"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























segunda-feira, 8 de outubro de 2012

O discurso de GHANDI

O discurso de Ghandi

Durante a sua estadia na Inglaterra, em 1931, quando a Columbia Gramophone Company lhe pediu para fazer um registo, Gandhi argumentou que lhe seria difícil falar de política. Foi então que com a idade de 62 anos ele gravou a sua voz para ecoar pelo tempo. Confessando a sua ansiedade para falar sobre os assuntos espirituais, em 20 de outubro de 1931 ele leu o seu artigo "Em Deus".

A primeira vez que tomei contacto com este texto estava ele exposto numa parede no Centro Olga Cadaval, em Sintra, enquanto o audio do discurso se fazia ouvir.
Algumas vezes afastei o meu olhar do texto, enquanto me mantinha a ouvir a voz de Ghandi. No entanto, sempre que me voltava a focar nas palavras escritas a palavra que lia coincidia exactamente com a palavra que ouvia.

Este é o texto

"Há um poder misterioso indefinível que permeia tudo, sinto-o apesar de não o ver.
É esse poder invisível que se faz sentir e ainda desafia toda a prova, porque é tão diferente de tudo o que vejo através dos meus sentidos. Ele transcende os sentidos.

Mas é possível questionar a existência de Deus até um certo ponto.
Mesmo em assuntos comuns, sabemos que as pessoas não sabem quem as governa ou por quem e como são governadas e ainda assim sabem que há um poder que, certamente, vai regendo.

Na minha viagem do ano passado em Mysore eu conheci muitos aldeões pobres e percebi que eles não sabiam quem governava Mysore. Eles simplesmente disseram que algum Deus governava.
Se o conhecimento dessas pobres pessoas era tão limitado sobre os seus governantes, eu que sou infinitamente menor em relação a Deus, não me surpreendo se não perceber a presença de Deus - o Rei dos Reis.

No entanto, eu sinto-me, como os aldeões pobres se sentiam sobre Mysore. Que não há ordem no universo, existe uma lei inalterável que rege tudo e todos os seres que existe ou vidas.
Não é uma lei cega. Nenhuma lei cega pode governar a conduta do ser vivo. E graças às pesquisas maravilhosas de Sir JC Bose pode agora ser provado que até mesmo a matéria é a vida.

Essa lei, que rege toda a vida é Deus. E a lei e o legislador são um. Eu não posso negar a lei ou o legislador, porque eu sei tão pouco sobre ela ou ele. Assim como minha negação ou a ignorância da existência de um poder terrestre de nada me vai valer, tal como a minha negação de Deus e Sua lei não vai me libertar de sua operação.

Mas a sua aceitação humilde faz com que a jornada da vida seja mais fácil, tal como a aceitação da lei terrena torna a vida mais fácil.

Eu percebo vagamente, que enquanto tudo ao meu redor está sempre mudando, sempre morrendo, lá está - subjacente a toda a mudança - um poder vivo que é imutável, que mantém todos juntos, que cria, recria e se dissolve.

Esse poder que dá vida em forma de espírito é Deus, e já que nada do que eu vejo apenas através dos sentidos pode ou vai persistir, só Ele é.

E é esse poder benevolente ou malevolente? Eu vejo isso como puramente benevolente, pois posso ver que no meio da morte a vida persiste, no meio da mentira a verdade persiste, no meio das trevas a luz persiste.

Assim entendo que Deus é vida, luz, verdade. Ele é amor. Ele é o Bem supremo.

Mas Ele não é um Deus, que apenas satisfaz o intelecto, se é que ele o faz.
Deus para ser Deus governa o coração e transforma-o. Ele deve expressar-se em cada pequeno acto do Seu devoto.

Isso só pode ser feito através de uma compreensão definitiva, mais real do que os cinco sentidos - que podem sempre produzir percepções. As percepções dos sentidos, podem ser - e muitas vezes são - falsas e enganosas, por mais reais que possam parecer para nós. Quando há compreensão para além dos sentidos esta é infalível.

Está provado, pela conduta e pelo carácter transformados daqueles que se sentiram a presença real de Deus dentro si. Tal testemunho encontra-se nas experiências de uma linha ininterrupta de profetas e sábios em todos os países. Rejeitar esta evidência é negar-se a si mesmo.

Esta compreensão é precedida por uma fé inamovível. Aquele que é, em sua própria pessoa a prova viva da presença de Deus pode fazê-lo por uma fé viva.

