"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sábado, 25 de dezembro de 2021

COMEMORAÇÃO/EFEMÉRIDE: NATAL

- Neste Natal não se esqueça do Principal: Jesus! AQUI.

- Um menino nos nasceu - o verdadeiro significado do Natal AQUI.

- Crente pode ter árvore de Natal? AQUI.

- Teste os seus conhecimentos sobre o Natal AQUI.

- Qual é o verdadeiro significado do Natal? É uma festa pagã? AQUI.

- Dizer adeus ao Pai Natal AQUI

- O Natal de A a Z AQUI.

- Natal: a dignidade infinita de ser Homem AQUI.

- Os Incontáveis Rostos de Deus AQUI.


segunda-feira, 25 de dezembro de 2017

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO/RECORDAÇÃO: NATAL

Que Natal nos espera? Depende de quem esperámos
Sim, muitas e diferentes podem ser as esperas, e a sua natureza e qualidade determina o acolhimento que reservamos ao Messias que vem e a bênção que dele recebemos. A cada ano o tempo do Advento interpela-nos sobre a nossa espera vigilante e a cada ano o Natal surpreende-nos com a inefável misericórdia de Deus. Para saber mais, clicar AQUI.
Pai Natal ou Menino Jesus?
Se o Menino envolto em faixas e deitado numa manjedoura for definitivamente substituído pelo velhinho de vermelho no seu trenó de renas voadoras, não nos teremos tornado menos religiosos ou menos crentes. Mas sim, infelizmente, menos humanos. Para saber mais, clicar AQUI.
Nicolau, o santo cristão a quem vestiram de Pai Natal
Do século IV até à atualidade. A leitura da sua generosidade evoluiu até ser criada a figura que distribui presentes. Para saber mais, clicar AQUI.
O que é Deus?
Como naqueles dias, Ele também põe-nos de joelhos ao mesmo tempo que nos convida a contemplar as estrelas. Ele aponta para a eternidade e ajuda-nos a discernir qual é a estrela que vale a pena seguir. Para saber mais, clicar AQUI
Sermão laico de Natal
Começaria o meu sermão assim: «O Natal de hoje faz-me pensar naquelas ânforas romanas que às vezes os pescadores retiram do mar com as redes, todas cobertas de conchas e incrustações marinhas, que as tornam irreconhecíveis. Para reencontrar a sua forma é preciso remover todas as incrustações.» Para saber mais, clicar AQUI
Natal em Aleppo: Da escuridão à luz
O trabalho de remoção dos escombros prossegue, as estradas estão mais limpas, aumentou o trânsito, reabriram algumas oficinas. «Algumas coisas estão a mexer, mesmo se muita gente continua sem trabalho e são muitíssimas as crianças órfãs de guerra ou abandonadas que descobrimos nos meses a seguir à unificação da cidade.» Para saber mais, clicar AQUI.
Natal em Pequim: Das maçãs às missas controladas
Dar uma maçã no Natal tornou-se um gesto popular entre os cristãos de Pequim. Os padres George, de uma comunidade católica clandestina, e Aloysius, de uma comunidade oficial, descrevem algumas das características mais marcantes do Natal na capital da China. Para saber mais, clicar AQUI.
De Job, a Jesus: Natal, génese e prova do bem
Como provamos, como saboreamos o absoluto do bem neste Natal? Como Deus, Job e Maria, percebendo o absoluto do bem presente em tudo, mesmo no Satã, ou somos como este, sempre incapazes de olhar o bem, olhando que estamos o nosso invejoso umbigo? Para saber mais, clicar AQUI.
Os filmes clássicos e modernos que nunca esqueceram o Natal
Um roteiro dos filmes que vale a pena rever ou descobrir. Dos estúdios de Hollywood às grandes cinematografias europeias, dos artifícios mais ou menos musicais do cinema clássico às proezas digitais dos modernos desenhos animados, os filmes nunca esqueceram o Natal. Muitas vezes, propondo variações familiares sobre as suas componentes tradicionais; noutros casos, inspirando-se em factos verídicos para celebrar o espírito natalício - entre as muitas possibilidades cinéfilas, aqui fica um roteiro de filmes que vale a pena rever ou, se for caso disso, descobrir. Para saber mais, clicar AQUI.
Filmes para a família e outras propostas neste Natal
Todos os anos, no Natal, o cinema reveste-se de festa, apresentando nas salas filmes aguardados e geralmente de grande envergadura. Este ano o menu cinematográfico é particularmente rico e diversificado, com propostas adaptadas a cada tipo de público. Para saber mais, clicar AQUI.
História de um Natal diferente
O Natal, na sua versão comercial, é uma história muito sentimental, cheia de paz, de amor e de anjinhos rechonchudos, tocando harpa e cantando hossanas. Mas não foi assim há 2017 anos… Para saber mais, clicar AQUI.

