"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sábado, 29 de março de 2014

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.
 
BdP soube das "offshores" em 2001 mas só atuou em 2007
A prescrição da democracia
Vítima de abusos entre peritos escolhidos pelo Papa
João Cravinho "Problema da dívida é europeu e não apenas português"
Bloco de Esquerda Vistos gold transformam país num "paraíso para burlões"
Funcionários públicos: o mealheiro de Passos Coelho
Novo corte salarial em estudo
'Fatura da sorte' vai oferecer aos contribuintes Audi A4 e A6
"Estamos entregues a um bando de loucos"
"Temos muito que cortar para chegar aos dois mil milhões"
Vira costas a emprego milionário para ser pai a tempo inteiro
Maioria dos produtos perigosos continua a vir da China
De bolotas em Auschwitz a árvores transmontanas pela tolerância
O ovo da serpente
Socialismo de mão estendida
A "circunstância" de António Barreto
"Somos um país bastante corrupto"
Grupo sob suspeita de corrupção encaixou 20,8 milhões do Estado
Coimbra Cão não arredou 'pé' da Urgência enquanto dono esteve internado
Jovens sem meios para sairem da 'asa' dos pais
O fim da escola?
Nobel defende "reestruturação profunda" da dívida portuguesa
Palavra de honra
Notícia "parecia brincadeira do dia das mentiras"
Promessas cumpridas
Os nazis voltaram?
Pensões mínimas estão todas abaixo da linha de pobreza
Lobo Xavier. “Os dados do relatório [do INE] dão um retrato angustiante e triste do país”
Zona euro: oportunidades na periferia

sábado, 29 de junho de 2013

(in)PRENSA semanal: a minha selecção!

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão
 
Contrapoder: compacto da semana
Polícia PSP à caça de mitos urbanos
Cadilhe defende venda das reservas de ouro
Sampaio da Nóvoa discorda da rotação de poder entre PSD e PS
Portugueses preferem guardar dinheiro em cofres
Quase 30% do pão tem substâncias à margem da lei
"A história dos vistos é uma história feliz"
Bono diz que “ou Jesus era quem dizia, ou era louco”
Desempregados alimentam-se de restos e vivem sem luz e água
Todos unidos contra o Governo, pede Salgueiro aos reformados
Sobre o declínio ocidental
O Governo e os funcionários públicos
Há mais milionários em Portugal
A almoçarada
“Sou como vocês. Somos todos iguais”, afirma Francisco
Entrevista a Luís Portela
A greve que interessa
"Precisamos de greves"
Prestação da casa sobe por culpa dos Estados Unidos
Podem vir aí novas mudanças nas pensões
E se o Euro morrer em Paris?
Visita ao país real e humano
Os trabalhos de Passos
Vírus da Sida salva criança
À beira da clarificação
Os 113 contratos 'swap' das empresas públicas