Uma vez que a própria fé não pode ser provada por indícios exteriores o caminho mais seguro é acreditar no governo moral do mundo e, portanto, na supremacia da lei moral , a lei da verdade e do amor. O exercício da fé vai ser o mais seguro, onde há uma clara determinação sumariamente a rejeitar tudo o que é contrário à verdade e amor.

Confesso que não tenho nenhum argumento para convencer através da razão. A fé transcende a razão. Tudo o que eu posso aconselhar é a não tentar o impossível. "

 
 

domingo, 7 de outubro de 2012

REFLEXÃO: Ser discípulo de Jesus, hoje

A cultura actual, com a acção exercida pela comunicação social, acentua esta pluralidade de olhares mas sempre com a construção de consensos, de visões partilhadas e dominantes que convidam a uma conformação com essas tendências.
Ser discípulo é romper com essa resignação, não se ficar pelas ideias que circulam e ousar tomar uma posição.
Ler mais em:

PALAVRA de DOMINGO: há que contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!!!

EVANGELHO Mc 10,2-16
Evangelho de Nosso Senhor Jesus Cristo segundo São Marcos

Naquele tempo,
Aproximaram-se de Jesus uns fariseus para O porem à prova
e perguntaram-Lhe:
«Pode um homem repudiar a sua mulher?»
Jesus disse-lhes:
«Que vos ordenou Moisés?»
Eles responderam:
«Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio,
para se repudiar a mulher».
Jesus disse-lhes:
«Foi por causa da dureza do vosso coração
que ele vos deixou essa lei.
Mas, no princípio da criação, ‘Deus fê-los homem e mulher.
Por isso, o homem deixará pai e mãe para se unir à sua esposa,
e os dois serão uma só carne’.
Deste modo, já não são dois, mas uma só carne.
Portanto, não separe o homem o que Deus uniu».
Em casa, os discípulos interrogaram-n’O de novo
sobre este assunto.
Jesus disse-lhes então:
«Quem repudiar a sua mulher e casar com outra,
comete adultério contra a primeira.
E se a mulher repudiar o seu marido e casar com outro,
comete adultério».

Apresentaram a Jesus umas crianças
para que Ele lhes tocasse,
mas os discípulos afastavam-nas.
Jesus, ao ver isto, indignou-Se e disse-lhes:
«Deixai vir a Mim as criancinhas, não as estorveis:
dos que são como elas é o reino de Deus.
Em verdade vos digo:
Quem não acolher o reino de Deus como uma criança,
não entrará nele».
E, abraçando-as, começou a abençoá-las,
impondo a mão sobre elas.

