"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























terça-feira, 2 de outubro de 2012

Igreja & Diálogo

«Na cultura contemporânea, e pensando no caso português, a Igreja ainda é olhada como adversário cultural. Precisamos de explicar e explicarmo-nos, para que a Igreja seja vista como aliada e não como adversária. Esta mudança que nós temos de protagonizar. Nós, cristãos, temos de fazer sentir aos outros que não têm de ter medo de nós, da nossa presença, do nosso modo de viver, do nosso estilo, dos nossos valores, do que celebramos na fé, da nossa liturgia, das nossas procissões, dos nossos jornais, da nossa agência noticiosa… Não têm de temer porque nós somos aliados do que a cultura e a civilização têm de mais fundamental, que é a pessoa humana e a sua vida, em todos os momentos. Que é, no fundo, as suas dificuldades e a situação concreta em que ela vive. Mas esta viragem – passar de adversário a aliado – compromete-nos e hipoteca-nos. E não podemos ficar à espera diante de uma porta aberta. Temos de ensaiar passos.» Excerto da intervenção do diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre José Tolentino Mendonça, nas Jornadas Nacionais da Comunicação Social da Igreja Católica que decorrem nos dias 27 e 28 de setembro em Fátima.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/igreja_tem_de_ganhar_atitude_encontro.html

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Carlos Magno, considera que a Igreja Católica é um espaço favorável para o encontro de pontos de vista diferentes sobre a vida humana e a sociedade. «A Igreja é uma boa plataforma para conversarmos uns com os outros, e nem todas as plataformas são assim», afirmou ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. O responsável pensa que a Igreja «está mais aberta do que outras instituições que supostamente são muito progressistas e liberais». «Costumo dizer que sou filho de Roma, Atenas e Jerusalém. Roma é por causa do papa e da Igreja Romana. E é nesse sentido que foi um disparate completo ter banido da célebre Constituição Europeia as referências ao cristianismo», frisou.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/igreja_e_boa_plataforma_para_conversar.html

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

LEITURA: A caridade dá que fazer

A caridade dá que fazer”, do biblista italiano Luciano Manicardi, é o segundo volume da coleção “Poéticas do viver crente”, coordenada por José Tolentino Mendonça.
A edição das Paulinas, que tem como subtítulo “Redescobrindo a atualidade das ‘obras de misericórdia’”, é apresentada por Manuela Silva, cujo texto oferecemos seguidamente, acrescentando a conclusão, assinada pelo monge da comunidade monástica de Bose.
                      http://www.snpcultura.org/paisagens_amor_aos_inimigos.html

domingo, 30 de setembro de 2012

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Que mundo estamos a criar?

Uma jovem mãe estava a ter um dos piores dias da sua vida. O marido havia perdido o emprego; o esquentador tinha explodido; o carteiro trouxe um monte de contas que ela não podia pagar; o seu cabelo estava péssimo e sentia-se gorda e feia. Estava quase no ponto de rutura quando levantou o seu filho de um ano e o sentou na cadeira de bebé, apoiou a cabeça no tabuleiro e começou a chorar. Sem um murmúrio, a criança tirou a chucha da sua boca... e carinhosamente colocou-a na dela!
 
Compaixão: Ele desconhecia a palavra mas o seu coração conhecia a necessidade. E deu o que tinha. Nós somos, de tantas maneiras, os artífices dos mundos dos outros. Minuto após minuto criamos o mini-mundo em que vivemos juntos. E na maior parte das vezes nem sequer pressentimos como é enorme a nossa capacidade de levar alegria ou tristeza, cura ou dor aos outros.
 
(...)
 
Provavelmente nenhum de nós encontrará alguma vez um homem a morrer na berma da estrada. E a maior parte de nós raramente será chamada a fazer um sacrifício realmente significativo por outra pessoa. Mas todos nós iremos encontrar milhares de pessoas cujas vidas podemos tornar um pouco mais ricas, um pouco mais felizes porque estávamos lá e porque demos o que tínhamos – tal como aquela criança deu a sua chucha.
 

ESPIRITUALIDADE: Os anjos

(...)
Sendo criaturas, são, contrariamente aos homens, definidos como espíritos puros. Mesmo se os teólogos reflectiram a partir da Bíblia e das definições dogmáticas sobre as subtilezas da natureza angélica – até especular sobre uma eventual identidade sexual... – é difícil, se não impossível, ter uma ideia correcta dos anjos e, mais ainda, falar acertadamente sobre eles. Só a fé revela a sua existência.
O próprio S. Tomás de Aquino, apelidado de “doutor angélico”, dizia no fim da sua vida que ninguém poderia conhecer plenamente quem eles são.
(...)
Se é difícil definir o que são os anjos, observar a sua actividade ou tomar consciência das suas funções, tal como são descritas na Escritura, permite discernir o que representam para a fé. Como nota Santo Agostinho, “a partir do que ele é, é um espírito, a partir do que ele faz, é um anjo”.

