A experiência espiritual é uma experiência de abertura, uma experiência transfronteiriça, onde aprendemos a não temer a indeterminação e o vazio, que se tornam uma espécie de sacramento do invisível», e por isso «a condição precária é necessária àquele que acredita», afirmou hoje o cardeal José Tolentino Mendonça. «Vivemos no enigma, vivemos na fronteira... mas na espiritualidade do precário percebemos que o enigma não é um limite, que o mistério não é um obstáculo, mas sim uma possibilidade». Para saber mais clicar AQUI.

sábado, 15 de agosto de 2020

ESPIRITUALIDADE&COMEMORAÇÃO: Festa da Assunção de Maria

Nada se sabe do fim da vida terrestre de Maria. Só um escrito apócrifo do século V, “A Dormição de Maria”, evoca os seus últimos instantes. Rodeada pelos apóstolos em oração, é conduzida ao Paraíso por Cristo. Mas as palavras, estas sim, bíblicas, da anunciação do anjo a Maria, «cheia de graça, o Senhor está contigo», dizem já a comunhão total com Deus que significa a Assunção. Muito cedo, com efeito, os cristãos tiveram o pressentimento que a Mãe de Deus, preservada de todo o pecado, não poderia ter conhecido a corrupção da morte. Para saber mais clicar AQUI.
                                  Assumir a carne, do nascimento à assunção
A Festa da Assunção de Maria ao seio de Deus, na sua plenitude humana, isto é, em corpo e alma, põe uma das mais significativas teses acerca da grandeza antropológica de isso que é ser-se propriamente humano. Ao ser assumida na sua humana inteireza, Maria passa a ser o paradigma do que é ser-se humano, simples, mas plenamente humano, em termos da antropologia cristã. Para saber mais clicar AQUI
                               Assunção da Virgem: Espiritualidade, arte e cultura
Durante muitos séculos a solenidade da Assunção foi celebrada na Igreja católica sem qualquer definição doutrinal formal. Na maior parte dos lugares era a principal festa da Bem-aventurada Virgem Maria e é a padroeira de muitas das grandes catedrais marianas, como a de Notre Dame, em Paris. Que Maria foi «assunta ao céu, em corpo e alma», tornou-se um ensinamento oficial da Igreja católica em 1950, quando o papa Pio XII promulgou a bula “Munificentissimus Deus”. Para saber mais clicar AQUI.




segunda-feira, 30 de março de 2020

30 museus virtuais para você visitar sem sair de casa

Em tempos de quarentena, cancelamentos de voos e fechamento de fronteiras, pode ser bastante difícil encarar os próximos dias em isolamento e deixar para depois alguns sonhos de viagem. Que tal então “embarcar” para novos destinos por meio de viagens virtuais? Diversos museus em todo o mundo oferecem visitas a galerias e principais obras de arte online. Aproveite o tempo em casa para passear pelos corredores de lugares maravilhosos como o Louvre, em Paris; o Metropolitan, em NY; e o MASP, em São Paulo. É uma ótima maneira de não se isolar completamente do mundo e ainda se manter conectado com a cultura e a arte. É um alento em dias tão difíceis e você ainda sairá dessa expert em grandes artistas. Ah! E tudo sem fila e de graça. Bora passear, mesmo que virtualmente, clicando AQUI.

quinta-feira, 2 de maio de 2019

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/RECORDAÇÃO: Leonardo da Vinci, génio de pouca fé?

