"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























segunda-feira, 24 de setembro de 2012

esses "CONHECIDOS mas ESQUECIDOS": Simone Weil

Escrevia em carta Simone Weil, ao padre Couturier: «Quando leio o Novo Testamento, as místicas, a liturgia, quando vejo celebrar a Missa, sinto como que uma espécie de certeza de que esta fé é a minha, ou mais exatamente, seria a minha se não existisse entre ela e eu a distância criada pela minha imperfeição».
Foi a consciência da sua imperfeição e ainda, segundo a própria, a vontade de Deus, como confessou a própria Simone ao padre Perrin na longa epistolografia que com este manteve entre os meses de janeiro a junho de 1942, que fez com que se mantivesse fora da Igreja não recebendo o batismo, sem nunca deixar com isso de viver de forma exigente o espírito do Evangelho.

Simone Weil nasceu em Paris no dia 3 de fevereiro de 1909. Oriunda de uma família judaica, todavia foi educada agnosticamente. A sua infância é marcada pelo seu amor pelos pobres e pelos que sofrem. Tem cinco anos de idade quando começa a I Guerra Mundial, em 1914. Dotada de uma inteligência notável, depressa isso se reflete no seu sucesso escolar. Estudou no liceu Dury onde fez um ano de Filosofia aprendendo com Le Senne. No liceu Henri-IV, onde estuda com Alain que incutia nos seus alunos o gosto do belo, a admiração e o entusiasmo pelas ideias e o mundo grego, preparou-se para frequentar a Escola Normal Superior, onde entrou com dezanove anos de idade, no ano de 1928.

Com ESTES...

...vale a pena PENSAR!!!

 

domingo, 23 de setembro de 2012

HOJE...

...quando e onde o ruído é rei, o SILÊNCIO torna-se urgente!

Durante anos o compositor John Cage sondou a possibilidade de uma obra sem sons, mas impedia-o duas coisas: a dúvida se essa tarefa assim não estaria, desde logo, votada ao fracasso, porque tudo é som; e a convicção de que uma composição tal seria incompreensível no espaço mental da cultura do Ocidente.
Foi contudo sendo encorajado pelas experiências que se realizavam nas artes visuais, em particular a série de pinturas de Rauschenberg, de quem era amigo, algumas todas em preto, outras em branco. Assim, em Agosto de 1952, estreia a sua peça 4’33’’; num concerto onde também se interpretaram obras de Christian Wolff, Morton Feldman, Pierre Boulez.
A proposta de John Cage era completamente insólita: o músico deviam subir ao palco, saudar o público, sentar-se ao instrumento e permanecer, em silêncio, por quatro minutos e trinta e três segundos, até que, de novo, se levantasse, agradecesse à plateia e saísse. Na assistência instalou-se a polémica e choveram as vaias. Mas ao longo de toda a sua vida, John Cage referiu-se a essa peça com sentida reverência: «a minha peça mais importante é essa silenciosa; não passa um só dia que não me sirva dela para tudo o que faço».
Susan Sontag num ensaio que intitulou “A estética do silêncio” pega, entre outros, neste exemplo de Cage para pensar no significado desta espécie de “fuga para o silêncio” que a arte e o pensamento contemporâneos têm sublinhado. Dá que pensar a frase com que abre o seu ensaio. Diz ela: «Cada época deve reinventar para si mesma o projecto de uma espiritualidade».
Quando medito no contributo que a cultura possa dar, num futuro próximo, à existência humana, pressinto que mais até do que a palavra será a partilha desse património imenso que é o silêncio. Mesmo que construamos a palavra como uma torre, temos de aceitar que ela não só não toca cabalmente o mistério dos céus, como muitas vezes nos incapacita para a comunicação e a compreensão terrenas. Precisamos do auxílio de outra ciência, a do silêncio. Já Isaac de Nínive, lá pelos finais do século VII, explicava: «A palavra é o órgão do mundo presente. O silêncio é o mistério do mundo que está a chegar».

José Tolentino Mendonça
© SNPC | 15.07.10

REFLEXÃO, agora e para todo o sempre...