PALAVRA de DOMINGO: há que contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!!!

LEITURA IITg 5,1-6
Leitura da Epístola de São Tiago

Agora, vós, ó ricos, chorai e lamentai-vos,
por causa das desgraças que vão cair sobre vós.
As vossas riquezas estão apodrecidas
e as vossas vestes estão comidas pela traça.
O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se,
e a sua ferrugem vai dar testemunho contra vós
e devorar a vossa carne como fogo.
Acumulastes tesouros no fim dos tempos.
Privastes do salário os trabalhadores
que ceifaram as vossas terras.
O seu salário clama;
e os brados dos ceifeiros
chegaram aos ouvidos do Senhor do Universo.
Levastes na terra uma vida regalada e libertina,
cevastes os vossos corações para o dia da matança.
Condenastes e matastes o justo
e ele não vos resiste.

AMBIENTE
A Carta de Tiago termina com dois blocos de exortações onde o autor recorda aos seus interlocutores alguns dos aspectos que elencou anteriormente e que, na sua perspectiva, devem ser tidos em séria conta por parte de quem está interessado em viver a vida cristã autêntica. Para o autor, o acesso à vida plena depende das opções que o homem faz enquanto caminha nesta terra.O primeiro bloco (cf. Tg 4,11-5,6) contém um elenco de atitudes negativas, que os crentes devem evitar a todo o custo: falar mal dos irmãos (cf. Tg 4,11-12), viver no orgulho e na auto-suficiência face a Deus (cf. Tg 4,13-17), viver para os bens materiais e praticar injustiças contra os pobres (cf. Tg 5,1-6). O segundo bloco (cf. Tg 5,7-20) contém uma lista de atitudes positivas que os crentes devem assumir enquanto esperam a vinda do Senhor: paciência, perseverança e firmeza no falar (cf. Tg 5,7-12), oração (cf. Tg 5,1-18) e preocupação em reconduzir ao bom caminho o irmão que anda afastado (cf. Tg 5,19-20).
O texto que nos é proposto é um grito profético de denúncia dos ricos, do seu orgulho e auto-suficiência, da sua obsessão pelos bens materiais. Este texto deve ser colocado no quadro geral de uma época de profundas desigualdades: ao lado de uma riqueza desmesurada e sem limites, vive e sofre a miséria mais aguda. A exploração do pobre e a violência contra os humildes eram, na época, fenómenos demasiado frequentes e que os cristãos conheciam bem.
MENSAGEM
A primeira parte do nosso texto (vers. 1-3) trata do problema da acumulação da riqueza. O autor, como numa visão profética, contempla o final dos tempos e descreve, com violência, a sorte que espera aqueles cujo objectivo principal na vida foi o acumular bens. Será que os bens, o poder, a consideração que eles gozaram neste mundo lhes servirá de alguma coisa, quando chegar o juízo final, o momento em que se joga o destino definitivo do homem?
Obviamente que não. Esses bens nos quais os ricos depositam agora toda a sua segurança e esperança perderão todo o valor (“as vossas riquezas estão apodrecidas e as vossas vestes estão comidas pela traça. O vosso ouro e a vossa prata enferrujaram-se…” – vers. 2-3a); ou, pior ainda, serão uma testemunha de acusação, que denunciará o amor descontrolado dos bens materiais, o orgulho e a auto-suficiência, as injustiças praticadas contra os pobres. O destino final dos bens perecíveis é a destruição; e quem tiver os bens materiais como o seu deus, a sua referência fundamental, não terá acesso à vida plena e eterna (vers. 3b.c).
