"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























Mostrar mensagens com a etiqueta abriu-lhes as escrituras. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta abriu-lhes as escrituras. Mostrar todas as mensagens

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

ESPIRITUALIDADE: O "Ano da Fé"...

... acabou ontem, 24 de Novembro de 2013? Sim e não! Sim, por um lado, o oficial, não, por outro lado - não pode nem deve. Porquê? Como? Veja-se, leia-se e "mãos-à-obra":
1. A fé cristã em duas palavras: «contemplar», «agir»
2. A Fé é uma criança nos braços do pai
«Proclama a palavra, insiste a propósito e fora de propósito, argumenta, ameaça e exorta,
com toda a paciência e doutrina....  Porque a Palavra de Deus aparece envolta em roupagens e géneros literários típicos de uma época e de uma cultura determinada, é preciso estudá-la, aprender a conhecer o mundo e a cultura bíblica, compreender o enquadramento e o ambiente em que o autor sagrado escreve… As nossas comunidades cristãs têm o cuidado de organizar iniciativas no campo da informação e do estudo bíblico, de forma a proporcionar aos nossos cristãos uma informação adequada para compreender melhor a Palavra de Deus? E quando há essa informação, os nossos cristãos têm o cuidado de a aproveitar? Porquê?». Então, vede, lede e não olvides por aqui http://abriu-lhesasescrituras.blogspot.pt/2013/06/59-o-tempo-do-jubileu.html

Sejam Crentes ou Ateus, a grande pobreza é não se deixar pôr em causa! É igual o problema dos Crentes convencidos e dos Ateus petrificados - 

quarta-feira, 19 de junho de 2013

MÚSICA&POLÍTICA: O último concerto...

...da Orquestra Sinfónica Nacional e Coro da ERT (Grécia)!



http://willthatbeall.net/?p=319
http://expresso.sapo.pt/encerramento-da-ert-os-rostos-sinistros-dos-selvagens=f813565
Quanto sofrimento, o destes homens e mulheres, jovens e menos jovens, suas famílias...
Quanta monstruosa, tenebrosa e criminosa insensibilidade...
Lá como cá, são assim os especuladores & Cia., os eternos adoradores de um deus menor, o deus Mamon, aqui superlativamente retratado, explicado, denunciado...:
http://abriu-lhesasescrituras.blogspot.pt/2012/11/56-reino-de-deus-vs-reino-de-mamon.html
Finalmente um conselho/proposta: aproveite-se esta oportunidade, porque "não é todos os dias" que se ouve um padre a falar assim, sem papas na língua. Uma feliz raridade este Rui Santiago, sacerdote da CSSR que, se já antes falava e apalavrava assim, agora com este Papa Francisco, http://www.agencia.ecclesia.pt/cgi-bin/noticia.pl?id=95651 enquanto fôr vivo... ... ... ... ... ... ... ... ...
http://www.snpcultura.org/papa_francisco_index.html
 

segunda-feira, 27 de maio de 2013

No ANO da FÉ...

...é impossível, inadmissível e incompreensível não partilhar este "Abriu-lhe as Escrituras".
«Neste Ano da Fé perguntemo-nos se fizemos, concretamente, alguma coisa para conhecer melhor Cristo e a verdade da fé, lendo e meditando a Sagrada Escritura, ...» - acrescentou o Papa Francisco.
Delicie-se e encante-se pois, com o Evangelho "segundo" este jovem, arejado clarividente e conhecedor sacerdote, missionário e biblista redentorista de seu nome Rui Santiago. De facto, as escrituras são abertas, qual lufada de ar fresco que se nos entra e entranha, por aqui:

"Não imaginas como a minha fé tem amadurecido com os teus ensinamentos e explicações. Não me refiro apenas aos conteúdos, mas também à forma belíssima, encantadora, sentida e apaixonada como nos transmites a Sabedoria e Beleza de Deus" - desabafo, significativo, de um dos audio-ouvintes.  

NOTA importante: Seguir a sequência não saltando vídeos, pois para perceber cada um que se segue, necessária se torna conhecer o anterior.

terça-feira, 7 de agosto de 2012

FÉRIAS (d)e VERÃO com um convite à LEITURA (7)

Ficou bem no teste ou nos testes?
Bem ou mal segue-se, não uma leitura propriamente dita, mas um (per)curso bíblico - "Abriu-lhes as escrituras" - tendo por companheira uma bíblia para as devidas leituras. Como convém e superiormente "desmetaforizada" por um jovem especialista nesta "coisa" da Bíblia que, note-se, não é uma coisa qualquer, mas tão somente o livro mais vendido de todos os tempos com mais de 6 bilhões de cópias em todo o mundo, uma quantidade 7 vezes maior que o número de cópias do 2º colocado da Lista dos 21 Livros Mais Vendidos (http://pt.wikipedia.org/wiki/B%C3%ADblia). Um jovem de seu nome Rui Santiago. Padre sim, mas com um "mas". Conhecê-la conhecendo-o e percebê-la precebendo-o, sim, tem lógica, faz todo o sentido!
O caminho, ou melhor, o (per)curso, começa aqui com um:
"Bem Vindos" http://abriu-lhesasescrituras.blogspot.pt/2010/03/01.html
e vai por aí fora, conforme as etapas nele indicadas. A viagem será longa, mas Insha'Allah, garantidamente, agradável, bela, boa, reveladora, motivadora,...

domingo, 5 de fevereiro de 2012

PALAVRA de DOMINGO: há que contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!!!

