"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























Mostrar mensagens com a etiqueta filhos. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta filhos. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de julho de 2022

COMEMORAÇÃO/EFEMERIDE: Dia dos AVÓS

- Quando o avô perguntou ao neto: “Você já olhou de verdade para as suas mãos? AQUI.

- Ouçam os avós e respeitem as raízes familiares, pede o Papa Francisco AQUI.

- Avós que cuidam de seus netos deixam marcas em suas almas AQUI.

- Oração dos avós e dos idosos AQUI.

- Os avós, pontos de referência essenciais para as crianças AQUI.

- ​“Kit Pastoral” para ajudar a celebrar o Dia dos Avós e dos Idosos AQUI.

- AVÓS E IDOSOS DEVEM SER ARTÍFICES DA REVOLUÇÃO DA TERNURA AQUI.

- Dia dos Avós 2022. É preciso “dar ouvidos à sabedoria dos anos”, diz o Papa AQUI e AQUI.

- Os seus corpos repousam em paz e o seu nome vive através das gerações AQUI.

domingo, 14 de abril de 2019

TELEVISÃO&SÉRIE: “This is us”

“This is us” é uma série realizada com boa técnica e trama envolvente, que tem a virtude de narrar o ser humano no contexto da família através do casamento, a relação entre pais e filhos ou entre irmãos, a doença e até a morte. Tudo isto é apresentado sem concessões, narrando a complexidade da vida, com muito realismo, mas também com muita humanidade. Por um lado pode acusar-se um pai de ter despedaçado o sonho de um filho; por outro o filho admite que deve ao pai a sua força. Entretanto, todos aprendem a partilhar alegrias, perdão, coragem e esperança, felicidade e amor, guiados, como na vida real, por emoções e sentimentos. Para saber mais clicar AQUI.

sexta-feira, 28 de abril de 2017

FILMES&SÉRIES: "This is us"

«Agrada-me que tenham tomado o limão mais amargo que a vida pode dar e o tenham transformado numa bela limonada.» É o que diz um ginecologista emocionado a Jack e Rebecca, jovem casal que esperava três gémeos, dos quais um não sobreviveu. Assim comenta o médico a decisão tomada pelos dois de adotarem um menino abandonado, chegado ao hospital precisamente quando um dos três recém-nascidos deixava de respirar. Nesta metáfora reside uma das chaves para compreender e apreciar a série americana "This is us". Para saber mais, clicar AQUI.

quinta-feira, 29 de setembro de 2016

ESPIRITUALIDADE: Maria é mãe que acompanha, defende e nunca se envergonha dos filhos, afirma papa

Francisco recordou que em Buenos Aires, quando ia visitar os reclusos, via sempre uma fila de mulheres que esperavam entrar na prisão: «Eram mães. Mas não se envergonhavam: a sua carne estava lá dentro», apesar das «humilhações» a que tinham de se submeter com as revistas feitas pelos guardas. «Eram mães e iam ao encontro da própria carne. Assim também Maria estava ali, com o filho.». Para saber mais, clicar AQUI

domingo, 29 de dezembro de 2013

PALAVRA de DOMINGO: contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!

EVANGELHO – Lc 2,41-52
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Lucas

