Magnificamente fotografada, “A vida invisível” bebe do mistério que Vítor Gonçalves afirma ser o da sua vida no cinema, num registo que gere a sombra e a luz, a cor e a sua quase ausência nos mistérios, nos segredos e nas revelações da existência de Hugo. Alguém, como tantos de nós por um momento na vida, que a sente longe do seu alcance, um quase ninguém, como se, objetivamente estando vivo, não fosse porém capaz de o sentir. Continuar a ler (vídeo + imagens)…
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
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quarta-feira, 11 de junho de 2014
segunda-feira, 5 de maio de 2014
CINEMA: O ato de matar
“O ato de matar” é um documento impressionante e de dificílima digestão que nos obriga a pensar, da mais séria e dura forma, sobre os limites da (des)humanidade e, inevitavelmente, sem vislumbre de arrependimento, sobre a possibilidade de perdão. O filme interessa sobretudo pelos dois tipos de reflexão que oferece: uma, certamente a mais óbvia e terrível, sobre o conteúdo; e outra, menos evidente mas igualmente importante, sobre a sua forma. No que respeita a esta última, vale a pena ter em atenção que, no cinema, um realizador atua sempre. Mesmo por omissão. Pois a forma como câmara e sujeito se encontram é sempre sua opção. E sabe, desde logo, que um encontro entre duas pessoas não é o mesmo que um encontro entre alguém e uma câmara. É nesse sentido que a liberdade conferida aos testemunhos que aqui se apresentam, com a particularidade de cada um representar a sua memória e a relação de consentimento com os seus tenebrosos atos de forma própria, pode (e deveria) ser, mais que estética, eticamente discutida. Continuar a ler…
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terça-feira, 22 de abril de 2014
CINEMA: "Por aqueles em perigo"
De origem escocesa, e evocando sempre algo de biográfico nos seus filmes, Paul Wright tem manifestado, na sua ainda curta carreira de realizador e argumentista, particular interesse por temas que sondam a busca do sentido da vida, mesmo em registos diferentes com referências peculiares à existência de um deus peculiar e marcante na sua filmografia. Com todas as suas poucas obras reconhecidas quer em festivais quer por prémios do cinema, como os prestigiados BAFTA, da Academia Britânica de Cinema, Locarno, Berlim ou Miami, Wright estreia nos ecrãs nacionais, em distribuição moderada, com “Por Aqueles em Perigo”. Por dentro de uma viagem de luto, reconciliação e descoberta, o filme explora razoavelmente as potencialidades do cinema, quer pela envolvência visual que nos oferece, quer pela intimidade conseguida entre protagonista e espetador. Continuar a ler…
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segunda-feira, 31 de março de 2014
CINEMA: "O sonho de Wadjda", "O Filho de Deus"
Wadjda, uma menina de dez anos de idade, vive num subúrbio de Riade, capital da Arábia Saudita. Não obstante o conservadorismo da sua família, que preza o recato da mulher desde o nascimento, Wadjda é uma criança extrovertida, afoita e decidida, a quem é difícil impor limites na sua condição feminina e visão infantil. Primeiro filme realizado por uma mulher na história do cinema da Arábia Saudita, “O Sonho de Wadjda” é uma proposta atraente para um Ocidente com vasta criação cinematográfica no feminino. Haifaa Al-Mansour, oitava filha do poeta Abdul Rahman Mansour, cresceu com a sétima arte graças à visão do seu pai e a um circuito maioritariamente clandestino de vídeo, num reino, o segundo maior estado do mundo árabe, onde não existem salas de cinema. Bom mote para o diálogo inter-religioso, “O Sonho de Wadjda” ganha pelo sentido positivo que prevalece no tratamento de uma realidade certamente trágica para as mulheres que ousem desafiar o código moral sob o qual nasceram, pela integridade da protagonista e pela justa combinação de vigor e elegância na construção narrativa.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/o_sonho_de_wadjda.html
O Filho de Deus
Um ano após investir na produção da série televisiva “A Bíblia”, popularizada pela participação do ator português Diogo Morgado, que assume o personagem de Cristo, o produtor Mark Burnett decidiu arriscar a estreia em cinema de parte dessa empreitada, na quota respeitante à vida de Jesus. Na sucessão de cenas é difícil apreender as motivações profundas de “O Filho de Deus”, com um Jesus simpático, amável com as crianças, misericordioso, mas sem que se vislumbre qualquer densidade espiritual. Onde está a construção do personagem? Onde está a sua identidade profunda? Christopher Spencer propõe uma fraca encarnação do Verbo, num Jesus a quem se tenta compensar a falta de carisma pelo estilo à vez declarativo, imperativo ou malandro, numa candura francamente artificial e, por vezes, deslocada do dramatismo que atravessa cada passo da narrativa evangélica.
