«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Mostrar mensagens com a etiqueta criatividade. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta criatividade. Mostrar todas as mensagens
terça-feira, 30 de julho de 2019
MÚSICA: Da contestação, criatividade e sonho ao fim da inocência e da utopia
Etiquetas:
“Abbey road”,
“Give peace a chance”,
“peace and love”,
América,
Beatles,
contestação,
criatividade,
inocência,
L'Osservatore Romano,
rock and roll,
sixties,
sonho,
utopia,
Vietname,
Woodstock
quinta-feira, 1 de dezembro de 2016
REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: O discernimento cultural e evangélico na literatura
No discernimento cultural cristão nunca se trata de escolher ou Deus ou o mundo, mas antes de buscar e reconhecer Deus no mundo, que atua para levá-lo à sua realização e consumação. O discernimento cultural evangélico dá testemunho da criatividade do Espírito que opera em toda a parte. Cristo ressuscitado atua, de facto, constantemente em todas as dimensões do crescimento do mundo, na diversidade das suas culturas e na variedade das suas experiências espirituais. Para saber mais, clicar AQUI
Etiquetas:
"O batismo da imaginação",
Antonio Spadaro,
Bartolo Cattafi,
Bíblia,
criatividade,
cristianismo,
discernimento,
ed. Paulinas,
espírito,
Literatura,
SNPCultura
segunda-feira, 22 de junho de 2015
ESPIRITUALIDADE: Porque somos tão medrosos?
O cristianismo encontra-se hoje no meio de uma «forte tempestade» e o medo começa a apoderar-se de nós. Não nos atrevemos a passar para a «outra margem». A cultura contemporânea aparece-nos como um país estranho e hostil. O futuro dá-nos medo. A criatividade parece proibida. Alguns acreditam que é mais seguro olhar para trás para melhor ir em frente.
Ler mais em:
Etiquetas:
criatividade,
cristianismo,
cultura contemporânea,
espiritualidade,
Fé,
Jesus,
medo
quarta-feira, 20 de março de 2013
QUESTÕES para ATEUS (10/16; 11/16; 12/16; 13/16)
Todo o tempo pode e deve ser tempo de transformação, de modificação, numa palavra, de conversão. No entanto este, o da Quaresma, é especial.
Sorte a dele, a do convertido! - eu, ex-ateu, que o diga.
Etiquetas:
Criação,
criatividade,
Deus,
espaço e tempo,
espírito,
física,
história,
Homens,
Mundo,
questões para ateus,
religião,
tempo,
universo
segunda-feira, 2 de julho de 2012
FUGIR DA REALIDADE
Alguém me dizia, recentemente, que os livros mais “consumidos” pela juventude hodierna são aqueles que ajudam a fugir da realidade. Em concreto, os livros cujo público-alvo são as adolescentes possuem uma receita que não falha: transportá-las para mundos imaginários que as ajudem a “emitir” frequentes suspiros cor-de-rosa. E finalizava essa pessoa dizendo: «Basta ajudá-las a refugiarem-se na sua imaginação e elas sentem-se felizes. E, mais importante ainda, recomendam o livro às amigas».
É necessário reconhecer, em abono da verdade, que cada um de nós necessita da sua imaginação para viver de um modo humano. Se não fosse assim, Deus não no-la teria dado. Sem imaginação, não haveria projectos na nossa vida. E, sem projectos, a vida tornar-se-ia maçuda, monótona e insonsa. Sem imaginação, faltar-nos-ia criatividade. E, sem criatividade, seria deveras difícil encarar o nosso trabalho quotidiano com um salutar entusiasmo.
A imaginação ajuda-nos a expandir o nosso mundo interior e a transcendê-lo.Torna-nos maiores do que aquilo que somos. E é por isso que temos a sensação de que ela nos dá vida e nos anima a viver. Dá-nos asas, faz-nos voar ― e liberta-nos da excessiva monotonia do dia-a-dia.