Na sexta-feira 2 de maio de 1519, aos 67 anos – tinha nascido no sábado 15 de abril de 1452 –, morria no castelo de Cloux, hoje Clos Lucé, junto de Amboise, na margem esquerda do Loire, na França central, Leonardo da Vinci. Serão imponentes em 2019 as celebrações deste génio que deixou uma de igual modo imponente herança artística, científica, literária. Para saber mais, clicar AQUI.
E AQUI, todas as Nossas Senhoras de Leonardo da Vinci.

quarta-feira, 10 de abril de 2019

ESPIRITUALIDADE: pensar QUARESMA

Tibieza
A tibieza é uma atitude perante Deus que radica numa postura humana e espiritual de mediocridade. É a apatia da alma, que lança raízes nas omissões, negligências, faltas de generosidade para com Deus e para o compromisso cristão. Deixa-se de rezar ou só se reza em situações prementes, urgentes. Arranjam-se mil desculpas para não haver compromisso na vida paroquial ou no serviço eclesial: que não há tempo nem vontade… Fica-se abaixo dos mínimos, e chega um momento em que parece ser impossível ser-se melhor cristão, que não se tem forças para exigir mais. E não é verdade. Para saber mais clicar AQUI.
Precisamos da primavera
Olhamos à nossa volta e sentimos que verdadeiramente a primavera desencadeou um movimento: as árvores voltaram a germinar após a nudez do inverno; ao longo dos caminhos vemos flores amarelas, brancas e de todas as cores; damo-nos conta de que a temperatura é outra; a natureza prepara-se para uma estação diferente. Ora, toda esta preparação não pode ser só exterior a nós, não pode ser apenas um desejo que atravessa a paisagem. Para saber mais, clicar AQUI.
Arte e espiritualidade: Samuel Bak, luz de Quaresma
A Quaresma é um caminho. No entanto, perante certas notícias, perante a situação atual, mais que sentir a necessidade de caminhar, perceciona-se o desejo de fugir: fugir da realidade, que desponta ameaçadora; fugir de si próprio; dos outros, das convivências que se tornaram insuportáveis. Somos homens em fuga. Parecidos com os transportadores de vela de Samuel Bak. Mas o que é esta misteriosa luz ameaçada pelo vento que os dois querem salvar a todo o custo? A Quaresma deveria ser levada assim, com a mesma tenaz e dolorosa fadiga dos homens de Bak. Para saber mais clicar AQUI.
O dom (cristão) das lágrimas
Não saber chorar o pecado cometido era considerado um impedimento para a graça, e por isso, inclusive nos livros de orações confiados à minha geração, havia uma oração «para obter o dom das lágrimas». As lágrimas, de facto, dissolvem o coração de pedra e vencem a aridez que nos torna rígidos, estéreis e incapazes de compaixão; derramar lágrimas humaniza, enquanto que não saber chorar é desumano. Na vida espiritual cristão é preciso, por isso, acolher a experiência das lágrimas, do pranto enquanto arrependimento. Para saber mais clicar AQUI.
O que até agora não
Penso nos nossos propósitos falhados. Nesses propósitos quaresmais e nos outros que fizemos com tanta motivação, e que depois abandonámos pelo caminho. Não somos capazes de ser fiéis aos propósitos? Somos, e seremos melhores, se aprendermos a partir novamente do lugar onde caímos. Se partirmos das nossas falhas para reencontrar a inteireza, impelidos por um coração que acredita. Para saber mais clicar AQUI.

sábado, 1 de julho de 2017

inPRENSA semanal: a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.


