"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sexta-feira, 5 de janeiro de 2018

LIVRO&LEITURAS: “Nossa Senhora e a história de Portugal – Alianças com Santa Maria”

«Como se os anos portugueses fossem contas de um prolongado rosário. Como se cada dezena – gozosa, luminosa, dolorosa ou gloriosa – se tornasse numa época nacional»: é nestes termos que o cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, se refere ao livro “Nossa Senhora e a história de Portugal – Alianças com Santa Maria”. Para saber mais, clicar AQUI.

quinta-feira, 6 de abril de 2017

LIVROS&LEITURAS: "Dia a dia com Francisco e Jacinta de Fátima" & "Fátima no mundo - Álbum de viagem"

"Dia a dia com Francisco e Jacinta de Fátima"
«A Páscoa de Cristo é a lei da vida. E tudo há cem anos o recordou em Fátima. Os Pastorinhos aprenderam-no, e assim nos ensinam, hoje como então. Aprendamos, porque o mundo espera». São palavras do cardeal-patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente, no pórtico do novo livro "Dia a dia com Francisco e Jacinta de Fátima", de Jean-François de Louvencourt, recentemente lançado pela Paulinas Editora. Apresentamos algumas das meditações que a obra propõe para cada dia do ano. Para saber mais, clicar AQUI.
"Fátima no mundo - Álbum de viagem"
«Impressionou-me como o impacto da imagem reúne tanto consenso pelo mundo fora. Todos são unânimes em dizer como aquela imagem tão simples, misteriosamente, arrasta multidões, e não só católicos, todo o tipo de cristãos e de praticantes de outras religiões, mesmo não crentes, um fenómeno», sublinha o autor, Manuel Arouca. Para saber mais, clicar AQUI.

quinta-feira, 27 de março de 2014

LEITURA: "Retalhos da vida de um padre"

«Na vida de um padre passam muitas pessoas e muitas histórias. E, nós, padres, também passamos na vida de muitas pessoas. Gosto de lembrar histórias. Muitas ficaram na memória, outras, naturalmente, acabam por se perder e algumas registei, aqui neste livro, fosse para não me esquecer fosse para as partilhar. Este livro é, então, um livro de crónicas e de memórias. As histórias do padre e as histórias dos outros que o padre acompanha. A minha única pretensão com a publicação deste livro é a da partilha. As histórias da minha vida ou a minha vida em histórias. A narração é simples, como simples é a vida – assim a vejo –, por muito complicada que às vezes nos pareça. Algumas vezes o que vivi acabou numa oração, noutras o que vi fez-me entrar na vida das outras pessoas, e outras ainda, o que senti, fez-me levar a histórias que não são minhas mas que fazem parte de mim.» A editora “Verso de Kapa” lança a 28 de março nas livrarias a obra “Retalhos da vida de um padre”, da autoria do religioso dominicano José Filipe Rodrigues (n. 1975), volume prefaciado pelo patriarca de Lisboa, D. Manuel Clemente.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/retalhos_da_vida_de_um_padre.html

domingo, 8 de dezembro de 2013

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO: Maria e Portugal, uma devoção nacional?

Em 8 de dezembro de 1854, o Papa Pio IX definiu o dogma da Imaculada Conceição de Nossa Senhora. Tal verdade mariana era há muito confessada em Portugal e era mesmo a inovação da padroeira do reino. Mas agora vinha de Roma a definição, e, para o nacionalismo de muitos influentes, Roma era o estrangeiro e mesmo a ameaça, já que Pio IX não se cansava de levantar objeções à teoria e à prática dos regimes liberais. Estava novamente em uso o beneplácito, pelo qual as decisões pontifícias só se executariam entre nós depois da aprovação das Cortes. Teve de esperar-se até março do ano seguinte… Estes quatro meses de demora em reconhecer para Portugal o dogma da Imaculada Conceição levantaram reparos nos meios católicos mais ativos. A demora era dos poderes públicos e não da piedade portuguesa, afirmava A Nação de 17 de abril de 1855: «Portugal, que sempre se distinguiu pelo seu zelo religioso, e pela pureza da sua fé, Portugal, que nas suas cortes e universidades jura há séculos a defesa da Imaculada Conceição, não podia, apesar de todas as desgraças, deixar de associar-se à alegria universal de todos os católicos ao ser definido pela Igreja como dogma, o que para ele era uma crença religiosa, e um princípio de nacionalidade».
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quarta-feira, 17 de julho de 2013