AMBIENTE
Despedindo-se definitivamente da Galileia, Jesus continua o seu caminho para Jerusalém, ao encontro do seu destino final. O episódio de hoje situa-nos “na região da Judeia, para além do Jordão” (vers. 1) – isto é, no território transjordânico da Pereia, território governado por Herodes Antipas, o mesmo que havia assassinado João Baptista quando este o criticou por haver abandonado a sua esposa legítima. Aí, Jesus volta a confrontar-Se com as multidões e a dirigir-lhes os seus ensinamentos. Os discípulos, contudo, continuam a rodear Jesus e a beneficiar de uma instrução especial.
Entram de novo em cena os fariseus, não para escutar as suas propostas, mas para O experimentar e para Lhe apanhar uma declaração comprometedora. São esses fanáticos da Lei que vão proporcionar a Jesus a oportunidade de Se pronunciar sobre uma questão delicada e comprometedora: o matrimónio e o divórcio.
Tratava-se, na realidade, de uma questão “quente” e não totalmente consensual nas discussões dos “mestres” de Israel. A Lei de Israel permitia o divórcio (“quando um homem tomar uma mulher e a desposar, se depois ela deixar de lhe agradar, por ter descoberto nela algo de inconveniente, escrever-lhe-á um documento de divórcio, entregar-lho-á em mão e despedi-la-á de sua casa” – Dt 24,1); mas não era totalmente clara acerca das razões que poderiam fundamentar a rejeição da mulher pelo marido. Na época de Jesus, as duas grandes escolas teológicas do tempo divergiam na interpretação da Lei do divórcio. A escola de Hillel ensinava que qualquer motivo, mesmo o mais fútil (porque a esposa cozinhava mal ou porque o marido gostava mais de outra), servia para o homem despedir a mulher; a escola de Shammai, mais rigorosa, defendia que só uma razão muito grave (o adultério ou a má conduta da mulher) dava ao marido o direito de repudiar a sua esposa. A mulher, por sua vez, era autorizada a obter o divórcio em tribunal somente no caso de o marido estar afectado pela lepra ou exercer um ofício repugnante.
É nesta discussão de contornos pouco claros que os fariseus procuram envolver Jesus. Uma resposta negativa por parte de Jesus seria, certamente, interpretada como uma condenação do matrimónio de Herodes Antipas com Herodíades, a sua cunhada. A pergunta dos fariseus insere-se, provavelmente, na tentativa de encontrar razões para eliminar Jesus.
MENSAGEM
Diante da questão posta pelos fariseus (“pode um homem repudiar a sua mulher?” – vers. 2), Jesus começa por recordar-lhes o estado da questão na perspectiva da Lei (“que vos ordenou Moisés?” – vers. 3). Tal não significa, contudo, que Jesus Se identifique com o posicionamento da Lei a propósito da questão do divórcio.
Efectivamente, a Lei permite o divórcio (“Moisés permitiu que se passasse um certificado de divórcio para se repudiar a mulher” – vers. 4); contudo, essa condescendência da Lei não resulta do projecto de Deus para o homem e para a mulher, mas é o resultado da “dureza do coração” dos homens. As prescrições de Moisés não definem o quadro ideal do amor do homem e da mulher, mas apenas regulam o compromisso matrimonial, tendo em conta a mediocridade humana.
Em contraste com a permissividade da Lei, Jesus vai apresentar o projecto primordial de Deus para o amor do homem e da mulher. Citando livremente Gn 1,27 e Gn 2,24, Jesus explica que, no projecto original de Deus, o homem e a mulher foram criados um para o outro, para se completarem, para se ajudarem, para se amarem. Unidos pelo amor, o homem e a mulher formarão “uma só carne”. Ser “uma só carne” implica viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo. A separação será sempre o fracasso do amor; não está prevista no projecto ideal de Deus, pois Deus não considera um amor que não seja total e duradouro. Só o amor eterno, expresso num compromisso indissolúvel, respeita o projecto primordial de Deus para o homem e para a mulher.
A perspectiva de Jesus acerca da questão é a seguinte: nessa nova realidade que Deus quer propor ao homem (o Reino de Deus), chegou o momento de abandonar a facilidade, a mesquinhez, as meias-tintas e de apontar para um patamar mais alto. Ora, no que diz respeito ao matrimónio, o patamar mais alto é o projecto inicial de Deus para o homem e para a mulher, que previa um compromisso de amor estável, duradouro, indissolúvel.
Para os discípulos (que anteriormente, em diversas situações, tiveram dificuldade em passar da lógica do mundo para a lógica de Deus), contudo, o discurso de Jesus é difícil de entender; por isso, quando chegam a casa, pedem a Jesus explicações suplementares (vers. 10). Jesus reitera que a relação entre o homem e a mulher se deve enquadrar no projecto inicial de Deus e não nas facilidades concedidas pela Lei de Moisés. A perspectiva de Deus é que marido e mulher, unidos pelo amor, formem uma comunidade de vida estável e indissolúvel. O divórcio não entra nesse projecto. Marido e esposa, em igualdade de circunstâncias, são responsáveis pela edificação da comunidade familiar e por evitar o fracasso do amor (vers. 11-12).
