A mediocridade, no fim de contas, rende. Quando alguém aceita este moderno mandamento é, de alguma forma, remunerado pela sociedade ou pelo grupo a que pertence, que o acolhe precisamente porque não lhe perturba o sistema. Quem, pelo contrário, de alguma forma se opõe à mediocridade, mesmo sem proclamações particulares, simplesmente porque não renuncia à sua identidade de valores, esse é um espinho no grupo, perturba-lhe o equilíbrio e coloca o sistema em crise, ou recorda implicitamente a todos aquilo que cada um é chamado a ser. Ou, em termos ainda mais positivos, relembra a todos que a pessoa só é feliz quando dá o máximo de si. Para saber mais clicar AQUI.
«O êxito de um bom dito reside no ouvido daquele que o escuta, não daquele que o pronuncia» (Shakespeare)
"Porquê?" & "Para quê?"
Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!
«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.
Mostrar mensagens com a etiqueta Homens. Mostrar todas as mensagens
Mostrar mensagens com a etiqueta Homens. Mostrar todas as mensagens
quinta-feira, 8 de julho de 2021
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: «A grande desgraça deste mundo não é haver pessoas sem-Deus, mas que sejamos cristãos tão medíocres»
Etiquetas:
“Evangelii gaudium”,
cristãos,
Domenico Marrone,
Homens,
igreja,
mediocridade,
Meditação,
Mundo,
Papa Francisco,
pensamento,
reflexão,
Settimana News,
SNPC,
Sociedade,
valores,
Vida
terça-feira, 18 de fevereiro de 2020
ATENÇÃO/REFLEXÃO/MEDITAÇÃO: A «principal ameaça cultural é a ideologia de género», e «a eutanásia é tudo menos prudente»
Se é verdade que há tradições hoje «anacrónicas», nem tudo o que vem do passado «é obscurantismo», pelo que é no balanceamento «entre inovação e tradição que nos devemos manter». Contrariamente a esta ótica, é «extraordinário» o facto de «uma coisa tão seminal na cultura ocidental como o sermão da montanha não ser conhecido», afirmou Henrique Monteiro no Encontro Nacional de Referentes da Pastoral da Cultura AQUI.
Etiquetas:
"ideologia de género",
13.º Encontro Nacional de Referentes da Pastoral da Cultura,
ciência,
espírito,
eutanásia,
Henrique Monteiro,
Homens,
Meditação,
mulheres,
passado,
sermão da montanha,
tradições
quarta-feira, 19 de julho de 2017
REFLEXÃO/MEDITAÇÃO/ATENÇÃO: Pensamentos (7)
* Um gato encurralado transforma-se num leão.
* A alegria é para todo o mal remédio universal.
* A amar e a rezar, a ninguém se pode obrigar.
* Uma casa não pode ser governada sem diálogo.
* A amizade contraída à mesa entre copos é frágil como o vidro.
* Uma arma é inimiga até para o seu dono.
* Os homens entendem-se pelas palavras e os burros aos coices.
* As boas maneiras distinguem os homens dos animais.
* O silêncio é de ouro e muitas vezes é resposta.
* Nunca foi um bom amigo quem por pouco quebrou a amizade.
* Devemos aprender durante toda a vida, sem imaginar que a sabedoria vem com a velhice.
* A alegria é para todo o mal remédio universal.
* A amar e a rezar, a ninguém se pode obrigar.
* Uma casa não pode ser governada sem diálogo.
* A amizade contraída à mesa entre copos é frágil como o vidro.
* Uma arma é inimiga até para o seu dono.
* Os homens entendem-se pelas palavras e os burros aos coices.
* As boas maneiras distinguem os homens dos animais.
* O silêncio é de ouro e muitas vezes é resposta.
* Nunca foi um bom amigo quem por pouco quebrou a amizade.
* Devemos aprender durante toda a vida, sem imaginar que a sabedoria vem com a velhice.
terça-feira, 20 de junho de 2017
EFEMÉRIDE: "DIA MUNDIAL do REFUGIADO" hoje, 20 de junho
Lembra-te que eles são homens, mulheres e crianças, refugiados, torturados, abusados, sem lugar neste mundo.
Sem o exemplo as palavras são vazias. E quando o exemplo, em anexo, vem de cima? Maravilha! Como maravilhosa é esta "Gente Feliz com Fé” AQUI relatada.
Eu&tu o que podemos e devemos fazer?
