"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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sábado, 11 de setembro de 2021

inPRENSA semanal (04-09 a 10-09-2021): a minha selecção!

Quem, por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA semanal: a minha selecção!" que aí virão.


IMPÉRIO DE GERARD PIQUÉ. COMO É QUE O JOGADOR CRIOU A SUA FORTUNA?
Covid-19: uma em cada 250 pessoas vacinadas foram infetadas
Presidente Gouveia e Melo? “Daria um péssimo político”
Família do trabalhador atropelado na A6 vai pedir mais de um milhão a Cabrita
“Operação London Bridge”. Documento secreto revela o que acontece quando a Rainha Isabel II morrer
Sofre de problemas nas costas? Investigador da UMinho descobre tratamento que retarda envelhecimento da coluna
Estes países estão a levantar restrições. Vão “aprender a conviver com a covid-19”
Mu: Tudo o que precisa de saber sobre a nova variante do coronavírus
“Ameaça iminente às instituições democráticas”. Marchas de apoio a Bolsonaro lançam medo de insurreição
Papa pede aos países que acolham população afegã
A Reserva Federal e a economia americana
Fim da máscara ao ar livre? Bastonário diz ser "o momento certo". Médicos de Saúde Pública consideram prematuro
"Enquanto crianças não estiverem vacinadas, não é possível controlar o vírus", avisa infeciologista
Panshir. Que região é esta que resiste aos talibãs e abriga o vice-presidente do Afeganistão?
11 de Setembro. Há uma viga das Torres Gémeas em Alverca (e pode acabar “numa rotunda ou num jardim”)
Há sete anos que o SNS perde milhões por não cobrar dinheiro de acidentes às seguradoras
Tensão no Brasil. Apoiantes de Bolsonaro derrubam barreira policial ao Congresso em Brasília
Assassino resolve na cadeia problema matemático com dois mil anos
Estudos sugerem que, este ano, a época da gripe vai ser (muito) complicada
Atenção ao Brasil, é hoje
Um dia perigoso para a democracia brasileira
Seixas da Costa. Bolsonaro ao ataque é "tentativa desesperada" de recuperar popularidade perdida
Bolsonaro ameaça não sair do Planalto. “Só Deus me tira de lá”
Empresas da bolsa brasileira perdem 31 mil milhões em valor de mercado após ameaças de Bolsonaro
Defesa europeia. Um mito?
Enfermeiros. Centros Covid-19 devem ajudar na vacinação da gripe
Que Portugal para o futuro?
DGS recomenda uso de máscara em eventos no exterior e no recreio das escolas
IVAucher: Desconto só para clientes de bancos aderentes. Apenas 600 comerciantes inscritos
Mergulhadores afirmam ter encontrado avião dos EUA que caiu em 1945 no Triângulo das Bermudas
“Temos de falar sobre o Qatar”. Futebol nórdico bate o pé à organização do Mundial de 2022
Novo recorde do preço da eletricidade. Aposta massiva na energia eólica foi “totalmente irresponsável”
A solidão do gendarme do mundo
Dinamarca exige a migrantes horas de trabalho para receberem subsídios
Padre Marco vai cuidar de oito paróquias. "Um serviço de caridade"
No Oriente, a política de zero casos e os confinamentos ainda são regra: “paranoia” ou bom senso? Na Europa seria “impraticável”
Vai educar o seu filho para ser um “especialista” ou um “generalista”?
20 anos depois
O euro digital
É preciso “dialogar” com talibãs e evitar “milhões de mortos”, pede Guterres
"Calor do momento". Bolsonaro recua nas ameaças ao Supremo Tribunal
Jorge Sampaio, um cidadão do mundo 
Morreu Jorge Sampaio, o "prisioneiro da ansiedade por um futuro melhor"
"O homem que inventou a frase '25 de Abril sempre' merece ser o 25 de Abril"
Juiz Ivo Rosa impediu escutas da PJ a iraquianos suspeitos de terrorismo
A maior central do mundo para extrair CO2 do ar começou a funcionar na Islândia
Recipientes reutilizáveis nem sempre são melhores para o ambiente do que os descartáveis
“Imunidade híbrida”. Combinação de dois fatores cria poderosa resposta imunológica contra variantes

quarta-feira, 13 de março de 2019

domingo, 11 de março de 2018

segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014

CINEMA: "Filomena"