sexta-feira, 25 de dezembro de 2015

EFEMÉRIDE/COMEMORAÇÃO: Boas Festas venho dar...

Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria.
 
Aqui não fica ninguém
Vamos adorar a Virgem
E o Deus Menino, em Belém.
Que a tua mãe logo vem
Foi lavar os teus paninhos
À fontinha de Belém.
Vamos todos ao presépio
Vamos todos a Belém
Que a Nossa Senhora tem.
Alegrem-se os Céus e a Terra
Cantemos com alegria
Já nasceu o Deus Menino
Filho da Virgem Maria.

in http://amusicaportuguesa.blogs.sapo.pt/musica-de-natal-boas-festas-1628808

Sim, este é que é o Pai Natal. Lamentavelmente muito esquecido e perdido nos tempos que correm, em detrimento de um outro que, como aqui se constata e a Wikipédia confirma, veio muito depois, sendo, aliás, seu discípulo. Depois, a secularização, a laicização, "as guerras e os comércios" de que fala o acima recitado poema de Fernando Pessoa na voz de Maria Bethânia, fizeram aquele resto. Valha-nos o que nos resta - o presépio. Mas para além do Pai Natal, reaprendamos a arte do dom.

segunda-feira, 23 de julho de 2012

JÁ VIVI NESSE PAÍS E NÃO GOSTEI

O primeiro-ministro anunciou que íamos empobrecer, com aquele desígnio de falar "verdade", que consiste na banalização do mal, para que nos resignemos mais suavemente. Ao lado, uma espécie de contabilista a nível nacional diz-nos, como é hábito nos contabilistas, que as contas são difíceis de perceber, mas que os números são crus. Os agiotas batem à porta e eles afinal até são amigos dos agiotas. Que não tivéssemos caído na asneira de empenhar os brincos, os anéis e as pulseiras para comprar a máquina de lavar alemã. E agora as jóias não valem nada. Mas o vendedor prometeu-nos que... Não interessa. Vamos empobrecer. Já vivi num país assim. Um país onde os "remediados" só compravam fruta para as crianças e os pomares estavam rodeados de muros encimados por vidros de garrafa partidos, onde as crianças mais pobres se espetavam, se tentassem ir às árvores. Um país onde se ia ao talho comprar um bife que se pedia "mais tenrinho" para os mais pequenos, onde convinha que o peixe não cheirasse "a fénico". Não, não era a "alimentação mediterrânica", nos meios industriais e no interior isolado, era a sobrevivência. Na terra onde nasci, os operários corticeiros, quando adoeciam ou deixavam de trabalhar vinham para a rua pedir esmola (como é que vão fazer agora os desempregados de "longa" duração, ou seja, ao fim de um ano e meio?). Nessa mesma terra deambulavam também pela rua os operários e operárias que o sempre branqueado Alfredo da Silva e seus descendentes punham na rua nos "balões" ("Olha, hoje houve um ' balão' na Cuf, coitados!"). Nesse país, os pobres espreitavam pelos portões da quinta dos Patiño e de outros, para ver "como é que elas iam vestidas". Nesse país morriam muitos recém-nascidos e muitas mães durante o parto e após o parto. Mas havia a "obra das Mães" e fazia-se anualmente "o berço" nos liceus femininos onde se colocavam camisinhas, casaquinhos e demais enxoval, com laçarotes, tules e rendas e o mais premiado e os outros eram entregues a famílias pobres bem-comportadas (o que incluía, é óbvio, casamento pela Igreja).