Etiquetas:
"DIA MUNDIAL do REFUGIADO",
"Gente feliz com fé",
20 de junho,
abusados,
Ângela Roque,
crentes,
edição das Paulinas,
Fé,
Homens,
leitura,
livro,
mulheres e crianças,
refugiados,
Sociedade,
torturados
domingo, 22 de maio de 2016
PALAVRA DE DOMINGO: Contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la: EUCARISTIA, LITURGIA & VIDA!
Considerando:
1. "Três qualidades essenciais de uma homilia: Positiva, concreta, profética"
2. "A Palavra de Deus no quotidiano da vida eclesial"
3. "A autora recorda sobretudo a homilia dessa eucaristia, que não fez “lembrar nada a imagem da Igreja” que tinha “de pequenina”, e que a fez afastar-se depois de fazer a “primeira comunhão”. Ler mais em:
4. "Os leitores mais atentos poderão confirmar se o Papa Francisco é coerente quando exige qualidade nas homilias como fez na exortação apostólica "A alegria do Evangelho" e a sua prática nas missas que celebra em Santa Marta. Basta ler o livro que reproduz muitas daquelas saborosas homilias feriais" - Pe. Rui Osório in JN de 11/1/2015 - "A verdade é um encontro", http://www.paulinas.pt/Product _Detail.aspx?code=1977
5. Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias
5. Pregação «não é um sermão sobre um tema abstrato»: Vaticano apresenta diretório sobre homilias
6. Diretório homilético: Para falar de fé e beleza mesmo quando não se é «grande orador»
Então:
Domingo da Santíssima Trindade
A Solenidade que hoje celebrámos não é um convite a decifrar o mistério que se esconde por detrás de “um Deus em três pessoas”; mas é um convite a contemplar o Deus que é amor, que é família, que é comunidade e que criou os homens para os fazer comungar nesse mistério de amor.
A primeira leitura sugere-nos a contemplação do Deus criador. A sua bondade e o seu amor estão inscritos e manifestam-se aos homens na beleza e na harmonia das obras criadas (Jesus Cristo é “sabedoria” de Deus e o grande revelador do amor do Pai).
A segunda leitura convida-nos a contemplar o Deus que nos ama e que, por isso, nos
“justifica”, de forma gratuita e incondicional. É através do Filho que os dons de
Deus/Pai se derramam sobre nós e nos oferecem a vida em plenitude.
O Evangelho convoca-nos, outra vez, para contemplar o amor do Pai, que se manifesta na doação e na entrega do Filho e que continua a acompanhar a nossa caminhada histórica através do Espírito. A meta final desta “história de amor” é a nossa inserção plena na comunhão com o Deus/amor, com o Deus/família, com o Deus/comunidade.
EVANGELHO – Jo 16,12-15
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Tenho ainda muitas coisas para vos dizer, mas não as podeis compreender agora. Quando vier o Espírito da verdade,
Ele vos guiará para a verdade plena;
porque não falará de Si mesmo, mas dirá tudo o que tiver ouvido
e vos anunciará o que está para vir. Ele Me glorificará,
porque receberá do que é meu e vo-lo anunciará.
Tudo o que o Pai tem é meu.
Por isso vos disse
que Ele receberá do que é meu e vo-lo anunciará».
AMBIENTE
Estamos no contexto da última ceia e do discurso de despedida que antecede a “hora” de Jesus.
Depois de constituir a comunidade do amor e do serviço (cf. Jo 13,1-17) e de apresentar o mandamento fundamental que deve dar corpo à vida dessa comunidade (cf. Jo 15,9-17), Jesus vai definir a missão da comunidade no mundo: testemunhar acerca de Jesus, com a ajuda do Espírito (cf. Jo 15,26-27).
Jesus avisa, no entanto, que o caminho do testemunho deparará com a oposição decidida da religião estabelecida e dos poderes de morte que dominam o mundo (cf. Jo 16,1-4a); mas os discípulos contarão com o Espírito: Ele ajudá-los-á e dar-lhes-á segurança no meio da perseguição (cf. Jo 16,8-11). De resto, a comunidade em marcha pela história encontrar-se-á muitas vezes diante de circunstâncias históricas novas, diante das quais terá de tomar decisões práticas: também aí se verá a presença do Espírito, que ajudará a responder aos novos desafios e a interpretar as circunstâncias à luz da mensagem de Jesus (cf. Jo 16,12-15).
