"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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quarta-feira, 22 de março de 2017

MÚSICA: Polifonias para a glória de Deus

«Cada época recriou, regenerou e chegou mesmo a degenerar os códigos harmónicos segundo novas e inéditas sintaxes. E então procuramos adaptar o ouvido aos modernos diferentes comprimentos de onda. Não nos forçamos logo ao desconcerto de um rap dos Public Enemy, dos Ice-T, Puff Daddy, ou ao "heavy metal" e ao vários filões do "hard" ou do "punk" rock. Há já, com efeito, "clássicos" inclusive na contemporaneidade musical.» Neste texto o presidente do Conselho Pontifício da Cultura escreve sobre Bach, Mozart, Dylan e Springsteen, entre outros. Para saber mais, clicar AQUI.

quarta-feira, 25 de fevereiro de 2015

REFLEXÃO/ATENÇÃO/MEDITAÇÃO: A sabedoria é sabor: O homem sábio e feliz

Agregado ao Instituto de França, o filósofo e crítico Roland Barthes (1915-1980) elaborara a sua “lectio”inaugural sobre um tema que ele próprio considerava ultrapassado, a «sabedoria», e definiu assim: «A sabedoria é nenhum poder, um pouco de saber, um pouco de inteligência e o máximo de sabor possível.» Não por acaso, este vocábulo deriva do verbo latino “sapere”que, como primeira aceção, tem, precisamente, o «ter sabor».
Ler mais em:

segunda-feira, 15 de abril de 2013

ESPIRITUALIDADE: perfil de um comunicador fascinante

Cristo estabelece uma comunicação pessoal, direta, aberta à relação, fundada sobre o «tu» do outro que se encontra com Ele. Não é um guru que profere oráculos, nem um intelectual sofisticado e desdenhoso, nem um mestre esotérico. Além disso, Jesus aprecia tudo o que é concreto e essencial. Não fala por cima do ombro aos seus interlocutores, não se perde em banalidades, mas aponta para as expectativas decisivas, para as perguntas inquietantes, para as verdades últimas que explicam o presente. Cristo é, além disso, um anunciador global: não é um intelectual que confia apenas na mente e nas letras, mas também não é apenas um agente sociopolítico. Palavras e sinais, mensagem e ação, espírito e corporeidade estão unidos entre si numa revelação integral que conhece a proximidade total do outro.

sábado, 24 de novembro de 2012

Ateus & Crentes: A flor do diálogo

Em última análise, o obstáculo que se levanta a este diálogo-encontro [entre crentes e não crentes] talvez seja apenas um só, o da superficialidade que atenua e desbota a fé numa vaga espiritualidade e reduz o ateísmo a uma negação banal ou sarcástica. Para muitos, nos dias de hoje, o Pai-nosso transforma-se na caricatura que dele fez Jacques Prévert: «Pai nosso que estais no céu, ficai por lá!» Ou ainda na retomada irónica que o poeta francês excogitou do Génesis: «Deus, ao surpreender Adão e Eva,/ disse: Continuai, peço-vos,/ não vos perturbeis comigo,/ procedei como se eu não existisse!» Fazer como se Deus não existisse, etsi Deus non daretur, é, em parte, o mote de sociedade da nossa época: enclausurado como está no céu dourado da sua transcendência, Deus (ou a sua ideia) não deve apoquentar as nossas consciências, não deve interferir nos nossos afazeres, não deve arruinar prazeres e êxitos.
Arcebispo de Braga convida artistas, cientistas, teólogos e filósofos para o Átrio dos GentiosO arcebispo bracarense convidou «crentes ou não crentes, artistas ou cientistas, teólogos ou filósofos, procuradores dum sentido e significado durante a longa ou curta existência» a participarem no Átrio dos Gentios que decorre a 16 e 17 de novembro em Guimarães e Braga. «Há sempre uma pluralidade interpretativa da vida e uma grande profundidade de saber acumulado em experiências vividas, mas de parâmetros que parecem contraditórios e que necessitam do diálogo para nos enriquecermos com as diferenças», escreve D. Jorge Ortiga. «Num átrio há lugar para todos» e manifesta a esperança de que os participantes consigam que «os decisores e os fazedores de opinião verifiquem que só a unidade, que nunca supõe a uniformidade, permite compreender os dinamismos duma sociedade melhor», acrescenta