António Serrano: “É preciso um choque de gestão no território florestal”
Floresta vale mais de 1,3 mil milhões e está subaproveitada
SIRESP com duas carrinhas retransmissoras que nunca chegaram a funcionar
Professora com alzheimer considerada apta para dar aulas
D. Gianfranco Ravasi realça importância da espiritualidade de Fátima
Portugal: o novo eldorado da classe média brasileira
As negociações do brexit devem olhar para a Grécia como exemplo
SIRESP rendeu mais de 6 milhões de euros aos accionistas em 2016
Militares da GNR dizem que “estrada da morte” não foi cortada por falta de meios
Inteligência artificial da Microsoft “roubou” o emprego de um cientista de dados
O Estado, os privados e o SIRESP
O medo do selfie-made man
Pedrógão Grande, Pedro, pequenino
Atuais e ex-dirigentes da Saúde enviam carta ao PS a criticar política no setor
Passos, o bombeiro pirómano
Um esforço desnecessário pedido ao sistema bancário português
Bombeiros garantem que EN 236-1 chegou a ser cortada
Fim de transmissão
Zalerion é o fungo que vai acabar com o plástico no fundo do mar
Afinal, o funeral da princesa Diana foi uma mentira
Corpo de Dalí exumado para teste de paternidade. À filha, “só falta um bigode”
Ex-presidente da Coreia do Sul tinha plano para assassinar Kim Jong-un
Costa&Santana
Celestina Costa, a mulher (vendedora/peixeira) que ajudou a salvar vidas na EN236...um relato emocionado...
SIRESP in peace
Assim vai o Mundo
Hotéis portugueses doam milhares de artigos (e lançam programa para doar muitos mais)
Foi crime. Ponto final!
A ministra demite-se. E os outros?
Mecanismo que penaliza SIRESP por falhas nunca foi acionado
Mulheres absorvem e mantêm o ADN dos parceiros sexuais
Artista sírio pinta líderes mundiais como refugiados
Escrava sexual do Daesh foi obrigada a comer o próprio filho
“Somos horripilantes. Com tanta boa educação, conseguimos liquidar este planeta”
Drones e eutanásia: a morte chega pela net
Roubo de armas. Paióis em Tancos sem videovigilância há dois anos
Roubo de material de guerra: armazém sem videovigilância e vedação a precisar de obras
Deco. Livro de reclamações online retira direitos aos consumidores
A cultura da moleza e do achismo
http://www.dn.pt/opiniao/opiniao-dn/anselmo-borges/interior/a-cultura-da-moleza-e-do-achismo-8602180.html
Quando o exercito é roubado, alguém se pode sentir seguro?
Um elogio a Marcelo

sexta-feira, 2 de junho de 2017

LIVRO&LEITURA: "Fátima - Uma aproximação"

«Se a arte nos eleva à contemplação de uma beleza desejada, ela é ao mesmo tempo um contexto privilegiado para a intervenção profética nos complexos meandros da sociedade contemporânea. Por esse caminho, Fátima faz-se ouvir no mundo e para o mundo, correspondendo aos desafios originários do Anjo e de Maria, sempre em configurações novas e criativas.» Leia um excerto. Para saber mais, clicar AQUI.

segunda-feira, 9 de junho de 2014

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Insubstituível palavra

Sem o livro de Job, o Cântico, os Salmos, o Evangelho de Lucas, o livro do Génesis, a arte, a poesia e a literatura seriam bem diversas; seriam certamente menos belas e mais pobres de palavras. Na base da força da Bíblia – incluindo a força poética – está uma radical, incondicional, absoluta fidelidade à palavra, muito difícil de entender para os leitores do nosso tempo, mas também para nós decisiva. O nosso tempo atravessa uma profunda noite da palavra e das palavras e, por isso, corre o risco de morrer afogado num mar de tagarelice, de chat, de sms. Temos absoluta necessidade de nos reconciliarmos e de reencontrar a palavra e as palavras, a sua seriedade e responsabilidade. Para este novo encontro, uma grande e decisiva ajuda poderá vir-nos de escutar e frequentar os poetas. Eles são essenciais para a vida porque criam, fazem viver as palavras e defendem-nas da morte. São essenciais sobretudo nos tempos sem palavra – e por isso sem palavras – que vivemos. Continuar a ler…