Ler mais em:
http://www.snpcultura.org/o_Filho_de_Deus.html
O Filho de Deus
Um ano após investir na produção da série televisiva “A Bíblia”, popularizada pela participação do ator português Diogo Morgado, que assume o personagem de Cristo, o produtor Mark Burnett decidiu arriscar a estreia em cinema de parte dessa empreitada, na quota respeitante à vida de Jesus. Na sucessão de cenas é difícil apreender as motivações profundas de “O Filho de Deus”, com um Jesus simpático, amável com as crianças, misericordioso, mas sem que se vislumbre qualquer densidade espiritual. Onde está a construção do personagem? Onde está a sua identidade profunda? Christopher Spencer propõe uma fraca encarnação do Verbo, num Jesus a quem se tenta compensar a falta de carisma pelo estilo à vez declarativo, imperativo ou malandro, numa candura francamente artificial e, por vezes, deslocada do dramatismo que atravessa cada passo da narrativa evangélica.
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segunda-feira, 24 de março de 2014
CINEMA: "Mel"
O fino limite que separa este dos outros casos que até então não questionava, agora tornado evidente, e a inquietude provocada pela explícita ausência do sentido da vida, também camuflada e latente em si própria, transformam a missão de morte de “Mel” numa missão de vida. Ausente de uma referência explícita a Deus, e independentemente do desfecho do filme, é quase impossível não sentir o sopro que impele uma ex-modelo, atriz, nascida no seio de uma família de pintores e músicos onde se combinam sangue e cultura germânica, grega, italiana, francesa e egípcia, a realizar a sua primeira longa metragem sobre temas tão delicado e atuais. Que antes do suicídio assistido são os da solidão, o da débil implicação humana, uns com e para os outros, a ausência de significado e sentido da vida, e o estado terminal de sofrimento em que muitos são colocados por todas aquelas causas.
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segunda-feira, 10 de fevereiro de 2014
CINEMA: "Filomena"
O filme, bem construído e gerido, contando já com uma enorme popularidade e um palmarés assinalável, de que se destaca o Prémio Signis (Associação Católica Mundial para a Comunicação) em Veneza, beneficia enormemente da interpretação de Judi Dench, que dá à protagonista a profunda dimensão dramática da sua história. Eis um filme que não se esgota nem no tema, nem na época, nem no contexto geográfico que aborda: além da questão concreta da maternidade fora do matrimónio, que desejavelmente fará refletir sobre a diversidade de contextos que a propiciam, a narrativa evoca a prioridade a dar aos filhos, a par do amor e da caridade. Philomena Lee encontrou-se na quarta-feira com o papa Francisco, a quem pediu ajuda na campanha, liderada por si, que procura voltar a juntar pais e filhos forçados a separarem-se, e apela ao governo da Irlanda que autorize o acesso a informações secretas sobre crianças tiradas aos familiares e entregues para adoção.
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sexta-feira, 8 de novembro de 2013
CINEMA: Nunca desistas
“Nunca Desistas” é a terceira longa metragem de Daniel Barnz, e a terceira vez, depois “No País das Maravilhas” e “Beastly – O Feitiço do Amor”, que o realizador norte-americano exprime a sua preocupação com a questão da inclusão/exclusão numa sociedade que teima em promover padrões de normalidade próximos de uma perfeição superficial, utópica e desumanizadora. Aqui, numa história de luta por um sistema educativo mais justo que conta com mais um notável desempenho de Viola Davis (“As Serviçais” e “Dúvida”), Barnz foca com razoável interesse um caso que, embora baseado numa realidade circunscrita a um estado norte-americano (uma lei que permite aos encarregados de educação participação ativa e efetiva na gestão da escola), desperta interesse além fronteiras. É o caso de Portugal, onde a resposta à inclusão de crianças com dificuldades de aprendizagem, abrangendo um vastíssimo espectro de obstáculos ao sucesso escolar e pessoal dos alunos, está longe de encontrar resposta na escolaridade obrigatória.