MENSAGEM
O tema fundamental desta leitura tem, portanto, a ver com a ajuda do Espírito aos discípulos em caminhada pelo mundo.
Jesus começa por dizer aos discípulos que há muitas outras coisas que eles não podem compreender de momento (vers. 12). Será o “Espírito da verdade” que guiará os discípulos para a verdade, que comunicará tudo o que ouvir a Jesus e que interpretará o que está para vir (vers. 13). Isto significa que Jesus não revelou tudo o que havia para revelar ou que a sua proposta de salvação/libertação ficou incompleta?
De forma nenhuma. As palavras de Jesus acerca da acção do Espírito referem-se ao tempo da existência cristã no mundo, ao tempo que vai desde a morte de Jesus até à “parusia”. Como será possível aos discípulos, no tempo da Igreja, continuar a captar, na fé, a Palavra de Jesus e a guiar a vida por ela? A resposta de Jesus é: “pelo Espírito da verdade, que fará com que a minha proposta continue a ecoar todos os dias na vida da comunidade e no coração de cada crente; além disso, o Espírito ensinar-vos-á a entender a nova ordem que se segue à cruz e à ressurreição e a discernir, a partir das circunstâncias concretas diante das quais a vida vos vai colocar, como proceder para continuar fiel às minhas propostas”. O Espírito não apresentará uma doutrina nova, mas fará com que a Palavra de Jesus seja sempre a referência da comunidade em caminhada pelo mundo e que essa comunidade saiba aplicar a cada circunstância nova que a vida apresentar, a proposta de Jesus.
Aonde irá o Espírito buscar essa verdade que vai transmitir continuamente aos discípulos? A resposta é: ao próprio Jesus (“receberá do que é meu e vo-lo anunciará” – vers. 14). Assim, Jesus continuará em comunhão, em sintonia com os discípulos, comunicando-lhes a sua vida e o seu amor. Tal é a função do Espírito: realizar a comunhão entre Jesus e os discípulos em marcha pela história.
A última expressão deste texto (vers. 15) sublinha a comunhão existente entre o Pai e o Filho. Essa comunhão atesta a unidade entre o plano salvador do Pai, proposto nas palavras de Jesus e tornado realidade na vida da Igreja, por acção do Espírito.
ACTUALIZAÇÃO
Considerar os seguintes desenvolvimentos:
♦ O Espírito aparece, aqui, como presença divina na caminhada da comunidade cristã, como essa realidade que potencia a fidelidade dinâmica dos crentes às propostas que o Pai, através de Jesus, fez aos homens. A Igreja de que fazemos parte tem sabido estar atenta, na sua caminhada histórica, às interpelações do Espírito? Ela tem procurado, com a ajuda do Espírito, captar a Palavra eterna de Jesus e deixar-se guiar por ela? Tem sabido, com a ajuda do Espírito, continuar em comunhão com Jesus? Tem-se esforçado, com a ajuda do Espírito, por responder às interpelações da história e por actualizar, face aos novos desafios que o mundo lhe coloca, a proposta de Jesus?
♦ Sobretudo, somos convidados a contemplar o mistério de um Deus que é amor e que, através do plano de salvação/libertação do Pai, tornado realidade viva e humana em Jesus, e continuado pelo Espírito presente na caminhada dos crentes, nos conduz para a vida plena do amor e da felicidade total – a vida do Homem Novo, a vida da comunhão e do amor em plenitude.
♦ A celebração da Solenidade da Trindade não pode ser a tentativa de compreender e decifrar essa estranha charada de “um em três”. Mas deve ser, sobretudo, a contemplação de um Deus que é amor e que é, portanto, comunidade. Dizer que há três pessoas em Deus, como há três pessoas numa família – pai, mãe e filho – é afirmar três deuses e é negar a fé; inversamente, dizer que o Pai, o Filho e o Espírito são três formas de apresentar o mesmo Deus, como três fotografias do mesmo rosto, é negar a distinção das três pessoas e é, também, negar a fé. A natureza divina de um Deus amor, de um Deus família, de um Deus comunidade, expressa-se na nossa linguagem imperfeita das três pessoas. O Deus família torna-se trindade de pessoas distintas, porém unidas. Chegados aqui, temos de parar, porque a nossa linguagem finita e humana não consegue “dizer” o mistério de Deus.
♦ As nossas comunidades cristãs são, realmente, a expressão desse Deus que é amor e que é comunidade – onde a unidade significa amor verdadeiro, que respeita a identidade e a especificidade do outro, numa experiência verdadeira de amor, de partilha, de família, de comunidade?