O texto que nos é proposto termina com uma cena em que Jesus acolhe as crianças, defende-as e abençoa-as (vers. 13-16). As crianças são, aqui, uma espécie de contraponto ao orgulho e arrogância com que os fariseus se apresentam a Jesus, bem como à dificuldade que os discípulos revelaram, nas cenas precedentes, para acolher a lógica do Reino… As crianças são simples, transparentes, sem calculismos; não têm prestígio ou privilégios a defender; entregam-se confiadamente nos braços do pai e dele esperam tudo, com amor. Por isso, as crianças são o modelo do discípulo. O Reino de Deus é daqueles que, como as crianças, vivem com sinceridade e verdade, sem se preocuparem com a defesa dos seus interesses egoístas ou dos seus privilégios, acolhendo as propostas de Deus com simplicidade e amor. Quem não é “criança”, isto é, quem percorre caminhos tortuosos e calculistas, quem não renuncia ao orgulho e auto-suficiência, quem despreza a lógica de Deus e só conta com a lógica do mundo (também na questão do casamento e do divórcio), quem conduz a própria vida ao sabor de interesses e valores efémeros, quem não aceita questionar os próprios raciocínios e preconceitos, não pode integrar a comunidade do Reino.
ACTUALIZAÇÃO
O Evangelho deste domingo apresenta-nos o projecto ideal de Deus para o homem e para a mulher que se amam: eles são convidados a viverem em comunhão total um com o outro, dando-se um ao outro, partilhando a vida um com o outro, unidos por um amor que é mais forte do que qualquer outro vínculo. O fracasso dessa relação não está previsto nesse projecto ideal de Deus. O amor de um homem e de uma mulher que se comprometem diante de Deus e da sociedade deve ser um amor eterno e indestrutível, que é reflexo desse amor que Deus tem pelos homens. Este projecto de Deus não é uma realidade inatingível e impossível: há muitos casais que, dia a dia, no meio das dificuldades, lutam pelo seu amor e dão testemunho de um amor eterno e que nada consegue abalar.
• As telenovelas, os valores da moda, a opinião pública, têm-se esforçado por apresentar o fracasso do amor como uma realidade normal, banal, que pode acontecer a qualquer instante e que resolve facilmente as dificuldades que duas pessoas têm em partilhar o seu projecto de amor. Para os casais cristãos, o fracasso do amor não é uma normalidade, mas uma situação extrema, uma realidade excepcional. Para os casais cristãos, o divórcio não deve ser um remédio simples e sempre à mão para resolver as pequenas dificuldades que a vida todos os dias apresenta. À partida, o compromisso de amor não deve ser uma realidade efémera, sujeito a projectos egoístas e a planos superficiais, que terminam quando surgem dificuldades ou quando um dos dois é confrontado com outras propostas. Para o casal que quer viver na dinâmica do Reino, a separação não deve ser uma proposta sempre em cima da mesa. Marido e esposa têm que esforçar-se por realizar a sua vocação de amor, apesar das dificuldades, das crises, das divergências e dos problemas que, dia a dia, a vida lhes vai colocando. A Igreja é chamada a ser no mundo, mesmo contra a corrente, testemunha do projecto ideal de Deus.
• Apesar de tudo, a vida dos homens e das mulheres é marcada pela debilidade própria da condição humana. Nem sempre as pessoas, apesar do seu esforço e da sua boa vontade, conseguem ser fiéis aos ideais que Deus propõe. A vida de todos nós está cheia de fracassos, de infidelidades, de falhas. Nessas circunstâncias, a comunidade cristã deve usar de muita compreensão para aqueles que falharam (muitas vezes sem culpa) na vivência do seu projecto de amor. Em nenhuma circunstância as pessoas divorciadas devem ser marginalizadas ou afastadas da vida da comunidade cristã. A comunidade deve, em todos os instantes, acolher, integrar, compreender, ajudar aqueles a quem as circunstâncias da vida impediram de viver o tal projecto ideal de Deus. Não se trata de renunciar ao “ideal” que Deus propõe; trata-se de testemunhar a bondade e a misericórdia de Deus para com todos aqueles a quem a partilha de um projecto comum fez sofrer e que, por diversas razões, não puderam realizar esse ideal que um dia, diante de Deus e da comunidade, se comprometeram a viver.
• As crianças que Jesus nos apresenta no Evangelho deste domingo como modelos do discípulo convidam-nos à simplicidade, à humildade, à sinceridade, ao acolhimento humilde dos dons de Deus. De acordo com as palavras de Jesus, não pode integrar o Reino quem se coloca numa atitude de orgulho, de auto-suficiência, de autoritarismo, de superioridade sobre os irmãos. A dinâmica do Reino exige pessoas dispostas a acolher e a escutar as propostas de Deus e dispostas a servir os irmãos com humildade e simplicidade.