 

Esses "CONHECIDOS mas ESQUECIDOS": Leonardo Coimbra

Podemos concluir que a filosofia de Leonardo Coimbra será atravessada pela teologia, como radicalização do pensar filosófico, pois, ainda sobre a questão de Deus em Leonardo Coimbra, escreve Pinharanda Gomes: «No pensamento expresso de Leonardo Coimbra, Deus é imenso: está em toda a parte (…) A teologia surge como um interior da filosofia (…) A teologia não é outro campo a par da filosofia; a teologia é um elemento, ainda que soerguido, da paisagem da filosofia».
No dia 29 de dezembro de 1883, nascia na freguesia de Borba de Godim, na vila da Lixa, Leonardo José Coimbra. Sua mãe, D. Bernardina Teixeira Leite Coimbra, descendia de uma antiga família da região e recebeu a sua educação no Colégio das Ursulinas, em Braga. Seu pai, Dr. António Coimbra, era ilustre médico formado na Escola Médico-Cirúrgica de Lisboa. Todavia, o Dr. António, pai de Leonardo, morreu cedo com um problema cardíaco, deixando oito filhos, Leonardo tinha dezoito anos à época.

De que falamos quando falamos de santidade?

Fizemos da santidade uma coisa tão extraordinária, abstrata e inalcançável, que quase não ousamos falar dela. Muito menos no espaço público. De certa forma, habituamo-nos a olhar para a experiência cristã como que acontecendo a duas velocidades: o caminho heroico dos santos e a frágil estrada que é aquela de todos os outros, e por maior razão a nossa.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/paisagens_de_que_falamos_quando_falamos_de_santidade.html

PALAVRA de DOMINGO: há que contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!!!