Na terra onde nasci e vivi, o hospital estava entregue à Misericórdia. Nesse, como em todos os das Misericórdias, o provedor decidia em absoluto os desígnios do hospital. Era um senhor rural e arcaico, vestido de samarra, evidentemente não médico, que escolhia no catálogo os aparelhos de fisioterapia, contratava as religiosas e os médicos, atendia os pedidos dos administrativos ("Ó senhor provedor, preciso de comprar sapatos para o meu filho"). As pessoas iam à "Caixa", que dependia do regime de
trabalho (ainda hoje quase 40 anos depois muitos pensam que é assim), iam aos hospitais e pagavam de acordo com o escalão. E tudo dependia da Assistência. O nome diz tudo. Andavam desdentadas, os abcessos dentários transformavam-se em grandes massas destinadas a operação e a serem focos de septicemia, as listas de cirurgia eram arbitrárias.
As enfermarias dos hospitais estavam cheias de doentes com cirroses provocadas por muito vinho e pouca proteína. E generalizadamente o vinho era barato e uma "boa zurrapa".
E todos por todo o lado pediam "um jeitinho", "um empenhozinho", "um padrinho", "depois dou-lhe qualquer coisinha", "olhe que no Natal não me esqueço de si" e procuravam "conhecer lá alguém".
Na província, alguns, poucos, tinham acesso às primeiras letras (e últimas) através de regentes escolares, que elas próprias só tinham a quarta classe.
Também na província não havia livrarias (abençoadas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian), nem teatro, nem cinema.
Aos meninos e meninas dos poucos liceus (aquilo é que eram elites!) era recomendado não se darem com os das escolas técnicas. E a uma rapariga do liceu caía muito mal namorar alguém dessa outra casta. Para tratar uma mulher havia um léxico hierárquico: você, ó; tiazinha;
senhora (Maria); dona; senhora dona e... supremo desígnio - Madame.
Os funcionários públicos eram tratados depreciativamente por "mangas-de-alpaca" porque usavam duas meias mangas com elásticos no punho e no cotovelo a proteger as mangas do casaco.
Eu vivi nesse país e não gostei. E com tudo isto, só falei de pobreza, não falei de ditadura. É que uma casa bem com a outra.
A pobreza generalizada e prolongada necessita de ditadura. Seja em África, seja na América Latina dos anos 60 e 70 do século XX, seja na China, seja na Birmânia, seja em Portugal
por Isabel do Carmo (médica)

Eu também vivi, não gostei e não queria voltar a viver! Mas, porém, todavia, contudo o que vamos, entre muitas, vendo, sabendo, conhecendo:
- Portugal tenta recorde de pessoas vestidas de Papai Noel
http://noticias.terra.com.br/mundo/natal/fotos/0,,OI180430-EI19108,00-Portugal+tenta+recorde+de+pessoas+vestidas+de+Papai+Noel.html
- Passeata do Orgulho Gay: 1 milhão de pessoas.
- Passeata contra a Corrupção: 2.500 pessoas.
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CONCLUSÃO lógica e triste que, aliás, corre por aí, no ciberespaço, mas que me dispenso de reproduzir na versão "hard core": «Há mais gente lutando pelo direito de dar ... que pelo direito de não ser ...»

Para comemorar com alegria?