Trindade, comunhão de amor, fluxo de vida divina
No fim de um dia podes nunca ter pensado em Deus, nunca teres pronunciado o seu nome. Mas se criaste laços, se causaste alegria a alguém, se levaste a tua comunhão, então fizeste a mais bela profissão de fé na Trindade. Para saber mais, clicar AQUI.
A Trindade tem um coração: chama-se amor, e configura pessoa, Igreja e sociedade
Trata-se de encontrar uma analogia da vida capaz de nos conectar com a Trindade. Mas trata-se também de uma questão de experiência vivida. É nesta demanda que o amor surge como essa grande analogia que, de entre «as muitas trindades conhecidas por experiência», nos permite ver como na nossa experiência tocamos algo da lógica trinitária de Deus. Para saber mais, clicar AQUI.
Pela experiência do outro visitamos e somos visitados pela Trindade divina
Ser-com-o-outro «com-porta» sempre qualquer coisa de ascético. Nisto a espontaneidade não basta. Requer-se ainda uma liberdade empenhada em converter o ser-com-o-outro num efetivo ser-para-o-outro e ser-a-partir-do-outro. Já aqui, uma trindade em nós e na nossa experiência do outro. Para saber mais, clicar AQUI.
A Trindade tem um coração: chama-se amor, e configura pessoa, Igreja e sociedade
Trata-se de encontrar uma analogia da vida capaz de nos conectar com a Trindade. Mas trata-se também de uma questão de experiência vivida. É nesta demanda que o amor surge como essa grande analogia que, de entre «as muitas trindades conhecidas por experiência», nos permite ver como na nossa experiência tocamos algo da lógica trinitária de Deus. Para saber mais, clicar AQUI.
Pela experiência do outro visitamos e somos visitados pela Trindade divina
Ser-com-o-outro «com-porta» sempre qualquer coisa de ascético. Nisto a espontaneidade não basta. Requer-se ainda uma liberdade empenhada em converter o ser-com-o-outro num efetivo ser-para-o-outro e ser-a-partir-do-outro. Já aqui, uma trindade em nós e na nossa experiência do outro. Para saber mais, clicar AQUI.
domingo, 12 de maio de 2013
PALAVRA de DOMINGO: contextualizá-la para bem a entender e melhor vivê-la!
EVANGELHO – Lc 24,46-53
Para a reflexão, considerar as seguintes indicações:
FONTE: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=955
Naquele tempo,
disse Jesus aos seus discípulos:
«Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia
e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados
a todas as nações, começando por Jerusalém.
Vós sois testemunhas disso.
Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai. Por isso, permanecei na cidade,
até que sejais revestidos com a força do alto».
Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os.
Enquanto os abençoava,
afastou-Se deles e foi elevado ao Céu. Eles prostraram-se diante de Jesus,
e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria.
E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.
AMBIENTEdisse Jesus aos seus discípulos:
«Está escrito que o Messias havia de sofrer e de ressuscitar dos mortos ao terceiro dia
e que havia de ser pregado em seu nome o arrependimento e o perdão dos pecados
a todas as nações, começando por Jerusalém.
Vós sois testemunhas disso.
Eu vos enviarei Aquele que foi prometido por meu Pai. Por isso, permanecei na cidade,
até que sejais revestidos com a força do alto».
Depois Jesus levou os discípulos até junto de Betânia e, erguendo as mãos, abençoou-os.
Enquanto os abençoava,
afastou-Se deles e foi elevado ao Céu. Eles prostraram-se diante de Jesus,
e depois voltaram para Jerusalém com grande alegria.
E estavam continuamente no templo, bendizendo a Deus.
O Evangelho de hoje situa-nos no dia de Páscoa. Cristo já se manifestou aos discípulos de Emaús (cf. Lc 24,13-35) e aos onze, reunidos no cenáculo (cf. Lc 24,36-43). No texto que nos é proposto, apresentam-se as últimas instruções de Jesus (cf. Lc 24,44-49) e a ascensão (cf. Lc 24,50-53).
Ao contrário dos “Actos”, ressurreição, aparições de Jesus ressuscitado aos discípulos e ascensão são colocados – aqui – no mesmo dia, o que parece mais correcto do ponto de vista teológico: ressurreição e ascensão não se podem diferenciar; são apenas formas humanas de falar da passagem da morte à vida definitiva junto de Deus.