No entanto, a imaginação descontrolada converte-se num mecanismo de evasão. Soltar a imaginação sem nenhum tipo de controlo é uma autêntica droga. É verdade que proporciona uma alegria e um alívio passageiros, mas também é verdade que acaba por submergir as pessoas numa triste dependência, como é próprio dos estupefacientes.
Evadir-se em sonhos proporciona um certo bálsamo de refrigério interior. Mergulhar num mundo imaginário ― em que somos sempre heróis, sem defeitos nem limitações ― é fácil, entusiasmante e acessível a qualquer um. Faz-nos sentir uma completa“liberdade”: ninguém, excepto nós próprios, consegue pôr obstáculos à nossa imaginação.
Mas, não nos enganemos, é uma liberdade fictícia. Só existe numa vida que não é real― falsa por definição! Fugir da realidade não nos pode proporcionar a verdadeira felicidade. Pode ser ― como o canto de uma sereia ― entusiasmante, deslumbrantee sedutor. Basta pensar no êxito da “second life” no mundo informático. No entanto, bem vistas as coisas, nunca é libertador. Porque procede de uma vida falsificada.E a liberdade e a felicidade só são possíveis na realidade. Nunca na mentira, nem no imaginário que afasta da realidade.
Fugir da realidade também não é libertador porque na vida imaginária não há esforço.E, sem esforço, as pessoas tornam-se passivas e inactivas ― escravas de uma vontade adormecida. Essa fuga da realidade não dá a paz que tanto se procura. A paz autêntica também é fruto do esforço por pôr ordem na nossa imaginação e não nos deixarmos enganar ou anestesiar por ela.
Pe.Rodrigo Lynce de Faria
Etiquetas:
criatividade,
esforço,
felicidade,
imaginação,
Juventude,
liberdade,
mundo interior,
realidade,
Vida
terça-feira, 12 de junho de 2012
MEDITAÇÃO: Porquê tanta estupidez e crueldade?
Os animais selvagens nunca matam para se divertir. O homem é a única criatura para quem a tortura e a morte dos seus semelhantes podem ser divertidas em si mesmo. Li estas linhas numa revista alemã e instintivamente o meu pensamento levou-me para os horrores do nazismo, quando a tortura mais horrível se transformou em passatempo sádico.
A consideração é atribuída a um historiador britânico do século XIX, James A. Froude, e recolhe um aspeto trágico da humanidade. O animal ataca outro se é atacado ou se quer assegurar a sua sobrevivência. O homem, dotado de criatividade, fantasia e liberdade, rebaixa estes talentos e mergulha na crueldade mais atroz, elaborada por vezes com refinamento intelectual.
Quando eu era criança impressionava-me um quadro do Novíssimo Dicionário Melzi, que era um pouco o livro da minha primeira curiosidade no saber: o quadro representava todas as torturas e podia realmente sentir-se o quanto a inteligência humana pode degenerar em perversão.
É talvez por essa razão que a antiga fábula (a partir do burro bíblico de Balaão) transformou os animais em mestres dos humanos. Ironicamente o poeta Ezra Pound (1885-1972), na poesia “Meditatio”, escrevia: «Quando observo atentamente os curiosos hábitos dos cães, / tenho de concluir / que o homem é o animal superior. // Quando observo os estranhos hábitos do homem / confesso-te, meu amigo, que duvido».
Somos certamente mais evoluídos do que os animais; mas também sabemos precipitar-nos no abismo do absurdo, da crueldade e da brutalidade. Atribuímo-nos o título de reis da criação mas muitas vezes não somos mais do que tiranos implacáveis. E os cães, levantando para nós o seu nariz húmido, parecem perguntar-nos porquê tanta estupidez e crueldade.
D. Gianfranco Ravasi
Presidente do Conselho Pontifício da Cultura
In Avvenire
Trad. / adapt.: rjm
© SNPC (trad.) | 08.06.12
Etiquetas:
animais,
Conselho Pontifício da Cultura,
criatividade,
Ezra Pound,
Gianfranco Ravasi,
Homem,
James A. Froude,
liberdade,
Meditatio,
morte,
Novíssimo Dicionário Melzi,
SNPCultura,
tortura
Subscrever:
Mensagens (Atom)