Os pais de Jesus iam todos os anos a Jerusalém,
pela festa da Páscoa.
Quando Ele fez doze anos,
subiram até lá, como era costume nessa festa.
Quando eles regressavam, passados os dias festivos,
o Menino Jesus ficou em Jerusalém,
sem que seus pais o soubessem.
Julgando que Ele vinha na caravana,
fizeram um dia de viagem
e começaram a procurá-l’O entre os parentes e conhecidos.
Não O encontrando,
voltaram a Jerusalém, à sua procura.
Passados três dias,
encontraram-n’O no templo,
sentado no meio dos doutores,
a ouvi-los e a fazer-lhes perguntas.
Todos aqueles que O ouviam
estavam surpreendidos com a sua inteligência e as suas respostas.
Quando viram Jesus, seus pais ficaram admirados;
e sua Mãe disse-Lhe:
«Filho, porque procedeste assim connosco?
Teu pai e eu andávamos aflitos à tua procura».
Jesus respondeu-lhes:
«Porque Me procuráveis?
Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?»
Mas eles não entenderam as palavras que Jesus lhes disse.
Jesus desceu então com eles para Nazaré
e era-lhes submisso.
Sua Mãe guardava todos estes acontecimentos em seu coração.
E Jesus ia crescendo em sabedoria, em estatura e em graça,
diante de Deus e dos homens.
AMBIENTE
O Evangelho que nos é proposto é o final do “Evangelho da infância” de Lucas. Ora, já sabemos que a finalidade do “Evangelho da infância” não é fazer uma reportagem sobre os primeiros anos da vida de Jesus, mas sim fazer catequese sobre Jesus; nessa catequese, diz-se quem é Jesus e apresentam-se algumas coordenadas teológicas que vão, depois, ser desenvolvidas no resto do Evangelho.
A “catequese” de hoje situa-nos em Jerusalém. A Lei judaica pedia que os homens de Israel fossem três vezes por ano a Jerusalém, por alturas das três grandes festas de peregrinação (Páscoa, Pentecostes e Festa das Cabanas – cf. Ex 23,17-17). Ainda que os rabinos não considerassem obrigatória esta lei até aos treze, muitos pais levavam os filhos antes dessa idade. Jesus tem doze anos e, de acordo com o texto de Lucas, foi com Maria e José a Jerusalém celebrar a Páscoa.
É neste ambiente de Jerusalém e do Templo que Lucas situa as primeiras palavras pronunciadas por Jesus no Evangelho. Elas são, sem dúvida, o centro do nosso relato.
MENSAGEM
A chave deste episódio está, portanto, nas palavras pronunciadas por Jesus quando, finalmente, se encontra com Maria e José: “porque me procuráveis? Não sabíeis que Eu devia estar na casa de meu Pai?”
O significado (a catequese) da resposta à pergunta de Maria é que Deus é o verdadeiro Pai de Jesus. Daqui deduz-se que as exigências de Deus são, para Jesus, a prioridade fundamental, que ultrapassa qualquer outra exigência. A sua missão – a missão que o Pai Lhe confia – vai obrigá-l’O a romper os laços com a própria família (cf. Mc 3,31-35).
É possível que haja ainda, aqui, uma referência à paixão/morte/ressurreição de Jesus: tanto o episódio de hoje, como os factos relativos à morte/ressurreição, são situados num contexto pascal; em ambas as situações Jesus é abandonado – aqui por Maria e José e, mais tarde, pelos discípulos – por pessoas que não compreendem que a sua prioridade é o projecto do Pai; em ambas as situações, Jesus é procurado (cf. Lc 24,5) e tem de explicar que a finalidade da sua vida é cumprir aquilo que o Pai tinha definido (cf. Lc 24,7.25-27.45-46). Lucas apresenta aqui a chave para entender toda a vida de Jesus: Ele veio ao mundo por mandato de Deus Pai e com um projecto de salvação/libertação. Àqueles que se perguntam porque deve o Messias percorrer determinado caminho, Lucas responde: porque é a vontade do Pai. Foi para cumprir a vontade do Pai que Jesus veio ao nosso encontro e entrou na nossa história.
Atente-se, ainda, em duas questões um tanto marginais, mas que podem servir também para a nossa reflexão e edificação: em primeiro lugar, reparemos no entusiasmo que Jesus tem pela Palavra de Deus e pelas questões que ela levanta; em segundo lugar, a “declaração de independência” de Jesus pode ajudar-nos a compreender que a família não é o lugar fechado, onde cada pessoa cresce em horizontes limitados e fechados, mas é o lugar onde nos abrimos ao mundo e aos outros, onde nos armamos para partir à conquista do mundo que nos rodeia.
ACTUALIZAÇÃO
A reflexão do Evangelho de hoje deve ter em conta as seguintes questões:
¨ Para Jesus, a prioridade fundamental a que tudo se subjuga (até a família) é o projecto de Deus, o plano que Deus tem para cada pessoa. Se os planos dos pais e os planos de Deus entram em choque, quais devem prevalecer?
¨ Anima-nos o mesmo entusiasmo de Jesus pela Palavra de Deus? Somos capazes de esquecer outros interesses legítimos para nos dedicarmos à escuta, à reflexão e à discussão da Palavra? Vemos nela um meio privilegiado de conhecer o projecto que Deus tem para nós?
¨ Maria e José não fizeram cenas diante da resposta “irreverente” de Jesus. Aceitaram que o jovem Jesus não lhes pertencia exclusivamente: Ele tinha a sua identidade e a sua missão próprias. É assim que nos situamos face àqueles com quem partilhamos a experiência familiar?
¨ A nossa família potencia o nosso crescimento, abrindo-nos horizontes e levando-nos ao encontro do mundo, ou fecha-nos num espaço cómodo mas limitado, onde nos mantemos eternamente dependentes?
 