LEITURA I Job 7,1-4.6-7
Job tomou a palavra, dizendo:
«Não vive o homem sobre a terra como um soldado?
Não são os seus dias como os de um mercenário?
Como o escravo que suspira pela sombra
e o trabalhador que espera pelo seu salário,
assim eu recebi em herança meses de desilusão
e couberam-me em sorte noites de amargura.
Se me deito, digo: ‘Quando é que me levanto?’
Se me levanto: ‘Quando chegará a noite?’
E agito-me angustiado até ao crepúsculo.
Os meus dias passam mais velozes que uma lançadeira de tear
e desvanecem-se sem esperança.
– Recordai-Vos que a minha vida não passa de um sopro
e que os meus olhos nunca mais verão a felicidade».

AMBIENTE
O Livro de Job é um clássico da literatura universal. Além de uma extraordinária beleza literária, este livro apresenta uma bem elaborada reflexão sobre algumas das grandes questões que o homem de todos os tempos coloca a si próprio: qual o sentido da vida? Qual a situação do homem diante de Deus? Qual o papel de Deus na vida e nos dramas do homem? Qual o sentido do sofrimento?Job, o herói desta história, é apresentado como um homem piedoso, bom, generoso e cheio de “temor de Deus”. Possuía muitos bens e uma família numerosa… Mas, repentinamente, viu-se privado de todos os seus bens, perdeu a família e foi atingido por uma grave doença.
A história dos dramas de Job serve para introduzir uma reflexão sobre um dogma intocável da fé israelita: o dogma da retribuição. Para a catequese tradicional de Israel, a atitude de Deus em relação aos homens estava perfeitamente definida: Jahwéh recompensava os bons pelas suas boas obras e os maus recebiam sempre um castigo exemplar pelas injustiças e arbitrariedades que praticavam. A justiça de Deus – realizada sempre nesta terra – era linear, previsível, lógica, imutável. Jahwéh é, de acordo com esta catequese, um Deus definido, previsível, que Se limita a fazer a contabilidade das acções boas e das acções más do homem e a pagar-lhe em consequência.
No entanto, a vida punha em causa esta visão “oficial” de Deus e da sua acção na vida do homem. Constatava-se, com alguma frequência, que os maus possuíam bens em abundância e viviam vidas longas e felizes, enquanto que os justos eram pobres e sofriam por causa da injustiça e da violência dos poderosos. O dogma acabava, sobretudo, por ser totalmente posto em causa pelo problema do sofrimento do inocente: se um homem bom, piedoso, que teme o Senhor e que vive na observância dos mandamentos sofre, como explicar esse sofrimento?

O Livro de Job reflecte, precisamente, sobre esta questão. O herói (Job) discorda da teologia tradicional (no livro, apresentada por quatro amigos, que procuram explicar a Job que o seu sofrimento tem de ser o resultado lógico das suas faltas) e, a partir da sua própria experiência, denuncia uma fé instalada em preconceitos e em teorias abstractas que não tem nada a ver com a vida. Ele não aceita as falsas imagens de Deus fabricadas pelos teólogos profissionais, para quem Deus não passa de um comerciante que paga conforme a qualidade da mercadoria que recebe… Como não pode aceitar esse deus falso, Job parte em busca do verdadeiro rosto de Deus. Numa busca apaixonada, emotiva, dramática, veemente, temperada pelo sofrimento, marcada pela rebeldia e, às vezes, pela revolta, Job chega ao “face a face” com Deus. Descobre um Deus omnipotente, desconcertante, incompreensível, que ultrapassa infinitamente as lógicas humanas; mas descobre, também, um Deus que ama com amor de Pai cada uma das suas criaturas. Job reconhece, então, a sua pequenez e finitude, a sua incapacidade para compreender os projectos de Deus. Reconhece que ele não pode julgar Deus, nem entendê-l’O à luz da lógica dos homens. A Job, o homem finito e limitado, só resta uma coisa: entregar-se totalmente nas mãos desse Deus, incompreensível mas cheio de amor, e confiar plenamente n’Ele. E é isso que Job faz, finalmente.
O nosso texto integra o corpo central do livro. Entre 3,1 e 31,40, o autor apresenta, em forma de poesia, um diálogo entre Job (o crente inconformado, polémico, contestatário) e os amigos (os defensores da teologia e da catequese tradicionais). Nesse diálogo, Job vai desfazendo os argumentos da catequese oficial de Israel; e vai, também, derramando a sua insatisfação e revolta, num desafio a esse deus falso que os amigos lhe apresentam e que Job se recusa a aceitar.