MENSAGEMAo contrário dos “Actos”, ressurreição, aparições de Jesus ressuscitado aos discípulos e ascensão são colocados – aqui – no mesmo dia, o que parece mais correcto do ponto de vista teológico: ressurreição e ascensão não se podem diferenciar; são apenas formas humanas de falar da passagem da morte à vida definitiva junto de Deus.
O nosso texto está dividido em duas partes: despedida dos discípulos (vers. 46-49) e ascensão (vers. 50-53).
Na primeira parte temos, portanto, as palavras de despedida de Jesus. Os discípulos
que fizeram a experiência do encontro pessoal com Jesus ressuscitado são agora convocados para a missão: Jesus envia-os como testemunhas, a pregar a conversão (“metanoia” – a transformação radical da vida, da mentalidade, dos valores) e o perdão dos pecados (ou seja, o anúncio de que Deus ama todos os homens e os convida a deixar o egoísmo, o orgulho e a auto-suficiência para iniciarem uma vida de Homens Novos). Para esta tarefa ingente, os discípulos contam com a ajuda e a assistência do Espírito. Temos também, aqui, todos os elementos daquilo que será a futura missão da Igreja. O testemunho apostólico terá como tema central a morte e ressurreição de Jesus, o Messias libertador anunciado pelas escrituras (vers. 44.46). Desde Jerusalém, esta proposta deve ser anunciada a todas as nações. Este “percurso” será explicitado no livro dos “Actos”.
Na segunda parte, Lucas descreve a ascensão, situada em Betânia. Há duas indicações de Lucas que importa realçar. A primeira é a bênção que Jesus dá aos discípulos antes de ir para junto do Pai: essa bênção sugere um dom que vem de Deus e que afecta positivamente toda a vida e toda a acção dos discípulos, capacitados para a missão pela força de Deus. A segunda é a alegria dos discípulos: a alegria é o grande sinal messiânico e escatológico; indica que o mundo novo já começou, pois o projecto salvador e libertador de Deus está em marcha.
ACTUALIZAÇÃONa primeira parte temos, portanto, as palavras de despedida de Jesus. Os discípulos
que fizeram a experiência do encontro pessoal com Jesus ressuscitado são agora convocados para a missão: Jesus envia-os como testemunhas, a pregar a conversão (“metanoia” – a transformação radical da vida, da mentalidade, dos valores) e o perdão dos pecados (ou seja, o anúncio de que Deus ama todos os homens e os convida a deixar o egoísmo, o orgulho e a auto-suficiência para iniciarem uma vida de Homens Novos). Para esta tarefa ingente, os discípulos contam com a ajuda e a assistência do Espírito. Temos também, aqui, todos os elementos daquilo que será a futura missão da Igreja. O testemunho apostólico terá como tema central a morte e ressurreição de Jesus, o Messias libertador anunciado pelas escrituras (vers. 44.46). Desde Jerusalém, esta proposta deve ser anunciada a todas as nações. Este “percurso” será explicitado no livro dos “Actos”.
Na segunda parte, Lucas descreve a ascensão, situada em Betânia. Há duas indicações de Lucas que importa realçar. A primeira é a bênção que Jesus dá aos discípulos antes de ir para junto do Pai: essa bênção sugere um dom que vem de Deus e que afecta positivamente toda a vida e toda a acção dos discípulos, capacitados para a missão pela força de Deus. A segunda é a alegria dos discípulos: a alegria é o grande sinal messiânico e escatológico; indica que o mundo novo já começou, pois o projecto salvador e libertador de Deus está em marcha.
Para a reflexão, considerar as seguintes indicações:
♦ A ressurreição/ascensão de Jesus convida-nos a ver a vida com outros olhos – os olhos da esperança. Diz-nos que o sofrimento, a perseguição, o ódio, a morte, não são a última palavra para definir o quadro do nosso caminho; diz-nos que no final de um caminho percorrido na doação, na entrega, no amor vivido até às últimas consequências, está a vida definitiva, a vida de comunhão com Deus. Esta esperança permite-nos enfrentar o medo, os nossos limites humanos, o fanatismo, o egoísmo dos fazedores de pecado e permite-nos olhar com serenidade para esse qualquer coisa de novo que nos espera, para esse futuro de vida plena que é o nosso destino final.