sábado, 6 de outubro de 2012

Pois é, pois é...

AFINAL, O HOMEM TINHA RAZÃO.

«A moeda única é um projecto ao serviço de um directório de grandes
potências e de consolidação do poder das grandes transnacionais, na guerra
com as transnacionais e as economias americanas e asiáticas, por uma nova
divisão internacional do trabalho e pela partilha dos mercados mundiais.
A moeda única é um projecto político que conduzirá a choques e a pressões a
favor da construção de uma Europa federal, ao congelamento de salários, à
liquidação de direitos, ao desmantelamento da segurança social e à
desresponsabilização crescente das funções sociais do Estado.»

Carlos Carvalhas, Secretário-geral do PCP — «Interpelação do PCP sobre
a Moeda Única» em 1997

(in)PRENSA semanal: a minha selecção

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.

Ministro Gaspar: não quer taxar o ar que respiramos?
http://expresso.sapo.pt/ministro-gaspar-nao-quer-taxar-o-ar-que-respiramos=f756375
O José Vitor existe mesmo?
http://blasfemias.net/2012/09/25/o-jose-vitor-existe-mesmo/
O inteligente Borges
http://expresso.sapo.pt/o-inteligente-borges=f757043
Governo tem que governar para as pessoas e não só para o défice
http://expresso.sapo.pt/governo-tem-que-governar-para-as-pessoas-e-nao-so-para-o-defice=f757091
Aposentados abandonados à sua sorte
http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=79482
Os comentários de Miguel Sousa Tavares
http://sicnoticias.sapo.pt/programas/miguelsousatavares/2012/10/01/os-comentarios-de-miguel-sousa-tavares
Governo fecha alternativa à TSU sem consultar parceiros e partidos
http://economico.sapo.pt/noticias/governo-fecha-alternativa-a-tsu-sem-consultar-parceiros-e-partidos_153006.html
Afinal até somos ricos
http://www.blogger.com/blogger.g?blogID=2071235048105831865#editor/target=post;postID=8351266613017819662
Relatório da comissão BPN arrasa Constâncio e Governo anterior   
http://economico.sapo.pt/noticias/relatorio-da-comissao-bpn-arrasa-constancio-e-governo-anterior_153170.html
Ronaldo soma mais de quatro milhões em carros
http://www.jn.pt/PaginaInicial/Gente/Interior.aspx?content_id=2808249
Levem tudo!
http://expresso.sapo.pt/levem-tudo=f757698?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-10-04
Demasiado tarde para causar uma boa primeira impressão
http://expresso.sapo.pt//demasiado-tarde-para-causar-uma-boa-primeira-impressao=f757705?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-10-04
Magistrados pedem apreciação do orçamento a Cavaco
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=25&did=80002
Marques Mendes: Governo fez “ataque à mão armada” aos portugueses
http://www.publico.pt/Política/marques-mendes-governo-fez-ataque-a-mao-armada-aos-portugueses-1565941?utm_source=feedburner&utm_medium=feed&utm_campaign=Feed%3A+PublicoPolitica+%28Publico.pt+-+Pol%C3%ADtica%29
"Governo sabe que tem que persistir na redução da despesa"
http://economico.sapo.pt/noticias/governo-sabe-que-tem-que-persistir-na-reducao-da-despesa_153233.html
Sr. Ministro, quer já a minha carteira?
http://expresso.sapo.pt//sr-ministro-quer-ja-a-minha-carteira=f757777?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-10-05
Gaspar no meio da queda: "Até agora tudo bem"
http://expresso.sapo.pt//gaspar-no-meio-da-queda-ate-agora-tudo-bem=f757717?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2012-10-05
Stiglitz: Austeridade é a solução errada para a Europa
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=532003
Nicolau Santos: "A solução genial de Gaspar"
http://expresso.sapo.pt/nicolau-santos-a-solucao-genial-de-gaspar=f757728
E se Jesus tivesse sido casado?
http://www.dn.pt/inicio/opiniao/interior.aspx?content_id=2812063&seccao=Anselmo Borges&tag=Opini%E3o - Em Foco&page=2
Passa a palavra
http://www.jornaldenegocios.pt/home.php?template=SHOWNEWS_V2&id=582293&pn=1

 

sexta-feira, 5 de outubro de 2012

esses "CONHECIDOS mas ESQUECIDOS": Karl Popper

Karl Raimund Popper nasceu a 28 de julho de 1902, em Viena de Áustria, no seio de uma família judia que, em 1900, se converteu ao luteranismo. Seu pai, Simon Siegmund Karl Popper, oriundo da Boémia, foi doutor em Direito na Universidade de Viena. Sua mãe, Jenny Schiff, nasceu na mesma cidade, embora os avós maternos de Popper fossem provenientes da Hungria e Silésia. Karl tinha duas irmãs mais velhas, Emilie Dorothea e Anna Lydia.
O jovem Karl frequentou entre 1908 e 1913 a “Freie Schule”, uma escola privada fundada por progressistas e socialistas, sem qualquer influência religiosa. Entre 1913 e 1918 frequentou três liceus em Viena. Karl Popper tem doze anos de idade quando se inicia a I Grande Guerra Mundial (1914-1918). O conflito será um tempo decisivo para o desenvolvimento intelectual de Popper.
Popper entrou para a Universidade de Viena em 1918, onde estudou Física, Matemática e Filosofia. Todavia, um dos anos mais importantes da sua formação é o de 1919, quando começa a envolver-se com a política de esquerda, juntando-se à Associação de Estudantes Socialistas. Torna-se por algum tempo marxista, mas depressa se desiludiu com a sua dimensão doutrinária, acabando por abandonar definitivamente essa ideologia. Entretanto descobre as teorias psicanalíticas de Freud e Adler e assiste à palestra que Einstein dá em Viena sobre a teoria da relatividade.