O filme, bem construído e gerido, contando já com uma enorme popularidade e um palmarés assinalável, de que se destaca o Prémio Signis (Associação Católica Mundial para a Comunicação) em Veneza, beneficia enormemente da interpretação de Judi Dench, que dá à protagonista a profunda dimensão dramática da sua história. Eis um filme que não se esgota nem no tema, nem na época, nem no contexto geográfico que aborda: além da questão concreta da maternidade fora do matrimónio, que desejavelmente fará refletir sobre a diversidade de contextos que a propiciam, a narrativa evoca a prioridade a dar aos filhos, a par do amor e da caridade. Philomena Lee encontrou-se na quarta-feira com o papa Francisco, a quem pediu ajuda na campanha, liderada por si, que procura voltar a juntar pais e filhos forçados a separarem-se, e apela ao governo da Irlanda que autorize o acesso a informações secretas sobre crianças tiradas aos familiares e entregues para adoção.
Ler&Ver mais em:
e

sábado, 26 de janeiro de 2013

(in)PRENSA semanal: a (minha) selecção possível

Para quem, que por qualquer razão, não leu, não deve deixar de ler. Assim, não só fica a saber, mas também pode, com mais&melhor fundamento, opinar e, "a curto, médio ou longo prazo", optar e decidir, não deixando que outros o façam por si - se bem me faço entender eis a razão desta e de outras "(in)PRENSA: a minha selecção" que aí virão.

Ricardo Salgado "esqueceu-se" de comprar polpa de tomate e de declarar 8,5 milhões
http://expresso.sapo.pt/ricardo-salgado-esqueceu-se-de-comprar-polpa-de-tomate-e-de-declarar-85-milhoes=f780291#ixzz2IWk2tfL6
A Irlanda pode. E nós não?
http://expresso.sapo.pt/gen.pl?sid=ex.sections/25615&mid1=ex.menus/23&m2=505
O que diz o FMI sobre Portugal
http://sol.sapo.pt/inicio/Economia/Interior.aspx?content_id=66608
Os 4 cenários do FMI para Portugal
http://expresso.sapo.pt/os-4-cenarios-do-fmi-para-portugal=f780642
A reunião dos manteigueiros
http://rr.sapo.pt/opiniao_detalhe.aspx?fid=34&did=93449
O ex-ministro que pede 53,6 milhões
http://expresso.sapo.pt/o-ex-ministro-que-pede-536-milhoes=f780759?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2013-01-21
A importância do regresso aos mercados
 http://economico.sapo.pt/noticias/a-importancia-do-regresso-aos-mercados_160886.html
Portugal volta aos mercados, os portugueses não
http://expresso.sapo.pt/portugal-volta-aos-mercados-os-portugueses-nao=f781150?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2013-01-23
É mesmo um regresso aos mercados?
http://expresso.sapo.pt/e-mesmo-um-regresso-aos-mercados=f781168?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2013-01-24
Freitas do Amaral diz que regresso aos mercados é bom para o país mas não é mérito do Governo
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3013108
Co-autor de relatório do FMI para Portugal despedido por fraude
http://rr.sapo.pt/informacao_detalhe.aspx?fid=27&did=93847
Por que vamos pagar ao professor Charrua
http://expresso.sapo.pt/por-que-vamos-pagar-ao-professor-charrua=f781463?utm_source=newsletter&utm_medium=mail&utm_campaign=newsletter&utm_content=2013-01-24
Freitas acha possível aumentar impostos aos mais ricos
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3013242
Perito alemão critica estratégia de Portugal para salários
http://www.dn.pt/inicio/economia/interior.aspx?content_id=3015261

Como os deputados justificam faltas por doença. Sim, são os mesmos que legislaram sobre a suspensão do vencimento nos 3 primeiros dias de um atestado médico!!!
Aqui está e fica claro, que "a palavra de deputado faz fé" porque legitimado pelo "cheque" passado pelos "senhores eleitores em dia de festa, quando não arraial, o dia das eleições. E eles, os senhores deputados, obviamente aproveitam a oportunidade, já que «quem parte e reparte e não fica com a melhor parte ou é burro ou não não tem arte». Ora arte é o que não lhes falta - uns verdadeiros artistas, artistas portugueses, pois então!
Então, para quê tanto "banzé", leia-se, manif's, greves, vigílias, ...? O mal está feito. Pior que isso, legitimado. E "legitimado pelo voto popular"!!! - como dizem eles depois e com razão, do alto do seu "poleiro", perdão, posto.
Pena é que sejam uns a pagar pelos erros dos outros, «o justo pelo pecador» - como sempre!!!

