"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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terça-feira, 9 de janeiro de 2018

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Conselho Pontifício da Cultura debate "futuro da humanidade"


Conselho Pontifício da Cultura debate "futuro da humanidade"
Os temas em discussão, «que até há pouco tempo pareciam coisa de novelas de longas-metragens de ficção científica, e que se converteram agora em realidade, constituem igualmente desafios para a teologia e a pastoral da Igreja», lê-se no documento de enquadramento. Para saber mais clicar AQUI.
Papa lembra que «nem tudo o que é tecnicamente possível ou realizável é eticamente aceitável»
Os avanços na tecnologia, nomeadamente na inteligência artificial e na robótica, «induzem alguns a pensar» que se está diante «da aurora de uma nova era e do nascimento de um novo ser humano, superior àquele que conhecemos até agora», mas que colocam «grandes e graves interrogações», vincou o papa ao receber os participantes na assembleia plenária do Conselho Pontifício da Cultura. Para saber mais, clicar AQUI.
Igreja analisa efeitos da inteligência artificial na qualidade e objetivos de vida
O objetivo geral da Assembleia é abrir um diálogo sobre o futuro da humanidade, detendo-se em particular em algumas questões fundamentais, tais como o conceito de natureza humana, a relação entre mente e corpo, o papel da pessoa numa sociedade de máquinas pensantes. Para saber mais, clicar AQUI.
Podemos estar certos de que os robôs não fugirão da mão de quem os inventou?
Quando se exprime sobre estes temas, a Igreja é muitas vezes desqualificada ainda antes de tomar a palavra, taxada de ser contra o progresso. É portanto necessário um estilo inspirado no critério do inteligir, ou seja, do compreender analisando e julgando criticamente. Para saber mais, clicar AQUI.
Afetos, relações, espiritualidade: O que um computador não pode fazer
«A finalidade da tecnologia é ainda, nesta fase, encarada como instrumental. Mas estamos a entrar outra era em que os dispositivos tecnológicos se tornarão tendencialmente “objetos de companhia”», o que implica «um determinado grau afetivo de relação e uma prática habitual de convivência e cuidado.» Para saber mais, clicar AQUI.

quarta-feira, 22 de março de 2017

MÚSICA: Polifonias para a glória de Deus

«Cada época recriou, regenerou e chegou mesmo a degenerar os códigos harmónicos segundo novas e inéditas sintaxes. E então procuramos adaptar o ouvido aos modernos diferentes comprimentos de onda. Não nos forçamos logo ao desconcerto de um rap dos Public Enemy, dos Ice-T, Puff Daddy, ou ao "heavy metal" e ao vários filões do "hard" ou do "punk" rock. Há já, com efeito, "clássicos" inclusive na contemporaneidade musical.» Neste texto o presidente do Conselho Pontifício da Cultura escreve sobre Bach, Mozart, Dylan e Springsteen, entre outros. Para saber mais, clicar AQUI.

terça-feira, 31 de maio de 2016

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: Quem precisa de...

...receber, mas sobretudo de dar um SORRISO? Eu, tu, ele, NÓS!

ATENÇÃO aos escritos , curtos&grossos, deste Gianfranco Ravasi. Não por acaso, mas por sinal, o Presidente do Conselho Pontifício da Cultura. Para confirmar, clicar AQUI (se se estiver para aí virado).

terça-feira, 12 de junho de 2012

MEDITAÇÃO: Porquê tanta estupidez e crueldade?

Os animais selvagens nunca matam para se divertir. O homem é a única criatura para quem a tortura e a morte dos seus semelhantes podem ser divertidas em si mesmo. Li estas linhas numa revista alemã e instintivamente o meu pensamento levou-me para os horrores do nazismo, quando a tortura mais horrível se transformou em passatempo sádico.
A consideração é atribuída a um historiador britânico do século XIX, James A. Froude, e recolhe um aspeto trágico da humanidade. O animal ataca outro se é atacado ou se quer assegurar a sua sobrevivência. O homem, dotado de criatividade, fantasia e liberdade, rebaixa estes talentos e mergulha na crueldade mais atroz, elaborada por vezes com refinamento intelectual.
Quando eu era criança impressionava-me um quadro do Novíssimo Dicionário Melzi, que era um pouco o livro da minha primeira curiosidade no saber: o quadro representava todas as torturas e podia realmente sentir-se o quanto a inteligência humana pode degenerar em perversão.
É talvez por essa razão que a antiga fábula (a partir do burro bíblico de Balaão) transformou os animais em mestres dos humanos. Ironicamente o poeta Ezra Pound (1885-1972), na poesia “Meditatio”, escrevia: «Quando observo atentamente os curiosos hábitos dos cães, / tenho de concluir / que o homem é o animal superior. // Quando observo os estranhos hábitos do homem / confesso-te, meu amigo, que duvido».
Somos certamente mais evoluídos do que os animais; mas também sabemos precipitar-nos no abismo do absurdo, da crueldade e da brutalidade. Atribuímo-nos o título de reis da criação mas muitas vezes não somos mais do que tiranos implacáveis. E os cães, levantando para nós o seu nariz húmido, parecem perguntar-nos porquê tanta estupidez e crueldade.

D. Gianfranco Ravasi
Presidente do Conselho Pontifício da Cultura

In Avvenire
Trad. / adapt.: rjm
© SNPC (trad.) | 08.06.12