LEITURA I – Sab 2,12.17-20
Leitura do Livro da Sabedoria

Disseram os ímpios:
«Armemos ciladas ao justo,
porque nos incomoda e se opõe às nossas obras;
censura-nos as transgressões à lei
e repreende-nos as faltas de educação.
Vejamos se as suas palavras são verdadeiras,
observemos como é a sua morte.
Porque, se o justo é filho de Deus,
Deus o protegerá e o livrará das mãos dos seus adversários.
Provemo-lo com ultrajes e torturas
para conhecermos a sua mansidão
e apreciarmos a sua paciência.
Condenemo-lo à morte infame,
porque, segundo diz, Alguém virá socorrê-lo
.
AMBIENTE
O “Livro da Sabedoria” é o mais recente de todos os livros do Antigo Testamento (aparece durante o séc. I a.C.). O seu autor – um judeu de língua grega, provavelmente nascido e educado na Diáspora (Alexandria?) – exprimindo-se em termos e concepções do mundo helénico, faz o elogio da “sabedoria” israelita, traça o quadro da sorte que espera o “justo” e o “ímpio” no mais-além e descreve (com exemplos tirados da história do Êxodo) as sortes diversas que tiveram os pagãos (idólatras) e os hebreus (fiéis a Jahwéh).
Estamos em Alexandria (Egipto), num meio fortemente helenizado. As outras culturas – nomeadamente a judaica – são desvalorizadas e hostilizadas. A enorme colónia judaica residente na cidade conhece mesmo, sobretudo nos reinados de Ptolomeu Alexandre (106-88 a.C.) e de Ptolomeu Dionísio (80-52 a.C.), uma dura perseguição. Os sábios helénicos procuram demonstrar, por um lado, a superioridade da cultura grega e, por outro, a incongruência do judaísmo e da sua proposta de vida… Os judeus são encorajados a deixar a sua fé, a “modernizar-se” e a abrir-se aos brilhantes valores da cultura helénica.
É neste ambiente que o sábio autor do Livro da Sabedoria decide defender os valores da fé e da cultura do seu Povo. O seu objectivo é duplo: dirigindo-se aos seus compatriotas judeus (mergulhados no paganismo, na idolatria, na imoralidade), convida-os a redescobrirem a fé dos pais e os valores judaicos; dirigindo-se aos pagãos, convida-os a constatar o absurdo da idolatria e a aderir a Jahwéh, o verdadeiro e único Deus… Para uns e para outros, o autor pretende deixar este ensinamento fundamental: só Jahwéh garante a verdadeira “sabedoria” e a verdadeira felicidade.
O texto que nos é proposto faz parte da primeira parte do livro (cf. Sab 1-5). Aí, o autor reflecte longamente e em pormenor sobre o destino dos “justos” e o destino dos “ímpios”.
Na secção que vai de Sab 1,16-2,24, o autor do Livro da Sabedoria apresenta o quadro da vida dos “ímpios”. Depois de apresentar os raciocínios dos “ímpios” (cf. Sab 1,16-2,9) e as suas reacções de desprezo face aos “justos” (cf. Sab 2,10-20), o sábio autor desta reflexão partilha com os seus leitores a sua própria crítica às atitudes incoerentes dos “ímpios” (cf. Sab 2,21-24). Mostrando o sem sentido da conduta dos “ímpios”, ele pretende dizer aos seus concidadãos que vale a pena ser “justo” e manter-se fiel aos valores tradicionais da fé de Israel.
MENSAGEM
Esses “ímpios” de que fala o sábio autor do nosso texto são, certamente, os pagãos hostis, que zombavam dos costumes e dos valores religiosos judaicos e que levavam uma vida de corrupção e de imoralidade; mas são também, com toda a certeza, os judeus apóstatas, que se tinham deixado contaminar pela cultura grega, que haviam abandonado as tradições dos antepassados e que consideravam a religião judaica um conjunto de tradições obscurantistas, impróprias da “modernidade”.
A vida desses “justos” que assumiram os valores de Deus e que, mesmo no meio da hostilidade geral, procuram preservar os seus valores e viver de forma coerente com a sua fé, constitui um incómodo e uma dura interpelação para os “ímpios”. A coerência, a honestidade, a verticalidade e a fidelidade dos “justos” constituem um permanente espinho que magoa os “ímpios” e que não os deixa sentirem-se em paz com a sua consciência.
A reacção dos “ímpios” apresenta-se sempre em forma de perseguição, de ciladas, de ultrajes, de torturas e, em último caso, de assassínios. Trata-se de uma realidade que os justos de todas as épocas conhecem bem.
A vida dos “justos” estará, então, condenada ao fracasso? Valerá a pena enfrentar a perseguição e conservar-se fiel a Deus e às suas propostas? O texto que nos é hoje proposto como primeira leitura não responde a estas questões; no entanto, o autor do Livro da Sabedoria dirá, mais à frente, que a fidelidade do justo será recompensada e que a sua vida desembocará nessa vida plena e definitiva que Deus reserva para aqueles que seguem os seus caminhos.
ACTUALIZAÇÃO
• Por detrás do confronto entre o “ímpio” e o “justo”, está o confronto entre a “sabedoria do mundo” e a “sabedoria de Deus”. Trata-se de duas realidades em permanente choque de interesses e diante das quais temos, tantas vezes, de fazer a nossa opção. Para mim, qual destas duas realidades faz mais sentido? Por qual delas costumo optar?
• O que é a “sabedoria do mundo”? A “sabedoria do mundo” é a atitude de quem, fechado no seu orgulho e auto-suficiência, resolve prescindir de Deus e dos seus valores, de quem vive para o “ter”, de quem põe em primeiro lugar o dinheiro, o poder, o êxito, a fama, a ambição, os valores efémeros. Trata-se de uma “sabedoria” que, em lugar de conduzir o homem à sua plena realização, o torna vazio, frustrado, deprimido, escravo. Pode apresentar-se com as cores sedutoras da felicidade efémera, com as exigências da filosofia da moda, com a auréola brilhante da intelectualidade, ou com o brilho passageiro dos triunfos humanos; mas nunca dará ao homem uma felicidade duradoura.
• O que é a “sabedoria de Deus”? A “sabedoria de Deus” é a atitude daqueles que assumiram e interiorizaram as propostas de Deus e se deixam conduzir por elas. Atentos à vontade e aos desafios de Deus, procuram escutá-l’O e seguir os seus caminhos; tendo como modelo de vida Jesus Cristo, vivem a sua existência no amor e no serviço aos irmãos; comprometem-se com a construção de um mundo mais fraterno e lutam pela justiça e pela paz. Trata-se de uma “sabedoria” que nem sempre é entendida pelos homens e que, tantas vezes, é considerada um refúgio para os simples, os incapazes, os pouco ambiciosos, os vencidos, aqueles que nunca moldarão o edifício social. Parece, muitas vezes, apenas gerar sofrimento, perseguição, incompreensão, dor, fracasso. No entanto, trata-se de uma “sabedoria” que leva o homem ao encontro da verdadeira felicidade, da verdadeira realização, da vida plena.
• Quem escolhe a “sabedoria de Deus”, não tem uma vida fácil. Será incompreendido, caluniado, desautorizado, perseguido, torturado… Contudo, o sofrimento não pode desanimar os que escolhem a “sabedoria de Deus”: a perseguição é a consequência natural da sua coerência de vida. Não devemos ficar preocupados quando o mundo nos persegue; devemos ficar preocupados quando somos aplaudidos e adulados por aqueles que escolheram a “sabedoria do mundo”.
 