 

sexta-feira, 20 de julho de 2012

Uma análise divertida do Mundo

por Hernán Casciari*
 
Li uma vez que a Argentina não é nem melhor, nem pior que a Espanha, só que mais jovem. Gostei dessa teoria e aí inventei um truque para descobrir a idade dos países baseando-me no 'sistema cão'. Desde meninos nos explicam que para saber se um cão é jovem ou velho, deveríamos multiplicar a sua idade biológica por 7.
No caso de países temos que dividir a sua idade histórica por 14 para conhecer a sua correspondência humana. Confuso? Neste artigo exponho alguns exemplares reveladores.
A Argentina nasceu em 1816, assim sendo, já tem 190 anos. Se dividimos estes anos por 14, a Argentina tem 'humanamente' cerca de 13 anos e meio, ou seja, está na pré-adolescência. É rebelde, não tem memória, responde sem pensar e está cheia de acne.
Quase todos os países da América Latina têm a mesma idade, e como acontece nesses casos, eles formam gangues. A gangue do Mercosul é formada por quatro adolescentes que têm um conjunto de rock. Ensaiam numa garagem, fazem muito barulho, e jamais gravaram um disco.
A Venezuela, que já tem peitinhos, está querendo unir-se a eles para fazer o coro. Em realidade, como a maioria das mocinhas da sua idade, quer é sexo, neste caso com Brasil.
O México também é adolescente, mas com ascendente indígena. Por isso, ri pouco e não fuma nem um inofensivo baseado, como o resto dos seus amiguinhos. Mastiga coca, e se junta com os Estados Unidos, um retardado mental de 17 anos, que se dedica a atacar os meninos famintos de 6 anos em outros continentes.
No outro extremo, está a China milenária. Se dividirmos os seus 1.200 anos por 14 obtemos uma senhora de 85, conservadora, com cheiro a xixi de gato, que passa o dia comendo arroz porque não tem - ainda - dinheiro para comprar uma dentadura postiça. A China tem um neto de 8 anos, Taiwan, que lhe faz a vida impossível. Está divorciada faz tempo de Japão, um velho chato, que se juntou às Filipinas, uma jovem pirada, que sempre está disposta a qualquer aberração em troca de grana.
Depois, estão os países que são maiores de idade e saem com o BMW do pai. Por exemplo,Austrália e Canadá. Típicos países que cresceram ao amparo de papai Inglaterra e mamãe França, tiveram uma educação restrita e antiquada e agora se fingem de loucos.
A Austrália é uma babaca de pouco mais de 18 anos, que faz topless e sexo com a África do Sul.
O Canadá é um mocinho gay emancipado, que a qualquer momento pode adoptar o bébé da Groenlândia para formar uma dessas famílias alternativas que estão de moda.
A França é uma separada de 36 anos, mais prostituta que uma galinha, mas muito respeitada no âmbito profissional. Tem um filho de apenas 6 anos: Mónaco, que vai acabar virando gay ou bailarino... ou ambas coisas. É a amante esporádica da Alemanha, um caminhoneiro rico que está casado com a Áustria, que sabe que é chifruda, mas que não se importa.
A Itália é viúva faz muito tempo. Vive cuidando de São Marino e do Vaticano, dois filhos católicos gémeos idênticos. Esteve casada em segundas núpcias com Alemanha (por pouco tempo e tiveram a Suíça), mas agora não quer saber mais de homens. A Itália gostaria de ser uma mulher como a Bélgica: advogada, executiva independente, que usa calças e fala de política de igual para igual com os homens (a Bélgica também fantasia de vez em quando que sabe preparar esparguete).
A Espanha é a mulher mais linda de Europa (possivelmente a França se iguale a ela, mas perde espontaneidade por usar tanto perfume). É muito tetuda e quase sempre está bêbada. Geralmente se deixa enganar pela Inglaterra e depois a denuncia. A Espanha tem filhos por todas as partes (quase todos de 13 anos), que moram longe. Gosta muito deles, mas a perturbam quando têm fome, passam uma temporada na sua casa e assaltam sua geladeira.
Outro que tem filhos espalhados no mundo é a Inglaterra. Sai de barco de noite, transa com alguns babacas e nove meses depois, aparece uma nova ilha em alguma parte do mundo. Mas não fica de mal com ela. Em geral, as ilhas vivem com a mãe, mas a Inglaterra as alimenta.
A Escócia e a Irlanda, os irmãos da Inglaterra que moram no andar de cima, passam a vida inteira bêbados e nem sequer sabem jogar futebol. São a vergonha da família.
A Suécia e a Noruega são duas lésbicas de quase 40 anos, que estão bem de corpo, apesar da idade, mas não ligam para ninguém. Transam e trabalham, pois são formadas em alguma coisa. Às vezes, fazem trio com a Holanda (quando necessitam maconha, haxixe e heroína); outras vezes cutucam a Finlândia, que é um cara meio andrógino de 30 anos, que vive só em um apartamento sem mobília e passa o tempo falando pelo celular com a Coreia.
A Coreia (a do sul) vive de olho na sua irmã esquizóide. São gémeas, mas a do Norte tomou líquido amniótico quando saiu do útero e ficou estúpida. Passou a infância usando pistolas e agora, que vive só, é capaz de qualquer coisa. Estados Unidos, o retardadinho de 17 anos, a vigia muito, não por medo, mas porque quer pegar as suas pistolas.
Irão e Iraque eram dois primos de 16 que roubavam motos e vendiam as peças, até que um dia roubaram uma peça da motoca dos Estados Unidos e acabou o negócio para eles. Agora estão comendo lixo.
O mundo estava bem assim até que, um dia, a Rússia se juntou (sem casar) com a Perestroika e tiveram uma dúzia e meia de filhos. Todos esquisitos, alguns mongolóides, outros esquizofrénicos.
Faz uma semana, e por causa de um conflito com tiros e mortos, os habitantes sérios do mundo descobriram que tem um país que se chama Kabardino-Balkaria. É um país com bandeira, presidente, hino, flora, fauna... e até gente! Eu fico com medo quando aparecem países de pouca idade, assim de repente. Que saibamos deles por ter ouvido falar e ainda temos que fingir que sabíamos, para não passarmos por ignorantes.
Mas aí, eu pergunto: por que continuam nascendo países, se os que já existem ainda não funcionam?