ESPIRITUALIDADE: A desproporção de Deus + "Vai e faz o mesmo"

A lembrança da multiplicação dos pães (a par das Bodas de Caná) ficou-nos no coração como o evangelho da desproporção. O que saiu das mãos de Jesus que abençoavam foi um esbanjamento de pão: os cinco pães converteram-se em cinco mil. A desproporção foi mais além de todo o cálculo humano, esse cálculo “realista”, quase matemático, que levava os discípulos a dizer com ceticismo: a não ser que vamos comprar para dar de comer a toda esta gente. Houve superabundância: todos comeram até se saciarem. E até excesso: recolheram as sobras, doze cestos. Um esbanjamento em que não se perdeu nada, tão diferente dos esbanjamentos escandalosos a que nos acostumaram alguns ricos e famosos. A desproporção de Deus é realista e realizável porque considera o calor do pão que convida a ser repartido, e não a frialdade do dinheiro que busca a solidão dos depósitos.
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Tinham mãos os salteadores, como as têm hoje. Mas não são mãos de dar, são mãos de roubar bolsas e vidas. Roubaram-lhe tudo o que levava, que no seu caso seria material. Nos caminhos solitários que tantos percorrem hoje, os assaltos são permanentes e não roubam apenas coisas. Rouba-se a transparência dos novos, rouba-se a sabedoria dos velhos; rouba-se o ideal dos jovens, rouba-se o sustento dos adultos; roubam-se disponibilidades, sonhos e projetos… Não falo em abstrato. Refiro aspetos precisos, como a escassa educação para os valores essenciais da verdade, da bondade e da beleza; refiro a pouca prioridade que se dá à família, como célula base do organismo social, onde se possa aprender com espaço e tempo o convívio intergeracional, a complementaridade masculino – feminino, a memória das coisas e a solidariedade essencial; refiro o pouco respeito pela dignidade da pessoa humana, que não pode ser lesada pela sobrevalorização da imagem, a exorbitância da moda, a secundarização dos menos hábeis ou habilitados, ou a banalização da pornografia, do mau gosto e dos maus consumos. Falo de realidades assim, como podia juntar tantas outras, que assaltam e roubam as pessoas no que têm e no que são, sobretudo porque as apanham sós ou solitárias, mesmo que rodeadas por multidões anónimas.
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sábado, 8 de junho de 2013

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.
Dois governos pelo preço de um...
Orçamento Rectificativo: Sem folgas, com mais gastos e mais dependente do crédito
Portugueses passam 230 horas a tratar de impostos
“Governo não era legítimo no tempo do ‘Soares rua’?”
Governo corta só três carros
Passos Coelho e os 4400 boys
Notícias do pântano português
A Zona Euro está a mudar
Alemanha admite aliviar programa da Grécia
Prós e contras de dois anos de Passos
D. Manuel Clemente considera naturais os protestos que vão decorrendo no país
Libertar Portugal da Austeridade - Doutor António de Sampaio da Nóvoa
Despesas Passos gasta quase tanto em combustíveis como 55 gestores
Câmaras e regiões provocaram rombo de 1395 milhões
Os ratos a abandonar o navio
Há erros no programa grego replicados em Portugal
Medidas de consolidação "demasiado ambiciosas" agravam recessão
Já havia buraco de 4 mil milhões no Orçamento antes do chumbo
Chefes das Finanças corruptos escapam à prisão e mantém funções
Dois anos de Governo: pesadelo e mitos
A Turquia sofre e avança
Papa abdica de ler discurso para não ser "demasiado aborrecido"
http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx?fil=513582
 
 
 
 
 

 

 

sábado, 18 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à LEITURA (18)

... para, neste tempo da vida, preparar outro tempo, o Outono-Inverno da vida que se segue.
E se "o tempo voa", eles estão já aí!