 
 

sábado, 22 de setembro de 2012

José Pepe Mujica quem o conhece?

Pudera, os massmedia tão solícitos para uns, não o são para quem merece. Enfim...
Dois presidentes, do Uruguai e do Brasil, ex-guerrilheiros urbanos na América Latina das décadas de 60/70. Em termos de coerência estamos conversados - que diferença...

Discurso do Presidente do Uruguai, José Pepe Mujica na Rio+20
Discurso Fantástico!
Dez minutos de autêntica VIDA!
Este SENHOR, segue ganhando adeptos a nível internacional devido não só com a sua humildade, honestidade clarividência e na forma como aborda os temas que todos os "politiqueiros" complicam.
VALE A PENA VER E OUVIR, AS PALAVRAS DESTE GRANDE LIDER.
Nas próximas eleições quero um Presidente assim. ..........




Comentários que se podem e devem ler:
- um discurso extraordinario para uma plateia acéfala, distraida, desinteressada e de aplausos mornos.
- Um desabafo de uma pessoa que abriu os olhos, percebeu qual o verdadeiro sentido da vida... Parabéns
- Quanta sabedoria e visão essencial da existência humana e planetária! Um ser dessa envergadura deveria ser o governante do nosso planeta! Que Deus o ilumine e a todos nós! GRACIAS


A própria vida de do Presidente José Pepe Mujica é coerente com esse discurso.



http://pt.wikipedia.org/wiki/Jos%C3%A9_Mujica

Um exemplo p'ra todos os cidadãos do mundo.

OUTONO: seja BEM-VINDO!!!

«O outono é hoje de outro mundo. Imprime/ uma luz que diríamos abstrata./ Do que subtrai é que ilumina. O timbre/ é de um desfasamento que consagra/ a cesura, que entrega o imprevisível/ sem o vínculo algébrico das tábuas.» (Fernando Echevarría). O equinócio do outono de 2012 ocorre este sábado, 22 de setembro, às 15h49. A estação prolonga-se durante 90 dias, até 21 de dezembro, às 11h12
Ler mais em:
 

(in)PRENSA semanal: a minha selecção

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.

Anatomia de um assalto (V): as responsabilidades dos cidadãos
http://expresso.sapo.pt//anatomia-de-um-assalto-v-as-responsabilidades-dos-cidadaos=f753030
Análise entrevista: Passos Coelho está reprovado!
http://expresso.sapo.pt//analise-entrevista-passos-coelho-esta-reprovado=f753155
Miguel Sousa Tavares: "Passos Coelho mentiu quatro vezes"
http://expresso.sapo.pt/miguel-sousa-tavares-passos-coelho-mentiu-quatro-vezes=f753174
La Pasionaria Ferreira Leite altera estratégia de Portas com Passos
http://expresso.sapo.pt/la-pasionaria-ferreira-leite-altera-estrategia-de-portas-com-passos=f753184
Imagens aéreas no auge das manifs em Lisboa e Porto
http://expresso.sapo.pt/imagens-aereas-no-auge-das-manifs-em-lisboa-e-porto=f753621
Rússia: de onde vem tanto dinheiro para o futebol?
http://expresso.sapo.pt/russia-de-onde-vem-tanto-dinheiro-para-o-futebol=f752826
As manifestações pelos nossos repórteres...
http://expresso.sapo.pt/as-manifestacoes-pelos-nossos-reporteres=f753642
...e pelos nossos leitores
http://expresso.sapo.pt/e-pelos-nossos-leitores=f753580
Portugal na boca do mundo na luta contra a austeridade
http://expresso.sapo.pt/portugal-na-boca-do-mundo-na-luta-contra-a-austeridade=f753678
"Hoje assistimos à morte da medida da TSU"
http://expresso.sapo.pt/hoje-assistimos-a-morte-da-medida-da-tsu=f753770
Colossal embuste
http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=69429
E nasceram as PPP
http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=68492
O erro de Gaspar
http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=67516
Miguel Sousa Tavares: "Coligação vai ficar como aqueles casais que já não dormem no mesmo quarto"
http://expresso.sapo.pt/miguel-sousa-tavares-coligacao-vai-ficar-como-aqueles-casais-que-ja-nao-dormem-no-mesmo-quarto=f753981
Os cinco cenários
http://expresso.sapo.pt//os-cinco-cenarios=f754089 
O modelo económico alemão é insustentável