E Portugal?
Por esta ordem de ideias Portugal será um "cota" de 62 anos, que não quer saber dos filhos que fora de horas teve em África de uma mãe trintona (todos agora com por volta dos dois anos e meio) enquanto se perde de amores pela enteada catorzinha que do outro lado do Atlântico se insinua emergente e tesuda ao som do Samba. Proxeneta por tradição, sendo o mais velho na Europa acha que os outros têm obrigação de o sustentarem, e para tal usa de todos os estratagemas e de chantagem emocional: quando necessário até canta o Fado.
Fabulosa localização com... "aquela janela virada para o mar"! Já para não falar das vinhas ancestrais que lhe crescem nas traseiras do quintal, do azeite das oliveiras que bordejam a propriedade, do peixinho fresco que só falta conhecer o caminho para o assador para ser perfeito!
Ah! À sua custa vivem duas belas filhas solteironas já quarentonas: uma toda virada para a ecologia, com uns olhos azuis lindos como lagoas; e a outra, muito rebelde, a ameaçar casar sempre que a mesada tarda. Ambas com um temperamento assaz vulcânico, prometem ainda dar que falar: a primeira tem sempre a cama feita para um jovem ricaço que a visita amiude de avião; e a segunda, de tão bela, dá-se ao luxo de nem se depilar da sua floresta laurissilva, recentemente eleita para Património Mundial da Humanidade.

* NOTA SOBRE O AUTOR:
Hernán Casciari nasceu em Mercedes (Buenos Aires), a 16 de Março de 1971.
Escritor e jornalista Argentino. É conhecido por seu trabalho ficcional na Internet, onde tem trabalhado na união entre literatura e blog, destacado na blognovela. A sua obra mais conhecida na rede, 'Weblog de una mujer gorda', foi editada em papel, com o título: 'Más respeto, que soy tu madre'.

sábado, 7 de janeiro de 2012

A LIÇÃO IRLANDESA

"(...) Depois de três anos em recessão, a Irlanda veio à tona e espera em 2012 um aumento do PIB em 1,6%. Em entrevista à Renascença, o embaixador da Irlanda em Portugal aconselha o país a apostar no turismo, na exportação de produtos tradicionais e na educação.(...)"