Manuel Clemente, um bispo para a crise
D. Manuel Clemente cometeu a imprudência de me convidar para apresentar o seu último livro, “É Este o Tempo” (Porto, 24 de março). Aqui fica o resultado dessa imprudência.
I. O meu estímulo perante este livro é o seguinte: sendo eu um homem de Atenas, como posso compreender um homem de Jerusalém? Ou seja, como posso traduzir a linguagem de Jerusalém deste livro para a minha linguagem ateniense? Em outros livros, D. Manuel Clemente, o bispo, é apenas Manuel Clemente, o intelectual público, o historiador, alguém que fala a linguagem da Cidade. Isso não se passa com "É Este o Tempo", que é mesmo um resultado de D. Manuel Clemente. Para começo desta minha tradução de Jerusalém para Atenas, devo confessar que, neste tempo de crise e de urgência, sabe bem encontrar outra respiração. E este livro tem essa outra respiração, uma respiração mais lenta, fora da pressa da crise, fora da pressa da internet, fora dessa pressa que impede o pensamento que vai além da agenda da semana. Neste sentido, é engraçado perceber o seguinte: um livro que está fora do tempo, um livro que não é do aqui e agora tem dentro de si uma boa análise dos problemas do nosso tempo, do aqui e agora.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/manuel_clemente_um_bispo_para_a_crise.html
http://www.snpcultura.org/e_este_o_tempo_assinala_quatro_anos_de_d_manuel_clemente_bispo_porto.html
http://www.snpcultura.org/e_este_o_tempo.html

segunda-feira, 27 de fevereiro de 2012

Segunda-feira da primeira semana: Tomai esta Quaresma como possibilidade e não como peso

«“Ser vistos pelos outros” é tendência atávica e espontânea, que nos leva a viver mais superficial que verdadeiramente. O que é de facto grande mal e despiste certo.»
«Não foi o autocomprazimento, a autoimposição dos desejos, a demorada ambição do ter, do parecer ou do poder que nos fez olvidar os outros, bem como o significado autêntico da vida e da convivência?»
«Infelizmente e em tão excessiva medida, o “ser visto” e apreciado pelos outros, segundo os critérios do sucesso, da fama e da moda, pesaram muito nos objetivos, como sobrepesam agora nas frustrações e desistências. Infelizmente assim foi e também pode continuar a ser, se não voltarmos decididamente o olhar para Deus, “mais íntimo do que o nosso próprio íntimo e mais alto do que a nossa maior altura”, como ensinou Santo Agostinho.»
«O nosso mundo precisa de gente assim, que só a Deus dê honra e glória, nisso mesmo se honrando, em humildade sempre e louvor constante. Simples e finalmente assim, vivendo em Cristo para o Pai e para todos, como assinala a Cruz de todas as Quaresmas.»
«Quando nos esvaziarmos de nós para sermos de Deus, haverá lugar para todos, como sempre havia em Cristo. Ele cumpriu inteiramente a vontade do Pai, procurando-nos sem descanso. Olhou-nos fixamente com aquele olhar que recebeu do Pai, ansioso sempre do regresso dos pródigos.»
«Que atenção prestamos ou havemos de prestar, muito concretamente, a quem nos rodeia ou nos espera? Sucessivas notícias nos alertam para muitas gente que vive só e finalmente morre só e desapercebida, mesmo ao pé da porta…. Apelos redobrados solicitam-nos para refazermos vizinhanças, tão esquecidas. E isto mesmo, quando a tecnologia nos permite uma comunicação permanente, que não pode ficar-se por mera distração virtual. Até para não corrermos o risco de termos opinião sobre tudo, conhecendo realmente quase nada… Autojustificações ociosas, que nada resolvem e tudo alienam e adiam
«Somos cristãos do nome que nos deram. Mas sejamo-lo de facto, da vida que levamos no Espírito de Cristo (...).»
«Tomai esta Quaresma como possibilidade e não como peso. Concentremo-nos em Deus e nos outros, em quem Ele nos espera. Deus é simples, em si e para nós. Não sejamos nós tortuosos, pelas tristes sendas dos egoísmos mal desculpados. Deus está aqui: adoremo-Lo pois. Cristo está nos outros, sirvamo-Lo com alegria.»
«Concretizemos a atenção aos outros no aprofundamento ou recriação de vizinhanças, do modo mais positivo e prático que possa ser e a oração nos inspire, como acontece naqueles trechos evangélicos em que Jesus parte da oração para a ação imediata junto deste ou daquele, interpelando ou servindo

D. Manuel Clemente       
Homilia na missa de Quarta-feira de Cinzas, 22.2.2012, Sé do Porto


FONTE: http://www.snpcultura.org/da_quaresma_a_pascoa.html#segunda_feira_semana_1