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segunda-feira, 12 de agosto de 2013
CINEMA: "A gaiola dourada"
Se é provável que no fim do filme nem todos os espetadores acusem uma ideia muito diferente da que já tinham sobre os visados, a verdade é que o filme resulta como simpática e devida homenagem a uma geração de portugueses que lutam além fronteiras, não apenas por uma vida melhor mas contra os estereótipos que no país de origem e de destino lhe são colados. Homenagem que não esquece o seu sentido de dignidade e a fina sabedoria de vida que os faz lidar com a gestão dos sentimentos de pertença e não pertença a duas culturas e geografias a que não se acomodaram.
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sexta-feira, 21 de junho de 2013
CINEMA: Paulo VI, o papa na tempestade
Eleito precisamente há 50 anos, a 21 de junho de 1963, é a Paulo VI que cabe consolidar a principal demanda do seu antecessor, João XXIII, reabrindo o Concílio Vaticano II (1962-1965) e assumindo a árdua tarefa da interpretação e implementação dos seus pressupostos. Um processo que exige uma delicada gestão de sensibilidades e expetativas dentro e fora da Igreja, ante reformas que iriam afetar praticamente todas as áreas da vida religiosa, social, política e económica mundial. Esta minissérie não esgota a reflexão sobre as questões relacionadas com Paulo VI, e por se tratar de uma obra de ficção, e não de um documentário, não dispensa uma aferição de alguns dos episódios narrados que deixem clara a componente ficcional e real. Mas, mesmo com as suas deficiências de tradução e legendagem, pode fornecer um bom enquadramento e ponto de partida para o conhecimento do papa Montini. Veja aqui, integralmente:
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quarta-feira, 10 de abril de 2013
CINEMA: Terra Prometida
Trazendo a lume uma velha, pertinente e nada consensual questão sobre a racionalidade do uso dos recursos naturais, Gus Van Sant propõe em ‘Terra Prometida’ uma reflexão sobre os custos e benefícios da exploração do gás natural que, embora focalizada numa região dos Estados Unidos, abrange uma discussão a nível planetário. Com uma realização escorreita e um naipe de excelentes atores, os argumentos de Van Sant pendem de forma muito evidente para a perspetiva ambientalista, o que apesar da agilidade com que o seu mais recente filme se desenvolve, não chegará para minimizar o alcance mundial da questão, num mundo, que apesar das convenções, acordos e regras que se vão estabelecendo entre países, continua a ser explorado de forma bastante desigual…
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quinta-feira, 4 de abril de 2013
CINEMA: Os Croods
Na pré-história os Croods são uma família de seis que vive ao abrigo do sentido de proteção do patriarca. Confinando-os à caverna onde habitam e a uma escassa área em seu redor, Grug, o pai, crê ser esta a melhor forma de cuidar dos seus, não os expondo a nenhum tipo de ameaça… desnecessária. o filme cumpre uma fórmula certeira com a passagem de uma mensagem positiva relativamente à disponibilidade para o desconhecido e à importância de se sair da zona de conforto para se poder ir mais longe – como pessoa e como família. Rejeitando o heroísmo individualista e transformando o que parece ser “o fim” num surpreendente “reinício”. O que nos tempos que correm faz bom sentido.
Ler mais em: http://www.snpcultura.org/os_croods.html
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segunda-feira, 25 de março de 2013
CINEMA: Um filme para a Quaresma: "O grande silêncio"
«Uma obra magnífica, um momento único de meditação, um mergulho no coração do mistério dos Cartuxos» (La Croix). «É preciso entrar no filme como se se recolhe em oração. As imagens conduzem-nos a uma misteriosa peregrinação interior» (Panorama). «Uma viagem à fronteira do absoluto. Das celas à capela, dos trabalhos quotidianos aos serviços, o realizador entra na intimidade dos solitários de Deus» (Pélerin). "O grande silêncio", que desvela «um nada onde tudo se pode revelar», é o terceiro filme que Margarida Ataíde propõe para esta Quaresma.
O Grande Silêncio é o primeiro filme sobre a vida interior da Grande Chartreuse, casa-mãe da Ordem dos Cartuxos, uma meditação silenciosa sobre a vida monástica. Dezassete anos depois de ter pedido autorização para filmar no mosteiro, é dada autorização para entrar ao realizador, que filmará a vida interior dos monges cartuxos. Sem música à excepção dos cânticos do mosteiro, sem entrevistas, nem comentários, ou artifícios. Evocam-se unicamente a passagem do tempo, das estações, os elementos repetidos incessantemente durante o dia ou as orações. Um filme sobre a presença do absoluto e a vida de homens que dedicam a sua existência a Deus. O filme ganhou os Prémios de Melhor Documentário no Festival de Sundance e nos Prémios Europeus do Cinema." (in Cinecartaz - PÚBLICO).