Na segunda parte do nosso texto (vers. 4-6), o autor refere-se à origem desses bens acumulados pelos ricos. Para o autor, não há dúvidas nem meios-termos: a riqueza provém sempre da exploração dos pobres. Como exemplo, o autor cita o não pagamento dos salários devidos aos trabalhadores que ceifaram os campos dos ricos (vers. 4). Trata-se de um pecado que a Lei condena de forma veemente e que Deus castigará duramente (cf. Lv 19,13; Dt 24,15). Não pagar o salário ao trabalhador é condená-lo à morte, bem como a toda a sua família (vers. 6). Os luxos e os prazeres dos ricos vivem assim da morte dos pobres.Naturalmente, Deus não pode pactuar com a injustiça e, por isso, não ficará indiferente ao sofrimento do pobre e do oprimido. O clamor dos injustiçados sobe da terra até junto de Deus e faz com que Deus actue. Com ironia mordaz, o autor compara o rico ao cevado que, engordando, apressa o dia da sua própria matança (vers. 5): os ricos, vivendo no luxo e nos prazeres à custa do sangue dos pobres, estão a preparar para si próprios um caminho de desgraça e de castigo.
A linguagem do autor da Carta de Tiago é violenta e colorida, bem ao gosto dos pregadores da época. Para além da veemência das palavras deve ficar, contudo, esta mensagem: quem vive para os bens materiais e coloca neles o sentido da sua existência, dificilmente terá disponibilidade para acolher os dons de Deus e para acolher essa vida plena que Deus quer oferecer aos homens. Por outro lado, Deus não tolera a exploração, a opressão do pobre; e quem conduzir a sua vida por caminhos de injustiça, não poderá fazer parte da família de Deus.
ACTUALIZAÇÃO
• O autor da Carta de Tiago critica os ricos, em primeiro lugar porque eles vivem apenas para acumular bens materiais, negligenciando os verdadeiros valores. Fazem do ouro e da prata os seus deuses e centram toda a sua existência em valores caducos e perecíveis. No final da sua existência vão perceber que gastaram a vida a correr atrás de algo que não dá felicidade nem conduz o homem à vida plena; a sua existência terá sido, então, um dramático equívoco. O “aviso” do autor da Carta de Tiago conserva uma espantosa actualidadeA acumulação de bens materiais tornou-se, para tantos homens do nosso tempo, o único objectivo da vida e o critério único para definir uma vida de sucesso. Contudo, aqueles que apostam tudo nos bens perecíveis facilmente constatam como essa opção não responde, em definitivo, à sua sede de felicidade e de vida plena. O ouro, a conta bancária, o carro de luxo, a casa de sonho, dão-nos satisfações imediatas e, talvez, um certo estatuto aos olhos do mundo; mas não saciam a nossa sede de vida eterna. Nós, os cristãos, somos chamados a testemunhar que a vida verdadeira brota dos valores eternos – esses valores que Deus nos propõe.
• O autor da Carta de Tiago critica os ricos, em segundo lugar, porque frequentemente a riqueza resulta da exploração e da injustiça. Acumular bens à custa da miséria e da exploração dos irmãos é, na perspectiva do autor do nosso texto, um crime abominável e que Deus não deixará impune. Não é cristão quem não paga o salário justo aos seus operários, mesmo que ofereça depois somas chorudas para a construção de uma igreja; não é cristão quem especula com os bens de primeira necessidade, mesmo que vá todos os domingos à missa e pertença a vários grupos paroquiais; não é cristão quem inventa esquemas para não pagar impostos, mesmo que seja muito amigo do padre da paróquia; não é cristão quem se aproveita da ignorância e da miséria para realizar negócios altamente rentáveis, mesmo que pense repartir com Deus os frutos das suas rapinas…
• Uma coisa deve ficar clara: Deus não apoia nunca quem vive fechado em si próprio, no açambarcamento egoísta desses bens que Deus nos concedeu para serem postos ao serviço de todos os homens; e qualquer crime cometido contra os pobres é um crime contra Deus, que afasta o homem da vida plena da comunhão com Deus.

FONTE: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=377

sábado, 29 de setembro de 2012

INFELIZMENTE...