♦ A ascensão de Jesus e, sobretudo, as palavras finais de Jesus, que convocam os discípulos para a missão, sugerem a nossa responsabilidade na construção desse mundo novo onde habita a justiça e a paz; sugerem que a proposta libertadora que Jesus fez a todos os homens está agora nas nossas mãos e que é nossa responsabilidade torná-la realidade; sugerem que nós, os seguidores de Jesus, temos de construir, com o esforço de todos os dias, o novo céu e a nova terra. Sentimos, de facto, esta responsabilidade? Preocupamo-nos em tornar realidade no mundo os gestos libertadores de Cristo? Procuramos construir, no dia a dia, esse mundo novo de justiça, de fraternidade, de liberdade e de paz?♦ A alegria que brilha nos olhos e nos corações desses discípulos que testemunham a entrada definitiva de Jesus na vida de Deus tem de ser uma realidade que transparece na nossa vida. Os seguidores de Jesus, iluminados pela fé, têm de testemunhar, com a sua alegria, a certeza de que os espera, no final do caminho, a vida em plenitude; e têm de testemunhar, com a sua alegria, a certeza de que o projecto salvador e libertador de Deus está a actuar no mundo, está a transformar os corações e as mentes, está a fazer nascer, dia a dia, o Homem Novo.
♦ A ascensão de Jesus recorda-nos, sobretudo, que Ele foi elevado para junto do Pai e nos encarregou de continuar a tornar realidade o seu projecto libertador no meio dos homens nossos irmãos. É essa a atitude que tem marcado a caminhada histórica da Igreja? Ela tem sido fiel à missão que Jesus, ao deixar este mundo, lhe confiou?
♦ O nosso testemunho tem transformado e libertado a realidade que nos rodeia? Qual o real impacto desse testemunho na nossa família, no local onde desenvolvemos a nossa actividade profissional, na nossa comunidade cristã ou religiosa?
♦ Não é invulgar ouvirmos dizer que os seguidores de Jesus vivem a olhar para o céu e ignoram os dramas da terra. Estamos, efectivamente, atentos aos problemas e às angústias dos homens, ou vivemos de olhos postos no céu, num espiritualismo alienado? Sentimo-nos questionados pelas inquietações, pelas misérias, pelos sofrimentos, pelos sonhos, pelas esperanças que enchem o coração dos que nos rodeiam? Sentimo-nos solidários com todos os homens?
FONTE: http://www.dehonianos.org/portal/liturgia_dominical_ver.asp?liturgiaid=955
Etiquetas:
alegria,
Ascenção,
Deus,
discípulos,
esperança,
Evangelho de São Lucas,
Homens,
igreja,
Jesus Cristo,
Messias,
miséria,
palavra de domingo,
problemas,
sofrimento,
testemunho
quarta-feira, 20 de março de 2013
QUESTÕES para ATEUS (10/16; 11/16; 12/16; 13/16)
Todo o tempo pode e deve ser tempo de transformação, de modificação, numa palavra, de conversão. No entanto este, o da Quaresma, é especial.
Sorte a dele, a do convertido! - eu, ex-ateu, que o diga.
Etiquetas:
Criação,
criatividade,
Deus,
espaço e tempo,
espírito,
física,
história,
Homens,
Mundo,
questões para ateus,
religião,
tempo,
universo
sábado, 11 de agosto de 2012
BARBÁRIE ainda e sempre (exemplo 9)
MAIS UMA INJUSTIÇA DOS HOMENS UNS CONTRA OS OUTROS. MAIS GRAVE, EM PLENO SÉCULO XXI…
Aqui está uma realidade que muitas vezes quem visita estes países desconhece, mas se divulgarmos pelas diversas formas que temos ao nosso alcance, podemos contribuir para melhorar a vida destas pessoas que não têm culpa nenhuma e sofrem pela ignorância dos homens.
Impressiona-nos muito, sobretudo porque ninguém fala nela. Será por ser políticamente incorrecto? Nem quero imaginar que seja por isso. É o eterno problema das minorias a quem nunca se liga.
Aqui está uma realidade que muitas vezes quem visita estes países desconhece, mas se divulgarmos pelas diversas formas que temos ao nosso alcance, podemos contribuir para melhorar a vida destas pessoas que não têm culpa nenhuma e sofrem pela ignorância dos homens.
Impressiona-nos muito, sobretudo porque ninguém fala nela. Será por ser políticamente incorrecto? Nem quero imaginar que seja por isso. É o eterno problema das minorias a quem nunca se liga.
Subscrever:
Mensagens (Atom)