Os monges cartuxos, que ainda podem ser encontrados em Portugal, na Cartuxa de Évora, formam a ordem fundada por S. Bruno em 1084. São eremitas que vivem em comunidade, em silêncio e contemplação.
Aquele que persevera firme na cela e por ela é formado, tende a que todo o conjunto de sua vida se unifique e converta numa constante oração. Mas não poderá entrar neste repouso sem ter-se exercitado no esforço de duro combate, já pelas austeridades nas que se mantém por familiaridade com a cruz, já pelas visitas do Senhor mediante as quais o prova como ouro no crisol. Assim, purificado pela paciência, consolado e robustecido pela assídua meditação das Escrituras, e introduzido no profundo de seu coração pela graça do Espírito, poderá já não só servir a Deus, senão também unir-se a Ele. (Estatutos da Ordem dos Cartuxos 3, 2)
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segunda-feira, 11 de fevereiro de 2013
CINEMA: The Master - O Mentor
“The Master- O Mentor” é a mais impressionante prova do fascínio de Paul Thomas Andersen pela complexidade da mente e do espírito humanos, numa abordagem extraordinariamente sensível e ao mesmo tempo crua sobre a possibilidade, não declarada, de salvação da alma. Não explícita mas implicitamente conotado com a Cientologia, o filme interessa menos pela polémica que esta questão levanta do que pela cuidadosa forma como expõe a fragilidade e o sofrimento humanos, magnificamente encarnados por Joaquin Phoenix e muito assentes no abandono afetivo. É notável a realização de Anderson e o trabalho de equipa, numa obra bem estruturada e contextualizada, apaixonante, difícil e inquietante, com excelentes desempenhos.
Ler mais em: http://www.snpcultura.org/the_master_o_mentor.html
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quinta-feira, 6 de setembro de 2012
CINEMA: As crianças de Paris: uma história real de resistência e esperança
Paris, julho de 1942. Numa operação sem precedentes, o governo de Vichy desencadeia a tenebrosa ação de detenção de judeus que ficará conhecida na história como “La Rafle du Vel d’Hiv” (a Razia do Velódromo de Inverno). Pela resiliência, solidariedade, pelo inequívoco amor, “As Crianças de Paris” é uma evocação sensível e tocante do perecimento de uns e sobrevivência de outros, que mesmo evidenciando as manobras e o estado de alienação política que conduzirão à tragédia, onde a plenitude humana de fato se perde, se empenha fortemente em revelar a capacidade de algumas vítimas e envolvidos transcenderem o medo, a intimidação e a morte.
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segunda-feira, 20 de agosto de 2012
FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (19)
E agora, onde vamos?
Numa aldeola algures no Líbano cristãos e muçulmanos vivem lado a lado tentando modernizar o seu sistema de comunicações. Enquanto os mais novos se desdobram por fazer chegar a emissão televisiva a todos, por meios rocambolescos e em sessões comunitárias sob patrocínio do chefe da aldeia, homens e mulheres distribuem-se respetivamente pelo café e a cozinha, onde são aferidas as atualidades locais.
Uma convivência pacífica assente no equilíbrio dos costumes locais que os dois líderes religiosos procuram manter, longe da guerra que há muito assola o país.
Ler mais em http://www.snpcultura.org/e_agora_onde_vamos.html
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sábado, 18 de agosto de 2012
FÉRIAS (d)e VERÃO com CINEMA (17)
Cosmopolis
Em 2000 Eric M. Parker é um bilionário de 28 anos que personifica o paradigma do nosso tempo: o poder construído sobre o domínio da informação, a gestão da informação gerida ao nanossegundo, a integridade física e emocional obsessivamente protegida por uma redoma que o mantém intocável. Na vertigem do domínio sobre os mercados, pessoas e todas as coisas, para as quais criou uma noção de equilíbrio, Parker reconhece no entanto o desejo do intangível e a existência de algo que falhou na ambicionada perfeição, que o leva agora a procurar, mais que uma explicação, um sentido. O tempo escapa-se-lhe e a exposição é inevitável.
Ler mais em http://www.snpcultura.org/cosmopolis.html
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