MENSAGEM
O texto que nos é hoje proposto apresenta-se como uma reflexão do próprio Job sobre o sentido da sua vida. Job começa por tecer considerações de carácter geral sobre a vida do homem na terra. O quadro apresentado é muito negativo… Para mostrar como a vida é dura, triste e dolorosa, ele utiliza três exemplos (vers. 1-2). O primeiro exemplo é o da vida do soldado, condenado a uma existência de luta, de risco e de sujeição. O segundo exemplo é o do escravo, condenado a uma vida de trabalho, de tortura e de maus tratos (só os breves momentos de descanso, à sombra, lhe dão algum alívio). O terceiro exemplo é o do trabalhador assalariado, condenado a trabalhar duramente de sol a sol (embora receba a recompensa de um salário). Estes são, na época, os três “estados” considerados mais penosos e miseráveis da vida do homem.
No entanto, Job considera que a sua situação pessoal ainda é mais terrível. A dor que enche a sua existência fatiga mais do que o trabalho do assalariado; a sua infelicidade é mais dolorosa do que a vida de luta e de risco do soldado; o seu desespero é mais pesado do que a sujeição do escravo. O sofrimento de Job não lhe dá descanso, nem de noite nem de dia, e a sua desilusão não é atenuada (como no caso do trabalhador) com a esperança de uma recompensa (vers. 3-4. 6).
Depois de traçar o quadro da sua triste existência, Job dirige-se directamente a Deus (vers. 7 e seguintes) e pede-lhe que “recorde” (isto é, que tenha em consideração) a triste situação do seu servo.
O texto que a liturgia nos propõe termina aqui… No entanto, na “oração” original, Job continua a expor a Deus a sua triste situação (cf. Job 7,7-21). A oração de Job está carregada de desespero, de amargura e de revolta contra esse Deus incompreensível e prepotente que Se recusa a pôr um fim ao drama do seu amigo Job. O grito de revolta de Job brota de um coração dolorido e sem esperança e é a expressão da angústia de um homem que, na sua miséria, se sente injustiçado e condenado pelo próprio Deus; mas é também o grito do crente que sabe que só em Deus pode encontrar a esperança e o sentido para a sua existência.

ACTUALIZAÇÃO
O sofrimento – sobretudo o sofrimento do inocente – é, talvez, o drama mais inexplicável que atinge o homem ao longo da sua caminhada pela história. Que razões há para o sofrimento de uma criança ou de uma pessoa boa e justa? Porque é que algumas vidas estão marcadas por um sofrimento atroz e sem esperança? Como é que um Deus bom, cheio de amor, preocupado com a felicidade dos seus filhos, Se situa face ao drama do sofrimento humano? A única resposta honesta é dizer que não temos uma resposta clara e definitiva para esta questão. O “sábio” autor do livro de Job lembra-nos, contudo, a nossa pequenez, os nossos limites, a nossa finitude, a nossa incapacidade para entender os mistérios de Deus e para compreender os caminhos por onde se desenrolam os projectos de Deus. De uma coisa podemos estar certos: Deus ama-nos com amor de pai e de mãe e quer conduzir-nos ao encontro da vida verdadeira e definitiva, da felicidade sem fim… Talvez nem sempre sejamos capazes de entender os caminhos de Deus e a sua lógica… Mas, mesmo quando as coisas não fazem sentido do ponto de vista da nossa humana lógica, resta-nos confiar no amor e na bondade do nosso Deus e entregarmo-nos confiadamente nas suas mãos.
• Ao longo do livro de Job, multiplicam-se os desabafos magoados de um homem a quem o sofrimento tornou duro, exigente, amargo, agressivo, inconformado, revoltado até. No entanto, Deus nunca condena o seu amigo Job pela violência das suas palavras e das suas exigências… Deus sabe que as vicissitudes da vida podem levar o homem ao desespero; por isso, entende o seu drama e não leva demasiado a sério as suas expressões menos próprias e menos respeitosas. A atitude compreensiva e tolerante de Deus convida-nos a uma atitude semelhante face aos lamentos de revolta e de incompreensão vindos do coração daqueles irmãos que a vida maltratou… Que ressonância tem no nosso coração o lamento sentido dos nossos irmãos, mesmo quando esse lamento assume expressões mais contundentes e mais chocantes?
Job é, também, o crente honesto e livre, que não aceita certas imagens pré-fabricadas de Deus, apresentadas pelos profissionais do sagrado. Recusa-se a acreditar num Deus construído à imagem dos esquemas mentais do homem, que funciona de acordo com a lógica humana da recompensa e do castigo, que Se limita a fazer a contabilidade do bem e do mal do homem e a responder com a mesma lógica. Com coragem, correndo o risco de não ser compreendido, Job recusa esse Deus e parte à procura do verdadeiro rosto de Deus – esse rosto que não se descobre nos livros ou nas discussões teológicas abstractas, mas apenas no encontro “face a face”, na aventura da procura arriscada, na novidade infinita do mistério. É esse mesmo percurso que Job, o protótipo do verdadeiro crente, nos convida a percorrer

Indispensável se torna conhecer este(a) outro(a):

FONTE: http://abriu-lhesasescrituras.blogspot.com/