"Porquê?" & "Para quê?"

Impõe-se-me, como autor do blogue, dar uma explicação, ainda que breve, do "porquê" e do "para quê" da sua criação. O título já por si diz alguma coisa, mas não o suficiente. E será a partir dele, título, que construirei esse "suficiente". Vamos a isso! Assim:
Dito de dizer, escrever, noticiar, informar, motivar, explicar, divulgar, partilhar, denunciar, tudo aquilo que tenho e penso merecer sê-lo. Feito de fazer, actuar, concretizar, agir, reunir, construir. Um pressupõe e implica, necessariamente, o outro - «de palavras está o mundo cheio». Se muitos & bons discursos ditos, mas poucas ou nenhumas acções que tornem o mundo, um lugar, no mínimo, suportável para se viver, «olha para o que eu digo, não olhes para o que eu faço», então nada feito!!!

«Para bom entendedor meia palavra basta» - meu dito meu feito, palavras e motivo.





























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quarta-feira, 5 de junho de 2019

FILME&CINEMA: “A hidden life”

O filme sobre o Beato Franz Jägerstätter, objetor de consciência austríaco que se recusou combater por Hitler na Segunda Guerra Mundial, e por isso foi morto em 1943, deixando viúva a mãe das suas filhas, foi distinguido pelo júri ecuménico do festival de cinema de Cannes, que termina hoje. Os jurados consideram que «a alta qualidade cinematográfica, em termos de realização, de cenário e de montagem, permite exprimir e explorar as questões que se colocam à pessoa confrontada com o mal». De modo a compreender um filme que, entre o acentuar dramático da sucessão de acontecimentos, convida à contemplação, «é necessário deter-se, ir além da epiderme, insistindo nos sentidos: cor, som, símbolo e mensagem». Para saber mais clicar AQUI.

segunda-feira, 21 de maio de 2018

CINEMA&FILMES: Júri ecuménico do festival de Cannes distingue filmes sobre infância, pobreza e racismo

O júri ecuménico presente no festival de cinema de Cannes, presidido pela cineasta portuguesa Inês Gil, distinguiu hoje o filme "Capharnaüm", da realizadora libanesa Nadine Labaki. O filme, um dos favoritos a ganhar o principal prémio, a Palma de Ouro, centra-se em Zain, um menino de 12 anos que processa judicialmente os pais por lhe terem dado vida. Os jurados decidiram também conceder uma menção especial a "BlacKkKlansman", do realizador norte-americano Spike Lee, «grito contra um racismo persistante, não só nos Estados Unidos, como no mundo inteiro». Para saber mais, clicar AQUI.

sexta-feira, 27 de dezembro de 2013

CINEMA: "O Passado"

Gerida com delicadeza, na progressiva intimidade dos espaços e das personagens, a narrativa fílmica de Asghar Farhadi faz-nos olhar por dentro e por fora o que há de único e comum nas relações, ao mesmo tempo que levanta questões pertinentes sobre a complexidade das famílias, do papel do homem e da mulher, das relações de trabalho e de imigração que não se reduzem nem ao contexto francês nem ao iraniano. Prémio do júri ecuménico na última edição de Cannes, o filme foi elogiado como ilustração do versículo bíblico «e a verdade vos libertará» (João 8, 32).
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http://www.snpcultura.org/o_passado.html

terça-feira, 23 de julho de 2013

CINEMA: "A Batalha de Tabatô": entre guerra e paz, amor e cultura, passado e futuro

“A Batalha de Tabatô”, obra entre o documental e a ficção, fortemente enraizada na essência identitária de uma aldeia de músicos que cumpre a arte musical como vivência e garante da harmonia entre as pessoas – cada qual com seu lugar, todas juntas numa sintonia possível –, é uma incrível metáfora da atual situação da Guiné: inclui o peso e o horror da guerra, explicitado no trauma de uma personagem que não se consegue libertar dessa memória, e aponta o amor e a arte como claros caminhos de resgate, se não de cada personagem, da alma de um povo. Pelo pulsar de uma cinematografia bem viva e atenta ao mundo que somos, “A Batalha de Tabatô” vem, mais uma vez, provar a qualidade do cinema português, para o qual urge divulgação, reflexão, mobilização e investimento.
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