Deus não protege da noite, mas na noite: Meditação sobre o Evangelho do Domingo da Sagrada Família

terça-feira, 22 de outubro de 2013

POLÍTICA/ECONOMIA/FINANÇAS: Linhas de acção do novo Ministro dos Assuntos Sociais da Austrália

As suas propostas baseiam-se em dois princípios:
  • Primeiro, as políticas públicas devem proteger e promover o casamento e a família,
  • e, em segundo lugar, sempre que possível, as políticas públicas devem actuar através das organizações familiares e da comunidade, em vez de as substituir"
Para desenvolver essa política, Andrews apresenta 4 objectivos políticos:

1. "Os estados devem ter uma política explícita para o casamento e a família."

2. "Devem procurar, no mínimo, garantir uma taxa de natalidade que permita a renovação de gerações."

3. "A política nacional deve afirmar o ideal da solidez conjugal e afirmar o casamento como o clima ideal para a educação dos filhos."

4. "A política deve valorizar a estabilidade da família e reforçar a responsabilidade pessoal e inter-geracional"

terça-feira, 11 de junho de 2013

MÚSICA, COIMBRA, ETC&TAL: O 5 de Maio...

... já lá vai, mas o DIA da MÃE jamais...

Do Zeca Afonso pois claro! Mas não só:


Admirável ouvir, evidentemente, mas atenção ao enquadramento, a quem está ao lado de quem canta e também a quem escuta, na multidão.
Ouvir o silêncio que se seguiu também é preciso! - como bem conhece quem aí estudou.

Entretanto uma "dor na alma": a perspectiva dramática, revoltante, ... do futuro destes nossos jovens, filhos e...

...netos...

domingo, 2 de junho de 2013

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: "A verdadeira conspiração" e "O gosto em ter filhos"

JOÃO CÉSAR DAS NEVES
DN2013-05-20
 

Se alguém pretender destruir a sociedade, como deve proceder? Multiplicam-se essas acusações e os réus são múltiplos, do Governo aos bancos, do euro aos corruptos. Tomemos então a sério tais denúncias. Se se quiser mesmo a aniquilação de Portugal, qual a forma mais eficiente de o conseguir?
Curiosamente as dificuldades recentes provam o oposto do que muitos alegam: o tecido social de um povo é sempre muito resistente, o que torna a sua destruição extremamente difícil. Uma crise económica, por grave que seja, nunca gera efeitos duradouros numa nação, quanto mais definitivos. Mesmo que a dose fosse muito maior, como na Grécia ou em Chipre, ao fim de uns anos tudo normaliza. Até o caso extremo da "grande depressão" dos anos 1930 não chegou para destruir os EUA, que aliás pouco depois dominavam o mundo.
Se o nosso inimigo radical passasse para métodos políticos ou militares, não teria melhor sorte. A França de 1792 ou a Alemanha de 1945 são casos extremos de pressão revolucionária ou demolição bélica. Mas nem essas gerações se perderam, quando mais a respectiva cultura e nação. A única conclusão razoável é que a sociedade é uma das realidades mais resistentes do universo. As contínuas referências a demolição nacional não passam, portanto, de exageros vácuos. Sabemos bem como as dificuldades levam muitos a carregar no acelerador retórico, disparando a grande velocidade para a asneira. Mas, apesar do que dizem, é muito difícil destruir Portugal.
Quer isto dizer que um malévolo não teria forma de conseguir os seus perversos intentos? Não. Há uma maneira, e é simples. Para matar um homem cortando-lhe os braços, é precisa uma espada; para o atingir no coração, basta uma agulha. A maneira mais eficiente de dar cabo de um povo é ferir o seu núcleo mais central. E é isso exactamente que nos está a acontecer.
Não existe nenhuma conversa sobre a família em que não se oiça que ela é a célula base da sociedade. Que poderemos então concluir da sua dramática crise contemporânea, senão que ela põe em risco a sobrevivência nacional? A única dedução possível é que está bastante adiantada uma degradação de todo o tecido cultural, de onde só recuperaremos com muita dificuldade. Um povo com dúvidas sobre o sentido de "cidadão" sofreria graves consequências. Que dizer de um que degrade o conceito de casamento?
A queda demográfica chega, só por si, para justificar enorme preocupação. Sem filhos não há futuro e a inversão da pirâmide etária cria vastas consequências. Como pretender crescimento económico numa população em regressão? Mesmo assumindo que a tacanhez actual só liga a questões económicas, fiscais e políticas, já teria aí muito com que se entreter.
A isto juntam-se as brutais consequências humanas, psicológicas, educativas, culturais e sociais que nascem de famílias em desagregação. Conflitualidade conjugal, explosão de divórcios, desequilíbrio emocional, precarização de relações, penetração do egoísmo, são sintomas evidentes e ameaçadores. O resultado é solidão, desespero ou embriaguez.
Tudo nasce de uma ideologia lasciva que impõe o postulado de que no sexo todos os prazeres são equivalentes e devem ser excitados. Esta mentira evidente e clamorosa consegue passar por razoável na propaganda libertina.
O tempo que teme tabaco e obesidade promove divórcio, aborto, promiscuidade e depravação.O que mais espanta é a apatia generalizada da população perante a podridão, enquanto se enfurece e assusta com questões económicas, secundárias e passageiras. As elites de poder, do CDS, PSD e PS, aplaudidas por PCP e BE, são parte activa do problema, não da solução. As leis recentes sobre o tema envergonhar-nos-ão durante séculos.
Portugal está doente, muito doente. Não pelo défice e dívida, nem sequer pelo desemprego e recessão. Tudo isso resolve-se em anos. A verdadeira doença que, mesmo não fatal, deixará mazelas por gerações, é a incompreensível, boçal e brutal dissolução familiar. Assim este período ficará marcado na nossa história. Se houver história.
 