quinta-feira, 4 de outubro de 2012

Ensino superior vs Casa dos segredos:

Escrito pelo David Almeida (actor) no facebook:

"45 mil candidatos ao ensino superior e 85 mil à casa dos segredos.
Acho normal, porque tem mais saídas profissionais, podes ser actor, apresentador de TV, relações públicas de discotecas, namorada de um jogador de futebol, trabalhar no varão ou em bares com sofás e champanhe, ser acompanhante de luxo.
Enquanto um curso superior garante-te desemprego."
 
 

quarta-feira, 3 de outubro de 2012

MÚSICA: espectáculo & show



Faz parte de http://playingforchange.com/ - episódio 49 - o site da ONG "Playing For Change Foundation", cujo "pai" é:


Honra e justiça lhe seja feita! Estiveram na Casa da Música, Porto, no passado dia 12 de Julho. e eu estiva lá. Para quem lá não esteve direi que:
Primeiro, os meus 15€ foram muito bem empregues;
Segundo, não sabem o que perderam
Terceiro, talvez já em Dezembro próximo possam estar de regresso a Portugal e a uma qualquer cidade. Da sua passagem e espectáculo no Porto, aqui têm 2 amostras iguaizinhas a estas:




terça-feira, 2 de outubro de 2012

Igreja & Diálogo

«Na cultura contemporânea, e pensando no caso português, a Igreja ainda é olhada como adversário cultural. Precisamos de explicar e explicarmo-nos, para que a Igreja seja vista como aliada e não como adversária. Esta mudança que nós temos de protagonizar. Nós, cristãos, temos de fazer sentir aos outros que não têm de ter medo de nós, da nossa presença, do nosso modo de viver, do nosso estilo, dos nossos valores, do que celebramos na fé, da nossa liturgia, das nossas procissões, dos nossos jornais, da nossa agência noticiosa… Não têm de temer porque nós somos aliados do que a cultura e a civilização têm de mais fundamental, que é a pessoa humana e a sua vida, em todos os momentos. Que é, no fundo, as suas dificuldades e a situação concreta em que ela vive. Mas esta viragem – passar de adversário a aliado – compromete-nos e hipoteca-nos. E não podemos ficar à espera diante de uma porta aberta. Temos de ensaiar passos.» Excerto da intervenção do diretor do Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura, padre José Tolentino Mendonça, nas Jornadas Nacionais da Comunicação Social da Igreja Católica que decorrem nos dias 27 e 28 de setembro em Fátima.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/igreja_tem_de_ganhar_atitude_encontro.html

O presidente da Entidade Reguladora para a Comunicação Social, Carlos Magno, considera que a Igreja Católica é um espaço favorável para o encontro de pontos de vista diferentes sobre a vida humana e a sociedade. «A Igreja é uma boa plataforma para conversarmos uns com os outros, e nem todas as plataformas são assim», afirmou ao Secretariado Nacional da Pastoral da Cultura. O responsável pensa que a Igreja «está mais aberta do que outras instituições que supostamente são muito progressistas e liberais». «Costumo dizer que sou filho de Roma, Atenas e Jerusalém. Roma é por causa do papa e da Igreja Romana. E é nesse sentido que foi um disparate completo ter banido da célebre Constituição Europeia as referências ao cristianismo», frisou.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/igreja_e_boa_plataforma_para_conversar.html

segunda-feira, 1 de outubro de 2012

LEITURA: A caridade dá que fazer

A caridade dá que fazer”, do biblista italiano Luciano Manicardi, é o segundo volume da coleção “Poéticas do viver crente”, coordenada por José Tolentino Mendonça.
A edição das Paulinas, que tem como subtítulo “Redescobrindo a atualidade das ‘obras de misericórdia’”, é apresentada por Manuela Silva, cujo texto oferecemos seguidamente, acrescentando a conclusão, assinada pelo monge da comunidade monástica de Bose.
                      http://www.snpcultura.org/paisagens_amor_aos_inimigos.html