sábado, 8 de fevereiro de 2014

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.
15.524 cegos
"Discurso geracional" e guerra aos "velhos"
Estado deu 8,8 milhões para FPF pagar dívida fiscal de clubes
Estado injetou mais 510 milhões... no antigo BPN
Despesas mensais (também) contam para 'Fatura da Sorte'
Contribuintes com dívidas ao fisco vão poder receber prémio do sorteio das facturas
Ian Thorpe hospitalizado após ser encontrado a deambular na rua
Dica Saiba como carregar um smartphone em tempo recorde
«Meus amigos, socorro»: Apelo do Abbé Pierre em favor dos sem-abrigo foi lançado há 60 anos
Papa Francisco condena o luxo, o dinheiro e o poder
Leilão de "Harley Papal" rende 240 mil euros à Cáritas
Saúde Mais de 80% dos portugueses arrisca sofrer AVC ou enfarte
Onde o Estado engorda e pobres não são pobres
Dalai Lama elogia trabalho de missionários cristãos
Papa recebe mulher que inspirou o filme "Philomena"
"Cada país deve decidir em referendo saída do euro"
Marinho e Pinto ataca Governo "composto de lobbies"
Médico alemão salva vida inspirando-se em 'House'
Tribunal alemão questiona compra de dívida pelo BCE
É a cultura, estúpidos!
Fernando Tordo emigra para o Brasil no dia 18
O Papa e o maldito sexo. 1

segunda-feira, 9 de setembro de 2013

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Várias

Ser para os outros: uma prioridade realista e justa
Viver não é uma arte, mas uma escolha. A arte fica para os que sabem usar o estético de um modo especial e, esses, são os particularmente dotados, aqueles aos quais não deveria restar outra alternativa, se não a de porem os seus evidentes talentos a render. E será que esta não é uma responsabilidade de todos sem exceção – a de descobrirmos os nossos talentos (desde os mais simples aos mais raros e elaborados) e os rentabilizarmos ao serviço dos outros, da natureza e de nós próprios?
Ler mais em:
Dar sem medo
O que não presta para nós, não presta, decerto, para ninguém. Por isso, a dádiva tem de ser incondicional, tem de ser uma partilha genuína. Tem de ser uma atitude de continuidade, adotada por cada um como uma forma de estar na vida. Não damos tudo, mas damos do que é bom, do que é útil, do que faz bem, ainda que nos possa vir a fazer falta. Damos sem medo. Damos sem esperar nada em troca, sabendo, contudo, que quanto mais dermos, mais viremos a receber.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/dar_sem_medo.html

Ídolos
Cada cultura é dominada pela sua própria série de ídolos. Cada uma tem os seus «sacerdócios», os seus totens e os seus rituais. Cada uma tem os seus santuários – quer se trate de torres de escritórios, de spas e ginásios, de estúdios ou de estádios -, onde têm de se fazer sacrifícios, a fim de obter as bênçãos de uma boa vida e de afastar as catástrofes. Não serão esses os deuses da beleza, do poder, do dinheiro e da realização pessoal, precisamente aquelas coisas que assumiram proporções míticas na nossa vida individual e na nossa sociedade? Podemos não nos ajoelhar fisicamente frente à estátua de Afrodite, mas muitas jovens mulheres de hoje caem na depressão e em distúrbios alimentares devido a uma preocupação obsessiva com a sua imagem física. Podemos não queimar incenso a Ártemis, mas, quando o dinheiro e a carreira são elevados a proporções cósmicas, fazemos uma espécie de «sacrifício de crianças», negligenciando a família e a comunidade para alcançar um posto mais elevado na empresa, e para ganhar mais dinheiro e prestígio.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/cristianismo_face_cultura_idolos.html

A rotina diária da meditação
Temos poucos momentos livres. Temos poucos espaços na vida em que não sabemos o que fazer. Ou, então, temos tempo de mais e também não sabemos como ocupá-lo. Não raramente se vivencia a experiência de que quanto mais tempo se tem mais tempo se perde. No entanto, todos sabemos que são os que mais ocupação têm que mais solicitações «sofrem». E, quase sempre, arranjam forma de lhes responder afirmativamente.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/rotina_diaria_meditacao.html