Assim está o mundo


por ANSELMO BORGES, Hoje 29-09-2012

No quadro da presente situação nacional e global de crise, e de violência dos extremistas radicais no mundo islâmico, retomo alguns ditos e duas histórias de ou sobre Jesus, plenos de sabedoria e ensinamentos, provenientes da tradição muçulmana.
É preciso saber que o Alcorão se refere várias vezes a Jesus como Profeta que anuncia o Deus único, criador e senhor da vida. Nasceu miraculosamente de Maria. A sua mensagem é de paz, mansidão e humildade. É "servo de Deus" e "Verbo da Verdade". Deus deu-lhe o poder de fazer milagres. Nega-se expressamente a crucifixão, tendo Jesus sido elevado miraculosamente para Deus.
Na literatura muçulmana, o amor e o respeito por Jesus são uma presença constante. Assim, Tarif Khalidi, que foi director do Centro de Estudos Islâmicos e membro do Conselho Directivo do King's College (Cambridge), reuniu em livro - Jesus Muçulmano - um conjunto das chamadas "máximas e histórias de Jesus", em que se encontram várias alusões aos Evangelhos.
Algumas máximas. Perguntaram a Jesus: "Quem foi o teu professor?" "Ninguém", respondeu ele; "vi a fealdade da ignorância e fugi dela". Disse Jesus: "Deus gosta que os Seus servos aprendam um ofício que os torne independentes e detesta um servo que adquira conhecimentos religiosos e depois faça disso o seu ofício." Também disse: "O mundo é uma ponte. Atravessa a ponte, mas não construas sobre ela." Conta-se que perguntaram a Jesus: "Até que idade é conveniente adquirir conhecimento?", e ele respondeu: "Enquanto for conveniente viver." Nenhuma palavra dita a Jesus lhe era tão querida como "aquele pobre homem." No dia em que Jesus foi elevado aos céus, deixou apenas um agasalho de lã, uma fisga e um par de sandálias.
As duas histórias. Uma vez, Jesus passou por uma caveira apodrecida e desfigurada. Ordenou-lhe que falasse. E ela disse: "Espírito de Deus, o meu nome é Bal- wan ibn Hafs, rei do Iémen. Vivi mil anos, gerei mil filhos, desflorei mil virgens, destrocei mil exércitos, matei mil tiranos e conquistei mil cidades. Que quem ouve a minha história não se deixe tentar pelo mundo, pois tudo isso foi como o sonho de um homem adormecido." E Jesus chorou.
A segunda história. Um homem juntou-se a Jesus, dizendo: "Quero ser teu companheiro." Jesus aceitou, e ambos seguiram viagem. Quando chegaram à margem de um rio, sentaram-se para comer. Levavam três pães. Comeram dois e sobrou um. Depois, Jesus foi ao rio beber água. No regresso, não tendo encontrado o terceiro pão, perguntou ao homem: "Quem tirou o pão?" Ele respondeu: "Não sei."
Continuaram a viagem, e, no caminho, Jesus realizou dois milagres. Das duas vezes voltou-se para o companheiro, dizendo: "Em nome d'Aquele que te mostrou este milagre, pergunto-te: quem tirou o pão?" E o homem voltou a responder: "Não sei."
Chegaram depois ao deserto e sentaram-se no chão. Jesus fez um montinho de terra e areia e disse--lhe: "Com a permissão de Deus, transforma-te em ouro." E assim aconteceu. Então, Jesus dividiu o ouro em três partes e disse: "Um terço para ti, um terço para mim e um terço para quem tirou o pão." Aí, o companheiro atirou: "Fui eu que tirei o pão!" Jesus disse: "O ouro é todo teu."
Jesus continuou sozinho o seu caminho. Entretanto, chegaram dois salteadores que queriam roubar o ouro ao antigo companheiro. Este, porém, disse: "Vamos dividi-lo em três partes e um de vós vai à cidade comprar comida." Um deles foi então à cidade e pensou de si para consigo: "Porque hei-de dividir o ouro com estes dois? Vou antes envenenar a comida e ficar com o ouro todo para mim!" E comprou comida, que envenenou.
Por sua vez, os que tinham ficado à espera disseram: "Porque havemos de dar-lhe um terço do ouro? Em vez disso, vamos é matá-lo, quando regressar, e dividimos o ouro entre os dois."
Quando o terceiro voltou, mataram-no. Depois, comeram a comida envenenada e também morreram os dois. E o ouro ficou no deserto com os três homens mortos ao lado. Aconteceu que Jesus passou por ali e, ao ver aquela miséria, disse aos discípulos: "Assim é o mundo. Tende cuidado."

(in)PRENSA semanal: a minha selacção

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.

Bento XVI no Líbano
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2784480&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=2

A CGTP-IN APRESENTA PROPOSTAS PARA EVITAR SACRIFÍCIOS E A DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA
CGTP-IN APRESENTA PROPOSTAS PARA EVITAR SACRIFÍCIOS E A DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA
Receita fiscal adicional (milhões de euros)
Criação de uma taxa de 0,25 sobre as transacções financeiras
2.038,9
Criação de um novo escalão na taxa de IRC
1.099,0
Tributação adicional dos dividendos
1.665,7
Combate à Fraude e Evasão Fiscal
1.162,9
Total
5.966,5
 
CGTP-IN APRESENTA PROPOSTAS PARA EVITAR SACRIFÍCIOS E A DESTRUIÇÃO DA ECONOMIA
1 - Criação de uma taxa sobre as transacções financeiras
A criação de um novo imposto, com uma taxa de 0,25%, a incidir sobre todas as transacções de valores mobiliários independentemente do local onde são efectuadas (mercados regulamentados, não regulamentados ou fora de mercado), excepcionando o mercado primário de dívida pública. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 2.038,9 milhões de euros.

