"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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terça-feira, 18 de fevereiro de 2020

ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: A «principal ameaça cultural é a ideologia de género», e «a eutanásia é tudo menos prudente»

Se é verdade que há tradições hoje «anacrónicas», nem tudo o que vem do passado «é obscurantismo», pelo que é no balanceamento «entre inovação e tradição que nos devemos manter». Contrariamente a esta ótica, é «extraordinário» o facto de «uma coisa tão seminal na cultura ocidental como o sermão da montanha não ser conhecido», afirmou Henrique Monteiro no Encontro Nacional de Referentes da Pastoral da Cultura AQUI.

quarta-feira, 27 de novembro de 2013

CINEMA: "Histórias que contamos":

Todas as famílias têm a sua história, e é pelo mais genuíno desejo de preservação de si mesmas, do seu património imaterial, que os mais velhos partilham partes de si com os mais novos, confiando-lhes a missão de desafiar as leis do tempo, sedimentando uma identidade coletiva que os manterá solidamente unidos para sempre, e para sempre inscritos no relato da humanidade. “Histórias que contamos” é um documentário e um legado que inscreve na história do cinema e da humanidade a demanda duma mulher do nosso tempo em busca da sua mãe, feita de lugares, testemunhos e memórias plurais, passados mais ou menos remotos evocados de modo próprio que, entretecido em registos diversos, a conduz, e a nós, por caminhos imprevistos: as revelações sucedem-se e comportam verdades dolorosas sobre a identidade de Sarah Polley, a realizadora.
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terça-feira, 23 de julho de 2013

CINEMA: "A Batalha de Tabatô": entre guerra e paz, amor e cultura, passado e futuro

“A Batalha de Tabatô”, obra entre o documental e a ficção, fortemente enraizada na essência identitária de uma aldeia de músicos que cumpre a arte musical como vivência e garante da harmonia entre as pessoas – cada qual com seu lugar, todas juntas numa sintonia possível –, é uma incrível metáfora da atual situação da Guiné: inclui o peso e o horror da guerra, explicitado no trauma de uma personagem que não se consegue libertar dessa memória, e aponta o amor e a arte como claros caminhos de resgate, se não de cada personagem, da alma de um povo. Pelo pulsar de uma cinematografia bem viva e atenta ao mundo que somos, “A Batalha de Tabatô” vem, mais uma vez, provar a qualidade do cinema português, para o qual urge divulgação, reflexão, mobilização e investimento.
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sexta-feira, 11 de janeiro de 2013

REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: Metamorfose do diálogo

Não nos faltará, todavia, um pouco daquela “admiratio/contemplatio” que outrora suscitava as grandes interrogações das origens? No fundo, encontramo-nos todos a tentar vislumbrar um novo horizonte que suscite o desejo de conhecer visceralmente: «o que é o homem para te lembrares dele, o filho do homem para com ele te preocupares?» (Sl 8,5). E «quem dizem os homens que eu sou?» (Mc 8); ou ainda pelo timbre de Álvaro Campos: «Tive um passado? Tenho um presente? Terei um futuro? Sem dúvida» (in “Poemas”), há aqui metafísica e oração quanto bastem! Em tem tudo isto prevalece uma intuição original sobre a bondade da procura e a gratuidade do tempo. Propor a metáfora como via de «propensão para o sentido» (Pedro Cabrita) e de educação dos sentidos afetivos – que é transversal a todos os discursos e modos de vida, à religião, à ciência, à arte, ao senso comum – é abrir um espaço para a compreensibilidade de mundivisões aparentemente distantes.