 
Editorial
DN2013-05-26
Numa célebre canção de Simone proclama-se que "quem faz um filho fá-lo por gosto". Será, porém, apressado afirmar que, então, os portugueses deixaram de gostar de ter filhos? As estatísticas mostram que das 120 mil crianças por ano em 1999 se tenha passado para cerca de 99 mil uma década depois e apenas 91 mil no ano passado. São as complexidades e exigências de uma sociedade moderna, sobretudo às mulheres, que explicam a quebra gradual da natalidade no País, sendo que a crise económica justifica a queda abrupta destes últimos tempos.
De saudar, então, os corajosos que insistem em ter filhos neste Portugal marcado por notícias de défice por controlar, recessão sem fim e desemprego a crescer. Casais que, como aqueles que surgem hoje numa reportagem no DN, se enchem de coragem e dão o passo de ter o primeiro filho (ou o segundo) pesando os prós e os contras e achando que afinal os prós ganham. Não são gente abonada, há até quem tenha de fazer muitas contas, mas o desejo de ser mãe e pai é por vezes mais forte do que a racionalidade económica. E ainda bem que acontece. Voltando à canção de Simone, ainda bem que gostam.
Mas ao Estado exige-se racionalidade, mesmo (ou sobretudo) em tempo de crise. Pode ser mais urgente relançar a economia, pode ser até que quando tal acontecer se comece a resolver o problema demográfico, mas a verdade é que há que imaginar incentivos à natalidade. Pois ver a população minguar até pode não assustar alguns, já faltar população ativa que contribua para a sustentabilidade da segurança social, em especial o pagamento das pensões dos mais velhos, é terrível para todos. E bem se pode falar em mexidas na idade da reforma, que sem crianças a nascer não há soluções.
Da parte da classe política pouca preocupação se sente com a demografia. Houve um discurso presidencial no ano passado em que o assunto foi tocado, mas pouco mais. Não compete ao Estado dizer às pessoas se devem ou não ter filhos (e quantos), mas é obrigação do Estado dar-lhes condições para tal. Quando se fala que Estado queremos ter (ou pagar), também temos de pensar nesta questão de fazer nascer crianças, que passa por educação e saúde de qualidade tanto como os pais conseguirem um emprego que lhes assegure a dignidade. Contar só com o gosto dos pais é irresponsabilidade governativa e prova de falta de visão estratégica para o País
FONTE: http://www.dn.pt/inicio/opiniao/editorial.aspx?content_id=3240002&page=-1