Percorram-se os vídeos nos respectivos números do link http://vmais.rr.sapo.pt/default.aspx#acr até se encontrar aquele com esse - "A lição irlandesa"- nome. Clicar e aprenda-se/perceba-se/conheça-se/exija-se/faça-se

A propósito:
O que tem a Holanda que nós não temos
DN de 04 Janeiro 2012

A transferência da sede do Grupo Jerónimo Martins para a Holanda constitui uma verdadeira chamada de atenção para a realidade económica nacional, em termos de falta de competitividade fiscal. É compreensível a indignação daqueles que acusam o capital de ser apátrida, de procurar o máximo proveito, sem um pingo de preocupação pelos superiores interesses do País, num momento de verdadeira emergência nacional. O que mais choca é esse contraste entre o frio pragmatismo do mundo dos negócios, sempre à procura de nova vantagem competitiva adicional, e a onda de sacrifícios fundos que o ajustamento do Orçamento do Estado e dos fatores de produção impõem, e vão continuar a impor, a quem vive (ou viveu) exclusivamente do seu trabalho por conta de outrem.
O capitalismo tem as suas regras de funcionamento, os seus protagonistas e as suas molas propulsoras do investimento, e, através dele, do emprego e do crescimento económico. Não adianta muito chamar-lhe nomes. O que ajuda é compreender em que contexto se situa a economia de Portugal: por mais que a generalidade da população ainda não tenha interiorizado a situação, de facto, o mercado interno de Portugal tem o tamanho do continente europeu. É nesse espaço que se tem de promover a aproximação (para não dizer, a harmonização) fiscal, condição para criar regras menos desiguais em termos de competitividade empresarial.
Esse desiderato, que Merkel e Sarkozy erigem como prioridade para a governação económica da UE, não é de hoje. Há muitos anos que vem sendo posto na sua agenda política, sem êxito. Porque os países mais agressivos, com IRC mais baixo, não abrem mão da sua vantagem relativa. Harmonizar, seria, assim, sinónimo de redução generalizada dos impostos sobre as empresas. Esse caminho está vedado, por razões orçamentais, em Portugal, por vários anos. Quando Passos Coelho afirmou, em entrevista, querer baixar impostos, a partir de 2015, era nisto que ele estava a pensar.
A quase totalidade das 20 empresas cotadas em bolsa no PSI-20 está na mesma situação da Jerónimo Martins - naturalizada holandesa. Esse é mais um espelho implacável, que reflete a distância entre o que somos e o que gostaríamos de ser. E o que podemos agora fazer.

Alexandre Soares dos Santos não deixa de ter razão quando fala em "passividade", "sociedade civil", "avestruz", "exigir":
Presidente do grupo Jerónimo Martins
“Não é destituindo Governos sucessivamente que o país vai lá”
Jornal Público de 09.04.2011 - 10:09 Por Lusa
(...)
O “homem forte” do grupo que detém o Pingo Doce começou por fazer uma “análise” à situação “preocupante” de Portugal.
“O país vai mal”, afirmou e apresentou quatro motivos para a situação de Portugal: “inércia, incompetência, falta de sentido de Estado e passividade da sociedade civil”.
Para Alexandre Soares dos Santos, “a sociedade viu nascer uma crise política, social e financeira mas escondeu a cabeça na areia, como a avestruz”.
Esta “passividade” é sinal, explicou, de “que se tem vindo a perder a noção de ética e do comportamento social responsável”.
Alexandre Soares dos Santos afirmou que o “caminho” passa por “forçar quem de direito a apresentar soluções sérias” (...). No entanto, explicou, “também é tempo de exigir que os impostos cobrados sejam bem aplicados e exigir aos governos que cumpram aquilo que prometem”.
Sobre os partidos políticos, Alexandre Soares dos Santos, afirmou que estes “não representam o país” mas que a “culpa” é da sociedade civil “que não se faz ouvir”.
(...)