Se queres seguir Cristo, não abandones as coisas - abandona-te a ti próprio
Quando dizemos que as pessoas deviam fugir disto e buscar aquilo, seja estes lugares e estas pessoas, sejam estes modos ou a multidão, ou esta atividade – não é isso que tem a culpa de os modos ou as coisas te impedirem: és tu próprio (pelo contrário) que te encontras nas coisas que te impedem, pois tu relacionas-te de modo errado com as coisas. Por isso começa primeiro por ti próprio e abandona-te! Na verdade, se tu não fugires primeiro de ti próprio, seja para onde for que tu fujas, encontrarás aí obstáculos e insatisfação, seja onde for.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/se_queres_seguir_Cristo_abandona_te_a_ti_proprio.html



 

segunda-feira, 22 de abril de 2013

ESPIRITUALIDADE: Fé e sociedade

Pe. Rodrigo Lynce de Faria
Seria a vida em sociedade mais humana se não houvesse religiões? Para algumas pessoas a resposta é um rotundo “sim”. A religião parece ser uma fonte de discórdia, de violência e de falta de tolerância. Não parece trazer nada de útil para a vida social. Se ninguém acreditasse em Deus, a vida nesta Terra parece que seria muito mais humana.
Esta visão ― lugar-comum bastante difundido ― é simplista, superficial, pouco séria e nada científica. A História da Humanidade parece revelar precisamente o contrário. Estou plenamente de acordo com Sacks ― grande rabino das congregações judias da Commonwealth ― quando diz que uma sociedade, a longo prazo, não pode sobreviver sem a presença da fé religiosa em muitos dos seus membros.
A religião ― para aqueles que não acreditam em Deus ― pode parecer algo supérfluo que tenderia a desaparecer com o aumento do conhecimento científico. Se quero explicar o mundo já não preciso da Bíblia ― tenho a ciência! Se quero controlar o mundo já não preciso rezar ― tenho a tecnologia! Se quero o desenvolvimento económico já não preciso da ajuda de Deus ― tenho os mercados!
No entanto, porque é que, apesar de tanto conhecimento científico, ainda há religiões no século XXI? Talvez a religião sobreviva porque responde a perguntas nada “científicas” mas profundamente necessárias: Quem sou eu? De onde é que eu venho? Para onde é que eu vou? Qual o motivo da minha existência? Já sei que fui criado para ser feliz, mas o que é que eu faço com o sofrimento quando ele aparece? Meto a cabeça na areia? Ponho a minha fé na ciência, na tecnologia e nos mercados?
É difícil tentar construir algo de sólido na vida ― começando pela própria felicidade ― sem tentar dar uma resposta minimamente satisfatória a estas perguntas nada científicas.
A religião e a ciência não são inimigas: são complementares! Necessitamos da ciência para nos explicar o modo como funciona o universo. E necessitamos da religião para nos explicar porque é que ele existe, que fim tem e quem o construiu à medida do homem.
Além disso, sem crenças religiosas sérias, as pessoas perdem com muito mais facilidade um conceito fundamental para a vida social: o conceito de moralidade. É muito fácil que desapareçam as noções de bem e de mal uma vez que a pergunta sobre o bem é, na sua essência, uma pergunta religiosa. Tudo se torna relativo. Desaparecem os valores absolutos. Substitui-se o bem e o mal pelo correcto e o incorrecto.
É verdade que uma pessoa pode viver sem religião, mas isso não é o mesmo que dizer que uma sociedade possa viver sem referências morais. Sem elas, a sociedade fragmenta-se. Desaparece ― com muita facilidade ― a atitude altruísta de querer ajudar os outros sem receber nada em troca.
Termino com uma comparação que também é feita por Sacks: “Uma sociedade sem fé é como uma sociedade sem arte, sem música e sem beleza”. Parecem detalhes supérfluos, mas não o são.

sábado, 17 de setembro de 2011

BONITO & BOM

Por isso vale a pena regressar aqui muitas vezes, sempre que for preciso. A realidade, a actualidade, o presente, encarregar-se-á disso!!!