segunda-feira, 23 de julho de 2012

JÁ VIVI NESSE PAÍS E NÃO GOSTEI

O primeiro-ministro anunciou que íamos empobrecer, com aquele desígnio de falar "verdade", que consiste na banalização do mal, para que nos resignemos mais suavemente. Ao lado, uma espécie de contabilista a nível nacional diz-nos, como é hábito nos contabilistas, que as contas são difíceis de perceber, mas que os números são crus. Os agiotas batem à porta e eles afinal até são amigos dos agiotas. Que não tivéssemos caído na asneira de empenhar os brincos, os anéis e as pulseiras para comprar a máquina de lavar alemã. E agora as jóias não valem nada. Mas o vendedor prometeu-nos que... Não interessa. Vamos empobrecer. Já vivi num país assim. Um país onde os "remediados" só compravam fruta para as crianças e os pomares estavam rodeados de muros encimados por vidros de garrafa partidos, onde as crianças mais pobres se espetavam, se tentassem ir às árvores. Um país onde se ia ao talho comprar um bife que se pedia "mais tenrinho" para os mais pequenos, onde convinha que o peixe não cheirasse "a fénico". Não, não era a "alimentação mediterrânica", nos meios industriais e no interior isolado, era a sobrevivência. Na terra onde nasci, os operários corticeiros, quando adoeciam ou deixavam de trabalhar vinham para a rua pedir esmola (como é que vão fazer agora os desempregados de "longa" duração, ou seja, ao fim de um ano e meio?). Nessa mesma terra deambulavam também pela rua os operários e operárias que o sempre branqueado Alfredo da Silva e seus descendentes punham na rua nos "balões" ("Olha, hoje houve um ' balão' na Cuf, coitados!"). Nesse país, os pobres espreitavam pelos portões da quinta dos Patiño e de outros, para ver "como é que elas iam vestidas". Nesse país morriam muitos recém-nascidos e muitas mães durante o parto e após o parto. Mas havia a "obra das Mães" e fazia-se anualmente "o berço" nos liceus femininos onde se colocavam camisinhas, casaquinhos e demais enxoval, com laçarotes, tules e rendas e o mais premiado e os outros eram entregues a famílias pobres bem-comportadas (o que incluía, é óbvio, casamento pela Igreja).
Na terra onde nasci e vivi, o hospital estava entregue à Misericórdia. Nesse, como em todos os das Misericórdias, o provedor decidia em absoluto os desígnios do hospital. Era um senhor rural e arcaico, vestido de samarra, evidentemente não médico, que escolhia no catálogo os aparelhos de fisioterapia, contratava as religiosas e os médicos, atendia os pedidos dos administrativos ("Ó senhor provedor, preciso de comprar sapatos para o meu filho"). As pessoas iam à "Caixa", que dependia do regime de
trabalho (ainda hoje quase 40 anos depois muitos pensam que é assim), iam aos hospitais e pagavam de acordo com o escalão. E tudo dependia da Assistência. O nome diz tudo. Andavam desdentadas, os abcessos dentários transformavam-se em grandes massas destinadas a operação e a serem focos de septicemia, as listas de cirurgia eram arbitrárias.
As enfermarias dos hospitais estavam cheias de doentes com cirroses provocadas por muito vinho e pouca proteína. E generalizadamente o vinho era barato e uma "boa zurrapa".
E todos por todo o lado pediam "um jeitinho", "um empenhozinho", "um padrinho", "depois dou-lhe qualquer coisinha", "olhe que no Natal não me esqueço de si" e procuravam "conhecer lá alguém".
Na província, alguns, poucos, tinham acesso às primeiras letras (e últimas) através de regentes escolares, que elas próprias só tinham a quarta classe.
Também na província não havia livrarias (abençoadas bibliotecas itinerantes da Gulbenkian), nem teatro, nem cinema.
Aos meninos e meninas dos poucos liceus (aquilo é que eram elites!) era recomendado não se darem com os das escolas técnicas. E a uma rapariga do liceu caía muito mal namorar alguém dessa outra casta. Para tratar uma mulher havia um léxico hierárquico: você, ó; tiazinha;
senhora (Maria); dona; senhora dona e... supremo desígnio - Madame.
Os funcionários públicos eram tratados depreciativamente por "mangas-de-alpaca" porque usavam duas meias mangas com elásticos no punho e no cotovelo a proteger as mangas do casaco.
Eu vivi nesse país e não gostei. E com tudo isto, só falei de pobreza, não falei de ditadura. É que uma casa bem com a outra.
A pobreza generalizada e prolongada necessita de ditadura. Seja em África, seja na América Latina dos anos 60 e 70 do século XX, seja na China, seja na Birmânia, seja em Portugal
por Isabel do Carmo (médica)

Eu também vivi, não gostei e não queria voltar a viver! Mas, porém, todavia, contudo o que vamos, entre muitas, vendo, sabendo, conhecendo:
- Portugal tenta recorde de pessoas vestidas de Papai Noel
http://noticias.terra.com.br/mundo/natal/fotos/0,,OI180430-EI19108,00-Portugal+tenta+recorde+de+pessoas+vestidas+de+Papai+Noel.html
- Passeata do Orgulho Gay: 1 milhão de pessoas.
- Passeata contra a Corrupção: 2.500 pessoas.
- ...
- ...
- ...
CONCLUSÃO lógica e triste que, aliás, corre por aí, no ciberespaço, mas que me dispenso de reproduzir na versão "hard core": «Há mais gente lutando pelo direito de dar ... que pelo direito de não ser ...»

Para comemorar com alegria?

sábado, 9 de junho de 2012

SIM, a culpa é dos FUNCIONÁRIOS PÚBLICOS

Sim, a culpa da crise é do funcionário público Vítor Constâncio que não viu, ou não quis ver o buraco do BPN;
Sim, a culpa da crise é do funcionário público Teixeira dos Santos que não viu, ou não quis ver o buraco da Madeira;
Sim, a culpa da crise é do funcionário público Alberto João Jardim que criou "às escondidas para os do continente não cortarem nas tranches" um buraco de seis mil milhões de euros;
Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da República que auferiram só em ajudas de custo no ano de 2010 a módica quantia de três milhões de euros, fora os salários e demais benefícios;
Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que gerem, continuamente, em prejuízo as empresas públicas como a Metro do Porto, CP, ANACOM, REFER, REN, CARRIS, EDP, PT, Estradas de Portugal, Águas de Portugal, . a lista é interminável, mas não abdicam das viaturas topo de gama, telemóveis, talões de combustível...;
Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos das Juntas de Freguesia e Câmaras Municipais que ganham por cada reunião assistida;
Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos da Assembleia da República, já reformados, com as suas subvenções vitalícias por meros 6 anos de "serviço". Reformados alguns com apenas 40 anos de idade!!! Quantos são desde 1974? Enfim, a lista é interminável.
Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que presidem fundações como a Guimarães 2012 com salários imorais, na ordem dos milhares de euros.
Quantas são? Enfim, a lista é interminável;
Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que compram submarinos;
Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicam pareceres jurídicos a empresas de advogados, quando podiam solicitar o mesmo serviço às Universidades, pagando dez vezes menos, ajudando dez vezes mais as finanças das mesmas;
Sim, a culpa da crise é dos funcionários públicos que adjudicaram obras permitindo as famosas "derrapagens financeiras". E quem paga? O Estado, não?
Etc., etc., etc..
Sim, a culpa da crise é desses funcionários públicos, e não dos funcionários publicos que trabalham arduamente para alimentar estes *#&»~

Carlos Couto, funcionário público,
O pagador de impostos
que também sou, SUBSCREVO!!!