2 - Introdução de progressividade no IRC
A criação de mais um escalão de 33,33% no IRC para empresas com volume de negócios superior a 12,5 milhões de euros, de forma a introduzir o critério de progressividade no imposto. A incidência deste aumento é inferior a 1% do total das empresas. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.099 milhões de euros

3 - Sobretaxa de 10% sobre os dividendos distribuídos
A criação de uma sobretaxa média de 10% sobre os dividendos distribuídos, incidindo sobre os grandes accionistas (de forma a garantir um encaixe adicional de 10% sobre o total de dividendos distribuídos), com a suspensão da norma que permite a dedução constante sobre os lucros distribuídos (art. 51º do CIRC), o que permite às empresas que distribuem dividendos deduzir na base tributável esses rendimentos desde que a entidade beneficiária tenha uma participação na sociedade que distribui pelo menos 10% do capital. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.665,7 milhões de euros.

4 – Combate à Fraude e à Evasão Fiscal
A fixação de metas anuais para a redução da economia não registada, com objectivos bem definidos e a adopção de políticas concretas para a sua concretização. Esta medida permitirá arrecadar uma receita adicional de 1.162 milhões de euros.


 


Receita fiscal cai e dificulta cumprimento das metas da “troika”
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=78559
Mais IRS e corte aos privados acerta contas com o público
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=78492
Filme de promoção de Portugal premiado no estrangeiro
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=2786688
O recuo de Passos visto de fora
http://expresso.sapo.pt/o-recuo-de-passos-visto-de-fora=f755155?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-09-24
Gaspar comunica défice de 6,1% este ano
http://economico.sapo.pt/noticias/gaspar-comunica-defice-de-61-este-ano_152486.html
Troika’ aponta para dívida pública de 123,7% do PIB em 2013
Tempos interessantes
Portugal tem 13 dias para evitar caminho da Grécia
Alternativa
http://economico.sapo.pt/noticias/alternativa_152483.html
Trabalhadores e pensionistas são os que mais carregam fardo do défice
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=78735
Já a formiga tem catarro
http://expresso.sapo.pt//ja-a-formiga-tem-catarro=f755285?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-09-25
Fadiga fiscal provoca emigração de portugueses qualificados
http://expresso.sapo.pt/fadiga-fiscal-provoca-emigracao-de-portugueses-qualificados=f755615?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-09-25
O caniche alemão não foi a Roma  
http://expresso.sapo.pt//o-caniche-alemao-nao-foi-a-roma=f755412?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-09-26
Não é preciso buscas para detectar crime nas PPP, diz Paulo Morais
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=78833
Notas de cobrança do IMI são ilegais
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=24&did=78948
É preciso traçar um caminho rumo ao crescimento
http://expresso.sapo.pt/e-preciso-tracar-um-caminho-rumo-ao-crescimento=f756303
A Casa de Mateus usa escritores para homenagear governantes?
http://expresso.sapo.pt/a-casa-de-mateus-usa-escritores-para-homenagear-governantes=f755911
Governo corre o risco de voltar a falhar défice em 2013
http://expresso.sapo.pt/governo-corre-o-risco-de-voltar-a-falhar-defice-em-2013=f755887?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-09-27
“Vejo o País a definhar

 

 

sexta-feira, 28 de setembro de 2012

LEITURA: Nenhum caminho será longo

O acento da nossa cultura está de tal modo colocado sobre o amor, que nos sentimos muitas vezes sem recursos para pensar devidamente as formas e o lugar da amizade. Falamos dela com monossílabos, de modo evasivo e chão, como se não fôssemos afinal herdeiros de um património de experiência, de ensinamento e de palavra multisseculares. Ora, se há motivo que o cristianismo aprofundou no tempo é o da amizade, e entendendo-a não apenas como componente da formação humana, mas como traço privilegiadíssimo do itinerário espiritual.

quarta-feira, 26 de setembro de 2012

REFLEXÃO: Ele quer devolver-nos o nosso futuro

Algumas das escolhas feitas pela maior parte de nós basearam-se em valores ou objetivos que já não nos dizem nada. Muitos dos nossos trabalhos, carreiras, amizades, casas e estilos de vidas foram e são verdadeiros equívocos à luz do que Jesus nos ensinou sobre aquilo que realmente interessa. Muitas das nossas antigas escolhas não nos podem levar onde agora percebemos que queremos estar, ou seja, em comunhão, na grande família onde Deus está ao centro.